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quarta-feira, 11 de junho de 2025

No amor e na saúde: pessoas têm mais sucesso em abandar maus hábitos com apoio dos parceiros, aponta estudo

Casais que adotam práticas saudáveis juntos fortalecem a parceria e ampliam a qualidade de vida a dois

 

Depois do tão aguardado “sim” para o namoro ou o casamento, muitos casais têm como objetivo viver uma vida sexual saudável ou aumentar a família com filhos. Mas para que esse caminho seja tranquilo e sem surpresas, é muito importante zelar pela saúde e o bem-estar daqueles com quem se vive um relacionamento. Um estudo conduzido por pesquisadores da University College London, publicado no JAMA Internal Medicine, analisou 3.722 casais e constatou que as pessoas têm mais sucesso em abandonar maus hábitos, como o sedentarismo, quando contam com o apoio do parceiro. Por exemplo, entre as mulheres que fumavam, 50% conseguiram largar o cigarro quando o parceiro também abandonou o vício. Em contraste, apenas 8% das que não contaram com o apoio do parceiro conseguiram cessar o hábito1.

Segundo a dra. Luísa Chebabo, infectologista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, o cuidado com a qualidade de vida começa com um acompanhamento médico e a realização de exames para além dos check-ups gerais.

“O cuidado do casal também envolve a atenção à vida sexual. Realizar testes para infecções sexualmente transmissíveis (IST) – como HIV, sífilis, hepatites B e C, clamídia e gonorreia – é um gesto de responsabilidade, proteção e respeito mútuo. Muitas dessas infecções são silenciosas e, se não diagnosticadas precocemente, podem gerar complicações a longo prazo. Fazer um check-up de IST permite o início da vida a dois saudável e seguro”, argumenta a médica.

Da mesma forma, a vacina contra o HPV é uma aliada na prevenção de diversos tipos de câncer e de lesões causadas pelo vírus, beneficiando homens e mulheres. Embora muitas vezes associada unicamente à prevenção do câncer do colo do útero nas mulheres, ela também protege os homens contra o câncer de pênis, além do de garganta e ânus e de verrugas genitais em ambos os sexos. Tomar a vacina, quando ainda não vacinado, é um ato de cuidado consigo e com quem se ama.

Para casais que planejam aumentar a família, os exames genéticos também ganham um papel especial.  O dr. Gustavo Guida, geneticista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, afirma que eles ajudam a identificar possíveis riscos de doenças hereditárias que podem ser transmitidas aos filhos: “Para casais com história pessoal ou familiar conhecida de doenças genéticas, o aconselhamento gênico antes da gravidez pode ajudar a decidir quais são os melhores exames e as estratégias de prevenção mais relevantes. O surgimento de exames como o Painel de Portadores (PCGT) permite avaliar o risco dos futuros pais para doenças recessivas antes da gestação – casais em situação de risco podem optar pela seleção de embriões durante a reprodução assistida, por exemplo.”

O exame cariótipo também está na lista dos mais importantes, já que analisa a estrutura e o número dos cromossomos de cada pessoa, identificando alterações que podem aumentar o risco de infertilidade e aborto ou doenças genéticas nos filhos, como síndromes causadas por alterações cromossômicas.

Já durante a gestação, a especialista indica outro teste genético: o Teste Pré-Natal Não Invasivo (NIPT, em inglês). O exame analisa o DNA fetal que circula na corrente sanguínea materna, permitindo identificar, com alta precisão, alterações cromossômicas, como as síndromes de Down, Edwards e Patau, além de determinar o sexo biológico do bebê desde as primeiras semanas. Por não ser invasivo, não oferece risco ao bebê nem à gestante, trazendo mais tranquilidade para os envolvidos.

O geneticista acrescenta que, dependendo da idade da paciente e do histórico hormonal e menstrual, exames específicos para a avaliação da reserva ovariana, como a dosagem do hormônio anti-mülleriano e a ultrassonografia seriada, podem contribuir na hora de decidir entre tentar a gestação natural ou recorrer à reprodução assistida.

Quando há dificuldade para engravidar, a histerossalpingografia é um dos exames indicados para investigação. Utilizado para identificar possíveis causas de infertilidade, ele consiste na injeção de contraste e na realização de radiografias seriadas, que permitem visualizar o trajeto que o espermatozoide percorre até encontrar o óvulo. Com base nele, é possível identificar aderências, alterações anatômicas ou obstruções nas trompas, por exemplo.

Já os homens devem realizar um espermograma, que avalia a quantidade, a mobilidade e a morfologia dos espermatozoides. Além disso, é necessário analisar os níveis hormonais, como a testosterona e o Hormônio Folículo-Estimulante (FSH), fundamentais para a produção de espermatozoides.


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