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sábado, 9 de dezembro de 2023

Métodos Infalíveis Para Uma Vida Sem Estresse


No Brasil, os níveis de estresse estão entre os mais altos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Muitos de nós sabemos exatamente o porquê: a pressão parece aumentar constantemente no trabalho, nos estudos, na família e na vida pessoal, sem mencionar os problemas financeiros e outros desafios.

 

Como gerenciar o estresse? Pode parecer que não há nada que possamos fazer a respeito. As demandas financeiras não param, as horas no dia nunca serão suficientes, e nossas responsabilidades profissionais e familiares sempre serão exigentes. No entanto, temos mais controle do que imaginamos.

 

A terapeuta Madalena Feliciano evidencia que, quando vivemos com altos níveis de estresse, colocamos em risco nosso bem-estar geral. O estresse causa estragos no equilíbrio emocional, na saúde física e mental. Ele restringe nossa capacidade de pensar com clareza, de funcionar eficazmente e de aproveitar a vida.

 

Desenvolver a resiliência para enfrentar a pressão e lidar com os desafios de frente é um caminho, mas não existe uma solução única para todos. É crucial experimentar e descobrir o que funciona melhor para cada um de nós. 

 

Aqui estão algumas orientações que podem ajudá-lo a controlar o estresse:


 

Identifique as fontes de estresse em sua vida


O gerenciamento do estresse começa com a identificação dessas fontes. Embora seja fácil reconhecer os principais fatores de estresse, como mudanças na vida, perda do emprego, divórcio, identificar as fontes de estresse crônico pode ser mais complicado. Madalena Feliciano comenta que muitas vezes, negligenciamos como nossos próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos contribuem para os níveis diários de estresse.

 

Por exemplo, você pode atribuir o estresse a prazos de trabalho constantes, mas talvez seja a sua procrastinação, e não as demandas reais do trabalho, que esteja causando esse estresse.

 

Portanto, é importante observar atentamente seus hábitos, atitudes e desculpas para identificar o que realmente está causando o seu estresse. Enquanto não aceitarmos a nossa responsabilidade na criação ou manutenção do estresse, ele permanecerá fora de nosso controle.


Abandone formas prejudiciais de lidar com o estresse


Muitas vezes, nos sentimos tão sobrecarregados pelo estresse que recorremos a estratégias prejudiciais e improdutivas para lidar com a situação. Embora essas táticas possam proporcionar um alívio temporário, a longo prazo elas causam mais danos do que benefícios:

 

- Evite fumar, beber em excesso ou usar drogas como forma de relaxamento. Essas substâncias podem mascarar o estresse, mas não resolvem as questões pré-existentes e têm consequências negativas para a saúde.

 

- Limite o tempo gasto em frente à TV ou ao telefone, evitando se desligar do mundo por horas a fio. Essa fuga pode parecer reconfortante no momento, mas não aborda as causas do estresse e pode criar um círculo vicioso.

 

- Não se afaste de amigos, familiares e atividades sociais. O isolamento só aumenta a sensação de estresse e solidão. É importante manter conexões saudáveis e buscar apoio quando necessário.

 

- Tenha cuidado para não dormir em excesso como forma de escapar das demandas e responsabilidades. O sono é importante, mas o excesso pode levar à falta de produtividade e à sensação de estar perdendo tempo.

 

- Evite preencher cada minuto do dia apenas para evitar problemas. O excesso de ocupações pode levar ao esgotamento e à falta de tempo para cuidar de si mesmo.

 

- Fuja da procrastinação. Adiar tarefas só aumenta o estresse e pode levar a um acúmulo de obrigações. Procure estabelecer um planejamento realista e cumpra-o.

 

Se os métodos que você utiliza para lidar com o estresse não estão contribuindo para sua saúde emocional e física, é hora de encontrar alternativas mais saudáveis que o ajudem a se sentir calmo e no controle.


 

Pratique alguns dos pilares do gerenciamento do estresse


Embora o estresse seja uma resposta automática do nosso sistema nervoso, muitas vezes podemos prever os estressores com os quais nos deparamos, como o trajeto para o trabalho, reuniões com chefes ou encontros familiares. Ao lidar com esses estressores previsíveis, temos a opção de mudar a situação ou mudar nossa reação. Ao decidir qual caminho seguir em cada cenário, é útil considerar as seguintes opções: evitar, alterar, adaptar ou aceitar.

 

Evite estresse desnecessário:


- Não é saudável evitar situações estressantes que precisam ser resolvidas, mas você ficará surpreso com a quantidade de fatores estressantes que pode eliminar da sua vida.

 

- Aprenda a dizer "não". Conheça seus limites e respeite-os. Tanto na vida pessoal quanto profissional, assumir mais responsabilidades do que você pode suportar só vai gerar mais estresse.

 


Assuma o controle do seu ambiente:


- Se assistir às notícias noturnas o deixa ansioso, desligue a TV. Se o trânsito é uma fonte de tensão, escolha uma rota menos movimentada, mesmo que seja mais longa. Se fazer compras no mercado é desagradável para você, faça compras online. Se tópicos polêmicos, como religião ou política, te chateiam, elimine-os de suas conversas.


 

Reduza sua lista de tarefas:


- Analise sua programação, responsabilidades e compromissos e verifique se você está sobrecarregado. Priorize as tarefas mais importantes e aprenda a dizer não às demandas excessivas.

 

- Delegue tarefas sempre que possível. Não tente fazer tudo sozinho, peça ajuda aos colegas, familiares ou amigos.

 

- Simplifique sua vida. Às vezes, menos é mais. Considere eliminar atividades ou compromissos que não são essenciais e que só acrescentam mais estresse à sua vida.

 

- Estabeleça limites saudáveis. Defina horários para o trabalho, descanso, lazer e tempo pessoal. Respeite esses limites e não se sobrecarregue.

 

- Pratique a administração do tempo. Organize-se, estabeleça metas realistas, defina prioridades e planeje suas tarefas. Isso pode ajudar a reduzir a sensação de sobrecarga e a aumentar a eficiência.


 

Adapte sua perspectiva e atitude:


- Desenvolva uma mentalidade positiva. Tente ver os desafios como oportunidades de crescimento e aprendizado. Procure o lado bom em cada situação.

 

- Cultive a gratidão. Apreciar as coisas boas da vida pode ajudar a reduzir o estresse e aumentar a felicidade.

 

- Pratique a aceitação. Nem tudo está sob nosso controle, e é importante aceitar que certas coisas estão além de nossa influência. Concentre-se no que você pode controlar e deixe de lado o resto.

 

- Cultive hábitos saudáveis de pensamento. Evite pensamentos negativos e autocríticos. Em vez disso, foque em pensamentos positivos e construtivos.

 


Mova-se e seja ativo


Quando estamos enfrentando situações estressantes, muitas vezes a última coisa que queremos fazer é nos levantar e nos exercitar. No entanto, a atividade física pode desempenhar um papel fundamental no alívio do estresse, e não é necessário ser um atleta ou passar horas na academia para colher os benefícios. Certifique-se de escolher algo que lhe traga prazer, pois isso aumenta a probabilidade de que você continue praticando.


 

Cultive conexões significativas


Nada é mais reconfortante do que compartilhar momentos especiais com alguém que nos faz sentir seguros e compreendidos. A interação face à face desencadeia uma resposta natural do corpo, liberando hormônios que neutralizam a resposta de "luta ou fuga". Além de acalmar, esse contato humano regular também ajuda a prevenir a depressão e a ansiedade. Portanto, é importante buscar conexões significativas com familiares e amigos.

 

Lembre-se de que não é necessário que as pessoas com quem você se conecta tenham a solução para o seu estresse. O mais importante é que sejam bons ouvintes e ofereçam apoio. Não deixe que o medo de parecer fraco ou ser um fardo o impeça de se abrir com quem se importa com você. A confiança que depositar neles irá fortalecer ainda mais seus vínculos.


 

Priorize momentos de diversão e relaxamento


Madalena Feliciano destaca que com uma abordagem equilibrada e uma atitude positiva, é possível reduzir o estresse em sua vida reservando um tempo precioso para si mesmo. Não se envolva tanto na agitação do dia a dia a ponto de se esquecer de cuidar das suas próprias necessidades. Cuidar de si mesmo é uma necessidade, não um luxo. Ao reservar regularmente momentos de diversão e relaxamento, você estará em uma posição melhor para lidar com os estressores da vida.

 

Aqui estão algumas sugestões para incorporar mais diversão e relaxamento em sua rotina diária:

 

- Reserve momentos de lazer: Inclua períodos de descanso e relaxamento em sua programação diária e não permita que outras obrigações invadam esse tempo. É o momento de dar uma pausa em todas as responsabilidades e recarregar as energias.

 

- Faça algo que você goste todos os dias: Reserve um tempo para atividades de lazer que lhe tragam alegria, seja observar as estrelas, tocar um instrumento musical ou dedicar-se ao seu hobby favorito.

 

- Mantenha seu senso de humor: Rir, inclusive de si mesmo, é uma forma poderosa de combater o estresse. O ato de rir ajuda o corpo de várias maneiras a lidar com as pressões do dia a dia.

 

“Enquanto não aceitarmos a responsabilidade pelo papel que desempenhamos na criação ou manutenção de nosso estresse, ele permanecerá fora de nosso controle. Portanto, podemos buscar maneiras de identificar as fontes de estresse em nossas vidas e, então, explorar estratégias personalizadas para gerenciá-las. Dessa forma, poderemos recuperar o controle, reduzir o estresse e buscar uma vida mais equilibrada e satisfatória”. Conclui Madalena Feliciano.

 

Madalena Feliciano - Empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias, consultora executiva de carreira e terapeuta, atua como coach de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 20 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. Estudou Terapias Alternativas e MBA em Hipnoterapia. Já concedeu entrevistas para diversos programas de televisão abordando os temas de carreira, empregabilidade, coaching, perfil comportamental, postura profissional, hipnoterapia e outros temas relacionados com o mundo corporativo. Master Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, Madalena realiza atendimentos personalizados para: Fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros.


Dietas malucas para perder peso rapidamente: cuidado!

Quando vai chegando o Verão, a busca por dietas milagrosas dispara e – na maioria das vezes – sem a orientação de um especialista, o que pode levar a graves riscos para a saúde. 

A endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato explica que receitas radicais não sustentam a mudança estruturada do estilo de vida e o resultado é o efeito sanfona, emagrece, mas ganha tudo de novo assim que a dieta é suspensa. Perda de peso definitiva é baseada em hábitos saudáveis. 

A novidade do momento são as very low calorie diet, que somam no dia cerca de 600 calorias. Algumas chegam a somar até 300 calorias diárias. Esse tipo radical de dieta precisa ter o acompanhamento de um médico, pois pode oferecer riscos à saúde. “Pode haver distúrbio hidroeletrolítico e desidratação. Pacientes com comorbidades, como diabetes e hipertensão, podem ter hipotensão, queda na pressão e hipoglicemia. Inclusive, perda de peso rápida pode levar à colelitíase, conhecida como pedra na vesícula”, explica Dra. Lorena Amato.

 

Mudança de estilo de vida – Nenhuma dieta se sustenta se a pessoa não estiver disposta a mudar seus hábitos. “Não existe mágica, mas sim a reestruturação do estilo de vida: atividade física – no mínimo – três vezes na semana e com uma hora de duração por dia, alimentos mais saudáveis como frutas, legumes, verduras e carnes com baixo teor calórico, não beber ou diminuir a ingestão de álcool e não fumar fazem parte desse pilar muito importante para perder peso com saúde”, alerta a especialista.

 



Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
https://endocrino.com/
www.amato.com.br
https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/


StockSnap por Pixabay 
Especialistas do Vera Cruz Hospital destacam importância de se reconhecer a diversidade da beleza; declaração da cantora Sandy reacende discussão sobre aceitação 


Após a declaração da cantora Sandy, em um novo programa de TV comandado pela apresentadora Angélica, de que se sente desconfortável em estar sem maquiagem, até mesmo em casa, o assunto “pressão estética” ganhou repercussão. E, embora muitos tenham ficado surpresos com a revelação, ela não está sozinha. Além disso, a dependência do uso de maquiagem é apenas a ponta do iceberg. Uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) revelou que a busca de procedimentos estéticos no país cresceu 390% nos primeiros seis meses de 2022 em comparação com o mesmo período do ano anterior. A pesquisa entrevistou 1,2 mil pessoas e cerca de 80% delas já haviam se submetido a algum procedimento invasivo. 

A busca incansável pela imagem considerada “ideal” tem começado cada vez mais cedo, atraindo jovens já na faixa dos 12 ou 13 anos e, muitas vezes, vem com o apoio familiar. O risco é que nem sempre a melhoria visa corrigir uma real imperfeição, mas sim uma impressão distorcida da própria imagem. Assim, o uso de um simples gloss labial na infância evolui para mudanças na cor do cabelo, harmonização facial, procedimentos estéticos e cirurgias rotineiras. O ideal é saber dosar o que é autocuidado e o que pode ser um caminho sem volta. 

A psicóloga Roberta Von Zuben, do Vera Cruz Hospital, relembra que o ritual da maquiagem remete aos primeiros hominídeos, que moíam pigmentos e o utilizavam sobre a pele, com o objetivo de homenagear deuses, cultuar a natureza e identificar tribos. Hoje, tem a função de embelezar, sendo utilizada de formas diversas, seja na rotina, como no trabalho, ou em situações especiais, como festas, por exemplo. “A maquiagem deixa de expressar um autocuidado quando assume uma forma patológica relacionada à baixa autoestima, a partir do momento que uma pessoa diz se achar feia e não consegue abrir mão do recurso da maquiagem, por exemplo. Ou seja, não importa o que os outros pensam, interessa o que a própria pessoa vê no espelho, que pode ser uma exacerbação de pontos imperceptíveis aos demais – como achar que o nariz é grande, o olho é caído ou os cílios são pequenos. Assim, passa a usar, em excesso, formas para ‘melhorar’, mesmo sem necessidade. Pode haver por trás algo do ponto de vista psicológico que, se não tratado, evoluirá com o tempo.” 

Como dito no início, a maquiagem, portanto, é a pontinha do iceberg, pois é um recurso que pode ser removido com demaquilante. O problema pode se agravar quando as mudanças passam a ser irreversíveis, como as cirurgias plásticas. E a atenção não deve ser exclusiva com o público feminino, mas com o masculino também. 

Segundo a psicóloga, pode-se dizer que a juventude vive hoje um surto de copiosidade. “Eles se comparam muito com as personalidades da mídia, que geralmente são vistas sempre bem vestidas, maquiadas, produzidas e têm todo um recurso tecnológico para melhorar o que já é bonito, pois trabalham com a imagem. Quando o jovem se compara a celebridades, influencers ou qualquer outra pessoa, torna-se um ponto negativo; ele deseja ser igual, ter os mesmos cabelo, corpo, boca... Usar o mesmo brinco, a mesma maquiagem... E isso se torna uma busca constante. O aparato tecnológico por trás de uma simples foto, com o uso de Photoshop, por exemplo, é tão esquecido quanto a noção de que é muito difícil se igualar, pois cada pessoa tem características particulares que devem ser valorizadas”, adiciona. 

Este comportamento é influenciado, conforme a especialista, principalmente pelas redes sociais, de fácil acesso, 24 horas por dia. “A preocupação começa quando o adolescente não tem a estrutura de personalidade e o emocional embasados e firmados, pois passa a se guiar pelas influências, que nem sempre serão positivas”. Um modismo, por exemplo, que logo deve ser esquecido, mas requer acompanhamento específico, é o de influencers que estimulam a anorexia. 

“Quando se percebe que o jovem deixa de lado o convívio social, para de sair às ruas, de conversar com amigos, de participar das atividades da escola e só fica na internet, vivendo a realidade virtual, é preciso acompanhar. O excesso tira o foco do adolescente, que deve ser estudar, fazer amizades, curtir a vida. Os pais são o ponto principal, mas professores, líderes de comunidades e até mesmo os colegas podem ajudar. Essa rede de apoio é fundamental e talvez indique o momento de se buscar ajuda profissional”, sugere. 

O tipo de acompanhamento e a duração variam de pessoa para pessoa e dependem do quanto as características emocionais e comportamentais estão sendo afetadas. “Às vezes, o ‘uso excessivo de maquiagem’ não retrata apenas uma aparência. Por isso, é preciso ver no fundo, no interior, pois a ‘maquiagem’ pode estar disfarçando muita coisa, sendo a ‘válvula de escape’ contra traumas, dores, ausências e carências, dentre tantos outros motivos”, afirma. 

“É preciso orientar nossos jovens de que não se pode levar a internet e as redes sociais 100% a sério, porque muita coisa é fake. A nossa beleza tem que ser natural e pode ser valorizada de diversas formas, com acessórios e maquiagem, cultivando hábitos saudáveis – beber água, usar protetor solar, alimentação correta, sendo um bom exemplo de ser humano. O essencial é ressaltar que cada pessoa é linda de sua própria maneira”, conclui Roberta.

 

Como tudo começa – Maquiagem

Antigamente, as meninas pegavam o batom escondido da mãe para passar nos lábios. Logo vinha uma bronca. Com o tempo, isso mudou, e a indústria da beleza descobriu, na infância, um nicho a ser explorado: nasceram as linhas de maquiagem infantis. Hoje em dia, dificilmente uma menina de cinco ou seis anos não tem o próprio estojo de maquiagem e esse pode ser o ponto de partida da preocupação com a vaidade. Mas essa seria a idade ideal para tais cuidados? 

A médica dermatologista Ana Paula Giovanetti, também do Vera Cruz Hospital, sugere que alguns itens de maquiagem sejam adotados apenas na fase da adolescência. “É quando surgem as primeiras espinhas e a maquiagem pode ajudar a disfarçar. Nessa fase, também já é possível usar o protetor solar que tenha uma cor, cumprindo tanto a função de proteger, quanto a de base”, orienta. 

No caso das meninas entre seis e oito anos que gostam de passar sombra e gloss, a médica explica que não há problema, mas que é preciso ter bom senso; o adulto não deve estimular o uso frequente. “Também é essencial ver a qualidade do produto, se é indicado para a criança, para não ter problemas de irritação”, ressalta. 

“O uso excessivo de maquiagem desde muito cedo pode provocar irritação e, em alguns casos, até obstruir os poros. Porém, hoje há uma variedade de produtos de qualidade que reduzem muito este risco. Outro fator importante é ter o hábito de retirar a maquiagem, especialmente antes de dormir. Além de usar uma marca ideal para o tipo de pele. Recomenda-se demaquilantes ou sabonetes líquidos que podem ser aplicados sobre os olhos sem ardência”, pondera. 

Os cuidados com a pele do adolescente são mínimos. “É importante ter um sabonete próprio para lavar o rosto, um creminho específico para o tipo de pele - pois é a fase da acne e da pele oleosa – e, de manhã cedo, um protetor solar adequado. No caso daqueles que usam maquiagem, é necessário zelar pela limpeza. São cuidados básicos”, aconselha.

 

Vera Cruz Hospital


81% dos trabalhadores se sentem esgotados em suas atividades: veja 3 dicas de como equilibrar vida pessoal e profissional

Planejar seu dia a dia e sua semana evita que suas tarefas profissionais afetem sua rotina fora do trabalho

 

Conciliar a vida profissional e pessoal pode parecer um desafio para muitos colaboradores que possuem uma rotina agitada e conturbada por conta das prioridades de trabalho, contudo, é fundamental manter um fluxo de trabalho com resultados satisfatórios e a saúde mental em dia. Caso contrário, o cotidiano na empresa pode deixar os membros da equipe cansados e exaustos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Pulses, empresa de soluções, 81% dos trabalhadores se sentem esgotados em suas atividades trabalhistas, e 60% deles relatam se sentir indispostos para trabalhar. 

Quando não existe o balanceamento entre a vida pessoal e profissional, outras áreas de sua vida podem ser afetadas. Seus laços familiares, relacionamentos e amizades são pontos que podem ser influenciados negativamente em razão da negligência na vida pessoal, ao dar prioridade somente ao trabalho. Dessa forma, o equilíbrio entre ambos os campos envolve gerenciar seu tempo e suas atividades eficientemente, para que a sua profissão ou as relações pessoais não sejam prejudicadas. 

Na visão de Juliana Queissada, CEO da agência Queissada Comunicação, uma das principais estratégias para manter esse equilíbrio é criar uma rotina produtiva, que contemple ambos. “Saiba identificar quais tarefas são mais importantes e quais devem ser priorizadas. Ajuste sua rotina com metas bem traçadas para dar tempo de realizá-las conforme o planejado. Esse processo deve ser contínuo a ser implementado gradualmente, em seu dia-a-dia, e manter a disciplina”, completa Juliana. 

Com a pandemia de Covid-19, o modelo de trabalho home office se tornou mais comum, O que para alguns é algo excelente, para outros pode causar extrema exaustão durante suas horas de trabalho em casa, por não conseguirem separar as tarefas de trabalho com as do lar. Segundo o levantamento de dados realizado pela Bare International, 38% da população empregada trabalha em casa de forma remota. Com isso, é importante fiscalizar o tempo dedicado à sua profissão, pois é fácil se distrair em meio às horas, durante o expediente. 

Para que o time da sua empresa mantenha a qualidade de vida, Juliana Queissada, CEO da Queissada Comunicação, cita 3 dicas para conciliar a vida pessoal e profissional. Confira:

  1. Planeje para equilibrar: ao planejar o seu dia e a sua semana, você consegue otimizar o seu tempo e gerenciá-lo de uma forma mais eficaz para que todas as suas tarefas sejam executadas. Entretanto, lembre-se de que imprevistos podem acontecer.
     
  2. Saiba quando se desconectar: por conta da tecnologia e plataformas digitais, muitas pessoas se sentem sobrecarregadas por estarem sempre de olho no que acontece em seu trabalho. Quando estiver fora do expediente, desligue suas notificações, feche os aplicativos e evite checar e-mails. Isso permitirá que você recarregue suas energias e não estenda suas tarefas.
     
  3. Priorize suas obrigações pessoais e profissionais: separe um tempo apenas para sua vida pessoal, como hobbies e lazer. E, da mesma forma, no seu horário de trabalho, permaneça focado e concentrado. Não leve trabalho para fora de seu expediente, e lembre-se: descansar também é uma obrigação. 

Cuide de seu bem-estar e de sua saúde ao mesmo tempo que planeja suas metas profissionais e foca em sua profissão.


Como lidar com o mal estar e angústia no fim de ano

 Psicóloga explica os motivos e como minimizar ou evitar a sensação de angústia durante o período



Fim de ano normalmente é um momento de confraternização, de se doar materialmente, financeiramente e de preparar as festas de fim de ano. No entanto, existem pessoas que não gostam tanto assim deste período.

 

Existem várias interpretações para esse “certo mal estar de fim de ano”. Um dos motivos para que isso ocorra pode ser o fato de que a pessoa eventualmente teve algum parente próximo que faleceu perto do Natal ou Ano Novo e tem uma certa angústia ao lembrar desta pessoa. Ou porque perdeu alguém em determinado momento do ano e nesta época fica mais vulnerável. Outra razão plausível também pode ser porque durante o ano letivo as pessoas são de determinada forma e durante este período prezam por algo totalmente oposto à maneira como a pessoa se comportou durante todo o ano. 

 

A psicóloga comportamental Priscilla Souza explica que é muito importante o convívio com as pessoas. “A gente precisa ter com quem conversar, com quem compartilhar as ideias, precisamos de parâmetros, motivação, carinho, conforto, abraço para dizer que vai ficar tudo bem, para fofocar. Quando alguém vai ao contrário disso, essa pessoa precisa de muita ajuda psicológica.”

 

Existem pessoas que já em outubro começam a deprimir, porque vai chegar o fim de ano. Perguntas como “o que farei?” ou “o que será?” vem à tona acompanhada de lembranças, como discussões em festas, bebedeiras, brigas familiares. A especialista aponta que o primordial é não ficar sozinho, pois isso apenas faz com que a pessoa se sinta mais deprimida. 

 

No entanto, passar Natal e Ano Novo junto a alguém é de extrema importância. A psicóloga explica que existem algumas dicas para passar por esse período de maneira mais leve: evitar assuntos polêmicos como política, futebol, religião, sexualidade para evitar conflitos de ideias e cessar o mau hábito de ingerir muita bebida alcoólica nas festas, pois isso impulsiona a pessoa a falar aquilo o que não diria sóbrio, causando más consequências. 

Às vezes as pessoas não gostam do fim de ano por conta da correria e pressa. Para evitar que isso ocorra, uma dica é se antecipar, comprar os presentes, escolher a comida que fará nas festas e os preparativos para minimizar a pressão no dia ou na semana, as lojas cheias e a perda de tempo com trânsito. 

 


https://www.instagram.com/priscillasouzapsicologa/?igshid=NTdlMDg3MTY%3D




Referências: https://istoe.com.br/mulher/noticia/podcast-retrogosto-85-priscilla-souza-fala-psicologia-comportamental-e-sexualidade-entre-deficientes-fisicos/

https://revistamarieclaire.globo.com/retratos/noticia/2023/06/enfrentei-barreiras-que-permeiam-a-sexualidade-de-pcds-e-vi-que-podia-ajudar-mais-gente-dep.ghtml


Psicóloga revela as marcas invisíveis da violência contra a mulher no Brasil

 

Najma Alencar aponta a dependência emocional como forte fator de silenciamento e ensina mulheres a identificar relacionamentos abusivos fazendo 12 questões a si mesmas 

 

Casos recentes de violência contra a mulher viraram manchete em todo o Brasil por se tratarem de pessoas famosas, as apresentadoras Patrícia Ramos e Ana Hickmann denunciaram seus então parceiros por agressão. Elas fazem parte das 25.458.500 mulheres que declararam, neste ano, já terem sofrido violência doméstica e familiar ao menos uma vez na vida. Isso equivale a 30% das brasileiras. Mas é a minoria, que como Patrícia e Ana, denunciam o responsável. Das mulheres que sofreram violência em 2023, 61% não procuraram uma delegacia, enquanto de janeiro a outubro, 1.127 feminicídios foram registrados no país. Os dados são do novo Mapa Nacional da Violência de Gênero, publicado pelo governo no último dia 22. 

O que faz com que tantas mulheres continuem se calando diante da violência masculina? A psicóloga e mentora feminina, Najma Alencar, aponta a dependência emocional com relação ao agressor como um forte fator de silenciamento. “As mulheres também não foram ensinadas a identificar os sinais de um relacionamento abusivo. Muitas nem sabem que violência não é apenas física, mas pode ser também sexual, psicológica, moral ou patrimonial”, ressalta. 

Najma costuma fazer 12 perguntas às suas pacientes para ajudá-las a identificar se há dependência emocional em uma relação. Quanto mais respostas “sim”, maior é a dependência:

  1. Você sente necessidade de consultar o seu parceiro para tudo o que faz?
  2. Você é incapaz de aproveitar os momentos em que está sozinha?
  3. Sua felicidade depende exclusivamente do seu parceiro e não consegue suportar a ideia de um término?
  4. Você se afastou dos amigos e da família desde que começou essa relação?
  5. Você não se atreve a tomar a iniciativa em nada e não expressa sua opinião por medo de desagradá-lo?
  6. Qualquer atividade que você faz sem ele é chata e monótona?
  7. Você já se fez de vítima para chamar a atenção dele?
  8. Sua vida não tem sentido sem ele?
  9. Você vive com medo dele ir embora?
  10. Você acha que tem muita sorte de alguém tão incrível querer ser seu parceiro?
  11. Você é muito ciumenta?
  12. Você perdoaria uma traição para não terminar o relacionamento?

Segundo Najma, superar a dependência emocional começa por entender o que a faz se sentir assim, pois por trás de toda dependência existe um medo que a sustenta. Fazer terapia é imprescindível para esse processo de cura e a psicóloga trata esses casos trabalhando os 3A's com a paciente: autocrítica, autoestima e autonomia. 

"Ao perceber que o outro ocupa um lugar muito grande dentro de você, o que você pode fazer para se preencher de si?”, indaga Najma. “Essa é uma pergunta importante e muito eficaz para iniciar. Você pode experimentar uma caminhada sozinha, ir a um café sozinha, ler um livro no silêncio, criar hábitos que fortaleçam sua espiritualidade e tantas outras formas de se descobrir".

Já quanto à identificação de uma relação abusiva, outras questões entram em jogo. De acordo com a psicóloga, a mulher deve perceber um padrão de desequilíbrio de poderes no relacionamento e táticas manipuladoras. Quanto um homem é abusivo, ele costuma impor restrições à mulher (como sair para se divertir, conversar com os amigos e visitar os familiares), mentir compulsivamente e punir a mulher quando ela o desagrada, de várias formas: dando o tratamento de silêncio, a humilhando, diminuindo suas conquistas, a ameaçando e a agredindo, seja verbal ou fisicamente. 

“Ao menor sinal de abuso, a mulher deve procurar ajuda”, alerta Najma. “Seja em uma Delegacia da Mulher ou com alguém de confiança”. Nesse momento, o apoio do confidente, da família e dos amigos é essencial para que a mulher agredida pelo parceiro se sinta acolhida e tenha coragem para sair dessa relação. “Ela precisa sentir que tem uma rede de apoio, do contrário, as chances da violência doméstica aumentar é grande”, comenta a psicóloga. 

 

Najma Alencar - psicóloga de independência e liberdade emocional. Palestrante, escritora e formadora de mulheres confiantes, apoia pessoas no Brasil e no exterior na conquista de relacionamentos leves e saudáveis. Tem como propósito impactar o maior número possível de mulheres, levando conexão, autoestima e independência para que vivam de modo leve consigo mesmas e com os outros. Ela fundou a evoluBe junto ao investidor Leo Mack, uma empresa de mentoria pessoal e profissional com foco em empoderamento e empreendedorismo.


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