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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Paciente compara duas cirurgias de prótese de joelho e destaca recuperação com técnica robótica

“A cirurgia de joelho com o robô Mako é menos invasiva e tem recuperação
 pós-operatória menos dolorosa”, explica o ortopedista Dr. Thiago Fuchs.
Foto: Divulgação / Dr. Thiago Fuchs


Após enfrentar duas cirurgias de prótese de joelho, Nádia Sampaio Ghem tornou-se exemplo vivo de como a tecnologia vem transformando a ortopedia moderna. A paciente teve a oportunidade de vivenciar as duas técnicas — primeiro o método tradicional e, três anos depois, a cirurgia robótica com o sistema Mako, conduzida pelo ortopedista Dr. Thiago Fuchs, especialista em cirurgia de joelho e quadril.

“Estou muito feliz com o resultado das duas cirurgias, mas com a robótica a recuperação está sendo bem mais rápida e menos dolorosa”, relata Nádia, que é bancária aposentada.

A diferença foi evidente desde o pós-operatório imediato. Na primeira cirurgia, foram cinco meses de fisioterapia e hidroterapia até conseguir caminhar sem dor. Já na segunda, apenas 30 dias após a cirurgia robótica, Nádia já andava sem muletas, com amplitude de movimento surpreendente. “Minhas fisioterapeutas ficaram impressionadas. A evolução foi muito mais natural e confortável”, conta.
 

Tecnologia que redefine a cirurgia de joelho

O caso de Nádia ilustra o avanço da cirurgia robótica no tratamento da artrose de joelho, condição que afeta milhões de brasileiros acima dos 50 anos.

Desde dezembro de 2024, Curitiba conta com o robô Mako, desenvolvido pela Stryker, uma das maiores fabricantes de próteses ortopédicas do mundo. O equipamento está disponível no Hospital Marcelino Champagnat e traz um novo patamar de precisão e personalização nas artroplastias.

“O Mako é uma das tecnologias robóticas mais utilizadas no mundo para cirurgias de joelho e quadril. O que antes parecia o futuro, agora é a realidade”, afirma Dr. Thiago Fuchs.

O robô Mako utiliza uma tecnologia que combina planejamento em 3D, sensores e inteligência de precisão para auxiliar o cirurgião. Antes da cirurgia, para o planejamento é feita uma tomografia computadorizada detalhada do joelho do paciente. Com essas imagens, o sistema cria um modelo tridimensional que mostra exatamente a anatomia e as deformidades da artrose. Isso permite que o médico planeje a cirurgia de forma totalmente personalizada, de acordo com o formato do joelho, anatomia e o estilo de vida de cada pessoa.

Durante o procedimento, o robô também mede e auxilia no equilíbrio da tensão dos ligamentos — as estruturas que mantêm o joelho estável. Assim, o cirurgião pode ajustar o posicionamento da prótese para que o movimento do joelho fique o mais natural possível. Essa precisão ajuda a evitar desconfortos, rigidez e limitações nos movimentos após a recuperação.

Outro diferencial é o sistema de segurança do braço robótico, que funciona como uma barreira virtual: ele impede que o corte ultrapasse os limites definidos pelo planejamento. Isso significa que apenas a área necessária é tocada, preservando músculos, ligamentos e outras partes saudáveis. O resultado é uma cirurgia mais delicada, menos invasiva e com recuperação menos dolorosa.

 

Cirurgia personalizada e recuperação acelerada

No caso de Nádia, a cirurgia com o sistema Mako representou não apenas uma nova técnica, mas uma experiência completamente adaptada ao seu corpo, estilo de vida e expectativas. “O posicionamento do implante e o grau de correção das deformidades do joelho podem ser individualizados para cada caso, respeitando as características anatômicas e necessidades de cada paciente. O robô permite essa personalização e minimiza a margem de erro”, explica o especialista.

Essa personalização, aliada à menor agressão aos tecidos e menos dor, consequentemente com uma recuperação mais precoce, foi decisiva para que Nádia retomasse uma vida praticamente sem restrições com apenas 30 dias de cirurgia.

“Ver pacientes como a Nádia se recuperando com tanta confiança e autonomia mostra que a tecnologia veio para somar à experiência médica, e devolver a qualidade de vida com muito mais precisão e uma melhor experiência ao procedimento cirúrgico”, conclui Dr. Thiago Fuchs.


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