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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

7 em cada 10 brasileiros sofrem com gastrite. Entenda os sinais, riscos e como aliviar os sintomas

Com mais de 59 milhões de internações por gastrite e duodenite nos últimos anos, especialista alerta: a inflamação no estômago está ligada à alimentação, estresse, uso de medicamentos e até cigarro e pode ser evitada com mudanças simples na rotina

 

Dor, queimação, náuseas, empachamento, desconforto abdominal… Esses sintomas fazem parte da realidade de milhões de brasileiros diagnosticados com gastrite, inflamação da mucosa do estômago que pode ter diferentes causas e níveis de gravidade. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, cerca de 7 em cada 10 brasileiros sofrem com algum tipo da condição. Entre 2019 e 2023, o país registrou mais de 59 milhões de internações por gastrite e duodenite, com maior incidência nas regiões Sudeste e Nordeste, segundo estudo do Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences.

“A gastrite pode ser silenciosa por um tempo, mas quando se manifesta, os sintomas comprometem seriamente a qualidade de vida”, explica Dra. Lilian Curvelo Gastroenterologista e Hepatologista, do Hospital Israelita Albert Einstein. Ela alerta que as causas vão muito além da alimentação: “O uso indiscriminado de anti-inflamatórios, o estresse crônico e até o tabagismo podem desencadear ou agravar a inflamação.”


Quais são os sintomas mais comuns?

  • Dor ou queimação no estômago (especialmente em jejum)
  • Náuseas e vômitos
  • Sensação de estômago cheio logo após comer pouco
  • Azia, refluxo e má digestão
  • Desconforto abdominal constante


Aguda x Crônica: quais são as causas?

A gastrite aguda é de curta duração e geralmente causada por consumo excessivo de álcool, uso de anti-inflamatórios (como ibuprofeno e aspirina), estresse intenso ou infecções. Já a gastrite crônica é mais duradoura e pode estar ligada à infecção por H. pylori, uso contínuo de medicamentos, refluxo gastroesofágico, doenças autoimunes e envelhecimento da mucosa gástrica.

“Identificar o tipo de gastrite e a causa exata é essencial para o tratamento adequado. E mais: hábitos simples do dia a dia podem ajudar e muito a aliviar os sintomas”, reforça a especialista.
 

Dra. Lilian listou cinco estratégias eficazes para aliviar e evitar crises de gastrite:
 

1-Mude sua alimentação

Evite alimentos gordurosos, ácidos, condimentados, fritos, cítricos, café, refrigerantes e álcool. Prefira refeições leves, naturais e ricas em fibras, com frutas, legumes e grãos integrais.
 

2-Coma em menor quantidade, mais vezes ao dia

Fracionar as refeições e mastigar bem os alimentos ajuda a reduzir a sobrecarga do estômago e alivia a sensação de empachamento.
 

3-Hidrate-se bem

A ingestão de água ajuda a diluir os ácidos estomacais e melhora os sintomas. Água fria ou água de coco podem trazer alívio momentâneo.
 

4-Cuide do emocional

O estresse agrava a produção de ácido, dificulta a digestão e aumenta a sensibilidade gástrica. Técnicas de relaxamento, exercícios físicos e sono de qualidade são grandes aliados.
 

5-Evite automedicação

Anti-inflamatórios comuns podem agravar a gastrite. Sempre procure um médico antes de tomar medicamentos por conta própria.
 

“A gastrite não deve ser negligenciada. Com diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida, é possível controlar e até reverter o quadro”, finaliza a médica.
 

DRA. LILIAN CURVELO Gastroenterologista e Hepatologista - CRM 78.526/SP - RQE 84418 - Formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com especialização e doutorado em Gastroenterologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e pós-doutorado em transplante de fígado pela Universidade Erasmus-MC na Holanda. Há mais de 25 anos dedica-se ao estudo, diagnóstico e tratamento clínico das doenças do aparelho digestivo e do fígado.

  


Dia dos Pais: a importância do pai na criação de filhos autistas

Presença paterna influencia no desenvolvimento social, emocional e na autonomia de crianças com TEA, afirma especialista Nilson Sampaio 

 

De acordo com o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 2,4 milhões de pessoas que declararam ter recebido o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), popularmente conhecido como autismo. Isso equivale a 1,2% da população brasileira, com condições do neurodesenvolvimento que afetam a comunicação, o comportamento e as interações sociais. 

O diagnóstico precoce e o suporte adequado são fundamentais para essas pessoas, mas tão importante quanto qualquer intervenção clínica é o papel da família — especialmente da figura paterna. Para o professor e especialista em inclusão Nilson Sampaio, o envolvimento real do pai impacta diretamente o desenvolvimento das crianças autistas. “Muito mais do que ‘ajudar’ a parceira ou o parceiro, as crianças carecem de pais que desempenhem ativamente o seu papel. Pais que assumem responsabilidades nas atividades diárias, que priorizam o bem-estar físico e psicológico de seus filhos e que os orientam em sua trajetória de formação”, destaca. 

O envolvimento paterno diário, seja com uma criança neurodivergente ou não, pode melhorar a dinâmica familiar como um todo. Um pai presente contribui para o equilíbrio da rotina, reduz a sobrecarga emocional da mãe ou dos demais cuidadores e transmite para a criança a segurança de que ela pode contar com múltiplos apoios ao seu redor. Isso favorece a autonomia, a autoestima e a inclusão social. 

A literatura especializada e a prática clínica mostram que um pai presente traz ganhos concretos para a vida da criança. Entre eles: 

·                     Ampliação do repertório comportamental e de comunicação;


·                     Maior flexibilidade mental, facilitando a adaptação a diferentes situações;


·                     Desenvolvimento da tolerância e da autorregulação emocional;


·                     Aprendizado de múltiplas formas de se comportar e se expressar;


·                     Compreensão de diferentes modos de ser, o que facilita o relacionamento interpessoal.

 

“Quando falamos de crianças com desenvolvimento atípico, é importante lembrar que o estresse vivido pelas famílias costuma ser elevado, seja pelas demandas terapêuticas, pela pressão social ou pelas dificuldades socioeconômicas. Ter ao lado um pai participativo, que divide decisões, leva a consultas, conversa com professores e está atento às necessidades do filho, torna-se um verdadeiro fator de proteção emocional”, explica o especialista. Segundo ele, compartilhar responsabilidades não apenas alivia o peso da rotina, como fortalece o vínculo familiar e amplia a rede de segurança da criança.

 

E quando chega o diagnóstico: por onde começar? 

Para muitos pais, o primeiro impacto ao receber o diagnóstico de TEA pode ser marcado por medo, insegurança e dúvidas. Nesses momentos, é essencial respirar fundo, buscar informação e lembrar que nenhuma criança deixa de ser quem é por conta de um laudo. O passo inicial deve ser o acolhimento: ouvir os profissionais, compreender o que significa o diagnóstico e, acima de tudo, continuar oferecendo amor, rotina e presença. 

Sampaio orienta que os pais busquem formar uma rede de apoio, envolvendo escolas, terapeutas, familiares e amigos confiáveis. “É fundamental não se isolar e nem fugir da situação. A criança precisa de estabilidade emocional, e o pai pode ser uma âncora nisso. Participar ativamente desde o início, mesmo com dúvidas, já faz uma grande diferença. A maior ferramenta que um pai pode oferecer, além de cuidados práticos, é o vínculo afetivo sustentado pela escuta e pelo respeito às singularidades do filho”, avalia. 

Por outro lado, a ausência paterna pode ter impactos negativos significativos. “Quando o pai se mantém distante, quem perde não é só a criança — é a família inteira. Falta afeto, falta apoio, e falta referência para a formação de vínculos saudáveis”, alerta Sampaio. 

A presença da figura e influência paternas na formação de uma pessoa é indiscutível e, quando ativa e atenciosa, complementa o papel da mãe e enriquece a trajetória de crescimento e desenvolvimento da criança, especialmente daquelas que estão no espectro. Não se trata de “ajudar” — trata-se de exercer a paternidade como ela deve ser: afetuosa, comprometida e presente. “É nesse paternar participativo, presente e responsável que acreditamos. Quando o pai está realmente envolvido — nas terapias, na rotina, no brincar e nas decisões — ele se torna um agente ativo de inclusão e desenvolvimento”, completa o professor.


Ultraprocessados e pouco contato com natureza influenciam aumento de alergias em crianças, afirma médica do Hospital e Maternidade Sepaco

A infância mudou e, em vez de brincadeiras ao ar livre, temos crianças em casa, grudadas na telinha, comendo bobagens. Esses hábitos, além de impactar o desenvolvimento infantil, podem desencadear quadros de alergias alimentares e dermatológicas, cada vez mais observadas nos consultórios pediátricos, segundo Lara Novaes Teixeira, médica pediatra, alergista e imunologista do Hospital e Maternidade Sepaco, Lara Novaes Teixeira.

- Temos observado um aumento expressivo nas alergias infantis nos últimos anos, e isso se deve a uma série de fatores, como o uso excessivo de antibióticos, menor exposição à natureza, aumento da poluição e consumo de alimentos ultraprocessados – diz a especialista.

Entre as alergias mais comuns que afetam as crianças estão as respiratórias, como rinite alérgica e asma, além das alimentares e cutâneas, por exemplo, dermatite atópica e urticária.

O histórico familiar é um fator de risco importante: filhos de pais alérgicos têm mais chances de desenvolver algum tipo de alergia. Outros aspectos que influenciam são o tipo de parto, o não aleitamento materno exclusivo até os seis meses, e a exposição precoce a poluentes, como a fumaça do cigarro.

- Podemos ajudar a preveni-las com hábitos saudáveis, como brincar na natureza, aleitamento materno exclusivo até os 6 meses (se possível), introdução precoce (aos 6 meses com avaliação pediátrica) de alimentos alergênicos, não se expor ao cigarro e o uso de antibióticos sem necessidade – orienta a profissional.


Sintomas e diagnóstico

Os sinais de alerta para pais e responsáveis incluem coceiras, manchas vermelhas na pele, coriza, espirros, chiado no peito, tosse persistente e reações após o consumo de certos alimentos. No entanto, é importante evitar testes de alergia sem indicação médica.

- Para um indivíduo ser considerado alérgico, ele precisa ter sintomas. O que significa que exames alterados sem correlação com o que o paciente sente não têm validade. Os principais testes para avaliação de alergias, quando falamos naquelas imediatas (pouco tempo após a exposição ao alérgeno) são de sangue e cutâneos – diz ela.


Tratamento e prevenção

O tratamento das alergias infantis depende do tipo e da gravidade do quadro. A primeira medida é evitar ao máximo a exposição ao alérgeno, promovendo sempre uma higiene ambiental para controlar a proliferação dos ácaros, e não ingerir alimento suspeito/causador.  Medicamentos como anti-histamínicos e corticoides costumam ajudar, mas seu uso deve ser sempre orientado por um médico. Em situações mais graves, como anafilaxia, o uso de adrenalina intramuscular pode ser necessário.


Mitos e verdades

Se não tratadas adequadamente, as alergias podem comprometer o sono, a autoestima, o rendimento escolar e aumentar o risco de hospitalizações.

- Existem pessoas que ainda diminuem a gravidade da alergia, dizendo que se trata de uma frescura quando, na verdade, é uma condição que pode ser bem grave.

Outro mito recorrente é a retirada preventiva de alimentos da dieta apenas com base em exames, sem que haja sintomas. Essa prática, além de desnecessária, pode prejudicar a nutrição e o crescimento da criança.

Felizmente, nos últimos anos, novos tratamentos vêm melhorando a vida das crianças alérgicas, como os imunobiológicos — terapias que atuam diretamente no sistema imunológico — e a imunoterapia oral para alergias alimentares, que busca dessensibilizar o paciente ao alérgeno.

– Estar atento aos sinais e buscar avaliação médica especializada ao menor sinal de reação é essencial para garantir o bem-estar e o desenvolvimento saudável das crianças – diz a médica.

 

Dia Nacional do Combate ao Colesterol: veja os alimentos que devem ser evitados para proteger o coração

Nutricionista da Faculdade Anhanguera alerta para os perigos do colesterol alto e destaca hábitos que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares

Freepik

 

Celebrado em 8 de agosto, o Dia Nacional do Combate ao Colesterol chama a atenção para os riscos associados ao excesso de colesterol LDL, o chamado ‘colesterol ruim’, no sangue. Segundo especialistas, esse desequilíbrio está diretamente ligado a problemas sérios de saúde, como infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares. 

A professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Tatiane Araújo, explica que o colesterol, apesar de sua má reputação, tem funções essenciais no organismo, como a produção de hormônios e ácidos biliares. No entanto, o desequilíbrio entre os níveis de LDL (ruim) e HDL (bom) é o que representa perigo. 

“O colesterol é parte fundamental da estrutura celular do corpo, mas o excesso do tipo LDL pode aumentar os riscos de morte súbita, AVC e doença coronariana. É preciso manter uma alimentação equilibrada e adotar hábitos saudáveis para evitar esse desequilíbrio”, explica Tatiane. 

A nutricionista ressalta que o fator genético pode influenciar nos níveis de colesterol, mas destaca que o estilo de vida tem um papel determinante. 

“Cerca de 80% do colesterol é sintetizado pelo próprio organismo. O restante é proveniente da alimentação. Além da predisposição genética, hábitos como sedentarismo, má alimentação e excesso de peso aumentam muito o risco de colesterol alto. A boa notícia é que, com atividade física regular e alimentação balanceada, é possível controlar e até evitar esses problemas”, completa.
 

Alimentos que devem ser evitados para reduzir o colesterol LDL:

  • Gorduras saturadas: carnes gordurosas, pele de frango, manteiga, laticínios integrais, banha e frituras;
  • Carnes processadas: como bacon, linguiça, presunto e salsicha — ricas em gordura e sódio;
  • Produtos de panificação industrializados: bolos, bolachas, tortas e outros com alta carga de açúcar e gordura;
  • Excesso de açúcar: contribui para ganho de peso e desequilíbrio metabólico, elevando o risco cardiovascular;
  • Fast food e alimentos industrializados: geralmente ricos em sódio, gorduras ruins e aditivos químicos;
  • Bebidas açucaradas: refrigerantes e sucos industrializados aumentam os níveis de triglicerídeos;
  • Óleos vegetais refinados: como óleo de soja, milho ou canola em excesso, podem estimular inflamações;
  • Álcool em excesso: aumenta os triglicerídeos e favorece o acúmulo de gordura corporal.

A docente lembra que é importante manter um acompanhamento médico e nutricional constante, especialmente para quem já tem histórico familiar ou fatores de risco. “Além de cuidar da alimentação, é essencial monitorar os níveis de colesterol com exames regulares e orientação profissional. Com pequenas mudanças, é possível proteger o coração e melhorar a qualidade de vida”, finaliza.
  

Anhanguera
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Técnica menos invasiva para Câncer de Colo de Útero mostra maior sobrevida que Cirurgia Padrão, aponta estudo apresentado na ASCO

Estudo PHENIX, destaque no principal congresso de oncologia do mundo, revela que biópsia de linfonodo sentinela está associada a menos mortes específicas por câncer e menor recorrência.

 

Um novo estudo internacional randomizado (PHENIX), apresentado no congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), o mais importante do mundo na área, traz resultados transformadores para o tratamento cirúrgico do câncer de colo de útero em estágio inicial. 

A pesquisa indica que a técnica menos invasiva, conhecida como biópsia de linfonodo sentinela (BLS), está associada a uma maior taxa de sobrevida específica por câncer em comparação com o procedimento padrão, mais agressivo. 

O estudo comparou a BLS com a linfadenectomia pélvica completa (LP), que é a remoção total dos gânglios da pelve. Enquanto a LP era o padrão, ela frequentemente causa mais complicações pós-operatórias. A nova pesquisa, realizada entre 2015 e 2023 com 908 pacientes, buscava confirmar se a abordagem mais conservadora era igualmente segura. Os resultados, no entanto, foram além e mostraram uma tendência de superioridade para a técnica menos invasiva. 

No principal grupo analisado (pacientes com linfonodos sentinela negativos), a taxa de sobrevida livre de doença em 3 anos foi de 96,8% para o grupo da biópsia de linfonodo sentinela, contra 94,5% para o grupo da cirurgia padrão. Mais impactante ainda foi a taxa de sobrevida específica por câncer em 3 anos: 100% para o grupo da biópsia de linfonodo sentinela, contra 97,8% no grupo da cirurgia tradicional. Isso se refletiu no número de mortes específicas pela doença: foram 3 no grupo da BLS contra 14 no grupo da LP. 

Para o Prof. Dr. José Carlos Sadalla, especialista em Mastologia e Oncoginecologia da Clínica Andrade & Sadalla, os resultados são um divisor de águas. "O estudo é um marco, consolidando a técnica do linfonodo sentinela como novo padrão no tratamento cirúrgico dos casos de câncer de colo inicial. É a ciência e a tecnologia aliadas numa cirurgia de maior qualidade e menos morbidade para a paciente", afirma o médico. 

A conclusão do estudo reforça que, quando a biópsia de linfonodo sentinela é bem-sucedida, a remoção completa dos gânglios deve ser abandonada, pois não oferece benefício de sobrevida,além de poder aumentar as complicações.

 

Clínica Andrade & Sadalla
Endereço: Avenida Ibirapuera, 2907, conjunto 720 – Moema, São Paulo
Telefone/WhatsApp: (11) 94241-4896 Instagram: @clinicaandradesadalla


REFLUXO ALÉM DA AZIA: QUANDO É PRECISO PENSAR EM CIRURGIA

Condição que afeta milhões de brasileiros pode evoluir para complicações graves quando não tratada corretamente


A azia é um sintoma comum entre os 25,2 milhões de brasileiros que sofrem com refluxo, segundo dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), especialmente após refeições pesadas ou apimentadas. No entanto, quando a queimação no peito se torna frequente e vem acompanhada de outros incômodos, pode ser sinal de algo mais sério: a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Em casos em que os sintomas são persistentes e não respondem ao tratamento clínico, a cirurgia pode se tornar a única alternativa eficaz para evitar complicações. 

Segundo o Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), a DRGE ocorre quando o conteúdo ácido do estômago retorna ao esôfago com frequência anormal. “Diferentemente da azia ocasional, a doença do refluxo é uma condição crônica que pode causar danos permanentes ao esôfago”, explica. 

O problema surge quando o esfíncter esofágico inferior, uma espécie de válvula muscular que separa o esôfago do estômago, não funciona adequadamente. Isso permite que o ácido gástrico entre em contato prolongado com a mucosa esofágica, que não está preparada para essa acidez.
 

Além da queimação: os sinais de alerta do refluxo

Embora a azia seja o sintoma mais conhecido, a DRGE pode se manifestar de formas menos óbvias e nem sempre relacionadas ao estômago. Os sinais mais comuns incluem:

  • Regurgitação ácida
  • Dor no peito ou na garganta
  • Tosse seca persistente, especialmente à noite
  • Rouquidão ou pigarro constante
  • Sensação de bolo na garganta
  • Dificuldade para engolir
  • Mau hálito
  • Náuseas e vômitos

“Muitas pessoas passam anos consultando diferentes especialistas antes de descobrir que esses sintomas têm origem no refluxo”, alerta o Dr. Nacif.
 

Diagnóstico, tratamento e quando a cirurgia é necessária

O diagnóstico da DRGE é feito com base na avaliação clínica e exames como a endoscopia digestiva alta. Em alguns casos, também pode ser indicada a pHmetria esofágica de 24 horas, que mede o nível de acidez no esôfago. 

O tratamento inicial combina o uso de medicamentos, principalmente os inibidores de bomba de prótons (IBPs), com mudanças no estilo de vida. Entre as principais orientações estão: evitar refeições grandes ou gordurosas, não se deitar logo após comer, perder peso em casos de sobrepeso, parar de fumar e reduzir o consumo de álcool e cafeína. 

No entanto, nem todos os pacientes apresentam melhora. “Quando o paciente continua sintomático após 8 a 12 semanas de uso adequado de IBPs, ou quando surgem complicações, precisamos considerar outras opções terapêuticas”, afirma o cirurgião. Nesses casos, a cirurgia pode ser a melhor solução. Pacientes que têm sintomas persistentes, dependência contínua de medicamentos ou quadros como esofagite de repetição e esôfago de Barrett, uma condição pré-cancerosa, são candidatos ao procedimento. 

A técnica mais comum é a fundoplicatura, realizada por videolaparoscopia.“Utilizamos parte do estômago para reforçar a válvula natural entre esôfago e estômago, impedindo o refluxo de forma definitiva e com alta taxa de sucesso”, finaliza o Dr. Lucas Nacif.

 

Dr. Lucas Nacif - Médico gastroenterologista com especialidade em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreáticas e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. O especialista é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e está disponível para abordar temas relacionados ao aparelho digestivo, desde doenças, como gordura no fígado; câncer colorretal; doenças inflamatórias intestinais; pancreatite até cirurgias e transplantes em geral. Link e www.instagram.com/dr.lucasnacif_gastrocirurgia/



Atividade física pode ser aliada poderosa na prevenção de transtornos mentais, afirma psiquiatra

Exercício regular ajuda a regular o humor, controlar a ansiedade e melhorar o sono, segundo Bianca Bolonhezi, psiquiatra e CEO do Instituto Macabi

 

Em um momento em que os índices de ansiedade e depressão crescem de forma expressiva, a ciência aponta caminhos eficazes e acessíveis para a promoção da saúde mental. Um deles é a atividade física regular. Mais do que cuidar do corpo, o movimento se mostra uma ferramenta poderosa para regular o humor, controlar a ansiedade e fortalecer a resiliência emocional.


“Quando a gente fala de exercício físico, ele atua de várias formas no nosso organismo. A prática libera neurotransmissores como serotonina, dopamina e endorfina — substâncias ligadas ao bem-estar e à felicidade —, além de reduzir o cortisol, que é o hormônio do estresse”, explica a psiquiatra Bianca Bolonhezi, CEO do Instituto Macabi.


Além dos efeitos diretos sobre o humor, a prática regular também estimula o aumento do BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), uma proteína fundamental para a neuroplasticidade — a capacidade que o cérebro tem de formar e fortalecer conexões, essencial para o aprendizado e a resiliência emocional.


Segundo a especialista, os efeitos se estendem ao cotidiano de forma ampla. “A atividade física reduz sintomas depressivos, melhora a autoestima e a motivação, além de contribuir significativamente para a qualidade do sono. Ao gastar energia e reduzir o nível de cortisol em horários inadequados, o corpo tende a descansar melhor à noite, o que impacta diretamente na estabilidade emocional”, destaca Bianca.


No caso da ansiedade, o exercício também se mostra eficaz. Isso porque, ao promover uma respiração controlada e manter o foco no momento presente — algo semelhante ao efeito do mindfulness —, ele ajuda a aliviar sintomas como taquicardia, tensão muscular e pensamentos acelerados.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, o equivalente a 30 minutos em cinco dias. Mas, segundo a médica, até quantidades menores já podem trazer benefícios, especialmente para quem está começando.

 

A prática de atividade física traz benefícios importantes para a saúde mental, mas é fundamental compreender seus limites em casos mais complexos. Bianca explica que, em quadros leves de ansiedade e depressão, mudanças no estilo de vida — como uma rotina equilibrada e a prática regular de exercícios — podem ajudar na melhora dos sintomas.


No entanto, quando há prejuízo funcional, ou seja, quando a pessoa passa a ter dificuldades para trabalhar, estudar, manter relações sociais ou cuidar de si, a intervenção médica se torna necessária. “Em quadros moderados a graves, é comum que o tratamento envolva o uso de medicamentos junto com a psicoterapia e a atividade física”, afirma.


Nos casos de transtornos mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, a atividade física tem papel importante como coadjuvante, mas não substitui o tratamento medicamentoso. “Nestes transtornos, o remédio é indispensável e deve caminhar junto com o exercício físico”, completa a especialista.


Para Bianca, o mais importante é entender que o cuidado com a saúde mental é construído no dia a dia, e a atividade física pode ser uma aliada acessível, natural e altamente eficaz nesse processo.

 

Suplementação em formatos lúdicos ajuda crianças autistas com seletividade alimentar

Profissionais mostram suplementos em formatos
 lúdicos voltados a crianças com TEA.
Divulgação
 Quality
Fórmulas adaptadas como pirulitos, gomas e sopas podem melhorar adesão ao tratamento em crianças com TEA, reduzindo impactos de deficiências nutricionais 

 

A seletividade alimentar é uma das manifestações mais recorrentes entre crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), atingindo entre 50% e 90% desse público. Essa condição restringe a aceitação de grupos alimentares essenciais e contribui para deficiências nutricionais com repercussões importantes no crescimento, imunidade, cognição e comportamento da criança. Segundo especialistas, a adoção de fórmulas de suplementação em formatos mais atrativos é uma estratégia para contornar a resistência à ingestão de nutrientes. 

De acordo com o nutrólogo Felipe Xavier, da Clínica Neoliv, a seletividade alimentar no TEA compromete principalmente a ingestão de ferro, zinco, magnésio, vitaminas do complexo B, vitamina D e cálcio. "Essas carências podem desencadear sintomas como irritabilidade, fadiga, déficit de atenção, alterações neurológicas e imunológicas, além de problemas osteomusculares”, explica. A reposição nutricional, quando individualizada e baseada em avaliação clínica, dietética e laboratorial, pode trazer melhorias significativas em aspectos como sono, atenção, comportamento e imunidade.

 

Formatos sensoriais como aliados terapêuticos 

A adesão ao tratamento, contudo, continua sendo um desafio, especialmente quando a suplementação envolve sabores ou texturas desagradáveis. Segundo a farmacêutica e fundadora da Quality Farmácia de Manipulação, Flávia Ribeiro, fórmulas personalizadas em formatos como pirulitos, sorvetes e sopas têm ajudado a superar esse obstáculo. “Esses formatos, por serem familiares e lúdicos, reduzem a resistência e tornam a administração dos nutrientes mais prazerosa”, afirma. 

O formato e o sabor exercem influência direta na aceitação da suplementação por crianças com hipersensibilidade sensorial, como é comum no TEA. “Texturas ásperas, gostos amargos ou odores fortes podem causar rejeição imediata, náuseas e até crises comportamentais. Quando adaptamos a fórmula para um formato mais atrativo, como uma goma de fruta ou uma sopa suave, temos uma melhora expressiva na adesão”, relata Flávia.

 

Segurança e eficácia nas fórmulas

Mesmo com formatos diferenciados, a farmacêutica ressalta que a manipulação segue critérios rigorosos de dosagem, pesagem e controle de qualidade. “Cada pirulito ou sachê é formulado para conter a exata quantidade prescrita pelo profissional de saúde, o que garante segurança terapêutica sem risco de subdose ou superdosagem.”  

Entre os ativos mais procurados por famílias de crianças com autismo, destacam-se a melatonina, utilizada para regular o sono, e suplementos de vitaminas e minerais essenciais. Os relatos mais comuns dos pais, segundo Flávia Ribeiro, incluem melhora na rotina de administração, menor resistência da criança e maior eficácia no tratamento em razão do uso regular e adequado das fórmulas.

 

Acompanhamento médico 

Para suplementação manipulada, a farmacêutica Flávia Ribeiro alerta que o acompanhamento profissional é essencial. “A orientação médica ou nutricional é fundamental. Não manipulamos fórmulas complexas sem prescrição. Com a receita em mãos, nossa equipe realiza a manipulação com rigor técnico, rastreabilidade e qualidade farmacêutica”, destaca. 

“A suplementação não substitui a reeducação alimentar, mas pode ser um instrumento valioso para mitigar os prejuízos cognitivos, imunológicos e funcionais causados por uma dieta inadequada”, ressalta o nutrólogo Felipe Xavier. A abordagem deve fazer parte de um cuidado multidisciplinar que envolva médicos, nutricionistas, terapeutas e farmacêuticos, com foco nas necessidades individuais de cada paciente.


O ouro da vida é a amamentação

 Chegou a campanha Agosto Dourado, que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação e pela conscientização sobre a importância do leite materno para a saúde do bebê e da mãe. Mas além da dimensão social e de saúde pública, o aleitamento materno também é uma pauta jurídica com proteções legais garantidas à mulher que amamenta, especialmente no ambiente de trabalho.

Isso porque a legislação brasileira é clara ao assegurar direitos à lactante. O artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por exemplo, garante à mulher dois descansos especiais de meia hora durante a jornada de trabalho para amamentar o próprio filho até os seis meses de vida. Esse período pode ser ampliado mediante recomendação médica.

Além disso, a amamentação é considerada parte dos direitos fundamentais relacionados à dignidade da pessoa humana e à proteção da infância, previstos na Constituição Federal. Trata-se de um direito social, de dupla dimensão: protege a criança e também garante condições adequadas à mãe trabalhadora.

Importante ainda destacar que impedir ou constranger a mulher a amamentar em locais públicos ou no trabalho pode configurar prática discriminatória e gerar responsabilização. O advogado também reforça que, apesar da legislação, ainda há barreiras culturais que dificultam o pleno exercício desse direito.

É preciso desmistificar a ideia de que amamentar é um ato que deve ser restrito ao espaço privado. O aleitamento é natural, essencial e protegido por lei. O Agosto Dourado é, acima de tudo, uma oportunidade para conscientizar empresas, instituições e a sociedade como um todo sobre esse tema.

Entretanto, apesar da proteção legal, mulheres ainda enfrentam constrangimentos ao amamentar em público, uma prática que, embora natural e respaldada por leis estaduais e municipais em várias partes do país, continua cercada de preconceito. Em São Paulo, por exemplo, a Lei nº 16.161/2015 estabelece multa para estabelecimentos que tentarem impedir o ato.

Amamentar em público é um direito e não pode ser cerceado. Qualquer tentativa de impedir esse ato pode configurar violação à dignidade da mulher e da criança, além de responsabilização civil e até administrativa do agente ou da instituição. Enfim, garantir o direito de amamentar onde for necessário é também uma forma de combater a sexualização indevida do corpo feminino e fortalecer políticas de inclusão e respeito.




Fonte - Thayan Fernando Ferreira - advogado especialista em direito público e direito de saúde, membro da comissão de direito médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados - contato@ferreiracruzadvogados.com.br

 

6 razões para incluir suplementos no processo de emagrecimento

Clínica Seven aposta em fórmulas exclusivas para acelerar o metabolismo, preservar a massa magra e corrigir deficiências nutricionais 

 

Na busca por um emagrecimento saudável e sustentável, a combinação entre alimentação equilibrada, atividade física regular e suplementação personalizada tem ganhado protagonismo entre especialistas em nutrição. Ao lado de uma dieta estruturada, o uso de suplementos pode potencializar resultados ao estimular o metabolismo, promover saciedade e garantir a oferta de nutrientes essenciais, desde que seu uso seja bem orientado.

Diferente dos medicamentos, os suplementos alimentares atuam como aliados na otimização de funções do organismo, sem o objetivo de tratar doenças. “Eles ajudam o corpo a funcionar melhor, oferecendo suporte metabólico, imunológico e muscular, o que é crucial durante o processo de perda de peso”, afirma Carolina Faiad, coordenadora de nutrição da Clínica Seven. A rede desenvolve fórmulas próprias a partir de rigor técnico, pesquisas e matérias-primas de alta qualidade.

A especialista destaca seis razões para considerar a suplementação individualizada como parte do plano de emagrecimento:

 

1. Estímulo ao metabolismo

“Compostos naturais como cafeína, chá verde e termogênicos auxiliam na queima calórica mesmo em repouso, favorecendo o déficit energético necessário para a perda de gordura corporal”, conta Carolina.

 

2. Controle da fome

Fibras solúveis, proteínas e ativos vegetais ajudam a prolongar a sensação de saciedade, reduzindo a ingestão calórica ao longo do dia. “É uma ajuda importante, sobretudo no início do processo, quando a adaptação à nova rotina alimentar ainda está em curso”, explica a nutricionista.

 

3. Preservação da massa muscular

Durante o emagrecimento, é comum haver perda de massa magra, o que pode desacelerar o metabolismo. Para evitar esse efeito, a Clínica Seven indica suplementos como Whey Protein, BCAA e creatina, especialmente em associação a treinos de força. “A creatina, além de preservar os músculos, melhora o desempenho físico, a capacidade cognitiva e reduz a fadiga mental”, reforça.

 

4. Saúde intestinal e imunológica

Dietas restritivas muitas vezes levam a carências nutricionais. Para evitar desequilíbrios, a Seven desenvolveu produtos como a Super Glutamina, que fortalece o sistema imunológico e melhora a integridade intestinal, e o Prime Ômega-3, potente anti-inflamatório natural. “A exposição a poluentes, agrotóxicos e estresse crônico contribui para processos inflamatórios silenciosos. O Ômega-3 ajuda a combater esse cenário”, explica.

 

5. Praticidade no dia a dia

A rotina intensa muitas vezes impede uma alimentação perfeita. “É aí que o suplemento entra como apoio estratégico, para manter a constância e cobrir eventuais lacunas nutricionais”, afirma a especialista.

 

6. Redução do estresse e mais disposição

O magnésio tem papel fundamental no controle da ansiedade, regulação do sono e recuperação muscular, fatores diretamente ligados ao sucesso no emagrecimento. “O High Magnesium, reúne três formas biodisponíveis do mineral: bisglicinato, dimalato e taurato, promovendo equilíbrio metabólico e melhora do bem-estar”, recomenda.

 

Como aproveitar a oportunidade de reaprender com a IA?

Estamos em um tempo de transformações profundas, marcado por uma revolução que já não pertence mais ao futuro: a Inteligência Artificial (IA). Afinal, muito além de uma tendência, a IA representa uma nova cultura que impacta diretamente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. E, como toda grande mudança, ela desperta curiosidade, mas também receios – um comportamento natural do ser humano diante do novo.

Atualmente, vivemos na era do reaprendizado. Este é o momento de desenvolver novas habilidades, com os olhos voltados para o futuro. Por isso, ter uma mente aberta é fundamental para embarcar nesta jornada de evolução pessoal e profissional.

Nesta jornada, a IA vem sendo protagonista. A tecnologia já está presente em nosso cotidiano, transformando processos, otimizando tarefas, ampliando soluções e impulsionando a inovação. E, quando buscamos aprender mais sobre ela, estamos, na verdade, habilitando e expandindo nosso potencial humano.

Como prova de sua ampla adesão, principalmente no mundo corporativo, de acordo com a 28ª edição da Global CEO Survey, conduzida pela PwC, somente no Brasil, 51% dos líderes dizem confiar na integração da IA aos processos essenciais de suas empresas — quase o dobro da média global (33%). Além disso, em relação à IA generativa, que se concentra na criação de conteúdo novo e original, 52% dos CEOs brasileiros relataram ganhos de eficiência no uso do tempo dos funcionários, o que libera recursos humanos para atividades mais estratégicas.

Os resultados da pesquisa ajudam a comprovar que o desconhecido só se torna um desafio intransponível quando não é compreendido. Certamente, a teoria é importante, mas é a prática que faz a diferença. Sendo assim, aprender sobre IA exige testar modelos, desenvolver soluções, errar e acertar. É nesse processo de tentativa e erro que nascem as verdadeiras inovações, pois, mais do que uma ferramenta tecnológica, a Inteligência Artificial é um convite ao crescimento, à experimentação e à reinvenção.

Por isso, ao entender como a IA funciona, deixamos de temê-la e começamos a explorá-la com criatividade e estratégia. Mas, onde termina a capacidade das máquinas e começa o valor humano? Essa é a insegurança mais comum diante da combinação entre Inteligência Artificial e Inteligência Emocional (IE).

Se, por um lado, a IE envolve competências como empatia, criatividade, flexibilidade, sociabilidade e julgamento, por outro, a IA age com sua precisão, velocidade, escalabilidade e capacidade de análise. Desse modo, quando essas duas inteligências se unem, não há competição, mas complementaridade. É a partir dessa parceria que surgem os melhores resultados, com maior potencial de inovação e mais possibilidades.

É importante reforçar que a Inteligência Artificial não veio para substituir as pessoas, mas para potencializá-las. Ao compreendermos essa nova cultura, ganhamos a oportunidade de reaprender. É nesse novo cenário que surge a grande oportunidade: a de reaprender a aprender. Afinal, a IA não veio para nos substituir, mas para nos potencializar, exigindo de nós uma nova forma de pensar, agir e, acima de tudo, evoluir.

 

Viviam Posterli - CEO do Grupo Skill.
Grupo Skill


 

Como a preocupação com a saúde mental está redefinindo dinâmicas de trabalho?


 

A saúde mental é um tema que, felizmente, está saindo da sombra. E não é por acaso. Os números não mentem: 1 em cada 4 jovens entre 15 e 29 anos sofreu de algum tipo de transtorno mental no ano passado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). É um número alarmante que nos chama à ação.
 

Mas o que está por trás dessa mudança? A resposta é simples: a nova geração não está mais disposta a pagar o preço da saúde mental em troca do sucesso profissional. Os jovens profissionais de hoje valorizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e exigem condições mais humanas e sustentáveis no ambiente de trabalho.
 

O relatório "Workforce View 2024" da ADP, referência mundial em sistema de folhas de pagamento com conformidade legal, mostra que 67% dos jovens consideram o bem-estar emocional um fator essencial para aceitar ou permanecer em um emprego. Além disso, flexibilidade no trabalho e apoio psicológico são mais valorizados do que bônus financeiros por muitos trabalhadores da Geração Z.
 

Essa transformação cultural é, ao mesmo tempo, uma resposta a níveis crescentes de ansiedade, depressão e burnout que têm se tornado alarmantemente comuns entre jovens trabalhadores. A pandemia de COVID-19 funcionou como um catalisador desse processo, deixando evidente o quanto o bem-estar emocional é essencial para a produtividade, a criatividade e a retenção de talentos.
 

Hoje, uma empresa que ignora esse aspecto corre o sério risco de perder os melhores profissionais para organizações mais sensíveis e preparadas. Além disso, a nova geração não apenas valoriza o autocuidado, mas também espera que as empresas tenham uma postura ativa diante dessa realidade.
 

Benefícios como terapia subsidiada, horários flexíveis, cultura de apoio entre equipes e líderes emocionalmente preparados passaram a ser critérios relevantes na hora de aceitar uma proposta de emprego. É hora de as empresas entenderem que a saúde emocional não é um luxo, mas uma base para relações de trabalho mais justas, empáticas e sustentáveis.
 

Os mais jovens estão nos mostrando que o sucesso profissional não precisa — e não deve — custar a saúde mental. Cabe às empresas aprender com esse movimento e construir ambientes onde trabalhar seja sinônimo de crescimento, e não de adoecimento. Por esse motivo, cuidar da saúde mental no trabalho é, acima de tudo, cuidar do futuro do trabalho.

 



Vivian Muniz - Vice-Presidente de Produto, Marketing e Customer Service na Fully Ecosystem, plataforma de bem-estar que oferece soluções integradas de saúde física, mental e financeira, e especialista em engajamento, bem-estar e construção de hábitos saudáveis com impacto real na vida das pessoas.


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