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Com planejamento e orientação jurídica adequada, uma simples viagem de turismo pode ser o ponto de partida para morar legalmente no país
Visitar os Estados Unidos com um visto de turista
pode ser o primeiro passo para um projeto de vida mais ambicioso: construir um
futuro legal e planejado no país. Embora ele não permita trabalhar nem estudar
de forma integral no país, mas pode representar uma excelente oportunidade para
quem deseja identificar possibilidades profissionais, avaliar regiões para
morar e entender os caminhos legais para a residência permanente.
Segundo Guilherme Vieira, CEO da On Set
Consultoria, empresa especializada em vistos e cidadania americana, há uma
ideia equivocada de que o visto de turista não serve para quem deseja morar
legalmente nos Estados Unidos. “O turismo pode ser o ponto de partida para o
planejamento migratório. Muitas vezes, é durante uma viagem que a pessoa
identifica uma oportunidade de negócio, de investimento ou de estudo, e é nesse
momento que deve buscar orientação jurídica para transformar essa experiência
em uma oportunidade de permanência no país”, explica o especialista.
O visto B1/B2 permite entrar nos Estados Unidos por
períodos curtos, geralmente de até seis meses, para atividades como turismo e
lazer, participação em eventos, feiras e congressos, reuniões de negócios e
visitas exploratórias para conhecer regiões ou escolas. Ele não autoriza o
trabalho formal, a matrícula em cursos acadêmicos de longa duração ou a
permanência contínua no país além do período estipulado. “Por isso, o
planejamento é fundamental para que uma viagem de turismo possa se transformar
em um projeto migratório sem colocar o visitante em situação irregular”,
reforça Vieira.
Durante a estadia como turista, é comum que sejam
avaliadas oportunidades de:
- Investimento
ou abertura de negócio, o que pode viabilizar vistos como o E-2, para
países com tratado com os EUA, ou o EB-5, de residência por investimento;
- Estudo
em instituições americanas, o que exige a mudança para o visto F-1, desde
que ocorra com o apoio jurídico adequado e dentro dos prazos permitidos;
- Casamento
com cidadão americano, em situações legítimas e com acompanhamento legal,
pode gerar processos de ajuste de status;
- Ofertas
de trabalho qualificadas, que podem levar a vistos como o H-1B, o L-1 ou
até processos de green card por habilidades extraordinárias (visto EB-2
NIW, por exemplo).
Segundo Vieira, o mais importante é entender que
nenhuma mudança de status ou solicitação de visto deve ser feita por impulso.
Cada tipo de visto tem critérios técnicos e prazos específicos, que variam de
acordo com o perfil e os objetivos de cada pessoa. “O que muitos não percebem é
que buscar caminhos informais, como permanecer no país além do tempo autorizado
ou tentar acessar processos sem respaldo legal, pode gerar consequências
sérias. Isso compromete o histórico imigratório, dificulta futuras solicitações
e gera barreiras que limitam oportunidades, trabalho, renda e até a liberdade
de entrar e sair dos Estados Unidos. É como quem tenta cruzar a fronteira sem
visto: parece um atalho no início, mas, na prática, gera muito mais dor, perda
financeira e restrições. O caminho mais inteligente é o planejamento, feito com
clareza, consciência das regras e das estratégias migratórias adequadas para
cada caso”, conclui o especialista.
On Set Consultoria Internacional de Imigração,
Vistos e Negócios para os Estados Unidos

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