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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Auxílio Emergencial pago indevidamente: 177 mil famílias devem devolver R$ 478 milhões

Cobrança não afeta quem recebe Bolsa Família, está no Cadastro Único, recebeu valores inferiores a R$ 1,8 mil ou têm renda familiar per capita de até dois salários mínimos, ou renda mensal familiar de até três salários mínimos

 

As pessoas que receberam indevidamente o Auxílio Emergencial, pago durante a pandemia de Covid-19, estão sendo notificadas desde março, pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para devolverem os valores. Ao todo, 177,4 mil famílias têm valores a ressarcir e já foram notificadas. O valor a ser restituído para a União totaliza R$ 478,8 milhões. 

Estão fora do processo de cobrança as pessoas em situação de maior vulnerabilidade, o que inclui: beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único, quem recebeu valores inferiores a R$ 1,8 mil ou têm renda familiar per capita de até dois salários mínimos, ou renda mensal familiar de até três salários mínimos. 

A devolução dos valores se dá nos casos em que foram identificadas inconsistências como: vínculo de emprego formal; recebimento de benefício previdenciário; renda familiar superior ao limite legal; ou outras situações que configuram pagamento indevido. 

As notificações são enviadas por SMS, WhatsApp, e-mail e pelo aplicativo Notifica, com foco nas pessoas com maior capacidade de pagamento e valores mais altos a devolver, conforme critérios do artigo 7º do Decreto nº 10.990/2022. 

O não pagamento dentro do prazo pode resultar em inscrição na Dívida Ativa da União e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados (Cadin), além da negativação em órgãos de proteção ao crédito. 

De acordo com a diretora do Departamento de Auxílios Descontinuados do MDS, Érica Feitosa, o ressarcimento deve ser feito diretamente pelo Vejae, via PagTesouro, com opções de pagamento por PIX, cartão de crédito ou boleto/GRU simples (Banco do Brasil). 

“O prazo para regularização é de até 60 dias, contados da notificação no sistema, com possibilidade de quitação à vista ou parcelamento em até 60 vezes, com parcela mínima de R$ 50 e sem cobrança de juros ou multa”, explicou. 

Érica reforçou que o sistema assegura o contraditório e a ampla defesa, permitindo a apresentação de recursos pelos cidadãos que não concordarem com a notificação. “É essencial que os beneficiários acessem o sistema para verificar sua situação e prazos aplicáveis”, destacou. 

Entre os estados com maior número de pessoas a restituir valores estão São Paulo (55,2 mil), Minas Gerais (21,1 mil), Rio de Janeiro (13,26 mil) e Paraná (13,25 mil).

 

Verifique a fonte 

O MDS não envia links nem boletos de cobrança por e-mail, SMS ou WhatsApp. A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do MDS. No portal, estão disponíveis o Guia do Vejae, a FAQ e outras orientações para auxiliar o cidadão na regularização e esclarecimento de dúvidas. 

Além das punições legais, quem compartilha fake news pode enfrentar ações civis, como pagamento de indenizações por danos morais. É essencial verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las. 

O ministério orienta que, em caso de dúvidas, o cidadão deve procurar a Ouvidoria pelo Disque Social 121 ou buscar informações nos canais oficiais, como o portal e as redes sociais do MDS.

 

Perguntas e respostas

 

Quem precisa devolver o Auxílio Emergencial?

Devem devolver os valores aqueles que receberam o Auxílio Emergencial em 2020 ou 2021 sem atender aos critérios legais de elegibilidade, conforme apuração do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A devolução ocorre apenas para quem foi notificado pelo sistema Vejae.

 

Por que algumas pessoas estão sendo cobradas para devolver o benefício?

Durante o pagamento do benefício, foram realizados cruzamentos de dados entre diversas bases do Governo Federal. Em alguns casos, identificaram-se inconsistências, como vínculo de emprego formal, recebimento de benefício previdenciário, renda familiar superior ao limite legal ou outras situações que indicam recebimento indevido.

 

Como saber se eu preciso devolver os valores recebidos?

A consulta deve ser feita no sistema Vejae, disponível no site do MDS. Caso apareça uma notificação vinculada ao seu CPF, significa que há pendência a ser resolvida.

 

O que é o sistema Vejae e como acessá-lo?

O Vejae é o sistema oficial do MDS que permite consultar a situação do Auxílio Emergencial, apresentar defesa, interpor recurso e efetuar o pagamento da devolução, à vista ou parcelada. O acesso é realizado pelo portal Gov.br, com CPF e senha.

 

Desde quando o sistema Vejae está disponível para consulta?

O sistema está disponível desde 6 de março de 2025, data em que também foi iniciado o processo de ressarcimento, com o envio das primeiras notificações.

 

De que forma o cidadão é notificado sobre a devolução?

As notificações são enviadas por SMS, e-mail, aplicativo Gov.br (Notifica) e ficam registradas no próprio sistema Vejae.

 

Quais canais são utilizados pelo MDS para enviar notificações?

Os canais oficiais são: SMS, e-mail cadastrado no Gov.br, aplicativo Notifica e o próprio sistema Vejae.

 

Há risco de golpes relacionados a essas mensagens? Como o cidadão pode se proteger?

Sim. O MDS não envia links nem boletos de cobrança por e-mail, SMS ou WhatsApp. O cidadão deve acessar diretamente o site oficial do MDS para consultar sua situação. Em caso de dúvida, deve-se utilizar apenas os canais oficiais do MDS.

 

Como é feito o pagamento da devolução?

O pagamento é realizado exclusivamente pelo sistema Vejae, na plataforma PagTesouro, por meio de:

  • PIX
  • Cartão de crédito
  • Boleto (GRU Simples, pagável apenas no Banco do Brasil)

Não há cobrança de juros ou multa.

 

Existe prazo para devolver o valor recebido indevidamente?

Sim. O prazo é de até 60 dias a partir da notificação para pagamento ou início do parcelamento. Para apresentação de defesa, o prazo é de até 30 dias. Caso a defesa seja indeferida, o prazo é de 45 dias para pagamento ou interposição de recurso.

 

Quem não tem condições financeiras de devolver agora pode parcelar o pagamento?

Sim. O valor pode ser parcelado em até 60 vezes, com parcela mínima de R$ 50.

 

Há alguma exceção — pessoas que não precisam devolver, mesmo tendo recebido sem atender aos critérios?

Sim. Há hipóteses em que a defesa ou o recurso é aceito, por exemplo, quando comprovada atualização cadastral, erro em base de dados ou ocorrência de fraude. Nesses casos, o débito é cancelado.

 

O que acontece se a pessoa não devolver o valor? Há multa ou inscrição na dívida ativa?

Se o cidadão não regularizar a pendência, poderá ser inscrito na Dívida Ativa da União e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados (Cadin), além de ficar sujeito à negativação em órgãos de proteção ao crédito.

 

Quais são os principais motivos de irregularidade identificados pelo MDS?

Entre os principais motivos estão: emprego formal ativo; recebimento de benefício previdenciário ou assistencial; seguro-desemprego; benefício emergencial (BEm); rendimentos acima do limite legal; duplicidade de pagamento; recebimento por mais de duas pessoas da mesma família; ou renda familiar superior a três salários mínimos, entre outros.

 

Onde encontrar mais informações e tirar dúvidas sobre o processo?

As informações estão disponíveis no Guia do Vejae, na seção de Perguntas Frequentes (FAQ) e no site oficial do MDS.

 

O MDS oferece algum canal de atendimento para esclarecer casos específicos?

Sim. O atendimento pode ser feito pela Ouvidoria do MDS, por meio do Fala.BR, ou pelos demais canais oficiais de contato.

 

Como consultar o Guia do Vejae e o FAQ disponíveis no site do MDS?

Ambos estão disponíveis no portal do MDS, na seção dedicada ao Auxílio Emergencial.

 



Fonte: https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/auxilio-emergencial-pago-indevidamente-177-mil-familias-devem-devolver-r-478-milhoes

 

G2 lança suíte de soluções para o setor de telecom

Novo produto contém referências internacionais, e visa impulsionar o desempenho do segmento 

 

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, o setor de telecom registrou o crescimento de 2,4% no acumulado de 12 meses até julho de 2025. No entanto, mesmo diante de um cenário promissor, um desafio de gestão ainda é enfrentado pelas organizações: utilizar ferramentas que acompanhem o ritmo de crescimento. Com o intuito de apoiar as empresas nessa jornada, a G2, consultoria SAP Partner especializada em plataformas de processos de negócio, acaba de criar uma suíte de soluções especializadas e com total aderência as demandas do segmento. 

A suíte de soluções para empresas do segmento de telecomunicações, é classificada como OSS e BSS, sistemas essenciais na área de telecomunicação que trabalham em conjunto para gerir as operações de uma rede e dos serviços ao cliente, foi desenvolvida com o objetivo de promover ampla aderência aos processos de gestão do setor, garantindo sustentação e escalabilidade para a organização.

Para atingir esses resultados, a iniciativa trouxe referências internacionais, extraídas diretamente do ODA (Open Digital Architecture) do TM Fórum, conjunto de padrões e diretrizes para a criação de plataformas de software e sistemas de TI modulares e baseados em nuvem para provedores de serviços de comunicação (CSPs), que promove agilidade e interoperabilidade por meio de componentes de software independentes e APIs abertas.

O pacote de ofertas é agnóstico, e pode ser integrado com outros softwares de gestão no mercado. Além disso, é 100% nativo em cloud, contando com diversos componentes que podem ser trabalhados em conjunto ou de forma individual. Inicialmente, a oferta conta com funcionalidades desde a gestão de clientes, pedidos, contratos até faturamentos e pagamentos. Vale destacar que a suíte já tem definido em seu roadmap, de nos próximos dois anos, expandir a sua composição incluindo novas funcionalidades.

Na prática, a suíte de soluções está apta para atender empresas do setor independentemente do seu tamanho, promovendo benefícios como redução no tempo de trocas de sistemas, que passa a ocorrer de forma simplificada; e backups de forma automatizada, promovendo maior segurança e controle dos processos.

A iniciativa da G2, marca o pioneirismo da consultoria em desenvolver um pacote de ofertas, que traz o que há de melhor no cenário internacional, totalmente adaptado para o contexto do mercado brasileiro, como explica Beto Vieira, Co-CEO da empresa.  “Nos últimos anos, buscamos referências em tendências e tecnologias que favoreçam a expansão do segmento. Estivemos perto de players do mercado e pudemos identificar quais são as dores e obstáculos que os impedem uma gestão eficiente. Nesse sentido, a nossa suíte vem como um aliado altamente preparado para suportar e promover uma operação integrada com dados em tempo real, em prol do desenvolvimento do setor”, destaca.

Compartilhando o mesmo sentimento, está Juliana Najara, Especialista em Telecom da G2. “A nossa iniciativa trata-se de uma oferta que contém elementos fundamentais para apoiar o dia a dia das operações do telco. Mais do que uma ferramenta, o produto está preparado para contribuir com a execução de uma gestão robusta, atuando além do básico e trazendo insights estratégicos para o sucesso de cada negócio”, complementa.

A G2 já soma ampla expertise no setor de telecomunicação. Com a nova solução, a consultoria tem como meta, até 2026, atingir 1% do share do mercado brasileiro. “Este setor possui um grande potencial de desenvolvimento, mas, para isso, é essencial aplicar boas práticas que impulsionem sua gestão. Estamos felizes em lançar mais esse novo produto que, certamente, fará a diferença neste mercado”, finaliza Vieira.  



G2 - consultoria SAP Gold Partner e especialista no desenvolvimento de negócios através do uso da IA.


Matemática e suas tecnologias no Enem: saiba o que cai na prova e dicas para gabaritar

Professores explicam como a disciplina é cobrada no exame, apontam os temas mais recorrentes e compartilham orientações práticas para os estudos na reta final

 

Com 45 questões de múltipla escolha, a área de Matemática e suas Tecnologias é uma das que mais impactam a nota final no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A disciplina é considerada difícil por muitos estudantes, mas está presente na rotina de todos nós: no calendário, no marcador das horas do relógio, no preço dos produtos e serviços que consumimos e nas operações financeiras que realizamos diariamente. 

Mas a aprendizagem de matemática ainda é um desafio no Brasil. Segundo o estudo “Aprendizagem na educação básica: situação brasileira no pós-pandemia”, apenas 5% dos estudantes do 3º ano do ensino médio possuem aprendizado adequado na disciplina. Além disso, mais da metade dos estudantes brasileiros do ensino fundamental não dominam conhecimentos básicos de matemática, de acordo com o “Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (Timss)”. 

Para ajudar os candidatos na preparação para o Enem, professores de matemática destacam, a seguir, o que é essencial saber da disciplina para se sair bem na prova.

 

Como a matemática é cobrada no Enem?

A prova de matemática do Enem é baseada na aplicação prática dos conteúdos. Os candidatos são desafiados e avaliados muito além das fórmulas e cálculos decorados. As questões exigem raciocínio lógico, interpretação de gráficos e domínio de conceitos aplicados ao cotidiano. O exame busca aferir competências como resolução de problemas, leitura de gráficos e tabelas, análise de grandezas e proporcionalidades, entre outras. 

 

Segundo Guilherme Andrade, docente do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas/SP, a interpretação de texto é uma habilidade-chave. “O Enem cobra muito mais que a matemática pura. É essencial interpretar a situação, entender o problema e só depois aplicar o conhecimento matemático. Muitas vezes, a dificuldade não está no cálculo, mas em saber por onde começar a resolver”, explica. 

 

10 conteúdos que mais caem em Matemática no Enem 

Embora o Enem varie os temas a cada edição, alguns conteúdos são recorrentes. O docente do Brazilian International School - BIS, de São Paulo/SP, Renato Shiotuqui elenca, abaixo, 10 matérias que sempre figuram na prova.

 

 
  1. Porcentagem: usada para calcular descontos, aumentos de preços, variações em gráficos e juros simples;
  2. Regra de três: essencial para resolver problemas de proporcionalidade presentes em contextos do dia a dia;
  3. Razão e proporção: aplicadas na leitura de mapas, escalas, receitas e comparações entre grandezas;
  4. Funções (afim e quadrática): frequentes em gráficos de crescimento, queda e variações ao longo do tempo;
  5. Geometria plana: envolve cálculo de áreas e perímetros, geralmente aplicado em situações práticas como construções e plantas;
  6. Geometria espacial: aborda volume e área de sólidos, com aplicações em embalagens, reservatórios e objetos tridimensionais;
  7. Estatística: explora média, mediana e moda, além de análise crítica de gráficos e dados numéricos;
  8. Probabilidade: presente em contextos de sorteios, previsões e análise de riscos em situações do cotidiano;
  9. Gráficos e tabelas: exigem interpretação de informações visuais e numéricas em diferentes formatos;
  10. Unidades de medida: cobradas em problemas que envolvem conversões entre tempo, massa, volume e distância.

“Ter domínio desses conteúdos é fundamental porque eles formam a espinha dorsal da prova. Além de aparecerem com frequência, muitos desses temas ajudam a resolver questões de outras áreas. É comum, por exemplo, a Matemática ser usada em questões de Geografia que envolvem interpretação de gráficos ou análise de dados socioeconômicos”, afirma o docente.

 

Regra de três é o segredo

Uma ferramenta prática para resolver problemas de proporção é a regra de três, que bem usada pelos candidatos é um dos conhecimentos mais versáteis do Enem. “A regra de três é uma ferramenta coringa na prova do Enem. Pois muitas vezes o estudante não lembra a fórmula exata para resolver uma questão que trata de proporcionalidade, mas é possível chegar à resposta aplicando a lógica e o algoritmo da regra de três”, explica Alexandre Mattos, professor da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri/SP. “A regra de três aparece de forma direta e, também, implícita em problemas de porcentagem, escalas, conversão de unidades e até questões de outras disciplinas, como a química e física”, explica.

 

 

A regra de três é uma técnica matemática usada para resolver problemas que envolvem a comparação entre duas proporções. Ela permite descobrir um valor desconhecido com base na relação entre outras grandezas.

Funciona assim: quando duas variáveis crescem ou diminuem na mesma proporção (por exemplo: se uma máquina produz 120 peças em 4 horas, quantas peças ela produzirá em 10 horas, mantendo o mesmo ritmo?), usamos a regra de três direta. Quando uma variável cresce enquanto a outra diminui, usamos a regra de três inversa (por exemplo: se 4 trabalhadores constroem um muro em 6 dias, em quanto tempo o muro ficaria pronto com 8 trabalhadores trabalhando na construção?). 

O processo é simples: organizamos os dados conhecidos em forma de tabela, identificamos o tipo de relação (direta ou inversa), e montamos uma equação multiplicando os valores em cruz (quando direta) ou em linha (quando indireta). Depois, é só resolver a equação para encontrar o valor que falta. “A grande vantagem da regra de três é que ela pode ser usada mesmo quando o estudante não lembra fórmulas específicas, desde que identifique uma relação de proporcionalidade entre os dados do problema”, acrescenta Mattos.

 

Dicas para se dar bem na prova

Faltando pouco tempo para o Enem, o ideal é adotar uma rotina de revisão focada nos conteúdos mais cobrados e em exercícios práticos. Para Cristine Tolizano, docente da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP, a chave está no treino constante. “Resolver questões de provas anteriores é uma das estratégias mais eficazes. Isso ajuda o aluno a entender como o Enem formula os enunciados, além de fixar os conteúdos na prática”, orienta. 

A docente da Aubrick elenca outras dicas importantes:

  • Revise fórmulas básicas: priorize as mais usadas, como áreas, volumes, juros simples, entre outras;
  • Faça resumos e mapas mentais: isso facilitar a memorização de conceitos;
  • Organize o tempo: simule realizar a prova completa alguns dias antes da aplicação para valer, assim você terá noção de controle do tempo e redução da ansiedade comum neste período;
  • Estude com foco na resolução de problemas: mais do que decorar, é preciso aprender a aplicar.

“Na reta final, vale mais revisar com qualidade do que tentar aprender tudo de novo. O importante é estar seguro com o que já se sabe e treinar a aplicação desses conhecimentos em diferentes contextos”, finaliza a professora.

 


O Enem

A prova foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho dos estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos, o Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Este ano, as provas serão aplicadas nos dias 09 e 16 de novembro, dois domingos seguidos. No primeiro dia de prova, os alunos realizarão as questões das áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (compreende Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira/Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação) e Redação; e Ciências Humanas e suas Tecnologias (compreende História, Geografia, Filosofia e Sociologia). 

No segundo dia, as provas serão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (compreende Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias. O certame registrou mais de 5,5 milhões de inscrições, de acordo com o Ministério da Educação – número que supera a edição anterior de 2024, com aumento de 8% no número de inscritos. 

  


Alexandre Marcos de Mattos Pires Ferreira - possui doutorado (2009) e mestrado (2000) em História da Ciência pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; graduação e licenciatura em Física (1996) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e graduação em Comunicação Social Com Ênfase Em Publicidade e Propaganda (1996) pela Universidade Anhembi Morumbi. Atualmente é professor da Escola Internacional de Alphaville e, também, leciona na ESPM nos cursos de Comunicação e Direito.


Guilherme Andrade Ferreira - professor de Matemática há 17 anos, graduado em Matemática pela Universidade de São Paulo e com título de Especialista em Educação pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente, lecionando nas cidades de Campinas, Limeira e Piracicaba.


Cristine Tolizano (Nany) - professora de Matemática na Escola Bilingue Aubrick, Unidade Princesa Isabel.


Renato Shiotuqui - licenciado em matemática pela Faculdade de Guarulhos. Atua como professor de física e matemática, acumulando mais de 29 anos de experiência lecionando em escolas da rede privada e cursos pré-vestibulares.

 

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos: cuidar da vida com dignidade e conforto

Freepix
 Atendimento integral e personalizado a pacientes com doenças graves promove qualidade de vida, dignidade e apoio às famílias 

 

Um dos maiores equívocos sobre os cuidados paliativos é acreditar que eles representam o fim do tratamento ou a desistência diante da doença. Na verdade, esse cuidado concentra-se na qualidade de vida do paciente, no alívio de sintomas e no conforto físico e emocional, garantindo que cada dia seja vivido com dignidade. A importância desse cuidado é reconhecida com um dia próprio no calendário da saúde: 11 de outubro, o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. 

Globalmente, mais de 60 milhões de pessoas necessitam de cuidados paliativos a cada ano, sendo 31,1 milhões em estágios intermediários de doenças e 25,7 milhões próximos do fim da vida; a maioria (67%) é formada adultos com mais de 50 anos e pelo menos 7% são crianças, segundo pesquisa feita pela Worldwide Hospice Palliative Care Alliance (WHPCA) e a Organização Mundial de saúde (OMS). 

Os cuidados paliativos são indicados para qualquer pessoa com doença grave, incurável ou que ameace a vida, como câncer em estágio avançado, insuficiência cardíaca ou demência. A médica Carla Robalo Bertelli, coordenadora dos cuidados paliativos do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), explica que o foco está no conforto e na qualidade de vida, podendo ser iniciados junto com tratamentos curativos, sem se restringir à fase final da doença. O desafio clínico inclui encontrar certos medicamentos para aliviar sintomas sem causar efeitos indesejados, lidar com a ansiedade e conduzir conversas difíceis com honestidade e empatia. Segundo Carla, o encaminhamento precoce é ideal, pois estudos mostram que pacientes que recebem cuidados paliativos desde o início vivem com melhor qualidade de vida. 

“Nos últimos anos, houve mudanças positivas na percepção dos cuidados paliativos. Antes vistos apenas como cuidados de fim de vida, hoje são reconhecidos como um direito humano e parte essencial de uma medicina de qualidade, com maior presença em universidades e hospitais. Avanços em protocolos de controle de sintomas, sedação paliativa ética e comunicação estruturada reforçam a qualidade de vida dos pacientes”, destaca. 

Na unidade, a abordagem com os familiares é baseada na honestidade compassiva, escuta atenta, comunicação clara e apoio contínuo, inclusive no luto. “O cuidado vai além do controle de sintomas: respeita escolhas, preserva a autoestima e cria um ambiente acolhedor, garantindo dignidade e humanidade em todas as etapas. Experiências marcantes mostram que, diante da finitude, pacientes e familiares priorizam o amor, a reconciliação e a conexão, deixando de lado conflitos e valorizando momentos de afeto”, detalha. 

“O dia a dia do médico paliativista envolve controlar sintomas como dor, falta de ar, náusea e insônia, conversar com pacientes e familiares sobre prioridades e coordenar uma equipe multidisciplinar que atende às necessidades físicas, emocionais e espirituais do paciente. Em muitos hospitais, a equipe de cuidados paliativos atua como consultoria, atendendo o paciente onde ele estiver: na UTI, no quarto ou até em casa, e algumas instituições oferecem alas específicas mais silenciosas e acolhedoras”, adiciona. 

Para finalizar, a médica orienta a população que os cuidados paliativos são um direito legal. “Familiares e pacientes devem se comunicar abertamente, aceitar apoio e criar momentos de normalidade e afeto, garantindo bem-estar para os envolvidos”.

 

Vera Cruz Hospital


A nova ameaça invisível no copo dos brasileiros: o surto de bebidas adulteradas com metanol

 

A cena é comum: amigos reunidos, música alta, um brinde improvisado. Mas por trás da descontração de bares e festas, uma ameaça silenciosa se espalha pelo Brasil. Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde confirmou mais de uma centena de casos suspeitos de intoxicação por metanol, substância usada na indústria química e absolutamente imprópria para consumo humano, presente em bebidas alcoólicas adulteradas vendidas no mercado ilegal. 

A gravidade do problema vai muito além de uma garrafa falsificada. “O metanol, quando ingerido, é metabolizado pelo organismo em compostos altamente tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem destruir o nervo óptico, causar falência renal e provocar a morte em questão de horas.”, alerta o médico de saúde integrativa Dr. Francisco Saracuza. Em muitos pacientes, os primeiros sintomas – dor abdominal, náuseas, visão turva, confusão mental – aparecem apenas 12 a 24 horas após o consumo, o que dificulta o diagnóstico rápido e agrava as consequências. Não é raro que a cegueira irreversível seja a sequela de quem sobrevive. 

Os registros mais recentes estão concentrados em São Paulo, mas casos também surgiram em estados como Bahia, Pernambuco, Paraná e Mato Grosso do Sul, mostrando que o problema não é local, e sim nacional. Operações policiais já apreenderam centenas de garrafas adulteradas e fecharam fábricas clandestinas, mas especialistas alertam que a dimensão do problema é maior: há suspeitas de importação ilegal de metanol para abastecer esse mercado paralelo, inclusive com envolvimento de organizações criminosas. 

A pergunta que se impõe é simples: por que tantas pessoas seguem expostas? A resposta está no cruzamento de fatores. A busca por bebidas mais baratas, principalmente em ambientes informais, se soma à fragilidade da fiscalização e à dificuldade de rastrear a origem de cada garrafa. Soma-se a isso a prática de falsificar rótulos de marcas conhecidas, que tornam o risco ainda mais invisível para o consumidor comum. 

“Se a ingestão de bebidas já exige cautela pelos efeitos metabólicos e hormonais, o risco cresce exponencialmente quando falamos de adulteração com metanol. Não se trata apenas de moderação, mas de segurança: desconfiar de rótulos falsificados, preços baixos demais e locais sem credibilidade pode ser a diferença entre um momento de lazer e uma intoxicação com consequências irreversíveis.”, conclui o Dr. Francisco Saracuza.


Dr. Francisco Saracuza - CRM 192628 - Reconhecido por sua atuação de destaque em saúde integrativa, Dr. Francisco Saracuza é referência no uso de implantes subcutâneos, oferecendo tratamentos modernos e eficazes para seus pacientes.




Bem me Quer, Bem me Quero: O que afeta a mente, transforma o corpo

Viatris e ABRATA
Tendo em vista que condições mentais raramente são as primeiras queixas dos pacientes nos consultórios, a campanha visa a conscientização de médicos não especialistas 

 

Pelo quinto ano consecutivo, a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) e a Viatris no Brasil (parte da empresa global Viatris) se unem para a campanha de Setembro Amarelo, “Bem me Quer, Bem me Quero”, levantando discussões fundamentais sobre o cuidado com a saúde mental e, principalmente, sobre o acesso a esse cuidado no Brasil. Este ano, a campanha traz o mote “O que afeta a mente, transforma o corpo”, ressaltando que a ansiedade e a depressão geram repercussões físicas reais, extrapolando os sintomas psíquicos. 

Dados da literatura médica indicam que pacientes com transtornos mentais frequentemente procuram outras especialidades antes de receberem o diagnóstico correto1,2. Um estudo realizado com um banco de dados de operadoras privadas de saúde revelou que, ao longo de quatro anos, foram realizadas uma média de cinco consultas médicas por paciente com ansiedade2 antes de receber o diagnóstico. As principais especialidades consultadas foram: cardiologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e psiquiatria. Além disso, 86% dos pacientes passaram pelo pronto-socorro. 

O estudo concluiu que a ansiedade raramente é o motivo principal que leva o paciente a buscar atendimento médico, sendo comumente identificada durante a consulta por meio de outras queixas ou comorbidades. Isso porque os sintomas emocionais e psicológicos muitas vezes se manifestam no corpo: dores persistentes, distúrbios do sono, alterações gastrointestinais e cardiovasculares podem ter origem em condições de saúde mental. Porém, nem sempre os profissionais estão capacitados para diagnosticá-las. 

Ao mesmo tempo, o Brasil enfrenta uma escassez de especialistas em saúde mental, com uma média de apenas 6,6 psiquiatras para cada 100 mil pessoas3. “Precisamos romper com a ideia de que saúde mental se restringe ao consultório psiquiátrico. O cuidado integral passa pelo olhar atento de todas as especialidades. Quando um clínico geral, um cardiologista ou um ginecologista escuta seu paciente de forma empática, ele também contribui para a prevenção e o diagnóstico precoce de transtornos mentais”, afirma Neila Campos, presidente da ABRATA. 

Além disso, determinados grupos apresentam maior vulnerabilidade aos transtornos mentais, como mulheres, crianças e adolescentes. Pesquisas apontam que 1 em cada 6 pessoas com transtornos mentais tem entre 10 e 19 anos4, e 7 em cada 10 pessoas com depressão ou ansiedade são mulheres5. Essas estatísticas evidenciam a urgência de ampliar o acesso a cuidados em saúde mental e de capacitar todos os profissionais de saúde para acolher e encaminhar esses pacientes de forma eficaz. 

“Acreditamos que promover saúde de forma integral é, também, promover acesso. E no Brasil de hoje, isso significa incluir o cuidado em saúde mental em todos os níveis de atenção. Essa é a essência da campanha deste ano, que abre uma comunicação para educar e engajar profissionais de saúde”, declara Dra. Elizabeth Bilevicius, Diretora Médica da Viatris no Brasil.  

“Mesmo não sendo a especialidade deles, os médicos podem contribuir para a saúde mental de seus pacientes, por isso queremos convidá-los a estarem mais atentos aos sinais da depressão e da ansiedade. E a sociedade também precisa entender que saúde física e mental estão profundamente interconectadas. Afinal, o entendimento do paciente sobre o seu próprio corpo é essencial no processo de diagnóstico”, complementa Neila.   



Viatris Inc
viatris.com.br
investor.viatris.com
LinkedIn, Instagram, YouTube e X (antigo Twitter).

 

Referências 

  1. Henningsen P., et al. Somatic symptoms in depression. The Lancet Psychiatry, 2003. 
  1. Matos, MASM, Ogata AJN, Dieckman L, Stefani S, Tung TC, Bilevicius E. The impact of patients with generalized anxiety disorder in the Brazilian Private Healthcare System: a claim database study with expert’s perspective. Bras Econ Saúde, 2023. 
  1. Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Demografia Médica no Brasil. Brasília, DF, 2025. 
  1. Organização Pan-Americana de Saúde. Saúde mental dos adolescentes. 2023. 
  1. Institute for Health Metrics and Evalution (IHME). Global Burden of Disease. 2019. 

Asma: Ondas de calor elevam em 7% o risco de atendimentos de emergência e ondas de frio em 20%


Eventos climáticos extremos aumentam a procura ao pronto-socorro por pacientes com asma em 34%, as internações por calor em 39% e por frio em 35%. Ondas de calor elevam o risco de atendimentos de emergência em 7%, e ondas de frio em 20%. Além disso, eventos climáticos extremos estão associados a um risco 2,3 vezes maior de exacerbações agudas de asma que demandam consultas ambulatoriais. 


Esses dados estão publicados na nova edição da Global Initiative for Asthma (GINA), de 2025. “Dois principais mecanismos foram identificados: (1) desastres climáticos comprometem o acesso a cuidados para pacientes com condições crônicas como a asma; (2) fatores como aumento da poluição do ar (por exemplo, devido a incêndios florestais), maior prevalência de vírus respiratórios, elevação de alérgenos (como mofo e pólen) e temperaturas extremas agravam a morbidade da asma, aumentando os custos com saúde. Tempestades também podem precipitar crises asmáticas”, explica a Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

 

De acordo com o documento, estratégias de mitigação são limitadas, mas incluem uso de máscaras contra partículas em incêndios, permanência em locais climatizados (por exemplo, shoppings) e alertas meteorológicos automatizados que podem ajudar a preparar o sistema de saúde.

 

O GINA 2025 será um dos destaques do 52º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, evento realizado pela ASBAI, que este ano acontece na cidade de Goiânia entre os dias 13 e 16 de novembro. O tema central Congresso ASBAI traz “O Impacto do Meio Ambiente nas Doenças Alérgicas e Imunológicas”.


 

52º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia

Data: 13 a 16 de novembro

Local: Centro de Convenções de Goiânia – Rua 4, 1400 - St. Central, Goiânia – GO

Inscrição: congressoalergiaasbai.com.br/alergia2025

Credenciamento de Jornalistas: imprensa@gengibrecomunicacao.com.br

 

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