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sábado, 10 de maio de 2025

Lifelong learning: por que as mães deveriam adotar esse conceito?

Tradicionalmente aplicado ao mundo acadêmico e do trabalho, o aprendizado contínuo ao longo da vida é útil também na maternidade; psicóloga explica como acompanhar a evolução dos filhos

 

A maternidade não vem com manual de instrução e, a cada fase da vida dos filhos, as mães precisam se reinventar, se atualizar e, por que não, se capacitar. O conceito de lifelong learning, que define uma estratégia de aprendizado contínuo ao longo de toda a vida, já foi incorporado às jornadas acadêmica e profissional, mas pode ser essencial também para o desenvolvimento pessoal das mães. 

A psicóloga Alexia S. M. Lopes, professora do curso de Psicologia do UniCuritiba, explica que o exercício da maternidade exige um processo contínuo de adaptação emocional e cognitiva, pois as necessidades dos filhos mudam em cada etapa do desenvolvimento. 

“O aprendizado ao longo da vida é essencial para as mães, porque cada fase da criança traz novos desafios, novas perguntas e novas formas de relacionamento. Estar aberta ao aprendizado possibilita acompanhar o crescimento dos filhos de maneira mais consciente e saudável”, afirma a especialista em desenvolvimento humano. 

Adotar uma postura de aprendizado contínuo, segundo a psicóloga, fortalece habilidades emocionais fundamentais para a maternidade, como resiliência, paciência e a capacidade de lidar com frustrações. “O mundo está em constante transformação e as relações familiares também evoluem. O lifelong learning na maternidade não é apenas sobre buscar informações, mas também sobre desenvolver recursos internos para lidar com mudanças e imprevistos”, reforça Alexia.

Além disso, a psicóloga chama a atenção para um ponto importante: as mães não devem se cobrar pela perfeição. “A maternidade é desafiadora e cheia de incertezas. É normal errar, sentir medo e ter dúvidas. A busca pela perfeição só aumenta a ansiedade e a sensação de inadequação. Reconhecer as próprias limitações e acolher a própria humanidade é essencial para criar vínculos saudáveis com os filhos e preservar a saúde mental”, orienta.

De acordo com Alexia S. M. Lopes, o aprendizado contínuo não apenas enriquece a experiência materna como também fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho. “Ao se atualizar e investir no próprio desenvolvimento, a mãe se sente mais segura para tomar decisões, manejar conflitos e apoiar emocionalmente seus filhos”, explica.

Para a psicóloga, manter-se informada e aberta ao novo contribui para reduzir a ansiedade materna e aumenta a confiança nas próprias capacidades. 


Por que o lifelong learning é importante na maternidade?

Alguns fatores justificam a necessidade de aprendizado contínuo, conforme aponta a psicóloga: 

·         As crianças mudam constantemente: o que funciona para um bebê não costuma funcionar para uma criança ou adolescente. As mães precisam se atualizar sobre desenvolvimento infantil, educação, saúde emocional, tecnologia etc.

·         A ciência e a sociedade evoluem: novas pesquisas sobre psicologia infantil, nutrição, educação e até segurança digital surgem o tempo todo.

·         Cada filho é único: estratégias que funcionam para um podem não funcionar para outro, exigindo aprendizado constante e flexibilidade.

·         A maternidade exige múltiplas habilidades: das birras às orientações sobre o uso de internet e redes sociais, as mães precisam se adaptar a diversas situações. 

Para aplicar o lifelong learning na maternidade, a especialista sugere práticas baseadas em princípios da Psicologia do Desenvolvimento e da Inteligência Emocional, como: buscar atualização constante sobre temas ligados à infância e adolescência, praticar a escuta ativa, desenvolver a capacidade de adaptação frente às mudanças e aplicar estratégias educacionais modernas, como a disciplina positiva e a parentalidade consciente.

 

“Cada filho é único e é fundamental que as mães estejam emocionalmente disponíveis para acolher essa individualidade. Aprender a lidar com as próprias emoções é essencial para ajudar os filhos a lidarem com as deles. Por isso, cuidar da saúde mental e investir no crescimento pessoal são formas potentes de construir um ambiente familiar equilibrado e afetivo”, conclui a professora do UniCuritiba.


Medos comuns na criação dos filhos


1. Primeira infância (0 a 5 anos)

Na primeira infância, o principal medo é não saber o que fazer. Muitas mães têm dúvidas se estão oferecendo o melhor cuidado, alimentação e estímulos. O medo de não entender as necessidades do bebê, que usa o choro para se comunicar, é outra sensação comum entre as mães, assim como o receio de não conseguir proteger a criança de acidentes.

 

2. Idade escolar (6 a 12 anos)

Nessa fase, começa a insegurança em relação à vida escolar do filho. Em geral, as mães têm medo de não conseguir ajudar nas tarefas escolares. A dificuldade das crianças em lidar com as amizades e o bullying, por exemplo, se tornam uma preocupação constante para as mães. Outro dilema típico está em estabelecer limites de maneira saudável.

 

3. Adolescência (13 a 19 anos)

É na adolescência que as mães se deparam com o medo de perder o controle. Surge também a insegurança sobre as escolhas dos filhos em relação a amizades, uso de redes sociais, vícios, estudo e comportamentos. Por receio de que o adolescente se afaste ou tome decisões erradas, as mães podem, sem querer, minar a autonomia dos filhos.

 

4. Juventude e fase adulta jovem

O medo de não conseguir acompanhar as mudanças e a insegurança sobre como apoiar a independência e as responsabilidades dos filhos lideram as preocupações maternas nessa fase. Também é comum a preocupação com o bem-estar emocional e financeiro dos filhos.

 

Perfeição não existe e errar é humano

Pós-graduada em Neuropsicologia, Alexia S. M. Lopes reforça que medos e dificuldades são inerentes à maternidade. A primeira medida para superá-los é reconhecer que ninguém é perfeito e que não existem respostas absolutas para todas as situações da criação dos filhos.

 

“O que as mães precisam é criar redes de apoio, conversar com outras mães, buscar a ajuda de profissionais se necessário e, acima de tudo, acolher seus sentimentos sem culpa. Amor, paciência, compreensão e desejo de aprender junto com os filhos são as melhores ferramentas”, indica a especialista.

 

Segundo a psicóloga, é fundamental praticar a autocompaixão: “As mães precisam entender que errar faz parte do processo e que a construção de um ambiente emocionalmente saudável se dá pelo vínculo e pela presença amorosa, não pela perfeição”, afirma.

 


Alexia também ressalta que o ideal da "mãe perfeita" é um mito social que gera sobrecarga emocional e sentimentos de inadequação. "Toda mãe, em algum momento, vai se sentir insegura ou incapaz e isso não a torna menos amorosa ou menos competente. Muito pelo contrário: reconhecer suas fragilidades e buscar crescer a partir delas é um grande ato de amor e coragem."

 

A especialista lembra que aprender com as próprias experiências, acolher os erros com gentileza e manter o compromisso de estar presente emocionalmente são atitudes muito mais valiosas do que perseguir padrões irreais. "O mais importante é que os filhos se sintam amados, respeitados e ouvidos. Eles não precisam de mães perfeitas, mas de mães reais, que estejam dispostas a aprender e a crescer junto com eles", conclui.

 

UniCuritiba oferece suporte

O UniCuritiba oferece suporte na área de Psicologia. A clínica escola fica no Campus Milton Viana, rua Chile, 1.678, bairro Rebouças. Os atendimentos são realizados de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 21h, mediante agendamento pelo forms Agendamentos Psicologia.

 


Crédito de imagem: Freepik

UniCuritiba



Dia das Mães: o que não dizer a uma mãe de anjo

Frases como "você pode tentar de novo" ou "foi melhor assim" podem parecer consolo, mas machucam. Psicóloga perinatal explica por que o acolhimento começa pelo silêncio e pela escuta

 

Quando uma mulher perde um bebê durante a gestação ou logo após o parto, o luto costuma ser silencioso e, muitas vezes, solitário. Mesmo com boas intenções, comentários de amigos e familiares podem tornar esse momento ainda mais difícil. A cantora Lexa, que perdeu a filha dias após o parto, recentemente contou que não espera que ninguém compreenda sua dor. Para ela, a perda de um filho não se supera, é algo com que se aprende a conviver.

 

“A perda gestacional representa o fim de um sonho. O bebê já existia no afeto, no nome escolhido, nos planos que estavam sendo feitos”, explica Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Segundo ela, reconhecer essa dor é essencial para oferecer um acolhimento verdadeiro. Frases como ‘você pode tentar de novo’ ou ‘foi melhor assim’ podem parecer consolo, mas invalidam o sofrimento.

 

Na semana do Dia das Mães, a psicóloga perinatal explica quais frases podem machucar ainda mais quem enfrenta uma perda gestacional ou neonatal, e o que pode ser feito para oferecer apoio. A especialista reforça a importância de validar o luto e mostra caminhos para acolher com empatia.

 

O que não dizer a uma mãe em luto 

 

"Foi melhor assim"

O luto perinatal não é apenas sobre a morte do bebê, mas sobre os planos e sonhos interrompidos. Dizer que “foi melhor assim” invalida o sofrimento e pode aumentar a sensação de culpa.

 

"Você pode ter outro filho"

Nenhuma nova gravidez substitui um bebê que foi perdido. Cada gestação é única, e essa frase pode minimizar a dor da mãe.

 

"Pelo menos você ainda não tinha criado vínculo"

O vínculo materno começa desde a gestação. A perda pode ser devastadora, independentemente da idade gestacional.

 

"Deus sabe o que faz"

Frases com conotação religiosa podem causar desconforto, principalmente se não forem compatíveis com as crenças da mãe.

 

"Seja forte"

O luto precisa de espaço para ser vivido. Pedir que a mãe seja forte pode pressioná-la a esconder seus sentimentos e tornar o processo ainda mais difícil.

 

Como oferecer apoio de verdade

 

Ofereça presença e escuta

Perguntas como "Quer conversar?" ou "Posso te ajudar com algo?" mostram que a pessoa está disponível sem pressionar.

 

Valide a dor da família

Frases como "Eu não posso imaginar sua dor, mas estou aqui para o que precisar" são mais acolhedoras do que tentar minimizar o sofrimento.

 

Respeite o tempo do luto

Cada pessoa tem seu próprio ritmo para processar uma perda. O melhor apoio é estar disponível sem cobranças ou expectativas.

 

Ajude com ações concretas

Oferecer ajuda prática, como cuidar de tarefas do dia a dia ou simplesmente estar por perto, pode fazer a diferença.

 

E o pai? Ele também sente o luto

O luto perinatal não afeta apenas as mães. Pais também sofrem o luto perinatal, mas raramente são incluídos nessa conversa. Muitos silenciam a própria dor para apoiar a parceira, mas também precisam ser acolhidos.


"Os pais muitas vezes são cobrados para serem fortes e apoiar a mãe, mas eles também perderam um filho e precisam de acolhimento. O luto paterno é real e deve ser respeitado", destaca Rafaela. Assim como as mães, os pais podem precisar de rede de apoio e acompanhamento de um psicólogo perinatal para lidar com essa fase.

 

 

Profª-Dra. Rafaela de Almeida Schiavo - psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil. Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.

 

Como estimular o amor pelos livros nas crianças em uma era cada vez mais digital


Hábito de ler é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento integral do ser humano em todas as fases da vida


Nos dias atuais, a leitura em telas tem conquistado o interesse de crianças e adolescentes, que estão cada vez mais acostumados ao consumo rápido de informações e aos conteúdos mais curtos. Nesse contexto, o contato com os livros e suas narrativas mais longas e aprofundadas pode representar um desafio significativo para esse público. Segundo a psicopedagoga e escritora infantil, Paula Furtado, pais e educadores precisam criar estratégias inovadoras que aproximam os jovens da literatura e que estimulem o prazer pela leitura de modo adaptado às suas novas formas de aprender.

A prática de ler oferece benefícios que vão além do aprendizado acadêmico, é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento integral do ser humano em todas as fases da vida. “Na infância, a leitura estimula a linguagem, amplia o vocabulário e fortalece a criatividade, e na adolescência promove o autoconhecimento e o pensamento crítico, e ainda ajuda os jovens a lidarem com os desafios dessa fase. Na vida adulta, a rotina por explorar textos é essencial para o aprendizado contínuo, pois contribui tanto para o crescimento profissional quanto para o bem-estar emocional”, explica Paula.

Ainda de acordo com a escritora, na terceira idade, exercitar a leitura mantém a mente ativa, preserva a memória e enriquece a convivência com outras gerações. E tem a leitura do ponto de vista terapêutico, que também exerce um papel crucial no acolhimento afetivo, especialmente para as crianças, ao ajudá-las a trabalhar sensações e experiências, principalmente quando as narrativas abordam temas com os quais elas se identificam.

Diante dessa perspectiva, é essencial cativar os pequenos pelo ato de ler desde cedo, mesmo em um mundo digital, para que possam compreender todas as vantagens que a leitura irá proporcionar. A especialista destaca que os pais devem adotar medidas tão atraentes quanto às tecnologias, e elaborar um ambiente estimulante e repleto de opções literárias. “O primeiro passo é ser um exemplo inspirador, demonstrar entusiasmo e criar momentos compartilhados em família. A paciência é essencial nesse processo, pois cada indivíduo tem seu próprio ritmo de adaptação, e o segredo está em apresentar os livros como portais mágicos para descobertas e aventuras, e não como obrigação, conectando-os aos interesses das crianças de forma leve e prazerosa”, orienta Paula.

 

Encanto pelos livros

Com a crescente presença da tecnologia no cotidiano, escolas podem adotar métodos de ensino modernos para integrar o ambiente digital de maneira a estimular a leitura tradicional, especialmente entre os jovens. A tecnologia oferece recursos valiosos que enriquecem a experiência, como títulos interativos, que combinam animações e jogos para tornar o momento mais envolvente para as crianças. Além disso, aplicativos educativos com passatempos e desafios motivam os pequenos à leitura; e os QR Codes em livros físicos, que direcionam para itens adicionais, como vídeos e músicas, ampliam a vivência ao conectar o mundo físico ao cibernético. Estudos em e-books e plataformas também incentivam a criatividade e permitem que as crianças criem e compartilhem suas próprias histórias.

Para Paula, os professores podem incentivar os alunos a participar de comunidades literárias on-line para discussões, trocas de publicações e eventos virtuais com autores, para enriquecer a experiência. “É importante também incorporar tópicos digitais a projetos interdisciplinares e capacitar educadores para utilizarem a tecnologia de forma complementar, e favorecer o processo de aprendizagem para tornar a leitura mais atrativa e acessível”, enfatiza.

Já habituados com a tecnologia, a personalização de conteúdo e as recomendações multimídias se mostram fundamentais no estímulo à leitura, já que despertam o interesse por novas obras e gêneros ao sugerir exemplares que se alinham com as preferências de cada leitor. Essa abordagem cria uma experiência mais significativa e engaja especialmente os jovens. Utilizados com formatos familiares, essas ferramentas facilitam a exploração de novos temas para o desenvolvimento do hábito de ler.

A especialista também recomenda o uso da tecnologia para aqueles que ainda não tiveram uma experiência positiva com a leitura. “Como psicopedagoga, ressalto que esse recurso é valioso para os leitores com dificuldades ou desinteresse inicial, pois possibilita uma mudança dos assuntos de acordo com o ritmo e nível de compreensão do leitor. Ao explorar temas mais profundos, a personalização promove uma conexão sensível e cognitiva mais forte com os livros, o que incentiva a continuidade da leitura e o prazer pela descoberta”, diz Paula.

 

Paula Furtado - pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia, Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP. A profissional já trabalhou como professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental na rede particular de ensino, e já atuou como assessora pedagógica em escolas públicas e particulares. Paula Furtado atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado. Nesta área da educação, a pedagoga ministra cursos para formação de educadores nas instituições de ensino pública e particular e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias. Como autora, Paula completa seu trabalho escrevendo diversos livros infantojuvenis (100 obras até o momento) e, dentro de suas atuações de jornada literária, também foi coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e Mauricio de Sousa. A autora conclui suas atividades escrevendo para diferentes revistas de educação sobre temas pedagógicos, além de trabalhar na criação e patente de Jogos Pedagógicos como: Desafio, Detetive de Palavras, De Olho na Ortografia, dentre outros.


Por que as mães morrem nos contos de fadas?

Pixabay
A história de uma mãe que morre nos contos de fadas é um tema comum que pode ser observado no decorrer do tempo. Tal característica ocorre por um motivo: a mãe “boa demais”, como denominada pela psicóloga junguiana, Clarissa Estés, precisa definhar e estar cada vez mais distante, até que a jovem se descubra só para, então, criar a capacidade de cuidar de si no formato que ela própria desenvolverá. Isso é ideal para que a mulher adquira uma vida autêntica e respeitosa consigo, com suas vontades e sonhos. 

Vale ressaltar que a essência do amor materno recebido na infância será importante nesta nova fase, pois atuará como um combustível durante a transição psíquica que deixará a jovem sozinha num mundo pouco maternal. A partir daí, a mulher encara seus medos, descobre do que gosta, desvenda-se. Passa a ser dona de seu caminho, e não mais vítima das escolhas dos outros. Agora ela se conhece e se aprova. Uma pessoa assim tem o leme da própria vida nas mãos. 

Neste cenário, a mãe “boa demais” seria aquela parte da mulher que a protege e a defende, mas que também a impede de entrar na vida, de errar, de cair e de se levantar. Nos contos de fadas, quando a figura da madrasta entra em cena, a jovem é colocada em perigo e, na maioria dos casos, é obrigada a adentrar a floresta, que, na teoria junguiana, representa o inconsciente pessoal. É aí que a jornada se inicia. 

O conceito ganha ainda mais sentido quando se analisa o conto de fadas “Cinderela”. As maldades da madrasta permitem que Cinderela entre em contato com suas dores e assuma o papel de mulher. Entretanto, para as filhas, a madrasta foi uma mãe “boa demais”, tanto que a narrativa enfatiza a imaturidade, a falta de personalidade e a total dependência da aprovação materna das irmãs. 

Esses contos de fadas podem até ser narrativas fantásticas, mas proporcionam uma reflexão profunda para as mulheres: a de que, ao abrir mão de se proteger e ao se permitir viver, a psique feminina alcança outro nível. Numa situação de independência da opinião alheia, a mulher segura e fiel a si pode viver como desejar. E, esta, não raro, é a melhor forma para ela. 

 

Luana Barros - psicoterapeuta junguiana, professora e autora de oito livros, entre eles, “A Dança das Bruxas - Iniciação”. Também produziu o podcast “Em Cada Conto um Ponto”, no qual interpretou 18 contos de fadas a partir da teoria junguiana



Dia das Mães reforça importância do envolvimento familiar na educação dos filhos

divulgação.
Especialista traz dicas de como a participação ativa de pais e mães na rotina escolar pode estimular o aprendizado e o desenvolvimento das crianças

 

O Dia das Mães celebra o amor, o cuidado e a dedicação que moldam a vida das crianças dentro e fora da escola. É também uma oportunidade para refletirmos sobre como o envolvimento familiar influencia diretamente o aprendizado. Quando mães, pais ou responsáveis acompanham de perto a vida escolar, o impacto no desempenho e na formação das crianças é significativo. A presença ativa dos familiares contribui para desenvolver nos alunos mais confiança, interesse pelos estudos e senso de responsabilidade, fatores essenciais para o sucesso escolar.

 

De acordo com Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, quando os pais participam da rotina educacional dos filhos, criam-se laços de confiança e incentivo que impactam diretamente no aprendizado. “Quando os pais participam ativamente da educação dos filhos, é estabelecida uma conexão mais profunda, criando um ambiente de confiança e apoio mútuo”, afirma.

 

A especialista também ressalta que a motivação dos alunos está diretamente ligada ao interesse demonstrado pela família. “As crianças e adolescentes que percebem o interesse e o compromisso das mães e dos pais com a sua educação tendem a ser mais motivados e esforçados na escola. Assim, os pais passam para os filhos a importância do aprendizado, estimulando-os a alcançar suas metas”, explica.

 

A seguir, Mariana lista algumas práticas que podem fortalecer o vínculo entre mães, pais e filhos durante o processo de aprendizagem:

 

Presença e diálogo

Mesmo com rotinas corridas, é essencial reservar momentos de qualidade com os filhos. Refeições em família ou a escolha de um filme para assistir juntos podem ser oportunidades valiosas de conexão. Além disso, manter um canal aberto para o diálogo, escutando a criança sem julgamentos, contribui para que ela se sinta acolhida e compreendida.

 

Incentivo à leitura

Estímulos desde a primeira infância fazem diferença na formação de leitores ativos e críticos. A leitura, além de ampliar o vocabulário e a visão de mundo, fortalece o vínculo familiar quando feita em conjunto. Mães e pais podem se tornar exemplo, mostrando que o hábito de ler é prazeroso e enriquecedor.

 

Melhoria da comunicação com a escola

Participar da vida escolar dos filhos permite que pais e mães compreendam melhor suas necessidades e apoiem o desenvolvimento acadêmico. Estar presente em reuniões e acompanhar o desempenho dos filhos ajuda a identificar dificuldades e buscar soluções em parceria com a escola.

 

Aprendizado por meio do lazer

Atividades como jogos de tabuleiro, passeios em museus, visitas a teatros ou parques são formas de reforçar conteúdos escolares de forma lúdica. Momentos de lazer também podem ser oportunidades educativas valiosas.

 

O envolvimento familiar no processo educacional é um dos pilares para a formação de alunos mais confiantes e comprometidos. Mariana conclui: “Os pais não são obrigados a saber como ensinar algum conteúdo, mas sim a motivar os filhos a serem curiosos, a terem interesse pela escola e a superarem desafios”.

 

O Kumon privilegia o desenvolvimento da autonomia dos alunos e se destaca como uma importante ferramenta auxiliadora desse processo educacional. O método se concentra no progresso individual de cada aluno permitindo que, além de evoluir nas disciplinas estudadas, eles aperfeiçoem suas habilidades cognitivas e emocionais de forma autônoma e progressiva, além de promover valores essenciais, como a perseverança, a disciplina e a responsabilidade e, apesar de desenvolver a autonomia e o estudo independente, o acompanhamento dos pais, incentivos e o reconhecimento da evolução, são essenciais para resultados ainda melhores no aprendizado pelo o método.

 

Para mais informações acesse o site kumon.com.br


Por que tantos homens ainda matam mulheres? Psicanálise aponta falência simbólica por trás do feminicídio

Brasil registrou 1.450 feminicídios em 2024, o maior número da história. Especialistas afirmam que o problema vai além da violência física: trata-se de um colapso das referências sobre gênero, poder e relações.

 

O Brasil bateu um recorde preocupante em 2024: 1.450 mulheres foram mortas por feminicídio, crime motivado por gênero, quase sempre cometido por parceiros ou ex-parceiros. Só no Rio Grande do Sul, o feriado da Páscoa teve dez assassinatos de mulheres em nove cidades. O que está por trás desses números que insistem em crescer, apesar dos avanços legislativos?

Para a psicanalista Camila Camaratta, o feminicídio é mais do que uma tragédia individual — é o sintoma de uma sociedade doente. “Trata-se de uma falência simbólica. O sujeito, sem recursos para elaborar frustração ou rejeição, age. Mata porque não suporta que o outro exista sem ser dele”, afirma.

Segundo dados da ONU Mulheres, 60% dos feminicídios no mundo ocorrem dentro da própria casa. Já a OMS e o UNODC (escritório das Nações Unidas sobre drogas e crime) apontam fatores como normas patriarcais, ciúmes doentios, sentimento de posse, histórico de violência na infância e cultura que ainda naturaliza a agressividade masculina como causa do fenômeno.

“No Brasil, ainda há homens que entendem a autonomia da mulher como afronta. Como se a liberdade feminina fosse uma ameaça direta ao que entendem como masculinidade”, explica Camaratta. Ela cita também o impacto de discursos tóxicos propagados em redes sociais e fóruns online — como incels, grupos redpill e os chamados "legendários" — que promovem a ideia de que a mulher deve submissão ao homem.

A especialista afirma que o feminicídio, nesses casos, é uma tentativa radical de restaurar um suposto controle que, na verdade, nunca existiu. “É o colapso do simbólico. O sujeito não suporta a perda, a frustração, o desejo do outro, e age de forma crua. Sem mediação, sem palavra.”


 Não é só crime: é construção cultural

Além das estatísticas, a psicanálise observa o que está por trás do ato violento: uma construção histórica e emocional precária. A violência, nesse contexto, não nasce do nada. É resultado de uma combinação explosiva entre fatores psíquicos, sociais e culturais — que vão desde vínculos familiares frágeis até discursos ultrapassados sobre o que significa “ser homem”.

O Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM 2025) mostra que, além dos 1.450 feminicídios, outros 2.485 homicídios dolosos ou lesões seguidas de morte de mulheres foram registrados em 2024. Ainda que represente uma leve queda de 5% em relação a 2023, o trauma persiste.

“Não se trata apenas de endurecer leis — algo fundamental — mas de construir novas referências simbólicas. Homens precisam de novas narrativas sobre o que é força, o que é vínculo, o que é perda. Enquanto isso não acontece, seguimos expostos à brutalidade do ato sem palavra”, diz a psicanalista.

Ela cita o pediatra e psicanalista Donald Winnicott, que já alertava: quando o ambiente falha na infância, o sujeito pode não desenvolver recursos psíquicos para lidar com frustrações. Em outras palavras: a ausência de suporte emocional pode se transformar em tragédia na vida adulta.


 Legítima defesa da honra não é mais aceita — mas o preconceito, sim

Apesar de avanços recentes, como o veto do STF ao uso da chamada “legítima defesa da honra” nos tribunais, Camaratta alerta que o preconceito contra mulheres ainda pesa no julgamento dos feminicídios. Muitos casos são levados ao júri popular, onde visões machistas ainda podem influenciar decisões.

“O número pode cair, mas o trauma permanece. E só muda se a cultura mudar. Enquanto a mulher for vista como ameaça, e não como interlocutora legítima, seguiremos produzindo violência”, conclui.


sexta-feira, 9 de maio de 2025

Evento de adoção no Paseo Alto das Nações incentiva público a encontrar um novo amigo de quatro patas

Divulgação

Iniciativa em parceria com o Instituto Ampara Animal acontece no próximo sábado, dia 10, das 11h às 16h


Quem está procurando um bichinho de estimação para fazer parte da família pode encontrar neste sábado, 10, no Paseo Alto das Nações, administrado pelo Carrefour Property, localizado na Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo. Em parceria com o Instituto Ampara Animal o empreendimento realiza mais uma edição do evento de adoção de pets resgatados. O evento acontece das 11h às 16h no piso 1 do empreendimento.

A iniciativa promove a adoção responsável de cães e gatos que já estão vacinados e vermifugados. Para adotar um novo melhor amigo de quatro patas é necessário ter mais de 21 anos, apresentar os documentos originais de RG e CPF, além do comprovante de endereço. Os interessados passam por uma entrevista prévia e, sendo aprovados, assinam um contrato de adoção, levando o novo companheiro para o lar no mesmo dia.

 “Essa é uma ação mensal do Paseo e temos muito orgulho em fazer parte dessa corrente do bem. Ao longo dos anos, já ajudamos dezenas de cães e gatos a encontrarem um novo lar. É sempre gratificante ver os encontros acontecendo aqui, entre pessoas que chegam por acaso e saem acompanhadas por um novo amigo. Na última edição do evento, todos os animais presentes foram adotados, o que reforça o sucesso dessa iniciativa e o carinho da comunidade com os animais resgatados”, ressalta Franklin Pedroso, coordenador de marketing do Paseo Alto das Nações.

O Instituto Ampara Animal há 15 anos atua de forma preventiva na proteção de cães e gatos em situação de vulnerabilidade, com foco na conscientização, castração e adoção. Defendendo o respeito e a dignidade dos animais, já facilitou a adoção de mais de 14 mil pets, distribuiu 1,8 milhão de quilos de ração e vacinou 175 mil cães e gatos. Seu trabalho busca transformar a realidade dos mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil.


Serviço

Evento: Evento de adoção no Paseo Alto das Nações
Data: 10 de maio
Horário: 11h às 16h
Endereço: Av. das Nações Unidas, 15187 - Chácara Santo Antônio (Zona Sul), São Paulo - SP, 04794-000


Carrefour Property
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Shopping Eldorado promove evento de adoção no Espaço Pet

Encontro acontece no dia 10 de maio e busca conectar pets resgatados a novas famílias, com apoio da ONG Cão Sem Dono


O Shopping Eldorado reforça o seu compromisso com a causa animal e promove, no próximo dia 10 de maio, um evento de adoção no Espaço Pet, localizado no rooftop, 3º piso do shopping. A ação, realizada das 13h às 18h em parceria com a ONG Cão Sem Dono, oferece às famílias a oportunidade de adotar um novo amigo de quatro patas e contribuir para um futuro melhor dos animais resgatados.

O Espaço Pet do Eldorado é destinado a famílias que buscam conforto e atendimento especial para seus pets. Com infraestrutura diferenciada, o local proporciona uma experiência completa para quem deseja passear e aproveitar momentos de lazer com seus animais de estimação.

Para participar do evento de adoção, basta resgatar o ingresso gratuito pelo SuperApp Eldorado Prime, que facilita o acesso às atrações do shopping e reúne promoções exclusivas para os clientes.

Serviço:
Evento de Adoção no Espaço Pet
📅 Data: 10 de maio
Horário: das 13h às 18h
📍 Local: Espaço Pet – Rooftop, 3º Piso do Shopping Eldorado
🎟 Ingressos: resgate gratuito pelo SuperApp Eldorado Prime

 

Bulldogs tomam conta do Dr. Hato em evento especial para apaixonados pela raça



Encontro gratuito promete diversão, informação e muito charme canino em Santo André

 

Eles são fortes, charmosos e esbanjam personalidade. No próximo dia 10 de maio, a partir das 11h, o Dr. Hato Hospital Veterinário e Pet Shop promove o Encontro de Bulldogs, reunindo tutores, fãs e admiradores destas raças tão adoráveis na unidade Campestre, em Santo André.

O evento - que dá sequência ao projeto Conexão Pet e já promoveu outros encontros, como o de Goldens - é gratuito e conta com diversas atrações para os bulldogs ingleses, franceses e americanos: espaço instagramável exclusivo para fotos, distribuição de brindes, degustação de rações premium, brincadeiras interativas e muito mais. Além disso, os primeiros 50 bulldogs inscritos ganham brindes especiais.

“O objetivo é proporcionar um momento especial para tutores e seus cães, criar conexões, celebrar essas raças que conquistam tantos lares e oferecer uma manhã cheia de diversão e informação”, destaca Taís Alvares, gerente de marketing do Dr. Hato.

O encontro conta com materiais informativos exclusivos e orientações especiais preparadas pela equipe do Dr. Hato, focados nos cuidados que os bulldogs, conhecidos por seu temperamento dócil e características peculiares, como a tendência à braquicefalia, exigem para manter a qualidade de vida. “Os bulldogs são animais encantadores, mas que precisam de atenção redobrada à saúde respiratória, pele e articulações. Nosso objetivo é apoiar os tutores com informações práticas e dicas valiosas para o bem-estar desses companheiros tão únicos”, explica o Dr. Júlio Rodrigues, médico veterinário do Dr. Hato. Além disso, uma especialista em pneumologia fica disponível no hospital para atendimentos, caso haja interesse em consultas especializadas.

Além do evento, o Dr. Hato reforça seu compromisso em proporcionar experiências únicas aos seus clientes e pets. “Realizamos diversos encontros ao longo do ano para estimular a troca de informações entre tutores, fomentar a socialização dos animais e criar memórias inesquecíveis. Outro destaque é a feira de adoção, que ocorre todos os sábados há mais de 20 anos em nossas unidades, ajudando a transformar histórias de animais abandonados em novas jornadas de amor e cuidado”, ressalta Taís.

O evento é pet friendly e aberto também para curiosos e amantes de bulldogs que queiram conhecer mais de perto essas raças encantadoras.

Serviço

Encontro de Bulldogs no Dr. Hato
Data: 10 de maio de 2025 (sábado)
Horário: a partir das 11h
Local: Dr. Hato – Unidade Campestre
Endereço: Av. Dom Pedro II, 3309 – Campestre – Santo André – SP
Entrada gratuita
Inscrições: https://drhato.com.br/encontro-de-bulldogs-no-dr-hato/

 

Pet Family Day na Chácara Klabin terá feira de adoção, atividades gratuitas e diversão para pets e famílias

Evento será no dia 10 de maio, das 10h às 18h, no stand do Capitolo, empreendimento da Tegra na região

 

No dia 10 de maio, a Chácara Klabin receberá a segunda edição do Pet Family Day by Tegra, evento gratuito voltado para toda a família - especialmente para os amigos de quatro patas. Promovido pela Tegra, a iniciativa convida moradores e visitantes da região para um dia de atividades ao ar livre, com atrações pensadas para os pets e seus tutores, incluindo banho e cuidados, dicas de adestramento, circuito interativo, brindes exclusivos, coffee break e espaço de piquenique para as crianças. 

O ponto de encontro será o estande do Capitolo, empreendimento da Tegra no bairro. Das 10h às 18h, o espaço vai reunir uma programação diversa, com destaque para a feira de adoção promovida pela ONG Desabandone, que será realizada até às 15h. Conhecida por seu trabalho de conscientização sobre o abandono de animais e incentivo à adoção responsável, a ONG ainda atua com apoio a outras instituições, campanhas educativas e arrecadação de doações. 

Os interessados em participar do evento devem se inscrever no link: https://www.tegraincorporadora.com.br/petfamilyday 

 

Serviço – Pet Family Day by Tegra

Local: Capitolo – R. Ibaragui Nissui, 166 - Chácara Klabin

Data: Sábado, 10 de maio
Horário: 10h às 18h

Evento gratuito


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