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terça-feira, 31 de março de 2026

Corrida cresce entre brasileiros acima dos 40 anos e acende alerta para cuidados com as articulações

Reumatologista explica como praticar atividade com segurança e evitar lesões silenciosas


O número de brasileiros que adotaram a corrida como hábito de saúde segue em expansão, especialmente entre pessoas acima dos 40 anos. De acordo com levantamento da Olympikus em parceria com a Box1824, o Brasil reúne mais de 13 milhões de corredores, com crescimento relevante nos últimos anos impulsionado pela busca por qualidade de vida. 

A popularização do esporte acompanha uma mudança de comportamento. Segundo a mesma pesquisa, cerca de 83% dos praticantes afirmam correr com foco em saúde física e mental, reforçando o papel da atividade como aliada do envelhecimento ativo. 

Nesse cenário, a adesão do público acima dos 40 anos chama atenção de especialistas, já que essa faixa etária passa por alterações naturais no organismo, como perda de massa muscular, redução da flexibilidade e maior desgaste articular. 

Para o reumatologista Dr. Sergio Bontempi Lanzotti, o movimento é positivo, mas exige orientação adequada. “A corrida é uma excelente atividade cardiovascular e traz inúmeros benefícios, mas, após os 40 anos, é fundamental respeitar os limites do corpo e adotar uma prática orientada”, afirma. 

Segundo o médico, um dos principais erros está em iniciar a prática sem preparo físico prévio. “Muitos pacientes saem do sedentarismo direto para a corrida, o que aumenta o risco de lesões como tendinites, dores no joelho e sobrecarga nas articulações”, explica. 

Dados do Ministério do Esporte indicam que a corrida de rua está entre as atividades físicas mais praticadas no país, consolidando-se como uma das principais portas de entrada para quem deseja sair do sedentarismo. 

Apesar disso, o avanço da idade não deve ser encarado como um impeditivo. Pelo contrário, a prática regular pode ajudar a preservar a mobilidade, fortalecer músculos e reduzir processos inflamatórios quando realizada de forma adequada. 

“Correr pode ser um grande aliado da saúde articular. O problema não está na atividade em si, mas na forma como ela é realizada, muitas vezes sem fortalecimento muscular, sem acompanhamento e ignorando sinais de dor”, destaca Lanzotti. 

Entre os principais cuidados, o especialista recomenda avaliação médica antes de iniciar a prática, especialmente para pessoas com histórico de dores articulares ou doenças reumáticas. 

Além disso, incluir exercícios de fortalecimento muscular e alongamento na rotina é essencial para proteger as articulações e melhorar o desempenho na corrida. 

Outro ponto importante é respeitar a progressão do treino. “O corpo precisa de adaptação. Aumentar distância ou intensidade de forma abrupta é um dos fatores que mais levam a lesões”, alerta o reumatologista. 

A escolha de calçados adequados e a atenção à postura durante a corrida também são fatores determinantes na prevenção de problemas musculoesqueléticos.

Para quem já sente dores, o alerta é direto. “Dor persistente nunca deve ser normalizada. Ela pode ser o primeiro sinal de uma lesão ou até de uma condição reumatológica que precisa ser investigada”, afirma.


Pesquisa TENA destaca: 88% dos cuidadores no Brasil relatam impactos físicos e emocionais na rotina

Seis em cada dez cuidadores atuam sem formação específica,
 aponta pesquisa encomendada por Tena à MindMiners
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Levantamento da marca TENA, encomendado à MindMiners, plataforma de soluções para consumer insights, mostra que 57% dos cuidadores no país conciliam a atividade com o trabalho e 16% com os estudos, além de enfrentam impactos físicos e emocionais.

 

No mês em que é comemorado o Dia Nacional do Cuidador de Idosos, TENA, marca número 1 mundial em produtos para incontinência urinária em adultos, que faz parte da Essity, líder global em higiene e saúde, divulga dados da pesquisa “TENA: Hábitos & Atitudes dos Cuidadores”, que revela que 88% dos cuidadores no Brasil sentem impactos físicos e emocionais na rotina de cuidado. O levantamento, encomendado ao instituto MindMiners, plataforma de soluções para consumer insights, analisa os hábitos e desafios de quem cuida de pessoas com incontinência urinária no país. 

A iniciativa ganha relevância diante do envelhecimento acelerado da população brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 60 anos ou mais passou de 15,2 milhões em 2000 para 33 milhões em 2023. A projeção indica que, em cerca de 45 anos, os idosos deverão representar 37,8% da população do país, o equivalente a aproximadamente 75,3 milhões de pessoas. 

A pesquisa quantitativa on-line foi realizada por meio da MindMiners, em janeiro de 2026. As respostas foram coletadas por meio do painel de respondentes proprietário (base própria de pessoas cadastradas para responder pesquisas) da plataforma, o MeSeems, e totalizou uma amostra de 500 pessoas. Entre elas estão homens e mulheres cuidadores (profissionais ou de familiares próximos) de pessoas que possuem incontinência urinária, que prestam assistência ao menos quatro vezes por semana. A análise dos resultados foi conduzida pelo time de especialistas da MindMiners. 

Os dados mostram que o cuidado frequentemente é conciliado com outras responsabilidades: 57% dos cuidadores exercem algum trabalho além dessa função, enquanto 16% também estudam. 

Entre os principais impactos da rotina está a redução do tempo dedicado a si mesmo, apontada por 50% dos cuidadores. O desgaste físico aparece em 49% dos relatos, com maior incidência entre mulheres, enquanto o estresse emocional é mencionado por 48%. Apenas 12% afirmam não sentir impactos relevantes. 

Os efeitos do cuidado contínuo também se refletem na saúde dos cuidadores. Estresse (53%), dores nas costas ou articulações (50%), alterações no sono (47%) e ansiedade (47%) estão entre os principais sintomas relatados. Apesar disso, seis em cada dez cuidadores atuam sem formação específica, o que pode aumentar a sobrecarga e os riscos no dia a dia. 

A dedicação ao cuidado também impacta diretamente a rotina: 34% dos entrevistados dedicam entre três e cinco horas diárias à atividade, 26% entre seis e oito horas e 16% afirmam estar envolvidos em tempo integral. Entre as tarefas mais frequentes estão administrar medicamentos, preparar refeições, acompanhar consultas médicas, auxiliar na higiene pessoal e na mobilidade. 

Alguns momentos, no entanto, são percebidos como mais desafiadores. O banho lidera, citado por 49% dos cuidadores, seguido pela higiene íntima (46%) e pela locomoção (43%). 

Para a enfermeira Patrícia Fera, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e consultora de TENA, o cuidado exige preparo e atenção integral. “Cuidar é uma atividade nobre, mas que envolve responsabilidade e preparo técnico. A falta de orientação adequada pode gerar insegurança, desgaste emocional e riscos evitáveis no dia a dia”, afirma. 

A especialista também destaca a importância de olhar para a saúde do próprio cuidador. “O cuidado contínuo exige atenção não apenas à pessoa assistida, mas também à saúde mental de quem cuida. É comum observar altos níveis de estresse e dificuldades de conciliação com o trabalho”, explica. 

No caso da incontinência, Patrícia reforça que há caminhos de tratamento. “Em muitos casos, a incontinência urinária pode ser resolvida ou muito melhorada. Enquanto o tratamento está em andamento, é importante utilizar produtos específicos, com tecnologia de alta absorção e controle de odor, que contribuem para o conforto e a segurança no dia a dia”, orienta. 

Diante desse cenário, TENA disponibiliza gratuitamente o programa on-line “Cuidado & Conforto com TENA”, voltado à capacitação de cuidadores familiares e profissionais. O conteúdo é oferecido em formato de videoaulas curtas, ministradas por especialistas, e aborda temas como higiene íntima, prevenção de lesões, mobilidade, organização da rotina de cuidados, acolhimento emocional e bem-estar. 

A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e contribuir para rotinas de cuidado mais seguras e equilibradas, em linha com o compromisso de TENA e da Essity de promover o bem-estar e a qualidade de vida de cuidadores e de pessoas que dependem desse suporte. 

A marca TENA também apoia causas relacionadas à proteção de idosos e ao apoio aos cuidadores, como na campanha Junho Violeta, iniciativa de conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa. Em 2024, reforçou a ação com uma mobilização na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, com a distribuição de panfletos em formato de flor (violeta), e reforçou a oferta do “Cuidado & Conforto com TENA”.  



Essity
Saiba mais no site da Essity.

página oficial de TENA



São Paulo soma 14.032 incidentes na assistência à saúde em 2026

Bioética do cuidado defende paciente mais informado e ativo nas decisões sobre sua saúde. Falta de comunicação clara e de participação do paciente nas decisões médicas ainda provocam conflitos e ações na Justiça.

 

O direito do paciente de decidir sobre o próprio corpo e participar das escolhas relacionadas ao seu tratamento ainda enfrenta obstáculos no sistema de saúde brasileiro. A falta de comunicação assertiva entre profissionais e pacientes, aliada à falta de escuta ativa, tem resultado em conflitos, eventos adversos e um número crescente de ações judiciais.

 

Levantamento da plataforma jurídica JusBrasil revela que mais de 10 mil ações judiciais na área da saúde mencionam o tema “consentimento informado”. Em muitos desses casos, hospitais e profissionais de saúde são acionados na Justiça por pacientes que alegam não ter recebido informações claras sobre procedimentos ou tratamento, o que gera pedidos de indenização por danos morais e materiais. 

 

Apesar de garantidos por leis como a Constituição Federal e o Código de Defesa do Consumidor, muitos brasileiros ainda desconhecem seus direitos no momento de receber atendimento em saúde.

O tema é discutido com profundidade no livro “Bioética do Cuidado em Saúde”, recém-lançado pela especialista em bioética, advogada e doutora em Direitos Humanos, Aline Albuquerque.

 

Consentimento informado ainda é tratado com burocracia - Em sistemas de saúde ao redor do mundo, cresce o debate sobre a Tomada de Decisão Compartilhada (TDC), modelo que incentiva a participação ativa do paciente nas escolhas sobre seu tratamento. Porém, na prática, essa participação ainda é limitada e desvalorizada.

 

“Em muitos casos, o consentimento fica restrito a um formulário. O paciente não tem tempo de ler com atenção ou de compreender todas as implicações. Protege mais o hospital do que a própria segurança do paciente”, alerta dra. Aline.

 

O excesso de linguagem técnica também acaba dificultando a compreensão das informações pelos pacientes. “Quando os riscos, benefícios e alternativas não são explicados de forma clara, cria-se uma relação impositiva. O paciente acaba concordando com decisões baseadas em informações superficiais”, explica. 

 

Impacto emocional no tratamento – A especialista destaca que o processo de comunicação é ainda mais sensível em diagnósticos graves, como o câncer. “Não se trata apenas de tratar a doença. É preciso cuidar do impacto emocional. Quando não há diálogo e transparência, o paciente se sente inseguro e isso pode até comprometer a adesão ao tratamento”, afirma.

 


Falhas assistenciais crescem no país – Problemas de comunicação e de segurança também refletem em falhas de assistência. Em 2025, o Brasil registrou 479.052 falhas na assistência à saúde, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já em 2026, até 15 de março, foram registrados 99.863 incidentes no sistema NOTIVISA. Em São Paulo, foram 14.032 registros apenas neste período de 2026. Considerando todo o ano de 2025, o estado teve 70.223 notificações de incidentes relacionados à assistência à saúde.

 

Para a doutora, o aumento das ações judiciais está ligado à ausência de uma cultura consolidada de segurança do paciente no país. Embora exista um programa nacional voltado ao tema, o Brasil ainda não possui uma política estruturada e abrangente sobre segurança do paciente. 

 

“Esse debate precisa começar na formação de profissionais de saúde. Médicos, enfermeiros e toda a equipe assistencial precisam compreender os riscos da prática clínica e a importância de colocar o paciente no centro do cuidado”, afirma Aline. 

 

Paciente precisa ter voz ativa – A profissional também destaca que a participação do paciente é essencial para melhorar a qualidade do atendimento. “O paciente precisa buscar informações sobre seu tratamento, questionar procedimentos, entender as medicações que vai usar e discutir alternativas com o médico. O profissional precisa instituir a escuta ativa e o paciente assumir seu papel ativo no cuidado com sua saúde”, ressalta. 

 

Tecnologia não pode substituir o contato humano – Outro ponto de atenção é o impacto da tecnologia na relação médico-paciente. “O exame físico e o contato humano continuam sendo fundamentais. Quando o profissional evita o toque ou se concentra apenas em exames e telas, o paciente pode se sentir distante e inseguro”, explica.

 

Embora a tecnologia seja essencial para diagnósticos e tratamentos, o excesso pode prejudicar a comunicação e reduzir a empatia no atendimento. “Muitas vezes o paciente está fragilizado física e emocionalmente. Nesse momento, escuta, paciência e respeito são fundamentais”, relembra. 



Até onde a autonomia prevalece? – A autonomia do paciente é um dos pilares da bioética, mas existem situações em que decisões rápidas precisam ser tomadas. “Em casos de emergência, quando há risco iminente de morte, os profissionais precisam agir rapidamente para preservar a vida. Nesses casos, não há tempo hábil para uma discussão aprofundada sobre as opções de tratamento”, finaliza.



Mais saúde e menos sal: alternativas ao bacalhau ganham força na Páscoa

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Nutricionista do Sírio-Libanês explica por que tradição pode dar lugar a escolhas mais estratégicas para o coração e o bolso

 

Tradicionalmente associada ao bacalhau, a Páscoa brasileira pode estar deixando de lado opções mais vantajosas do ponto de vista nutricional. Embora o peixe tenha se consolidado como símbolo da data, outras espécies populares no dia a dia, como sardinha, atum, tilápia e a pescada, apresentam perfil nutricional igualmente relevante e, em alguns casos, superior. 

“O bacalhau é um peixe magro, com alto teor de proteína de excelente qualidade e baixo teor de gordura. Ele fornece boas quantidades de vitaminas do complexo B, principalmente B12, além de fósforo e selênio. No entanto, do ponto de vista nutricional, ele não é superior a todos os outros peixes”, afirma Monique Vanessa de Azevedo Proença, nutricionista do Hospital Sírio-Libanês. 

Dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da USP (TBCA/USP)1 e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)2 indicam que os principais peixes consumidos no país, como sardinha, atum e tilápia, oferecem entre 18 e 25 gramas de proteína a cada 100 gramas. A diferença está principalmente na quantidade de gordura total, no teor de ômega-3 e na presença de micronutrientes específicos. 

Um dos pontos de atenção está no teor de sódio, já que o bacalhau comercializado no Brasil é, em geral, salgado e seco. Mesmo após o dessalgue, parte do sal permanece no alimento, o que pode ser um fator limitante para pessoas com hipertensão arterial ou maior risco cardiovascular. 

“A sardinha é, sem dúvida, uma das melhores opções em custo-benefício nutricional no Brasil. É acessível, rica em ômega-3, vitamina D, cálcio e proteína, e quando enlatada mantém grande parte dos nutrientes”, destaca Monique. 

Para a nutricionista, o atum, especialmente na versão fresca, apresenta bom teor de selênio e vitamina B12. Já a tilápia possui menor quantidade de gordura, o que explica seu teor mais baixo de ômega-3, mas continua sendo fonte relevante de proteína, fósforo e potássio, além de ter fácil digestão. 

Outro ponto que gera dúvidas entre consumidores diz respeito às diferenças entre peixe fresco, congelado e enlatado. Segundo a especialista, as variações nutricionais não são significativas quando o produto é bem processado. 

“O peixe congelado, quando bem processado, preserva proteínas, ômega-3 e minerais, podendo ser tão nutritivo quanto o fresco. Já o enlatado mantém boa parte das proteínas e do ômega-3, mas pode apresentar teor elevado de sódio ou maior valor calórico quando conservado em óleo. Vale a pena ler o rótulo e, se possível, optar por versões em água e com menor teor de sal”, orienta. 

Além da escolha da espécie, o modo de preparo influencia diretamente os benefícios à saúde. Preparações assadas, grelhadas, cozidas ou no vapor ajudam a preservar nutrientes e evitam o excesso de gordura. “Muitas vezes, o impacto calórico da refeição está nos molhos cremosos e nos acompanhamentos fritos, e não no peixe em si. O ideal é equilibrar o prato com legumes, verduras e porções moderadas de carboidratos”, diz a nutricionista. 

É importante destacar que o consumo regular de peixe, cerca de duas vezes por semana dentro de um padrão alimentar equilibrado, está associado à redução do risco de doenças cardiovasculares, melhora da saúde cerebral, ação anti-inflamatória e manutenção da massa muscular. 

 

Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link

 

Endometriose: Entender a dor é o primeiro passo para o tratamento

Cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a doença, cujo sintoma mais comum é a cólica menstrual intensa. Um grupo que carrega o peso do silêncio e, normalmente, do diagnóstico tardio.  

 

Muitas mulheres crescem ouvindo que "sentir dor no período menstrual é normal", o que pode acabar mascarando uma condição que exige atenção médica especializada e um olhar multidisciplinar: a endometriose. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a doença, cujo sintoma mais comum é a cólica menstrual intensa. Um grupo que carrega o peso do silêncio e, normalmente, do diagnóstico tardio. 

A doença se caracteriza pelo comportamento atípico do endométrio, o tecido que reveste o útero. "A endometriose é uma condição ginecológica em que o tecido que reveste a parte interna do útero cresce fora dele, causando dor, inflamação e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Esse tecido pode se localizar em órgãos como ovários, trompas, intestinos e bexiga", explica a ginecologista Vânia Marcella Calixtrato, que atende no Órion Complex.   

O Março Amarelo visa conscientizar sobre a endometriose. Vânia Calixtrato observa que, embora a genética desempenhe um papel crucial, outros fatores biológicos como a menstruação precoce (antes dos 11 anos) e fluxos muito abundantes também são indicadores de risco. “O estilo de vida, embora não seja a causa direta, atua como um regulador da gravidade: hábitos inflamatórios e sedentarismo podem piorar consideravelmente as dores", diz. 



*Quando a cólica não é comum*

Diferenciar o desconforto aceitável de um sintoma de endometriose é o maior desafio das pacientes. Enquanto a cólica comum cede com analgésicos e diminui ao longo do ciclo, a dor da endometriose é persistente e incapacitante.

"Ela pode durar durante todo o ciclo menstrual, além de afetar outros momentos, como antes ou após a menstruação. Também pode ser acompanhada de outros sintomas, como dor durante as relações sexuais, sangramentos fora do ciclo e dificuldade para engravidar", destaca a médica.

Outros sinais frequentemente negligenciados são a dor ao urinar ou evacuar durante o período menstrual e dores profundas durante o ato sexual. Se esses sintomas forem frequentes, a investigação com um ginecologista é indispensável.

*O desafio do diagnóstico*

Segundo dados do Instituto Endometriose, a doença demora, em média, de 7 a 10 anos, para se confirmar. A especialista explica que a variedade de sintomas, que se confundem com miomas ou síndrome do intestino irritável, dificulta o processo. Além disso, exames simples de sangue, como o CA-125, não são conclusivos.

"O exame de sangue CA-125 não é suficiente para confirmar ou descartar a endometriose, não é um exame específico. O diagnóstico definitivo depende da combinação de exames de imagem, sintomas clínicos e, muitas vezes, da laparoscopia", esclarece.

Atualmente, os exames de imagem mais precisos são a Ressonância Magnética (RNM) e a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, sendo este último extremamente dependente da experiência do médico examinador para identificar focos na pelve e ovários.

O tratamento não é apenas cirúrgico. Existe uma série de opções clínicas que visam devolver a qualidade de vida à paciente, incluindo analgésicos, terapias hormonais - como o DIU -, e até bloqueadores de estrogênio.

A cirurgia (laparoscopia) é reservada para casos específicos."A laparoscopia é necessária quando os tratamentos clínicos não conseguem controlar os sintomas, ou quando a endometriose está comprometendo a fertilidade da paciente. Em casos de endometriose profunda, onde há comprometimento de órgãos, a cirurgia pode ser indicada."

*Estilo de vida como remédio*

A alimentação surge como uma poderosa aliada no manejo da inflamação. Uma dieta rica em antioxidantes e anti-inflamatórios (ômega-3, cúrcuma, frutas e vegetais) pode reduzir os sintomas. Da mesma forma, exercícios como yoga e caminhada auxiliam na circulação e na redução do estresse, combatendo a oxidação do organismo.

A endometriose não tem cura definitiva, mas tem controle. O acompanhamento contínuo e a conscientização de que a dor intensa não deve ser normalizada são as chaves para que milhões de mulheres retomem o controle de suas vidas”, finaliza a especialista.


Pesquisa revela que o brasileiro está buscando mais cuidados com a saúde bucal

Estudo da Odontoprev aponta que 9% das pessoas buscam mais orientação sobre higienização bucal e houve uma redução de 23,48% na busca por remoção de tártaro


  • O crescimento no número de procedimentos preventivos realizados em 2025 indica uma crescente preocupação dos brasileiros com a saúde bucal.
     
  • Em procedimentos curativos, houve um aumento de 13,69% na consulta de remineralização de esmalte, tratamento que visa repor minerais essenciais nos dentes.
     
  • A busca por remoção de tártaro teve queda de 23,48%.


A prevenção da saúde é um dos principais pilares para uma vida mais equilibrada, transformando os cuidados com nosso corpo em um investimento contínuo, em vez de focar na remediação de dor e doenças. Essa tendência é confirmada por um estudo da Odontoprev, líder em planos odontológicos na América Latina, que revelou um aumento no número de procedimentos odontológicos preventivos em 2025. Feito com a base de clientes da companhia, que soma mais de nove milhões de beneficiários, a pesquisa revela uma maior preocupação dos brasileiros com a saúde bucal e uma evolução na conscientização sobre a prevenção e autocuidado. 

O levantamento aponta um aumento no número de tratamentos odontológicos preventivos realizados entre janeiro e dezembro de 2025, em comparação ao ano anterior. O crescimento foi observado nos atendimentos realizados em sua rede credenciada de dentistas, que abrange mais de 27 mil profissionais em todo o país. 

O interesse por informações sobre cuidados e higiene bucal cresceu 9% entre a população, conforme demonstrou o estudo. Outro dado relevante é o aumento de 4,52% na procura pela profilaxia dental, procedimento conhecido como limpeza profissional realizada pelo dentista no consultório, evidenciando que o público demonstra estar mais bem-informado e engajado, buscando ativamente informações sobre tipos de escovas, fios dentais e composição dos cremes dentais. Este comportamento resulta em pacientes que chegam ao consultório odontológico com um nível maior de conhecimento e perguntas específicas a serem feitas. 

A pesquisa registrou também uma queda de 23,48% no procedimento de raspagem supragengival com profilaxia, ou seja, remoção mecânica de tudo o que a escova de dentes e o fio dental não conseguiram tirar e que acabou endurecendo na superfície do dente, o que demonstra que as pessoas estão efetuando uma melhor escovação. 

Para Dr. Emerson Nakao, dentista e consultor científico da Odontoprev, esses indicativos deixam clara uma maior atenção das pessoas para a saúde da boca. “A crescente conscientização sobre a correlação entre infecções bucais e condições de saúde sérias, como diabetes e doenças cardíacas, tem impulsionado a busca por prevenção. Paralelamente, o receio de visitar o dentista diminuiu devido à adoção de tecnologias menos invasivas. Além disso, a visibilidade nas redes sociais elevou o sorriso ao status de "cartão de visitas", tornando o check-up odontológico mais procurado”, comenta. 

O especialista destaca também que, mesmo com uma higiene bucal rigorosa, a combinação da saliva e dos minerais na boca leva à formação do tártaro e é necessário um acompanhamento profissional. “A ausência de remoção periódica desse tártaro pode desencadear problemas graves como gengivite (inflamação e sangramento da gengiva), periodontite (infecção mais séria que afeta o osso), cáries e até mesmo mau hálito. A recomendação é realizar a profilaxia a cada 6 meses”, diz Dr. Nakao. 

Já com relação aos procedimentos curativos, o estudo revelou um crescimento de 13,69% na consulta de remineralização de esmalte, procedimento que visa repor minerais essenciais nos dentes, evitando assim a formação efetiva de cáries. Foi constatada também uma queda de 22,38% na consulta de controle de placa bacteriana. 

“Os dados da pesquisa refletem uma transformação notável na maneira como os brasileiros encaram a saúde bucal. Anteriormente, a relação de grande parte da população com o dentista era baseada na urgência. Procurava-se o dentista quando a dor já não permitia dormir ou quando um dente quebrava. O consultório era sinônimo de intervenção, não de manutenção. Hoje, o sorriso assume um papel central como um elemento fundamental para o bem-estar geral, a autoestima e a saúde integral do indivíduo”, conclui Dr. Nakao.

 

Odontoprev

 

Terrorismo nutricional serve banquete de desinformação online

No Dia da Saúde e Nutrição, especialistas alertam para o "abismo"
 entre algoritmos de redes  sociais e a fisiologia humana. 
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No Dia da Saúde e Nutrição, especialistas alertam para o "abismo" entre algoritmos de redes sociais e a fisiologia humana

 

Um banquete de desinformação para todos os gostos na internet. É preciso atenção na hora de acessar o conteúdo. A data 31 de março marca o Dia da Saúde e Nutrição e traz uma reflexão sobre como a alimentação é o pilar central da longevidade. No entanto, em 2026, o desafio dos profissionais de saúde mudou: o inimigo não é mais apenas a falta de informação, mas o excesso de desinformação. Com a ascensão de influenciadores "fitness" sem formação acadêmica, dietas restritivas tornaram-se virais, ignorando que o corpo humano possui uma individualidade bioquímica complexa.

A busca pelo corpo perfeito em tempo recorde impulsionou o que a ciência chama de "terrorismo nutricional". Abordagens como a Dieta Carnívora, que exclui fibras e vegetais, e o jejum intermitente extremo, janelas sem comer superiores a 24h, estão no topo das preocupações.

Para a nutricionista, Ana Paula Perillo, que atende no centro clínico Órion Complex, em Goiânia, o impacto dessas escolhas é uma bomba-relógio biológica. "O ditado 'você é o que você come' nunca foi tão literal, quanto na era das redes sociais. No entanto, existe um abismo entre um post viral e a fisiologia humana. Dietas milagrosas prometem resultados rápidos, mas ignoram a individualidade biológica, colocando em risco a saúde física e mental”, alerta a especialista.

 

Danos Invisíveis e o "Efeito Sanfona" Mental

A restrição severa não ataca apenas o ponteiro da balança. Os consultórios estão registrando um aumento alarmante de ortorexia — a obsessão patológica por comida considerada "pura".

"Muitos pacientes chegam com queda de cabelo, unhas quebradiças e, no caso das mulheres, interrupção do ciclo menstrual, perda de massa e sobrecarga renal. Mas tem também os danos mentais com o desenvolvimento de ortorexia – que é a obsessão por comer "limpo" -, ansiedade social, irritabilidade e o "efeito sanfona", salienta a especialista.

 

Mitos que Persistem: A Ciência contra o "Detox"

A data de 31 de março é um lembrete para desconstruir falácias que sobrevivem graças ao marketing de produtos milagrosos. A especialista é enfática ao separar o que é fisiologia do que é crença.

O Mito do Suco Detox: "O termo 'detox' é puramente comercial. Quem faz a desintoxicação do seu organismo são os seus rins e o seu fígado, 24 horas por dia. O suco é um excelente complemento de micronutrientes, mas não limpa o organismo de excessos", pontua.

O Mito do Limão em Jejum: "O limão é fonte de vitamina C e melhora a imunidade, mas ele não tem o poder termogênico de 'derreter' gordura isoladamente. O emagrecimento depende de um déficit calórico planejado e não de um alimento isolado."

Diferente dos algoritmos das redes sociais, que entregam o mesmo conteúdo para milhões de pessoas, o acompanhamento nutricional trabalha com a individualidade bioquímica. "O nutricionista é o único profissional capaz de ler o que o seu corpo está pedindo através de exames laboratoriais. O profissional avalia rotina, sono, genética e níveis de estresse, tornando o plano alimentar uma prescrição de saúde. Além disso, os exames clínicos são fundamentais para identificar anemias e deficiências vitamínicas, como a B12, que dietas genéricas podem agravar”, reforça a especialista.

 

Guia de Sobrevivência Nutricional: Como identificar perfis falsos?

A nutricionista alerta sobre cuidados com ondas de desinformação na internet. “Cuidado com promessas ultra rápidas: Perder 10kg em 10 dias é biologicamente insustentável e perigoso. Também, verifique o CRN, pois todo nutricionista deve exibir seu número de registro profissional. Se não tem, não é profissional de saúde.

Fuja do terrorismo nutricional: Se o perfil demonizar alimentos como glúten ou leite sem diagnóstico e foco excessivo na venda de produtos.


Câncer de rim: mitos e verdades sobre uma doença que pode evoluir em silêncio

 De acordo com especialista do IBCC Oncologia, o tumor costuma não dar sinais nas fases iniciais e, quando descoberto cedo, pode ser tratado com cirurgia menos agressiva 

 

O câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa e, justamente por isso, ainda representa um desafio importante para o diagnóstico precoce. Em muitos casos, o tumor não provoca sintomas nas fases iniciais e acaba sendo descoberto por achados radiológicos em exames de imagem realizados por outros motivos. Ao mesmo tempo, essa detecção mais precoce vem mudando o cenário da doença e permitindo tratamentos menos agressivos e, em muitos casos, a preservação do órgão.

 

Segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 8.110 novos casos de câncer de rim por ano no triênio 2026–2028, sendo 4.900 entre homens e 3.210 entre mulheres.

 

Para Alvaro Bosco, médico urologista do IBCC Oncologia, o caráter silencioso da doença explica por que o diagnóstico precoce é difícil. “O câncer de rim costuma ser um desafio porque, em muitos casos, não provoca sintomas nas fases iniciais. Isso faz com que o tumor seja descoberto apenas em exames de imagem realizados por outros motivos. Ao mesmo tempo, o diagnóstico precoce é fundamental porque, quando identificado ainda localizado no rim, o tratamento costuma ter mais chance de controle da doença e melhores resultados para o paciente”, afirma.


 

Diagnóstico precoce muda o rumo do tratamento

 

O especialista destaca que houve mudança importante na forma como esses tumores chegam ao consultório. “No passado, era comum encontrarmos tumores grandes, palpáveis ao exame físico e com sangramento na urina, o que gerava cirurgias maiores, com a retirada completa do rim. Hoje, devido à possibilidade de check-ups com a realização de exames de imagem de rotina, fazemos diagnósticos de tumores pequenos e  com a possibilidade de mantermos o rim, com extirpação apenas do tumor”, explica.

 

Essa mudança de perfil tem impacto direto sobre o tratamento. Quando o câncer está localizado, a cirurgia continua sendo a principal estratégia terapêutica e pode ter intenção curativa, é a chamada nefrectomia. “Dependendo do caso, pode-se realizar cirurgia para retirada apenas do tumor e preservação do rim, ou retirada somente do rim acometido. Em tumores localizados, a cirurgia oferece intenção curativa, não sendo necessária Quimioterapia ou Radioterapia”, afirma.

 

A seguir, Alvaro Bosco, urologista do IBCC Oncologia, esclarece os principais mitos e verdades sobre a doença.


 

1. Câncer de rim sempre provoca sintomas logo no começo


Mito.

O câncer de rim pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais. Em muitos casos, o tumor não causa sintomas no começo e acaba sendo descoberto incidentalmente em exames como Ultrassonografia, Tomografia ou Ressonância realizados por outras razões.


 

2. Descobrir o câncer de rim cedo pode mudar completamente o tratamento


Verdade.

Quando o tumor é identificado ainda localizado no rim, o tratamento costuma ter mais chance de controle da doença e melhores resultados. Além disso, o diagnóstico precoce pode permitir cirurgias menos agressivas, com retirada apenas do tumor e preservação do rim em casos selecionados.


 

3. Todo paciente com câncer de rim precisa retirar o rim inteiro


Mito.

Nem sempre. Dependendo do tamanho do tumor, da localização da lesão e das condições clínicas do paciente, pode ser possível retirar apenas o tumor e preservar o restante do rim. A retirada completa do órgão pode ser necessária em alguns casos, mas não é uma regra para todos.


 

4. Tabagismo, obesidade e pressão alta aumentam o risco de câncer de rim


Verdade.

Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, doença renal crônica e histórico familiar. Hábitos de vida saudáveis, como não fumar, manter o peso adequado, praticar atividade física e controlar a pressão, são medidas importantes de prevenção.


 

5. Sangue na urina deve sempre ser investigado


Verdade.

Embora não signifique necessariamente câncer, sangue na urina é um sinal de alerta que precisa de avaliação médica. Outros sinais que também merecem atenção incluem dor persistente na região lombar ou no flanco, sensação de massa abdominal, perda de peso sem explicação, cansaço e febre persistente.


 

6. Ultrassom é o único exame usado para identificar câncer de rim


Mito.

A Ultrassonografia pode ser o primeiro passo da investigação, mas Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética costumam ser fundamentais para confirmar o diagnóstico, avaliar o tamanho da lesão e ajudar no planejamento do tratamento.


 

7. Cirurgia é o principal tratamento para os casos localizados


Verdade.

Quando o câncer de rim está localizado, o tratamento principal costuma ser cirúrgico. Em muitos pacientes, a cirurgia é o único tratamento necessário para a cura, sem necessidade de Quimioterapia e/ou Radioterapia.


 

8. Existem alternativas minimamente invasivas em alguns casos


Verdade.

Quando o tumor é pequeno e a cirurgia não pode ser realizada ou é tecnicamente desafiadora, podem ser consideradas terapias minimamente invasivas, como crioablação, radiofrequência, micro-ondas ou eletroporação.


 

9. O tratamento do câncer de rim não avançou nos últimos anos


Mito.

Houve avanços importantes, especialmente nos casos avançados, com o crescimento da imunoterapia e das terapias-alvo. Também há mais interesse em biomarcadores, imagem molecular e estratégias mais personalizadas para definir o melhor tratamento para cada paciente.


 

10. Ter diagnóstico de câncer de rim é sempre sinônimo de doença avançada


Mito.

Hoje, muitos tumores renais são descobertos mais cedo, justamente por causa do maior uso de exames de imagem. Isso permite tratar a doença em fases localizadas, com melhores chances de controle e, em vários casos, com preservação da função renal.



Falhas no uso da pílula acendem alerta para mulheres com TDAH e autismo

Relato de executiva da Organon com TDAH mostra como esquecimentos comprometem o uso de contraceptivos; métodos de longa duração surgem como alternativa mais eficaz

 

Receber o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) aos 39 anos foi um divisor de águas para a diretora de Relações Institucionais da Organon, Tassia Ginciene. A descoberta veio após o diagnóstico da filha e ajudou a explicar desafios que a acompanharam desde a infância, como dificuldades de concentração, memória de curto prazo e a necessidade constante de desenvolver estratégias para manter a rotina.

Essas características também impactaram diretamente sua relação com a contracepção. “Sempre tive muita dificuldade com a tomada diária da pílula. Era irregular e isso me colocava em risco de uma gravidez não planejada. Em algumas situações, acabei recorrendo à pílula do dia seguinte para me sentir mais segura”, relata.

A experiência de Tassia reflete um desafio mais amplo. Estimativas da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) indicam que o TDAH afeta 5,2% dos indivíduos na faixa etária de 18 a 44 anos, enquanto o Transtorno do Espectro Autista atinge aproximadamente 1 em cada 100 pessoas, segundo dados de organizações internacionais de saúde. Em ambos os casos, dificuldades relacionadas à organização, memória e manutenção de rotinas podem impactar diretamente a adesão a tratamentos que exigem regularidade, como os métodos contraceptivos de uso diário.

No caso da pílula anticoncepcional, estudos mostram que o uso típico, ou seja, sujeito a esquecimentos e falhas, pode apresentar taxas de falha de cerca de 7% ao ano1. Esse cenário reforça a importância de considerar o perfil e a rotina da paciente na escolha do método.

Nesse contexto, métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs), como dispositivos intrauterinos e implante subdérmico de etonogestrel, surgem como alternativas que independem da lembrança diária. O implante subdérmico, por exemplo, é considerado o contraceptivo reversível com maior eficácia, chegando a 99,95%, superior até à taxa de eficácia de laqueadura.

No caso da executiva, a mudança veio após orientação médica. “Eu não queria mais recorrer com frequência à pílula do dia seguinte, então conversei com meu ginecologista, que recomendou um método de longa duração que não dependesse da minha memória”, conta. Desde então, ela relata uma mudança importante na qualidade de vida: “Passei a ter tranquilidade, com uma proteção alta sem a necessidade de lembrar todos os dias”.

Para Tassia, ainda há um caminho importante na ampliação desse debate, especialmente entre adultos. “A neurodivergência ainda é pouco discutida nessa fase da vida. É fundamental que profissionais de saúde considerem essas questões no aconselhamento reprodutivo, inclusive perguntando sobre dificuldades com a tomada diária, porque os LARCs podem ser uma ferramenta libertadora”, afirma.

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, Tassia chama atenção para uma lacuna pouco explorada: o impacto da neurodivergência na adesão a tratamentos contínuos, incluindo a contracepção. “Durante muito tempo, achei que era uma falha minha não conseguir manter a rotina da pílula. Hoje entendo que existem alternativas mais adequadas para diferentes perfis. Quando você encontra um método que funciona para você, muda tudo: traz segurança, autonomia e tranquilidade”, conclui.

  


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Referência bibliográfica:

  1. Trussell J. Contraceptive failure in the United States. Contraception https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4970461/

 

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