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| “A cirurgia de joelho com o robô Mako é menos invasiva e tem recuperação pós-operatória menos dolorosa”, explica o ortopedista Dr. Thiago Fuchs. Foto: Divulgação / Dr. Thiago Fuchs |
Após enfrentar duas cirurgias de prótese de joelho, Nádia Sampaio
Ghem tornou-se exemplo vivo de como a tecnologia vem transformando a ortopedia
moderna. A paciente teve a oportunidade de vivenciar as duas técnicas —
primeiro o método tradicional e, três anos depois, a cirurgia robótica com o
sistema Mako, conduzida pelo ortopedista Dr. Thiago Fuchs, especialista em
cirurgia de joelho e quadril.
“Estou muito feliz com o resultado das duas cirurgias, mas com a
robótica a recuperação está sendo bem mais rápida e menos dolorosa”, relata
Nádia, que é bancária aposentada.
A diferença foi evidente desde o pós-operatório imediato. Na
primeira cirurgia, foram cinco meses de fisioterapia e hidroterapia até
conseguir caminhar sem dor. Já na segunda, apenas 30 dias após a cirurgia
robótica, Nádia já andava sem muletas, com amplitude de movimento
surpreendente. “Minhas fisioterapeutas ficaram impressionadas. A evolução foi
muito mais natural e confortável”, conta.
Tecnologia que redefine a cirurgia de joelho
O caso de Nádia ilustra o avanço da cirurgia robótica no
tratamento da artrose de joelho, condição que afeta milhões de brasileiros
acima dos 50 anos.
Desde dezembro de 2024, Curitiba conta com o robô Mako,
desenvolvido pela Stryker, uma das maiores fabricantes de próteses ortopédicas
do mundo. O equipamento está disponível no Hospital Marcelino Champagnat e traz
um novo patamar de precisão e personalização nas artroplastias.
“O Mako é uma das tecnologias robóticas mais utilizadas no mundo
para cirurgias de joelho e quadril. O que antes parecia o futuro, agora é a
realidade”, afirma Dr. Thiago Fuchs.
O robô Mako utiliza uma tecnologia que combina planejamento em 3D,
sensores e inteligência de precisão para auxiliar o cirurgião. Antes da
cirurgia, para o planejamento é feita uma tomografia computadorizada detalhada
do joelho do paciente. Com essas imagens, o sistema cria um modelo
tridimensional que mostra exatamente a anatomia e as deformidades da artrose.
Isso permite que o médico planeje a cirurgia de forma totalmente personalizada,
de acordo com o formato do joelho, anatomia e o estilo de vida de cada pessoa.
Durante o procedimento, o robô também mede e auxilia no equilíbrio
da tensão dos ligamentos — as estruturas que mantêm o joelho estável. Assim, o
cirurgião pode ajustar o posicionamento da prótese para que o movimento do
joelho fique o mais natural possível. Essa precisão ajuda a evitar
desconfortos, rigidez e limitações nos movimentos após a recuperação.
Outro diferencial é o sistema de segurança do braço robótico, que
funciona como uma barreira virtual: ele impede que o corte ultrapasse os
limites definidos pelo planejamento. Isso significa que apenas a área
necessária é tocada, preservando músculos, ligamentos e outras partes
saudáveis. O resultado é uma cirurgia mais delicada, menos invasiva e com
recuperação menos dolorosa.
Cirurgia personalizada e recuperação acelerada
No caso de Nádia, a cirurgia com o sistema Mako representou não
apenas uma nova técnica, mas uma experiência completamente adaptada ao seu
corpo, estilo de vida e expectativas. “O posicionamento do implante e o grau de
correção das deformidades do joelho podem ser individualizados para cada caso,
respeitando as características anatômicas e necessidades de cada paciente. O
robô permite essa personalização e minimiza a margem de erro”, explica o
especialista.
Essa personalização, aliada à menor agressão aos tecidos e menos
dor, consequentemente com uma recuperação mais precoce, foi decisiva para que
Nádia retomasse uma vida praticamente sem restrições com apenas 30 dias de
cirurgia.
“Ver pacientes como a Nádia se recuperando com tanta confiança e
autonomia mostra que a tecnologia veio para somar à experiência médica, e
devolver a qualidade de vida com muito mais precisão e uma melhor experiência
ao procedimento cirúrgico”, conclui Dr. Thiago Fuchs.

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