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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Colesterol: 6 mitos e verdades sobre esse vilão do coração


Além de silenciosa, a aterosclerose, doença causada pelo acúmulo de colesterol ruim (LDL) nas paredes dos vasos, é progressiva e responsável por 67% dos casos de doenças cardiovasculares[i], [ii],[iii]

 

As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil e no mundo[iv]. Entre os principais responsáveis por essas enfermidades, que causam cerca de 400 mil mortes por ano apenas no Brasil[v], está a aterosclerose — uma doença provocada pelo acúmulo do colesterol ruim (LDL) nas paredes das artérias2,[vi].

 

Diante desse cenário, o Mês de Combate ao Colesterol é uma oportunidade para esclarecer e desmistificar informações. Embora o colesterol desempenhe funções importantes no organismo, seus níveis elevados podem representar sérios riscos à saúde3. Para ajudar a entender melhor o que é o colesterol e qual o seu impacto na saúde do coração, o cardiologista Luís Henrique Gowdak, Coordenador de Gestão Assistencial da Unidade de Aterosclerose e Coronariopatia Crônica do InCor-HCFMUSP, reuniu informações essenciais sobre o tema.

 

Só existe um tipo de colesterol: Mito.  Com papel importante no corpo humano, o colesterol é um tipo de gordura que está presente nas membranas das células e é essencial para a produção de alguns hormônios e da vitamina D3. Cerca de 70% a 80% do colesterol do nosso corpo é produzido internamente, principalmente pelo fígado[vii]. O restante vem da alimentação3. Como não se dissolve no sangue, o colesterol precisa se ligar a partículas chamadas lipoproteínas para circular pelo organismo1. As duas principais são:


·         o HDL (conhecido como “bom colesterol”) que ajuda a remover o excesso de colesterol das artérias, levando-o de volta ao fígado, onde pode ser eliminado[viii].


  • LDL (“colesterol ruim”): em níveis elevados, especialmente quando combinado a fatores de risco como tabagismo, diabetes ou obesidade, pode se acumular nas paredes das artérias, formando placas de gordura3. Esse processo é chamado de aterosclerose, e pode dificultar a passagem do sangue1,2.

 

O colesterol ruim (LDL) não é o único fator de risco para as doenças cardiovasculares: Verdade. Embora diversos fatores de risco possam comprometer a saúde do coração — como má alimentação, obesidade, sedentarismo, hipertensão arterial, diabetes e tabagismo — cerca de 67% das doenças cardiovasculares têm como causa a aterosclerose, enfermidade causada pelo colesterol ruim (LDL)1,2.

 

As taxas ideais de colesterol ruim (LDL) são iguais para todos: Mito. Os níveis ideais do colesterol ruim (LDL) variam de acordo com o risco cardiovascular de cada pessoa1. Para quem tem risco cardiovascular baixo, o ideal é manter os níveis de LDL colesterol abaixo de 130 mg/dL1. Em pessoas com risco intermediário, o valor recomendado é abaixo de 100 mg/dL. Já aqueles que já sofreram um infarto, AVC ou outro evento cardiovascular devem manter um controle mais rigoroso, com o LDL abaixo de 50 mg/dL1.

 

A aterosclerose é uma doença silenciosa – Verdade.

Segundo o Dr. Luís Henrique Gowdak, cardiologista do InCor-HCFMUSP, “além de silenciosa por não apresentar sintomas, essa é uma doença crônica e progressiva”. Ele alerta que “por meio de um simples exame de sangue, conseguimos medir os níveis de LDL colesterol. Por isso, é essencial que as pessoas realizem consultas e check-ups regulares, para evitar que a doença seja descoberta apenas quando já evoluiu para um infarto, por exemplo.”

 

Após um evento cardiovascular, os pacientes passam a controlar os fatores de risco. Mito. 

“Infelizmente, isso nem sempre acontece”, alerta o Dr. Luís Henrique Gowdak, cardiologista do InCor-HCFMUSP. Em um estudo com 2 mil pacientes brasileiros com diagnóstico confirmado de doença cardiovascular aterosclerótica, e do qual o Dr. Gowdak participou, apenas seis estavam com todos os fatores de risco devidamente controlados[ix]. “Esse dado é alarmante, pois muitas dessas pessoas acreditam, de forma equivocada, que estão curadas. Esquecem que a doença cardiovascular é crônica e exige cuidado contínuo”, reforça o médico.

 

Não existem apenas medicamentos de uso oral para manter o controle do colesterol. Verdade. Segundo o cardiologista, “além das estatinas, que são de uso oral, há alguns anos contamos também com medicamentos injetáveis para ajudar na redução do LDL-colesterol, aplicados a cada 15 dias ou uma vez por mês[x]”.
“Mais recentemente, chegou ao Brasil uma nova opção terapêutica: um medicamento de aplicação subcutânea, indicado para pacientes com LDL colesterol elevado, apesar do uso de estatinas, que é administrado a cada seis meses
[xi], explica o especialista do InCor-HCFMUSP.

  



Referências

[i] PRÉCOMA, D. B. et al. Diretriz de prevenção cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019. Arq Bras Cardiol. 2019;113(4):787-891.

[ii] Adaptado de Roth GA, et al. Global Burden of Cardiovascular Diseases and Risk Factors, 1990–2019 J Am Coll Cardiol. 2020;76(25):2982-3021.

[iii] American Heart Association. Disponível em: https://www.heart.org/en/health-topics/cholesterol/about-cholesterol. Acesso em julho de 2025.

[iv] ECONOMIST IMPACT. City Heartbeat Index 2024 – Findings Report. Londres: Economist Impact, 2024.

[v] Cardiômetro - Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em: http://www.cardiometro.com.br/. Acesso em julho de 2025.

[vi] FERENCE, B. A. et al. Low-density lipoproteins cause atherosclerotic cardiovascular disease. Eur Heart J. 2017;38(32):2459–2472.

[vii]Blesso CN, Fernandez ML. Dietary cholesterol, serum lipids, and heart disease: Are eggs working for or against you? Nutrients. 2018; 10(4):426.


[viii] American Heart Association. Disponível em: https://www.heart.org/en/healthtopics/cholesterol/hdlgood-ldl-bad-cholesterol-andtriglycerides. Acesso em julho de 2025.

[ix] Barros e Silva, Pedro GM, et al. Primary results of the brazilian registry of atherothrombotic disease (NEAT)." Scientific Reports 14.1 (2024): 4222.

[x] SABATINE, M. S. et al. Evoocumab and clinical outcomes in patients with cardiovascular disease. N Engl J Med. 2017;376(18):1713–1722.

[xi] Bula do Sybrava. Disponível em: https://portal.novartis.com.br/medicamentos/wp-content/uploads/2023/06/Bula-SYBRAVA-Solucao-Injetavel-seringa-preenchida-Paciente.pdf. Acesso em julho de 2025.



8 de agosto - Dia de combate ao colesterol alto

Combater o colesterol alto é essencial para prevenir doenças cardiovasculares

No dia de combate ao colesterol alto, especialista da Afya Educação Médica Vitória alerta e tira dúvidas a respeito do tema  

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e o Ministério da Saúde, o colesterol elevado está entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares,  responsáveis por cerca de 30% a 40% das mortes no Brasil. Esse problema de saúde, que afeta milhões de pessoas e pode evoluir silenciosamente ao longo dos anos, está relacionado ao acúmulo de placas de gordura nas artérias, dificultando a circulação sanguínea. 

Dados da Organização Mundial da Saúde também revelam que mais de 40% dos adultos no mundo têm níveis altos de colesterol, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. 

Segundo o Dr.  Antonio Avanza, professor de Cardiologia da Afya Educação Médica de Vitória, embora seja uma questão delicada, é possível diagnosticar, tratar e melhorar o quadro de quem está com altas taxas de colesterol. “A boa notícia é que, com mudanças simples no estilo de vida, é possível reduzir significativamente os níveis de colesterol e prevenir complicações mais graves, como infarto e AVC”, comenta.

Nesse sentido, o especialista da Afya Vitória desmistifica algumas das principais dúvidas dos pacientes acerca do assunto:


Afinal, o que é colesterol?

O colesterol é um tipo de gordura essencial para o funcionamento do nosso corpo. Ele é produzido naturalmente pelo organismo e também pode ser obtido por meio da alimentação. Entre suas funções, estão a formação das membranas das células, a produção de hormônios e vitamina D. No entanto, quando seus níveis estão elevados, especialmente o colesterol LDL, conhecido como “ruim”, pode ocorrer o acúmulo dessa gordura nas paredes das artérias, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares graves, a exemplo de infarto e AVC.


Qual a diferença do colesterol ruim e do colesterol bom?

O LDL (lipoproteína de baixa densidade) é considerado o "colesterol ruim" porque transporta colesterol para as artérias, podendo causar placas de gordura. Já o HDL (lipoproteína de alta densidade) é o "colesterol bom", pois ajuda a remover o excesso de colesterol das artérias e o leva de volta ao fígado, onde é eliminado.

 

Quais são os principais fatores que aumentam o colesterol?

Os principais fatores são alimentação rica em gorduras saturadas e trans, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Além disso, a genética também tem um papel importante: algumas pessoas podem ter colesterol alto mesmo com hábitos saudáveis, como no caso da hipercolesterolemia familiar. Por isso, é essencial fazer exames regularmente, mesmo que você se sinta bem.

 

Quais as dicas para controlar o colesterol?

Manter uma alimentação equilibrada é o primeiro passo. Priorize frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes e gorduras boas, como as presentes no azeite de oliva e nas castanhas. Evite alimentos ultraprocessados, frituras, carnes gordurosas e embutidos. Praticar atividade física regular, não fumar, controlar o peso e evitar o consumo excessivo de álcool também são atitudes importantes. Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser necessário,  sempre com orientação médica.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do colesterol alto é feito por meio de um exame de sangue chamado perfil lipídico, que mede os níveis de colesterol total, LDL (colesterol ruim), HDL (colesterol bom) e triglicerídeos. Esse exame deve ser solicitado por um médico e pode ser feito em jejum ou não, conforme orientação profissional. Mesmo pessoas jovens e aparentemente saudáveis devem realizá-lo periodicamente, já que o colesterol alto costuma evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas. Em alguns casos, fatores genéticos também estão envolvidos, como na hipercolesterolemia familiar, uma condição em que o colesterol já está elevado desde o nascimento e exige acompanhamento constante.

 

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Iluminação adequada pode ajudar no controle de sintomas do Alzheimer

Especialista explica como ajustar a luz artificial para reduzir agitação e mudanças de humor causadas pela “Síndrome do Pôr do Sol”

 

A iluminação pode desempenhar um papel importante no cuidado com pessoas que vivem com Alzheimer, especialmente em relação à chamada “Síndrome do Pôr do Sol”, um fenômeno comum na doença caracterizado por agitação, irritabilidade, alterações bruscas de humor e, em alguns casos, até comportamentos agressivos no final da tarde. 

Segundo a especialista, ajustes na iluminação artificial podem ajudar a amenizar esses sintomas. “Quando vai chegando o pôr do sol, a pessoa com Alzheimer pode ficar agitada e apresentar mudanças de humor intensas. Uma iluminação difusa e mais clara nesse momento ajuda a suavizar essa transição e a reduzir o desconforto, fazendo com que o paciente passe por esse período de forma mais calma e estável”, explica. 

O objetivo é criar um ambiente que disfarce a passagem do dia para a noite, evitando que o paciente perceba essa mudança. Para isso, recomenda-se, nesses horários, utilizar luz difusa, clara e uniforme, reduzindo ao máximo os contrastes e evitando diferenças bruscas de intensidade luminosa entre os ambientes. “Isso evita confusão e contribui para a estabilidade emocional do paciente”, complementa. 

Mesmo para quem ainda não apresenta sintomas da síndrome, a recomendação é manter durante todo o dia uma iluminação indireta, homogênea e sem contrastes acentuados. Essa medida simples ajuda a prevenir episódios de desorientação e mantém o paciente em um estado de maior conforto e segurança. 

Embora outras medidas possam ser indicadas por médicos para o manejo da síndrome, a especialista reforça que a luz é um recurso importante. “A iluminação não substitui tratamentos médicos, mas é um aliado que contribui para o bem-estar, a tranquilidade e a qualidade de vida das pessoas com Alzheimer”, conclui.




Adriana Tedesco -ntem como missão projetar ambientes luminosos saudáveis, trazendo experiências da natureza para dentro de nossos espaços, permitindo que o corpo humano reconheça e se sincronize com os ciclos naturais. Seu trabalho visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida, transformando a iluminação em uma ferramenta de cura e reconexão com a própria essência. Ela é titular do Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa, referência no setor, onde lidera o desenvolvimento de projetos que aliam luz e saúde. Seu escritório é um dos poucos especializados nessa abordagem inovadora, que considera os impactos da iluminação no ser humano. O Studio Guido Projetos de Iluminação Integrativa está localizado na Rua Guaiaó, 66 - sala 809 - Praiamar Corporate - Santos - SP. Telefone: (13) 3234-3445.



10 mitos e verdades sobre o DIU que você talvez não sabia

Médica desmistifica o método contraceptivo de longa duração e reforça a importância de informação no planejamento reprodutivo

 

O DIU (Dispositivo Intrauterino) é um dos métodos contraceptivos mais eficazes e duradouros disponíveis atualmente. No entanto, apesar de sua popularidade crescente, ainda há muitas dúvidas e informações equivocadas circulando por aí. Para esclarecer o que é fato e o que é mito, a médica ginecologista Carla Cooper, parceira da DKT South America, organização dedicada à promoção da saúde sexual e reprodutiva, responde às principais dúvidas sobre o tema:

1. O DIU é só para quem já teve filhos.
Mito. “O DIU pode ser utilizado por mulheres que nunca engravidaram. O mais importante é passar por uma avaliação médica para ver se o método é adequado ao perfil da paciente”, explica a ginecologista.

2. O DIU pode causar infertilidade.
Mito. Não há evidências científicas que relacionem o uso do DIU à infertilidade. “A fertilidade é retomada logo após a retirada do dispositivo”, afirma a médica.

3. Existem DIUs com e sem hormônio.
Verdade. Há dois principais tipos de DIU: o de cobre (sem hormônio) e o hormonal (libera progestagênio). Ambos são altamente eficazes.

4. O DIU aumenta o risco de infecções.
Mito. O risco de infecção é maior apenas nas primeiras semanas após a inserção, mas é muito baixo quando o procedimento é feito com higiene e por um profissional capacitado. Ao ser descartado sinais de infecção ginecológica durante o exame físico, imediatamente antes da inserção do DIU.

5. O DIU pode se deslocar dentro do útero.
Verdade. Isso pode acontecer em casos raros, especialmente nos primeiros meses. Por isso, o acompanhamento médico é importante.

6. Mulheres com fluxo intenso não podem usar DIU.
Parcialmente verdade. “O DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual, então, nesses casos, o modelo hormonal pode ser mais indicado. O ginecologista deve avaliar”, recomenda a especialista.

7. O DIU pode ser usado como contraceptivo de emergência.
Verdade. “O DIU de cobre e cobre com prata pode ser inserido em até 5 dias após a relação desprotegida e tem mais de 99% de eficácia”, explica a médica.

8. O DIU interfere no prazer sexual.
Mito. O DIU fica dentro do útero, e não interfere nas sensações durante a relação sexual.

9. O DIU é um método permanente.
Mito. Ele é de longa duração, mas totalmente reversível. Pode ser retirado a qualquer momento, com retorno imediato da fertilidade.

10. O DIU está disponível gratuitamente pelo SUS.
Verdade. O DIU de cobre pode ser inserido gratuitamente em unidades básicas de saúde. “Esse acesso é um direito e deve ser mais divulgado”, finaliza Carla.

Falar sobre contracepção com clareza e responsabilidade é fundamental para que mais mulheres possam tomar decisões informadas sobre seu corpo e sua saúde reprodutiva. Desmistificar o uso do DIU e ampliar o acesso a informações seguras é um passo importante para garantir mais autonomia, bem-estar e liberdade de escolha para todas. 



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Dia Nacional do Combate ao Colesterol: conheça os mitos e verdades sobre um dos principais fatores de risco à saúde

O dia 8 de agosto é dedicado à conscientização sobre hábitos de saúde e prevenção para diagnóstico precoce de problemas cardiovasculares

 

Apesar da má reputação, o colesterol não é um vilão: trata-se de uma substância essencial para o funcionamento do organismo, responsável pela produção de hormônios, vitamina D e componentes da bile. Porém, o desequilíbrio nos níveis sanguíneos pode gerar problemas graves e é necessário estar atento e se informar para preservar a saúde. O 8 de agosto, Dia Nacional do Combate ao Colesterol, é a data dedicada a alertar a população sobre os riscos do colesterol alto e a importância do diagnóstico e do controle precoce.

“Muita gente ainda acredita que basta evitar frituras ou cortar ovos da dieta para manter o colesterol sob controle, mas essa visão é simplista e, muitas vezes, equivocada”, afirma o Dr. Luiz Portari, Coordenador da Pós em Endocrinologia da Afya Educação Médica de São Paulo. “O colesterol alto pode ter origem genética e estar presente mesmo em pessoas magras e aparentemente saudáveis. Por isso, exames periódicos e acompanhamento médico são fundamentais.” 

As causas do colesterol alto são múltiplas. Embora a alimentação rica em gorduras saturadas e trans seja um fator importante, outros elementos como predisposição genética, sedentarismo, tabagismo, obesidade e doenças como diabetes tipo 2 e hipotireoidismo também influenciam significativamente nos níveis de colesterol sanguíneo. 

Por isso, o controle deve começar cedo. A recomendação é que o rastreio seja feito ainda na infância, a partir dos 9 anos de idade, especialmente em crianças com histórico familiar de dislipidemia ou doenças cardiovasculares precoces. A hipercolesterolemia familiar, por exemplo, é uma condição genética que pode provocar níveis elevados de colesterol desde a infância, mesmo com alimentação saudável. Nesses casos, o risco de infarto precoce é alto e o diagnóstico precoce pode salvar vidas.



Colesterol ‘bom’ x Colesterol ‘ruim’

O colesterol LDL, conhecido como “ruim”, quando presente em excesso no organismo, tende a se acumular nas artérias, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Em contrapartida, o HDL, chamado de “colesterol bom”, exerce um papel protetor ao ajudar a remover o excesso de gordura do sangue, transportando-o de volta ao fígado para ser metabolizado. Outro marcador importante na avaliação do perfil lipídico são os triglicerídeos, que estão fortemente relacionados aos hábitos alimentares e ao estilo de vida. 

Adotar uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente são estratégias essenciais para melhorar o perfil lipídico. Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, aumentar a ingestão de fibras solúveis, incluir peixes ricos em ômega-3 na dieta e manter uma rotina de atividades como caminhada, corrida ou natação trazem benefícios comprovados para a saúde cardiovascular. 

E quanto ao ovo, será que ele ainda é um vilão? Estudos mais recentes indicam que, para a maioria das pessoas saudáveis, o consumo moderado de ovos não causa aumento significativo do colesterol. O foco deve estar na qualidade geral das gorduras ingeridas e no padrão alimentar como um todo, e não na exclusão de alimentos isolados. 

“Neste Dia Nacional do Combate ao Colesterol, é importante lembrar que a prevenção começa com informação, exames regulares e escolhas de vida saudáveis. O colesterol não é apenas um número no exame de sangue: ele é um dos principais indicadores da nossa saúde cardiovascular”, destaca o Dr. Luiz Portari.


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Dia dos Pais

A saúde vascular dos homens traz um alerta que não pode esperar 

 

A história se repete com frequência nos consultórios médicos. Homens na faixa dos 40 ou 50 anos aparecem com queixas de cansaço inexplicável, dores nas pernas ou dificuldades íntimas, apenas para descobrir que seus vasos sanguíneos estão envelhecendo a um ritmo acelerado. O que muitos não percebem é que esse processo começou silenciosamente uma ou duas décadas antes, quando os primeiros sinais poderiam ter sido detectados e controlados. 

A medicina conhece bem essa disparidade de gênero quando o assunto é saúde vascular. Enquanto as mulheres contam com a proteção relativa dos hormônios femininos até a menopausa, os homens enfrentam desde cedo um quadro mais desafiador. A testosterona, amplamente reconhecida por seu papel no desenvolvimento das características masculinas, parece ter um lado menos nobre quando se trata da delicada camada endotelial que reveste os vasos sanguíneos. Essa predisposição biológica, combinada com hábitos culturais que desvalorizam a prevenção, cria uma condição perfeita para o desenvolvimento precoce de problemas circulatórios. 

O paradoxo é que os sinais iniciais de alerta vascular em homens são frequentemente ignorados ou associados ao simples "cansaço da idade". A disfunção erétil, por exemplo, raramente é reconhecida como o marcador precoce de doença cardiovascular que realmente é. Os pequenos vasos do pênis funcionam como sentinelas, e nesse caso, os primeiros a sofrer quando a circulação começa a falhar. Estudos mostram que problemas de ereção podem preceder em anos o diagnóstico de doença arterial coronariana e oferecem uma janela de oportunidade para intervenção precoce que frequentemente é desperdiçada. 

O estilo de vida moderno parece ter sido quase que desenhado para prejudicar a saúde vascular masculina. Longas horas sentados no trabalho, alimentação rica em processados, estresse crônico e aquele copo a mais de bebida alcoólica no final de semana - tudo isso se acumula silenciosamente e danifica o equilíbrio do sistema circulatório. O resultado é visível nas estatísticas: homens desenvolvem doenças cardiovasculares em média 10 anos antes que mulheres, e com desfechos frequentemente mais graves. 

A solução, no entanto, não requer mudanças radicais, mas sim uma abordagem consciente. Fazer do check-up vascular um ritual tão normal quanto a troca de óleo do carro. Reconhecer que a pressão arterial elevada é também um sinal de alerta que merece atenção. Entender que aquele ronco noturno pode ser associado a danos vasculares precoces. 

No Dia dos Pais, talvez o presente mais valioso que se pode dar - ou receber - seja uma mudança de perspectiva. Cuidar da saúde vascular não é um sinal de fraqueza, mas de sabedoria. Não se trata apenas de adicionar anos à vida, mas de garantir qualidade e vitalidade em cada um desses anos. Afinal, que pai não deseja estar presente - plenamente presente - para acompanhar os momentos mais importantes da vida de seus filhos?  



Dra. Haila Almeida - Médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser, fundadora e líder do Instituto Alphaveins.


Falta de saneamento resultou na internação de mais de 80 mil idosos no Brasil

Idosos representaram 23,5% das 344 mil internações por doenças causadas pela falta de saneamento básico em 2024

 

A ausência de serviços de saneamento básico no Brasil impacta diretamente a saúde da população, especialmente entre crianças e idosos. De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, que tem como base dados do DATASUS 2024, mais de 80 mil pessoas com mais de 60 anos foram hospitalizadas devido a Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI). 

No Brasil, ocorreram 344 mil internações por essas enfermidades em 2024. Entre essas hospitalizações, os idosos representaram 23,5% do total, sendo um dos grupos mais afetados. O cenário torna-se ainda mais preocupante quando analisamos os óbitos, no qual das 11.554 mortes causadas por DRSAI, 8.830 vitimaram pessoas com mais de 60 anos, representando 76,4% do total de óbitos. 

A população idosa enfrenta maiores riscos devido ao processo natural de envelhecimento, que compromete o sistema imunológico e aumenta a possibilidade de infecções. A falta de acesso à água potável e de coleta e tratamento de esgoto cria um ambiente propício para a proliferação dessas doenças, expondo os idosos a riscos de contaminação e comprometendo sua qualidade de vida. 

Universalizar o saneamento é garantir melhores condições de vida e bem-estar aos habitantes. Para a população idosa brasileira, que já enfrenta vulnerabilidades naturais do envelhecimento, o acesso universal à água tratada e ao esgotamento pode significar a diferença entre um envelhecimento saudável e a exposição a doenças evitáveis que comprometem sua autonomia e dignidade.

 

Atenção, pais: criança que respira pela boca pode ter problema sério de saúde

Comportamento “inofensivo” pode afetar o sono, aprendizado, crescimento e o desenvolvimento do rosto da criança, alerta especialista

 

Se você já percebeu que seu filho, sobrinho ou alguma criança próxima respira mais pela boca do que pelo nariz, principalmente durante o sono, atenção: esse comportamento não é normal e pode esconder causas que afetam diretamente o crescimento e o desenvolvimento infantil. Nesses casos, a orientação é clara — é fundamental procurar um otorrinolaringologista para investigar. 

“A respiração oral não é fisiológica. Isso significa que, quando a criança respira pela boca, algo está impedindo que a respiração nasal, que é a natural e saudável, aconteça de forma adequada. Essa condição pode provocar alterações no desenvolvimento da criança, afetando desde o sono até a estrutura facial”, explica a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco. 

As principais causas da respiração bucal em crianças incluem rinite alérgica, hipertrofia das adenoides (aumento de tecidos localizados atrás do nariz), hipertrofia das amígdalas e desvio de septo nasal. E os sinais, segundo a especialista, são visíveis no dia a dia: “Dormir com a boca aberta, babar excessivamente à noite, roncar, fazer pausas na respiração durante o sono, apresentar sono agitado ou manter a boca constantemente aberta são alguns dos indícios. Também é comum que a criança tenha a voz fanhosa”, detalha a médica do HOPE. 

O impacto da respiração bucal vai além do incômodo noturno. A falta de respiração nasal adequada pode comprometer o crescimento da face e da arcada dentária. “Sessenta por cento do crescimento craniofacial ocorre até os 4 anos de idade, e 90% até os 12 anos. Quando a criança respira pela boca, há aumento da resistência nasal, o que afeta diretamente esse processo. Isso pode resultar em alterações na estrutura do rosto, da dentição e também prejudicar o sono, o humor, o aprendizado, o comportamento e até o crescimento físico, o chamado crescimento pondoestatural”, reforça a Dra. Kátia. 

Um dos quadros mais preocupantes é a Apneia Obstrutiva do Sono, que pode surgir nesses casos. Trata-se de uma condição em que a respiração é interrompida repetidamente durante o sono, prejudicando a oxigenação adequada. “Esse distúrbio pode reduzir a produção do hormônio do crescimento, que é liberado principalmente durante o sono profundo. Como consequência, pode haver impacto direto no desenvolvimento físico da criança. Além disso, diferentemente do adulto, que apresenta sonolência durante o dia, a criança com apneia pode manifestar sintomas como hiperatividade, agressividade, isolamento social e dificuldades de aprendizagem”, alerta Virginia. 

Diante de tantos riscos, a atenção dos pais é essencial. “Se a criança está respirando pela boca com frequência, sem estar gripada, apresenta dificuldades escolares, alterações de comportamento, dificuldades de socialização ou de crescimento, é hora de procurar um otorrinolaringologista”, orienta a especialista do HOPE. 

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. “Um dos exames mais utilizados é a nasolaringofibroscopia, procedimento realizado no consultório com uma fibra óptica flexível, que permite visualizar as vias aéreas de forma confortável e segura. Outros exames, como tomografia, testes alérgicos, polissonografia (estudo do sono), avaliação auditiva, ortodôntica e até neurológica ou psicopedagógica podem ser necessários, dependendo do caso”, comenta a Dra. Kátia. 

O tratamento é sempre individualizado e pode envolver diversos profissionais. “A depender da causa da obstrução respiratória, o plano terapêutico pode incluir otorrinolaringologista, odontopediatra, ortodontista, fonoaudiólogo, alergologista, pneumologista e neurologista. É um cuidado conjunto, pois estamos lidando com uma fase crítica do desenvolvimento infantil”, afirma a otorrino do HOPE. 

Por fim, a médica reforça a importância da observação em casa como forma de prevenção: “Observar como a criança respira enquanto brinca, dorme, se alimenta ou conversa pode ajudar a identificar o problema precocemente. E manter as vias nasais sempre limpas, com o uso de soro fisiológico ou medicações prescritas pelo médico, também contribui para a saúde respiratória”, finaliza a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.


Inteligência Artificial na oncologia: o valor dos dados para aprimorar os tratamentos do câncer no Brasil

Mesmo diante de desafios, o Brasil já avança no uso da Inteligência Artificial para diagnóstico precoce, personalização de tratamentos e apoio à decisão clínica no combate ao câncer


A cada minuto, 40 pessoas no mundo recebem um diagnóstico de câncer, segundo alerta recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 704 mil casos novos de câncer no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025. Segundo o Ministério da Saúde, em 2022, ocorreram mais de 244 mil óbitos por câncer no país, o que corresponde a uma média anual superior a 240 mil mortes. A corrida por tratamentos mais eficazes, diagnósticos precoces e protocolos personalizados nunca foi tão urgente. Nesse cenário, a Inteligência Artificial (IA) surge como uma aliada estratégica da medicina oncológica — e por aqui, apesar dos desafios estruturais, os primeiros frutos dessa revolução já começam a aparecer. 

 

O pesquisador e coordenador da graduação 4D em Inteligência Artificial e Sistemas de Dados Inteligentes, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Lucas Emanuel Silva e Oliveira destaca os principais gargalos e oportunidades no uso da IA no combate ao câncer em nosso território. “O maior desafio está na fragmentação e falta de padronização dos dados clínicos. Sem uma base robusta, os algoritmos ficam enviesados e não conseguem generalizar suas análises para diferentes instituições”, afirma. 


 

Dados fragmentados 


Nos hospitais, clínicas e laboratórios brasileiros, os dados médicos ainda estão dispersos em sistemas que não conversam entre si. Prontuários eletrônicos não padronizados dificultam a consolidação de grandes bancos de dados — matéria-prima essencial para o treinamento de algoritmos capazes de prever, diagnosticar e sugerir condutas terapêuticas. 

 

Essa desorganização afeta diretamente o desempenho dos modelos de IA, que necessitam de informações organizadas, confiáveis e representativas para gerar insights clínicos com segurança e precisão. Segundo Lucas, a interoperabilidade entre sistemas e a governança ética dos dados são prioridades para que a inteligência artificial possa escalar sua aplicação. 

 


Colaboração multidisciplinar 


A evolução da IA na oncologia depende, sobretudo, da sinergia entre profissionais de saúde e cientistas de dados. “Esta colaboração é essencial para o avanço na área, pois a profissional da saúde (não só o médico, mas todo o time multidisciplinar) que conhece a rotina clínica e os gargalos do cuidado, enquanto o cientista de dados traduz essas necessidades em soluções tecnológicas através das várias técnicas de IA disponíveis”, assinala. Para o pesquisador, o maior desafio é justamente a ponte de comunicação entre áreas tão diferentes: “quando essa troca funciona, surgem equipes multidisciplinares muito mais preparadas para desenvolver, testar e implantar modelos de IA que realmente melhorem a jornada do paciente. É uma oportunidade enorme de unir conhecimento técnico, clínico e ético para criar soluções mais humanas, seguras e acessíveis”, ressalta o coordenador da PUCPR. 

 

Lucas também aponta para o surgimento de uma nova geração de profissionais híbridos — médicos, biomédicos e enfermeiros com formação em ciência de dados, ou engenheiros e estatísticos com experiência em saúde. “São esses profissionais que vão liderar os próximos avanços, aplicando IA de forma ética, segura e centrada no paciente.” 


 

Avanços que já estão em prática 


Apesar das limitações, o cenário nacional tem registrado avanços notáveis. Alguns centros de Oncologia já utilizam algoritmos de IA para interpretar exames de imagem, biópsias e prontuários eletrônicos, gerando diagnósticos mais rápidos e precisos. A tecnologia permite detectar nódulos suspeitos em mamografias, prever metástases e apoiar decisões clínicas — tudo com base em cruzamentos inteligentes de dados. 

 

Startups brasileiras também estão na vanguarda dessa transformação. Recentemente, uma companhia recebeu aporte de US$ 1,5 milhão para ampliar uma plataforma de triagem e tratamento de câncer com base em IA. Nesse caso, a solução utiliza hemogramas de rotina para mapear o risco de tumores como os de mama, pulmão, próstata e colo de útero. 

 

Outro caso é o da startup que desenvolveu um exame de alta precisão para nódulos de tireoide, com potencial de economia de até R$ 385 milhões ao evitar cirurgias desnecessárias. A tecnologia está em processo de inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) e em planos de saúde. 

 

Também é destaque o sistema desenvolvido por uma startup que identifica sinais de câncer de pele com até 98% de acurácia, a partir de fotos enviadas por celular — um exemplo de como a IA pode democratizar o acesso ao diagnóstico precoce. 

 


Aplicações da IA no combate ao câncer 


Para além dessas soluções, outras frentes de atuação da inteligência artificial na oncologia incluem: 

Diagnóstico precoce: análise automatizada de exames de sangue, imagens médicas e dados clínicos para identificar sinais iniciais de câncer. 


Apoio à decisão clínica: recomendação de condutas terapêuticas personalizadas com base em padrões aprendidos por algoritmos. 


Descoberta de medicamentos: uso de IA para encontrar novas moléculas com potencial terapêutico. 


Monitoramento de pacientes: acompanhamento pós-tratamento com alertas sobre medicamentos, curativos e complicações potenciais. 


 

Desafios e perspectivas 


Para que essas inovações se tornem parte do cotidiano do sistema de saúde brasileiro, ainda é necessário superar desafios significativos: aprimorar a infraestrutura digital, assegurar a privacidade dos dados, promover validações clínicas robustas e ampliar o acesso às tecnologias. Mas a trajetória já iniciada indica um caminho promissor. 

 

Como conclui o coordenador Lucas Emanuel: “Quanto mais profissionais capacitados a aplicar ferramentas de IA na saúde, mais avanços veremos. O potencial da inteligência artificial na oncologia é imenso — e ele está apenas começando a ser explorado”, destaca. 

 

Formação 

A formação de um especialista em Inteligência Artificial (IA) passa pela construção de uma base de conhecimento multidisciplinar envolvendo disciplinas como estatística, gestão de projetos e programação, aprendizagem de máquina, automação, processamento de linguagem natural, visão computacional, entre outras. 

 

Com aulas ao vivo e mentorias, a graduação 4D da PUCPR em Inteligência Artificial e Sistemas de Dados Inteligentes é uma opção para migrar, ingressar ou se aprofundar na carreira. A modalidade é 100% digital, com algumas aulas ao vivo, e duração de dois anos. Um dos diferenciais é a possibilidade do estudante construir suas próprias trilhas de aprendizado, alinhando interesses pessoais às demandas do mercado. Mais informações no site http://digital4d.pucpr.br/curso/inteligencia-artificial-sistemas-de-dados-inteligentes/


Hospital Sapiranga reforça importância da amamentação durante campanha mundial

Na Semana Mundial da Amamentação, hospital reforça importância do leite materno como fonte de nutrição, vínculo e sustentabilidade 

 

O Hospital Sapiranga se une institucionalmente à mobilização da Semana Mundial da Amamentação (SMAM) 2025, que ocorre de 1º a 7 de agosto com o tema “Priorize a Amamentação: Crie Sistemas de Apoio Sustentáveis”. A campanha, promovida internacionalmente pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) e apoiada no Brasil pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria, chama a atenção para o aleitamento materno como uma prática fundamental para a saúde das crianças, das mulheres e também para a preservação ambiental.

Neste ano, o foco está nas conexões entre amamentação e sustentabilidade, reforçando que o leite materno é um alimento natural, renovável e produzido sem causar poluição, desperdício ou uso de embalagens. A amamentação evita o uso de fórmulas artificiais que geram resíduos e dependem de cadeias industriais de produção e transporte com alto impacto ambiental.

“O leite materno é completo, está sempre disponível e vem na temperatura ideal. Amamentar, além de nutrir, protege contra infecções, fortalece o sistema imunológico e reduz o risco de doenças crônicas. E para a mãe, também traz inúmeros benefícios, como a redução no risco de câncer de mama e ovário”, explica a fonoaudióloga do Hospital Sapiranga, Magela Rosa Paz.

Ela destaca que, embora natural, a amamentação pode ser desafiadora para muitas mulheres, especialmente sem o apoio adequado. Entre os principais obstáculos estão o retorno precoce ao trabalho, a falta de informações baseadas em evidências, a insegurança diante das dificuldades iniciais e a pressão por parte da indústria de fórmulas.

“É essencial oferecer acolhimento, orientação técnica e emocional desde a maternidade. O início precoce da amamentação, de preferência na primeira hora de vida, e a prática em livre demanda são fatores decisivos para o sucesso. Também é importante garantir que a mãe saiba reconhecer os sinais de fome do bebê e tenha suporte profissional se houver dúvidas ou dificuldades com a pega e o posicionamento”, complementa a fonoaudióloga.

De acordo com Magela, ambientes que acolhem e incentivam a amamentação — tanto na rede de saúde quanto no ambiente de trabalho ou na comunidade — são indispensáveis. O fortalecimento de políticas públicas, como a ampliação da licença maternidade e o incentivo a salas de apoio à amamentação, são passos fundamentais para criar um sistema sustentável de suporte à mãe que amamenta.

Campanhas como a SMAM e o Agosto Dourado, que marca nacionalmente o mês de incentivo ao aleitamento materno, ajudam a sensibilizar gestores, profissionais e a sociedade como um todo sobre a necessidade de proteger, promover e apoiar o aleitamento.

“Investir na amamentação é investir em saúde pública, na economia de recursos e na construção de um futuro mais sustentável. Todos temos um papel nesse processo: profissionais, instituições, empresas e familiares”, conclui Magela.

Para mais informações sobre os cuidados com a amamentação e os serviços oferecidos pelo Hospital Sapiranga, entre em contato pelo telefone (51) 3599-8100 ou acesse www.hospitalsapiranga.com.br.

 

 Marcelo Matusiak


7 em cada 10 brasileiros sofrem com gastrite. Entenda os sinais, riscos e como aliviar os sintomas

Com mais de 59 milhões de internações por gastrite e duodenite nos últimos anos, especialista alerta: a inflamação no estômago está ligada à alimentação, estresse, uso de medicamentos e até cigarro e pode ser evitada com mudanças simples na rotina

 

Dor, queimação, náuseas, empachamento, desconforto abdominal… Esses sintomas fazem parte da realidade de milhões de brasileiros diagnosticados com gastrite, inflamação da mucosa do estômago que pode ter diferentes causas e níveis de gravidade. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, cerca de 7 em cada 10 brasileiros sofrem com algum tipo da condição. Entre 2019 e 2023, o país registrou mais de 59 milhões de internações por gastrite e duodenite, com maior incidência nas regiões Sudeste e Nordeste, segundo estudo do Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences.

“A gastrite pode ser silenciosa por um tempo, mas quando se manifesta, os sintomas comprometem seriamente a qualidade de vida”, explica Dra. Lilian Curvelo Gastroenterologista e Hepatologista, do Hospital Israelita Albert Einstein. Ela alerta que as causas vão muito além da alimentação: “O uso indiscriminado de anti-inflamatórios, o estresse crônico e até o tabagismo podem desencadear ou agravar a inflamação.”


Quais são os sintomas mais comuns?

  • Dor ou queimação no estômago (especialmente em jejum)
  • Náuseas e vômitos
  • Sensação de estômago cheio logo após comer pouco
  • Azia, refluxo e má digestão
  • Desconforto abdominal constante


Aguda x Crônica: quais são as causas?

A gastrite aguda é de curta duração e geralmente causada por consumo excessivo de álcool, uso de anti-inflamatórios (como ibuprofeno e aspirina), estresse intenso ou infecções. Já a gastrite crônica é mais duradoura e pode estar ligada à infecção por H. pylori, uso contínuo de medicamentos, refluxo gastroesofágico, doenças autoimunes e envelhecimento da mucosa gástrica.

“Identificar o tipo de gastrite e a causa exata é essencial para o tratamento adequado. E mais: hábitos simples do dia a dia podem ajudar e muito a aliviar os sintomas”, reforça a especialista.
 

Dra. Lilian listou cinco estratégias eficazes para aliviar e evitar crises de gastrite:
 

1-Mude sua alimentação

Evite alimentos gordurosos, ácidos, condimentados, fritos, cítricos, café, refrigerantes e álcool. Prefira refeições leves, naturais e ricas em fibras, com frutas, legumes e grãos integrais.
 

2-Coma em menor quantidade, mais vezes ao dia

Fracionar as refeições e mastigar bem os alimentos ajuda a reduzir a sobrecarga do estômago e alivia a sensação de empachamento.
 

3-Hidrate-se bem

A ingestão de água ajuda a diluir os ácidos estomacais e melhora os sintomas. Água fria ou água de coco podem trazer alívio momentâneo.
 

4-Cuide do emocional

O estresse agrava a produção de ácido, dificulta a digestão e aumenta a sensibilidade gástrica. Técnicas de relaxamento, exercícios físicos e sono de qualidade são grandes aliados.
 

5-Evite automedicação

Anti-inflamatórios comuns podem agravar a gastrite. Sempre procure um médico antes de tomar medicamentos por conta própria.
 

“A gastrite não deve ser negligenciada. Com diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida, é possível controlar e até reverter o quadro”, finaliza a médica.
 

DRA. LILIAN CURVELO Gastroenterologista e Hepatologista - CRM 78.526/SP - RQE 84418 - Formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com especialização e doutorado em Gastroenterologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e pós-doutorado em transplante de fígado pela Universidade Erasmus-MC na Holanda. Há mais de 25 anos dedica-se ao estudo, diagnóstico e tratamento clínico das doenças do aparelho digestivo e do fígado.

  


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