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terça-feira, 24 de junho de 2025

Lançamento do Núcleo VIVA pelo InCor marca nova era na saúde cardiovascular da mulher e das doenças sem obstruções coronárias

 

O Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor) lança um programa pioneiro no Brasil voltado ao diagnóstico e tratamento da doença coronária não obstrutiva, com foco especial na saúde cardiovascular da mulher. Este Núcleo se chamará VIVA: Visão Integrada da Vascularização na Angina, uma iniciativa inovadora e multidisciplinar voltada à saúde cardiovascular da mulher, com foco especial em doença arterial coronária não obstrutiva (ANOCA/INOCA) — condição frequentemente subdiagnosticada, apesar de altamente prevalente entre mulheres com sintomas de angina. 

A apresentação oficial foi feita durante a SOCESP 2025 pelo Profs. Drs. Roberto Kalil Filho e Alexandre Abizaid, e contou com a participação da Dra. Roxana Mehran, diretora de Pesquisa Cardiovascular Intervencionista e Ensaios Clínicos do Mount Sinai School of Medicine, em Nova York e referência internacional em saúde cardiovascular feminina, que vem ao Brasil especialmente para este lançamento. 

“O lançamento deste programa marca um avanço significativo na cardiologia brasileira, especialmente no cuidado da saúde cardiovascular feminina. Ter a Dra. Roxana Mehran conosco neste momento ressalta a importância global da iniciativa. Participar da SOCESP demonstra, mais uma vez, o compromisso do InCor com a inovação, o conhecimento científico e a qualidade da assistência médica”, destaca o Prof. Dr. Roberto Kalil Filho. 

Com este programa inovador, o InCor reafirma seu protagonismo na cardiologia brasileira, agora com um foco estratégico e essencial na saúde cardiovascular da mulher. O novo programa nasceu da necessidade em atender um público frequentemente negligenciado nos diagnósticos tradicionais: cerca de 30% dos pacientes com dor no peito e sinais de isquemia não apresentam obstruções visíveis nas artérias coronárias, sendo 85% dessas pessoas, mulheres. Muitas vezes, esses casos são subestimados ou mal interpretados, levando a diagnósticos equivocados ou mesmo à desconsideração dos sintomas. 

"Essas pacientes sofrem com sintomas reais, como angina e falta de oxigenação no coração, documentados por exames como cintilografia e teste ergométrico, mas que não são confirmados no cateterismo tradicional. Isso ocorre porque o problema está na microcirculação, invisível ao exame convencional", explica o Prof. Dr. Carlos Campos, um dos idealizadores do programa no InCor. 

O programa é multidisciplinar e integra clínica especializada no acompanhamento e tratamento de casos, com foco em reabilitação cardiovascular por meio de exercícios supervisionados e condutas individualizadas. Utilizando tecnologia de ponta, oferece exames inovadores capazes de avaliar a função endotelial, detectar espasmos arteriais e analisar o fluxo na microcirculação. 

Além disso, conta com uma hemodinâmica avançada, incluindo testes recém-introduzidos no país que permitem identificar causas de dor torácica e outros sintomas cardiovasculares invisíveis ao cateterismo convencional. "A inovação não está apenas no equipamento, mas em oferecer um cuidado global, contínuo e específico para essas pacientes. É um marco na cardiologia brasileira, especialmente para a saúde da mulher, frequentemente subdiagnosticada e subtratada em doenças cardiovasculares", afirma Campos.

 

InCor 

 

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