Estratégia de "curto prazo inteligente" propõe foco em ações de alto impacto para transformar a reta final de 2025 em um sprint produtivo e sustentável
À medida que novembro avança, a sensação de urgência cresce: o ano está acabando e muitas metas ainda parecem distantes. Para muita gente, a reação é tentar compensar o tempo perdido com uma maratona de trabalho — o que costuma terminar em exaustão e frustração.
Mas há uma alternativa. O gestor de carreiras Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, propõe uma estratégia chamada "curto prazo inteligente": um método para canalizar a energia da reta final do ano em ações pontuais, de alto impacto e com resultados reais antes do recesso.
"Em vez de tentar fazer tudo, o segredo é focar em uma ou duas ações que realmente podem mudar o jogo para sua carreira. É aplicar o princípio de Pareto — 20% de esforço para 80% de resultado — ao desenvolvimento profissional", explica Santos.
De acordo com ele, a chamada "síndrome do fim de ano" leva muitas pessoas à produtividade vazia: respondem mais e-mails, participam de mais reuniões, trabalham mais horas, mas sem direção clara. "Correm muito, mas em círculos", afirma. O "curto prazo inteligente" propõe o oposto: um sprint estratégico, concentrado em metas bem definidas e sustentáveis.
O gestor sugere um plano dividido em três passos
práticos:
1. Diagnóstico cirúrgico
O primeiro passo é olhar para o ano com honestidade e
método. Quais metas saíram do papel? O que ficou pelo caminho — e por quê?
Identifique o principal gargalo: pode ser uma habilidade técnica que faltou,
uma competência comportamental ainda em desenvolvimento ou simplesmente falta
de visibilidade dentro da equipe. "Às vezes, nossa carreira está a uma
conversa de distância de um novo patamar. Descobrir qual é essa conversa-chave
— com o gestor, com um mentor ou com alguém de outra área — é o primeiro
movimento desse sprint", orienta.
2. Escolha de um microprojeto de alto impacto
Com o diagnóstico em mãos, o próximo passo é focar em um
único projeto relevante para executar até dezembro. Nada de listas
intermináveis — a ideia é escolher algo com início, meio e fim claros, que
realmente te deixe em uma posição melhor em janeiro. "Pode ser concluir um
curso técnico e aplicar o aprendizado em um projeto real, resolver um problema
interno que ninguém quer assumir ou fortalecer conexões estratégicas dentro da
empresa", explica o especialista. O segredo, segundo ele, é que o
microprojeto gere um resultado mensurável — algo que demonstre iniciativa e
entrega concreta.
3. Comunicar e colher os frutos
Dezembro é o momento de dar visibilidade ao que foi feito. Organize os resultados, documente os aprendizados e apresente o impacto do microprojeto. "Ninguém vai adivinhar o seu esforço", lembra Santos. "Marque uma conversa de fechamento com o gestor, mostre o que entregou e conecte isso às suas metas para 2026."
Para o
especialista, essa postura demonstra maturidade e pensamento estratégico,
duas competências cada vez mais valorizadas pelas empresas. "Ainda dá
tempo de virar o jogo antes do fim do ano. Não para fazer tudo, mas para fazer
o que realmente importa", conclui.
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