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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Priorizar as proteínas no prato é essencial para pacientes em uso de análogos do GLP-1 e no pós-bariátrica, alerta especialista

 

Em pacientes que utilizam medicamentos como liraglutida, semaglutida, dulaglutida (análogos do GLP-1) ou que passaram por cirurgias bariátricas — como sleeve gástrico ou bypass em Y de Roux — a saciedade costuma surgir rapidamente, o que reduz significativamente a quantidade de alimento consumida em cada refeição. Diante disso, endocrinologista recomenda uma estratégia simples, mas essencial: começar a refeição pelo alimento mais nobre — a proteína.

 

“A orientação é sempre iniciar pelo alimento mais proteico do prato, como, por exemplo, o frango grelhado. Em seguida, a preferência deve ser pelos legumes e, por fim, se ainda houver espaço, incluir alimentos ricos em carboidratos, como o arroz”, explica Dra. Andressa Heimbecher, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

 

Essa conduta é especialmente importante em pacientes no pós-operatório de cirurgia bariátrica, cuja capacidade gástrica é bastante limitada. Ao priorizar a ingestão de proteínas, esses pacientes garantem a oferta adequada de nutrientes fundamentais à saúde.

 

“A proteína é essencial para a formação e manutenção de estruturas como pele, unhas, cabelo, músculos, intestino e até o cérebro. Quando há pouco espaço no estômago, é preciso garantir que esse pouco seja o melhor possível em termos de qualidade nutricional”, reforça Dra. Andressa, destacando a regrinha dos 3Ps:

 

- Protein first – Proteína primeiro (ou priorizar a proteína)

- Protein quantity – Quantidade de proteína

- Protein load – Carga proteica

 

“Uma ‘protein pre load’ é uma carga de whey de 15 a 20g meia hora antes das refeições, o que ajuda a bater a meta de proteína e tb dá saciedade”, complementa a endocrinologista explicando que a quantidade de proteina ideal para um adulto é entre 1,2 até 1,8 mg/kg/dia.

Essa abordagem também tem sido adotada em processos de reeducação alimentar e treinamento nutricional com foco na redução de porções, contribuindo para resultados mais eficazes e sustentáveis na saúde e no bem-estar dos pacientes. 

 



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Referências:

Almandoz JP, Wadden TA, Tewksbury C, et al. Obesity (Silver Spring). 2024; 1‑19.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25005331/

What We Eat in America, NHANES 2015‑2016, day 1, individuals 20+ years

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26106234/

 

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