Imunizante está
disponível no SUS desde fevereiro deste ano, devendo ser aplicado nas gestantes
entre a 32ª e 36ª semana
Basta esfriar um pouquinho para a preocupação com a
saúde aumentar e a imunidade diminuir. No outono-inverno, gripes e resfriados
parecem ser mais intensos. É, de fato, uma época mais propícia para a
transmissão e, justamente por esse motivo, a campanha de vacinação contra a
gripe ganha força, mas poucos adeptos. O grupo considerado de risco, que
inclui, idosos, crianças, gestantes e puérperas, nem sempre busca a proteção
disponível no sistema público, o que pode trazer consequências como a Síndrome
Respiratória Aguda Grave, que leva a internação e a um quadro preocupante do
paciente. De maneira geral, a síndrome é causada por diferentes vírus, entre
eles o da gripe (influenza), da COVID-19 (SARS-CoV-2 e o vírus Sincicial
Respiratório (VSR), para o qual também existe vacina disponível no Sistema
Único de Saúde (SUS) e é extremamente recomendada para as gestantes entre a 32ª
e a 36ª semana.
A vacina bivalente está disponível desde fevereiro
de 2025 no SUS e é aplicada em dose única. Além de proteger de forma eficiente
a gestante, também oferece proteção ao recém-nascido na primeira fase da vida,
como explica a ginecologista e obstetra Ana Carolina Massarotto. “Vacinar a
gestante é proteger também o bebê ainda no útero. A transferência placentária
de anticorpos cria uma barreira de proteção essencial contra a bronquiolite e
pneumonia nos meses mais vulneráveis da infância”, pontua a médica.
O VSR é o principal causador de bronquiolite e
pneumonia em bebês, sendo responsável, de acordo com informações do Ministério
da Saúde, por cerca de 80% das bronquiolites e até 60% das
pneumonias em menores de 2 anos, com maior concentração de internações de
bebês durante a estação mais fria do ano. No estado de São Paulo, estima-se que
uma em cada 50 crianças com VSR precisem de hospitalização no primeiro ano de
vida. Em Campinas, embora ainda sem boletim municipal detalhado para VSR, a
vigilância integrada indica aumento de infecções respiratórias em crianças até
dois anos de idade durante maio e junho, seguindo o padrão de sazonalidade.
Isabela Simionatto, ginecologista e obstetra, comemora a recente portaria que
incluiu a vacina na rede pública de saúde e reforça o alerta para as gestantes.
“Com a inclusão no SUS, a vacina contra o VSR passa a ser um direito e uma
estratégia eficaz de saúde pública. Nossa missão é garantir que todas as
gestantes recebam essa proteção antes do nascimento do bebê”, diz a médica.
Estudos com cerca de 7 .000 gestantes, feitos pelo
fabricante da vacina, apontam 82,4% de eficácia na prevenção de casos
graves nos primeiros três meses de vida, e 70% até os seis meses.
Desta forma, espera-se reduzir significativamente consultas de emergência,
internações, uso de UTI e até mortes entre os recém-nascidos, o que para as
médicas é motivo de comemoração. “É muito difícil para a família acompanhar a
internação do bebê por causa da bronquiolite. Já é um momento muito delicado,
especialmente para as puérperas, e é perigoso para o recém-nascido”, aleta
Isabela Simionato. “Por isso, é muito importante que as gestantes tomem a
vacina e façam desse imunizante um aliado para proteger os bebês”, pontua Ana
Carolina Massarotto.
Ana Carolina Massarotto - médica graduada pela Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, CRM Ginecologista e Obstetra pelo Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, especializada em endoscopia ginecológica pelo Hospital das Clínicas – USP, em Ribeirão Preto. Mestre em Ciências e Saúde pela PUC-Campinas, com a dissertação “Radioterapia parcial e acelerada de mama utilizando braquiterapia de alta taxa de dose para pacientes com estádio inicial de câncer de mama: análise uni-institucional.
CRM 140.915
RQE 85.445
@ana.massarotto_go
Isabela Simionatto - médica graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, CRM 162.975. Ginecologista e Obstetra pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, especializada em Medicina Fetal. É titulada pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.
CRM 162.975
RQE 76.990
@dra.isabelasimionatto
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