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terça-feira, 24 de junho de 2025

Livre demanda ou rotina? Especialista desmistifica as abordagens na amamentação


A amamentação é uma das fases mais intensas da maternidade, especialmente nos primeiros meses de vida do bebê. Entre as dúvidas mais comuns que surgem nesse período, uma das mais recorrentes é: devo seguir a livre demanda ou estabelecer uma rotina para as mamadas? A questão, muitas vezes cercada de mitos e julgamentos, exige uma abordagem individualizada e baseada em informação de qualidade.


Segundo a Dra. Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra, consultora internacional de lactação certificada pelo IBCLC (L-304362), consultora do sono materno-infantil pelo International Parenting and Health Institute e educadora parental pela Positive Discipline Association, o mais importante é entender que não há uma única resposta certa para todas as famílias.


 “A livre demanda é uma recomendação amplamente adotada das primeiras semanas de vida até o estabelecimento da introdução alimentar. No início porque o bebê ainda está aprendendo a mamar e o corpo da mãe precisa entender a frequência para estabelecer a produção de leite”, e depois porque comer é um processo, e o bebê precisa de tempo para realmente se alimentar, explica a especialista.


 “No entanto, à medida que o bebê cresce e os padrões de sono e alimentação vão se estabilizando, é possível — e saudável — introduzir uma rotina que respeite os sinais de fome e saciedade da criança, sem rigidez”, completa.


Para a Dra. Cinthia, o problema está em explicar para as mães o conceito de livre demanda de forma inflexível, e achar que todo choro é fome. Bebês choram por muitos motivos. Ela ressalta que tanto a livre demanda quanto a rotina devem ser ferramentas para promover o bem-estar do binômio mãe-bebê — e não fontes de culpa ou cobrança.


 “O que precisamos desmistificar é a ideia de que seguir uma rotina significa negar os sinais do bebê ou que livre demanda é sinônimo de desorganização. Tudo depende da fase, das necessidades do bebê e, principalmente, da saúde física e emocional da mãe”, afirma. 


A especialista reforça ainda que a escuta ativa, o apoio de profissionais qualificados e a observação do comportamento do bebê são os principais aliados para encontrar um equilíbrio. “A maternidade não precisa ser vivida nos extremos. O importante é que a amamentação seja uma experiência positiva para ambos”, conclui. 



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