Termo designa a atividade de
organizar e distribuir lojas dentro de um shopping center. Entre as tendências
do setor, estão empreendimentos que abrigam clínicas médicas 
IMAGEM: Leonardo Rodrigues/DC
Você já teve a sensação de
entrar num shopping em busca de uma loja específica e achar que está dentro de
um labirinto de vitrines? Muita gente, sim. E, entre um corredor e outro, o
consumidor se depara com uma loja desconhecida e acaba fazendo uma comprinha de
última hora.
Acontece que a disposição dos
estabelecimentos é meticulosamente pensada pelas empresas que administram e
comercializam lojas em shoppings – e tudo tem início antes mesmo do
empreendimento sair do papel.
É o conceito de Tenant Mix (mix
de locatários, em tradução livre), que se refere à atividade de analisar,
organizar e distribuir comércios dentro do shopping. A ideia é que haja dentro
do shopping marcas distintas, complementares e harmônicas para que o
empreendimento seja atraente, competitivo e rentável.
Não há uma regra específica
para desenvolver um projeto de Tenant Mix. Tudo depende do público-alvo,
localidade e pontos de paridade e diferenciação do shopping.
Por exemplo, caso esteja numa
região com muitas empresas ao redor, é recomendado que o shopping ofereça
grande gama de alimentação e serviços para os profissionais que circulam nas
redondezas. É o caso do Shopping Light, no centro velho da capital paulista.
Outra característica é a
organização por porte de loja. A Associação Brasileira de Shopping Centers
(Abrasce) divulga o Plano de Mix, publicação que fornece sugestão de
classificação dos diversos ramos de varejo.
As lojas âncoras são aquelas
com mais de mil metros quadrados, de marcas muito conhecidas e que atraem
grande fluxo de pessoas. Costumam ser de departamentos, vestuário,
hipermercados, construção e decoração, entre outros. As semi-âncoras são
similares, mas de porte menor, entre 500 e 999 m².
As megalojas são aquelas entre
250 e 499 m², especializadas em determinada linha de produtos, com ampla
variedade, como a Fast Shop. Há também as lojas satélites, espaços inferiores a
250 m², destinados ao comércio em geral.
Geralmente, marcas que têm o
poder de atrair muitos consumidores são alocadas nas extremidades do
empreendimento, distantes umas das outras. Isso faz com que o fluxo de clientes
seja distribuído e força a clientela a conhecer lojas menores.
No Shopping Tatuapé, centro
comercial bastante popular da zona leste, uma unidade da Lojas Americanas ocupa
o canto direito. Na outra ponta, há uma Renner. Nos fundos, na parte central,
uma C&A.
TENDÊNCIAS
De acordo com a Abrasce, hoje
as tendências nos shoppings são gastronomia, entretenimento e serviços médicos.
As compras perderam a relevância.
Nos últimos anos, também
proliferou o número de parques de trampolim e piscinas de bolinhas gigantes
itinerantes em shoppings.
Italo Rufino
https://diariodocomercio.news/publicacao/s/glossario-do-empreendedor-o-que-e-tenant-mix
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