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terça-feira, 8 de julho de 2025

Por que considerar a mediação de conflitos antes de ingressar com uma ação no Judiciário?

 

Quando me fazem essa pergunta, poderia simplesmente listar os muitos motivos: economia de tempo e dinheiro, retomada do diálogo, confidencialidade, menor desgaste emocional e a garantia de uma solução construída pelas próprias partes. No entanto, esse é um questionamento recorrente, e prefiro respondê-la explicando como funciona a mediação, pois normalmente vem de alguém que já ouviu falar do procedimento, mas ainda não compreende bem do que se trata.

Conflitos surgem quando expectativas não são atendidas. Em algum ponto do caminho, faltou diálogo e sobraram mal-entendidos — o conflito se agravou a tal ponto que parece necessário recorrer a um terceiro, o juiz, para decidir quem está certo. Mas talvez não seja preciso chegar ao juiz. Quem sabe… um mediador?

Um(a) mediador(a) é uma pessoa imparcial, que não julga, não toma partido e não impõe soluções. Sua função é facilitar a retomada do diálogo interrompido. O mediador capta não apenas o que é dito, mas também o que está por trás das palavras — emoções, intenções e necessidades —, trazendo à tona o que é importante ser percebido por todos. Ele estimula as partes a pensarem em alternativas viáveis e a transformarem impasses em possibilidades de acordo.

Parece mágica — e, de certa forma, é.

É possível, é factível. É a mágica da mediação: evitar que as partes iniciem uma disputa que, muitas vezes, sabemos como começa, mas não como (ou quando) terminará, nem a que custo — financeiro e emocional. Se o procedimento é voluntário (pode ser interrompido a qualquer momento) e confidencial (as informações compartilhadas durante a mediação não podem ser usadas em eventual processo judicial), por que não tentar, ao menos?

E mais: a mediação pode — e deve — ser considerada mesmo quando já existe um processo judicial em andamento.

Ao ingressar com uma ação no Judiciário, as partes perdem o controle da situação. Por mais sólido que pareça o direito invocado — e muitas vezes ambos os lados acreditam que têm razão garantida — a decisão virá de um juiz, e pode não atender às expectativas. A disputa segue para uma instância superior, e quando se dão conta, os envolvidos estão vivendo um inferno pessoal, gastando rios de dinheiro e já não tão certos da vitória que antes parecia tão clara.

Nesse momento, a mediação pode surgir como uma luz no fim do túnel, uma esperança concreta de resolver o problema por meio de um acordo construído em conjunto. Basta solicitar ao juiz a suspensão do processo para que se inicie o diálogo.

O(a) mediador(a) pode ser escolhido(a) pelas partes ou designado(a) pelo próprio juiz. O processo começa com a pré-mediação — o primeiro contato entre o mediador e os envolvidos —, momento em que são apresentadas as características do procedimento e suas regras básicas.

É então marcado o primeiro encontro entre pessoas que querem se esganar, mas sabem que precisam obedecer às regras básicas do procedimento que são, inicialmente, desligar celulares e falar um de cada vez. 

As diferentes versões de um mesmo fato são apresentadas ao mediador — e, muitas vezes, são escutadas pela primeira vez pelo outro lado. A partir dessas narrativas, o mediador identifica os interesses e necessidades subjacentes, o que permite explorar caminhos de solução baseados na criatividade e no diálogo, sem julgamentos prévios.

As propostas são avaliadas quanto à sua viabilidade, com o apoio dos advogados das partes, que também colaboram na redação do acordo final. Se esse acordo for homologado pelo juiz, encerra-se o processo judicial. Caso não haja consenso, o processo é retomado, sem prejuízo algum, com a certeza de que não houve perda de tempo ou queima de etapas — ao contrário, houve maturação do conflito e tentativa genuína de resolvê-lo.

Agora que você leu sobre o procedimento e entendeu como ele funciona, volto à pergunta inicial: por que considerar a mediação de conflitos antes de ingressar com uma ação no Judiciário, ou mesmo durante o andamento de um processo?

Responda você.

 


Eunice Maciel - mediadora de conflitos e autora da coletânea “Vamos conversar?”, que reúne contos ficcionais sobre os desafios do trabalho de mediação.


As soft skills e o mercado automatizado: o que sobra para os humanos quando as máquinas fazem (quase) tudo


Há quem diga que o futuro do trabalho será dominado pelas máquinas. Inteligência artificial, automação, robôs colaborativos — tudo isso já está aí, processando dados, tomando decisões e até escrevendo textos como este. Mas, se a automação leva vantagem em tarefas repetitivas, analíticas e até criativas, o que resta para nós, humanos?

 A resposta, embora desconfortável para alguns, é simples: resta justamente o que nunca foi o forte das máquinas. Empatia. Liderança. Ética. Comunicação. Criatividade aplicada. Ou, como o mercado gosta de chamar, soft skills.

 Durante décadas, habilidades técnicas foram o critério soberano em entrevistas e promoções. Mas há uma reviravolta silenciosa em curso. Um engenheiro que não sabe trabalhar em equipe, um analista que não se comunica bem ou um gestor sem escuta ativa podem ser tecnicamente impecáveis — mas operam como peças mal encaixadas em máquinas bem lubrificadas. 

Segundo relatório do World Economic Forum (WEF), as habilidades mais demandadas incluirão pensamento analítico, resolução de problemas, autogestão, aprendizado ativo e — veja só — inteligência emocional. Em outras palavras, saber lidar com pessoas, inclusive você mesmo, será mais valioso que lidar com planilhas. Essa inversão de valores não é moda. É uma resposta estratégica a um mundo cada vez mais volátil. 

A lógica é simples: quanto mais a tecnologia avança sobre tarefas mecânicas e repetitivas, mais o valor do trabalho humano migra para aquilo que não cabe em códigos binários. Ambiguidades, conflitos, decisões que exigem sensibilidade — tudo isso ainda está fora do alcance dos algoritmos. 

Um sistema de IA pode identificar um erro contábil em segundos. Mas só um ser humano consegue explicar isso com tato a um cliente furioso. Um robô organiza o estoque com precisão, mas não acalma uma equipe pressionada diante de uma meta mal desenhada. Em contextos de incerteza — e o Brasil é especialista nisso —, as soft skills deixam de ser "plus" e se tornam escudo. 

A pergunta inevitável é: por que ainda tratamos essas habilidades como acessórios, quando são o que resta de mais genuinamente humano? Parte da resposta está na formação técnica que prevalece nas escolas e universidades. Aprende-se a passar em provas, não a escutar, dialogar ou liderar. Soma-se a isso um velho preconceito corporativo: tudo o que não pode ser quantificado com precisão é rotulado como supérfluo. Mas ignorar esse território é um erro estratégico. Empresas que negligenciam soft skills pagam caro em rotatividade, ruído interno e perda de inovação. 

O Brasil tem aqui um paradoxo interessante. Por um lado, há resistência: muitos ainda veem essas habilidades como tema de palestra motivacional. Por outro, há vantagem competitiva: somos treinados na marra a improvisar, adaptar, manter o bom humor no caos. Essas são, em essência, soft skills — e têm alto valor de mercado. Só falta reconhecê-las como tal.

 

Como fortalecer suas soft skills na prática

 

1. Comece pelo autoconhecimento. Ferramentas como DISC (Dominance, Influence, Steadiness, Conscientiousness), MBTI (Myers-Briggs Type Indicator) — ou até boas conversas com mentores — ajudam a identificar padrões, pontos fortes e zonas cegas;

2. Peça feedback real. Nada de tapinhas nas costas. Feedback construtivo exige escuta, vulnerabilidade e rotina;

3. Invista em experiências fora do óbvio. Teatro, mediação de conflitos, comunicação não violenta, liderança positiva. Tudo que mexe com sua zona de conforto conta mais do que parece;

4. Pratique. Soft skill não se aprende em aula. Ela se revela numa reunião difícil, numa conversa honesta, num “não” bem dado. É músculo — exige treino.

No fim das contas, a pergunta certa não é se as máquinas vão substituir os humanos. É: quem, entre os humanos, vai fazer o que elas não conseguem? 

A diferença entre ser substituído e ser essencial mora, cada vez mais, na capacidade de se relacionar, adaptar e liderar. Não é sobre o que você faz com as mãos, mas sobre o que você entrega com a cabeça — e com o coração. 

Como dizia Peter Drucker, "o mais importante na comunicação é ouvir o que não foi dito". E isso, caro leitor, nenhum algoritmo faz por você.



Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria



Alta nas viagens em julho impulsiona busca por economia no planejamento das férias

 Com aumento da demanda e orçamentos apertados, consumidores recorrem a cupons e cashback para manter os planos de viagem sem extrapolar os gastos

 

Julho se consolida como a segunda principal temporada de viagens no Brasil, com 10,7% dos viajantes escolhendo o mês para realizar sua principal viagem do ano, segundo pesquisa da YouGov realizada em junho de 2024. O mesmo levantamento mostrou que 79,1% optaram por destinos domésticos, enquanto 26,1% planejaram viagens internacionais.

Com a alta demanda, os preços de passagens, hospedagens e outros serviços costumam subir, pressionando o orçamento familiar. Como resposta, muitos consumidores têm ajustado a duração da estadia, buscado destinos alternativos ou recorrido a estratégias para economizar, como o uso de cupons de desconto e programas de cashback. 

Nesse contexto, plataformas especializadas ganham espaço ao viabilizar economia direta no momento da compra. O Cuponomia, por exemplo, reúne ofertas com cupons e cashback em passagens (aéreas e rodoviárias), hospedagem e aluguel de veículos, permitindo ao consumidor reduzir gastos e recuperar parte do valor investido. 

“Julho é um mês de forte movimentação turística e, ao mesmo tempo, de orçamento mais apertado para muitas famílias”, afirma Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia. “Nosso objetivo é ajudar os consumidores a manterem seus planos de férias com responsabilidade financeira. O cashback, por exemplo, pode ser usado em compras futuras ou até servir como reserva emergencial para quem viaja com orçamento justo. É uma forma de transformar o planejamento financeiro em um aliado da experiência de viagem”, finaliza o executivo.


Mértola, um tesouro histórico e natural no coração do Alentejo



Descubra uma vila encantadora, repleta de história, tradições vibrantes e natureza intocada 

 

Às margens do rio Guadiana, no sudeste do Alentejo, está Mértola - uma vila singular que parece ter parado no tempo. E é justamente isso que a torna tão fascinante. Conhecida como “a vila-museu”, Mértola oferece aos visitantes uma imersão única na história de Portugal, com vestígios vivos das civilizações romana, árabe e cristã, envoltos em uma paisagem natural de tirar o fôlego.

Ao caminhar pelas ruas de Mértola, o visitante percorre séculos de história. O centro histórico encanta com seu casario branco e ruas estreitas, enquanto as ruínas da antiga cidade romana de Myrtilis ainda podem ser vistas na colina fortificada, próxima ao Castelo de Mértola. Ali, romanos, árabes e cristãos deixaram marcas profundas, visíveis em monumentos, escavações e construções históricas.

Um dos maiores símbolos dessa herança, e também um dos marcos mais emblemáticos da vila, é a Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, instalada onde antes funcionava uma mesquita. Elementos islâmicos como arcos em ferradura, o mihrab e a orientação voltada para Meca ainda podem ser vistos, uma herança rara e preciosa em território português.

Mértola é considerada a vila mais árabe de Portugal. Durante quase 500 anos, foi um importante centro da cultura muçulmana. Essa convivência histórica é apresentada em profundidade no Museu de Mértola, cujo acervo incomparável reúne peças arqueológicas coletadas ao longo de mais de duas décadas de escavações.

Essa rica herança cultural se transforma em celebração durante o Festival Islâmico de Mértola, que acontece em anos ímpares, no mês de maio. Durante quatro dias, a vila ganha ares de mercado árabe, com tecidos coloridos, aromas de especiarias e uma programação intensa de música, dança e encontros culturais, criando uma atmosfera mágica que celebra os laços entre os povos do Mediterrâneo.

Além do seu valor histórico e cultural, Mértola também se destaca pela natureza generosa e bem preservada. A vila está no coração do Parque Natural do Vale do Guadiana, com mais de 70 mil hectares de biodiversidade. Espécies raras como o lince-ibérico, a águia-imperial e a cegonha-preta encontram abrigo nesse ecossistema, que oferece trilhas, mirantes e diversas atividades ao ar livre, perfeitas para quem busca contato direto com a natureza. 

Não muito longe dali, a Praia Fluvial da Mina de São Domingos surpreende com suas águas límpidas, areias claras e vegetação ao redor. Reconhecida com a Bandeira Azul, o selo “Praia Acessível” e a distinção de “Qualidade de Ouro”, é ideal para lazer em família. A poucos metros está a antiga Mina de São Domingos, onde o passado mineiro pode ser revivido na Rota do Minério, que atravessa o antigo complexo até o porto do Pomarão, ou nas visitas à Casa do Mineiro e ao Centro de Documentação da Fundação Serrão Martins.

Mértola revela ainda outro encanto ao anoitecer. Desde 2018, integra a área certificada da Reserva Dark Sky® Alqueva, graças aos seus baixos níveis de poluição luminosa. Isso faz da vila um dos melhores locais do mundo para observar estrelas a olho nu - uma experiência mágica e inesquecível. 

Visitar Mértola é mais do que conhecer um destino. É viver uma experiência rica, autêntica e transformadora, onde cultura, natureza, tradição e hospitalidade caminham lado a lado.

 

Sobre o Alentejo 

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.

 

Preocupação com inflação e com custo de vida permanece alta entre brasileiros em 2025

Ao mesmo tempo, Pesquisa RADAR FEBRABAN também mostra que sete em cada dez brasileiros dizem-se satisfeitos com a vida pessoal, mantendo patamar dos últimos levantamentos 

 

A inflação e o aumento do custo de vida continuam sendo preocupação do brasileiro no primeiro semestre de 2025, mas ocorreu uma melhora nas expectativas em relação ao levantamento anterior, de março. A percepção de que os preços estão em elevação, que atingiu um pico de 89% em março, caiu para 83% em junho. A percepção de que os preços continuam aumentando é generalizada em todos os segmentos, mas as mulheres são as que mais percebem o aumento de preços (85%) contra 80% dos homens. 

A maior parte dos brasileiros (75%) também avalia que os preços altos estão impactando seu poder de compra de alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico. Esses são os itens em primeiro lugar na avaliação dos entrevistados. Em segundo lugar permanece o preço dos combustíveis (30%), seguido pelos gastos com saúde e medicamentos (28%). 

Os dados são revelados pela nova edição da Pesquisa RADAR FEBRABAN, realizada entre os dias 12 a 20 de junho de 2025 com 2 mil pessoas nas cinco regiões do País. A pesquisa também apurou as opiniões de cada uma das cinco regiões brasileiras e avaliou temas como expectativas do brasileiro sobre o país e sua vida pessoal, além de suas aspirações de consumo. 

O levantamento mostra que, ao mesmo tempo, a percepção com relação à vida pessoal e familiar se mostra praticamente estável em comparação aos levantamentos anteriores, e chegou a 70% de respostas para “satisfeito” ou “muito satisfeito”. 

No balanço do primeiro semestre de 2025, a percepção sobre a evolução da vida pessoal e familiar também é positiva. Segundo a pesquisa, 78% dos brasileiros avaliam que sua vida pessoal e familiar ou melhorou (40%) ou ficou igual (38%). Por outro lado, a percepção de piora, que era de 19% em março, variou três pontos e agora é 22%. 

“Um conjunto de notícias negativas nos últimos meses continua afetando o humor da população. Neste segundo trimestre tivemos aumento da taxa básica de juros para 15%, os descontos indevidos nas contas dos aposentados, o crédito ficou mais caro, houve alta na energia elétrica e nos custos de habitação”, aponta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE. 

A Pesquisa RADAR FEBRABAN é realizada trimestralmente pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e mapeia a percepção e expectativa da sociedade sobre a vida, aspectos da economia e prioridades para o país. 

A íntegra do levantamento de junho de 2025 do RADAR FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN News-IPESPE pode ser acessada neste link. 



Seguem mais resultados do levantamento:

 

BALANÇO PESSOAL E FAMILIAR

  • Sete em cada dez (70%) dizem-se muito satisfeitos ou satisfeitos em relação a sua vida pessoal;
  • O contingente insatisfeito variou de 13% para 15%;
  • 78% avaliam que sua vida pessoal e familiar nos seis primeiros meses do ano ou melhorou (40%) ou ficou igual (38%);
  • 63% acreditam que sua vida e de sua família vai melhorar no segundo semestre de 2025;
  • 38% não observaram mudança em sua vida privada no decorrer do ano;
  • 11% vislumbram uma piora na vida pessoal e familiar, com poucas variações ao longo da série histórica.

 

VISÃO DO PAÍS EM 2025

  • Recuo de 2 pontos na avaliação de que o país melhorou em 2025, indo de 35% para 33%, menor percentual da série histórica. 
  • Percepção de piora do país oscilou de 34% para 38%, também maior percentual da série. 
  • Para 28% o país nem melhorou nem piorou nesses seis primeiros meses do ano. Em março, a percepção de estabilidade era de 29%.
  • 67% acreditam que em 2025 o Brasil irá melhorar (40%) ou ficar como está (27%).
  • Houve recuo na expectativa de melhora (de 45% para 40%) e acréscimo na projeção de estabilidade (de 23% para 27%).
  • Expectativa de piora aumenta (de 30% para 32%).

 

PERCEPÇÃO DE ALTA DA INFLAÇÃO

  • Caiu de 89% para 83% o contingente daqueles que afirmam que os preços aumentaram muito ou aumentaram nos últimos seis meses.
  • Subiu de 8% para 11% o montante que indica estabilidade, e outros 5% mencionam queda.
     

ASPECTOS DE MAIOR IMPACTO NA INFLAÇÃO

  • 75% indicam alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico, 1 ponto a mais que na onda anterior (74%).
  • 30% indicam o preço do combustível, que mantém a segunda posição à frente de saúde e medicamentos, agora em terceiro lugar (28%).
  • 21% demonstram preocupação com os juros dos cartões de crédito, financiamentos e empréstimos, item que continua em quarto lugar, com 5 pontos a mais em relação a março.
  • 8% apontam os gastos com pagamento de escolas, faculdades e outros serviços de educação, que seguem em quinto lugar, agora à frente de passagens e transporte público (7%).

 

EXPECTATIVAS DOS BRASILEIROS

  • Inflação e custo de vida: em linha ascendente, a crença de que os preços irão aumentar se mantém em 71%;
  • Desemprego: após relativa estabilidade no segundo semestre de 2024, a expectativa de aumento do desemprego se mantém em 41%;
  • Poder de compra: na esteira das perspectivas negativas sobre a inflação, sobe de 48% para 51% a opinião de que o poder de compra vai diminuir;
  • Endividamento: subiu de 68% para 71% os que creem que vai aumentar;
  • Taxa de juros: oscilou para 68% a expectativa de aumento;
  • Impostos: sob impacto dos debates acerca do IOF e outros tributos, foi o item com maior variação no período. A expectativa de aumento nos impostos avançou de 65% para 71%;
  • Acesso ao crédito: caiu de 35% para 32% a parcela daqueles que acham que irá aumentar, contra 31% que acham que vai diminuir. Montante de 34% aposta em estabilidade.
  • Salários: permanecem em 58% os que acreditam que não haverá mudança, seja para melhor ou para pior.


PRIORIDADES DA POPULAÇÃO

  • Saúde: continua no topo como prioridade na agenda da população (32%),
  • Emprego e Renda: reduziu 3 pontos entre março e junho de 2025 (de 23% para 20%);
  • Inflação e Custo de Vida: 11%;
  • Educação: manteve o quarto lugar, com 9% das menções;
  • Segurança: quinto lugar (9%);
  • Corrupção: apesar do incremento de 2 pontos entre março e junho (de 6% para 8%), mantém-se na sexta posição;
  • Fome e Pobreza: continuou em sétimo lugar, com aumento de 1 ponto, para 4% agora.

 

DESEJOS DA POPULAÇÃO

  • Guardar dinheiro/investir: o desejo de aplicar na poupança manteve-se em 21%. Já a vontade de aplicar em outros investimentos foi de 28% para 29%.
  • Moradia: o sonho de comprar uma casa caiu, saindo de 30% em março de 2025 para 28% em junho. Desejo de reformar permaneceu com 15% no mesmo período. 
  • Educação: esse item marca 14% das menções, contra 15% no levantamento anterior.
  • Viagens: o desejo de viajar em caso de sobras no orçamento apresenta recuo de 13% para 10%.
  • Saúde: 12% citam o desejo de melhorar o plano de saúde.

Brasil registra um acidente de trabalho a cada 3 horas

Freepik
País soma mais de 8,8 milhões de ocorrências e 32 mil mortes em 12 anos; prevenção ganha destaque em 27/7 e empresas, como a IBL Logística, atuam na conscientização de colaboradores


No mês marcado pelo Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho (27 de julho), estatísticas mostram um cenário preocupante: a cada três horas e 38 minutos, uma pessoa morre vítima de acidente de trabalho no Brasil, de acordo com dados do Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho (Smart¹), plataforma que há mais de uma década contribui com informações essenciais para órgãos governamentais, organizações da sociedade civil, comunidade científica e a população em geral. 

Todos os dias, quase 68 comunicações de acidente de trabalho (CATs) são registradas por hora. Entre 2012 e 2024, foram contabilizados mais de 8,8 milhões de acidentes de trabalho e cerca de 32 mil mortes com carteira assinada, segundo os registros da plataforma. 

Em 2024, o país registrou 742.214 acidentes de trabalho. Desses, 74,3% foram classificados como acidentes típicos, 24,6% ocorreram no trajeto casa-trabalho, e 1% correspondeu a doenças ocupacionais. A maioria dos casos (61,07%) resultou em afastamentos de até 15 dias. O estado de São Paulo lidera os registros. Desde 2007, foram mais de 309 mil acidentes de trabalho, com 20.617 casos registrados somente no último ano. 

Setores com maior ocorrência - Os dados apontam que, entre os 20 setores com mais notificações, estão as atividades de atendimento hospitalar, com 43 mil casos; o comércio varejista de mercadorias, incluindo hipermercados e supermercados, com 17 mil, seguido de transporte rodoviário de cargas, com mais de 14 mil registros. No setor logístico, entre os profissionais mais afetados estão motoristas de caminhão, com 74 mil afastamentos; ajudantes de motorista, com 28 mil; e operadores de empilhadeira, com 10 mil. As partes do corpo mais atingidas em acidentes são braços, mãos, pernas e pés. 

Mesmo com uma das legislações mais robustas do mundo na área, o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de acidentes de trabalho, ficando atrás apenas da China, Índia e Indonésia. O país também adota o Fator Acidentário Previdenciário (FAP), que mede o desempenho das empresas em relação à prevenção de acidentes. “Muitos desses acidentes ocorrem por falhas na implementação de medidas de segurança, falta de treinamento adequado, negligência no uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e condições de trabalho perigosas”, destaca a gerente de Recursos Humanos da IBL Logística, Regilane Assunção. 

Com sede em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, a IBL Logística, especializada no transporte de cargas dos setores farmacêutico, eletrônico e alimentício, tem investido fortemente na prevenção de acidentes. Entre as principais medidas adotadas estão a integração e treinamentos regulares para novos colaboradores, diálogos diários sobre segurança (DDS’s), além de campanhas de conscientização em datas estratégicas, para reforçar a questão. “Na integração, os profissionais recebem orientações sobre as regras de segurança, rotas de fuga e assistem a vídeos educativos sobre prevenção de acidentes. Além disso, as equipes de segurança e qualidade atuam de forma conjunta na identificação de riscos e na aplicação de treinamentos preventivos”, salienta. 

O Grupo IBL, ao qual pertence a IBL Logística, conta com mais de 900 colaboradores diretos e cerca de mil profissionais agregados. As ações preventivas, segundo a gerente, trazem resultados expressivos. Até o momento, a empresa acumula 563 dias consecutivos sem acidentes de trabalho. O recorde anterior é de 947 dias sem qualquer ocorrência. 

“Como gestores de RH, nosso papel na prevenção de acidentes vai além de simplesmente garantir que as normas sejam cumpridas. Precisamos cultivar uma cultura organizacional onde a segurança seja prioridade, promovendo treinamentos contínuos, incentivando a comunicação aberta sobre riscos e implementando práticas proativas que antecipem e mitiguem potenciais perigos”, ressalta Regilane. 

Ela explica que os DDS’s são realizados diariamente com temas relacionados à segurança e, ao longo do ano, a empresa promove ao menos quatro campanhas temáticas, como a Blitz da Segurança do Trabalho, Abril Verde, Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CIPAT) e, em especial no dia 27 de Julho, Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho, reforçando a importância de ações voltadas à questão.

 


Grupo IBL


Fonte¹: Smartlab - Retrato de Localidade - Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho


Irrigação é tecnologia essencial para garantir segurança alimentar, crescimento econômico e sustentabilidade no Brasil

Vivemos em um país que tem na agropecuária um de seus pilares econômicos. O Brasil alimenta não só sua própria população, mas também parte significativa do mundo. Entretanto, a segurança da produção agrícola, a estabilidade dos preços dos alimentos e o crescimento sustentável do setor estão constantemente ameaçados por um fator incontrolável: o clima. 

É verdade que existem outros fatores relevantes para a estabilidade na produção de alimentos, como câmbio e o preço das commodities. No entanto, estes são fatores dados pelo mercado e, portanto, pouco passíveis de controle. Ao contrário, quando falamos de clima, é possível mitigar seus efeitos com ferramentas e tecnologias disponíveis. E é justamente aí que a irrigação assume um papel estratégico e, eu diria, indispensável. 

Os sistemas de irrigação garantem segurança hídrica às lavouras e representam uma alavanca concreta para aumentar a produtividade, reduzir o risco de quebra de safra e estabilizar o preço dos alimentos. E isso sem necessidade de abrir novas áreas agrícolas, o que contribui diretamente para a preservação ambiental. 

Se observarmos os números, fica claro o enorme potencial que o Brasil desperdiça. Apenas 10% de nossas áreas agrícolas são irrigadas, frente a 17% nos Estados Unidos, 34% na Índia e 51% na China. Não há dúvida de que podemos e devemos avançar muito nessa agenda.

Mais do que uma questão produtiva, irrigar é uma questão de política econômica e social. Estudos mostram que, ao ampliar em 6 milhões de hectares as áreas irrigadas até 2040, o Brasil pode adicionar até 0,23% ao PIB, aumentar em quase 4% suas exportações agrícolas, além de elevar salários e o consumo das famílias. Isso sem contar o impacto direto na redução dos preços dos alimentos, elemento fundamental no controle da inflação. 

Neste contexto, o olhar estratégico para a irrigação por meio do Plano Safra passa a ser decisivo. É fundamental que as linhas de crédito contemplem condições adequadas, prazos compatíveis, taxas competitivas e incentivo real à adoção de sistemas irrigados. A irrigação reduz muito o risco de inadimplência e isto também deve ser considerado na formatação dos instrumentos de concessão de crédito. 

Um apoio essencial ao produtor que fortalece toda a cadeia produtiva, impulsiona o desenvolvimento regional, assegura a segurança alimentar e contribui para a estabilidade dos preços, beneficiando diretamente toda a sociedade. 

Por isso, mais do que enxergar a irrigação como custo, precisamos vê-la como oportunidade. Uma oportunidade de gerar segurança alimentar, ampliar a produção com sustentabilidade, proteger o meio ambiente, gerar empregos e fortalecer a economia. 

O Brasil possui todas as condições naturais e tecnológicas para liderar essa transformação. O que falta é tratarmos a irrigação como uma prioridade estratégica, não apenas do agronegócio, mas da política nacional de desenvolvimento. 

Se queremos um Brasil mais forte, competitivo, sustentável e socialmente justo, precisamos, urgentemente, irrigar essa ideia.

 


Cristiano Gatti Del Nero – Presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) da ABIMAQ e Vice presidente de Agricultura da Valmont Brasil

 

Os riscos de escolher um profissional pelas redes sociais

No mundo digitalizado de hoje, as redes sociais desempenham um papel significativo na maneira como as pessoas pesquisam, interagem e tomam decisões.  

No entanto, quando se trata de escolher um profissional como um cirurgião plástico, a conveniência das redes sociais pode vir com uma série de riscos.  

 

Atração instantânea vs Avaliação completa 

As redes sociais muitas vezes são usadas como plataformas para promover serviços e exibir resultados visuais impressionantes. No entanto, a atratividade instantânea de fotos e vídeos pode obscurecer a necessidade de uma avaliação completa e abrangente do cirurgião e de sua prática.  

É crucial lembrar que uma imagem perfeita nas redes sociais nem sempre reflete a experiência, a habilidade e as credenciais reais do profissional.

 

Falta de transparência e autenticidade 

Nas redes sociais, é fácil criar uma imagem idealizada e mascarar informações importantes. Alguns profissionais podem exibir apenas os resultados mais impressionantes, deixando de fora os casos menos bem-sucedidos ou os riscos associados aos procedimentos.  

Além disso, pode ser difícil determinar a autenticidade das avaliações e dos testemunhos de pacientes, com a possibilidade de manipulação e falsificação.

 

Riscos para a segurança e saúde do paciente 

Escolher um cirurgião com base unicamente em sua presença nas redes sociais pode resultar em sérios riscos para a segurança e para a saúde do paciente.  

Profissionais não qualificados ou inexperientes podem oferecer procedimentos a preços atrativos, mas sem os conhecimentos necessários para realizar cirurgias de forma segura e eficaz.  

Isso pode levar a resultados estéticos insatisfatórios, complicações médicas e até mesmo danos permanentes.

 

Como fazer uma escolha segura e informada

Para evitar os riscos associados à escolha de um cirurgião pelas redes sociais, é essencial adotar uma abordagem cuidadosa e criteriosa.  

Aqui estão algumas dicas para fazer uma escolha segura e informada: 

  • Pesquisa extensa Além das redes sociais, pesquise sobre o cirurgião em sites confiáveis, verifique suas credenciais, sua experiência, seu histórico de procedimentos e suas certificações.
  • Consultas pessoais Agende consultas pessoais com os cirurgiões que você está considerando. Durante a consulta, discuta suas preocupações, faça perguntas detalhadas e avalie a comunicação e o nível de conforto com o profissional.
  • Referências e recomendações Peça referências e recomendações a amigos, familiares ou profissionais de saúde confiáveis que possam ter experiência com o cirurgião em questão.
  • Verificação de credenciais Certifique-se de que o cirurgião seja certificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e esteja registrado no Conselho Federal de Medicina (CFM).
  • Transparência e honestidade Escolha um cirurgião que seja transparente e honesto sobre os procedimentos, riscos e expectativas realistas. Evite profissionais que prometem resultados exagerados ou ofereçam procedimentos a preços muito baixos. 

Embora as redes sociais possam oferecer acesso conveniente a uma variedade de informações e recursos, é importante ter cautela ao escolher um profissional cirúrgico por meio dessas plataformas. Priorize uma pesquisa extensa, consultas pessoais e referências confiáveis para garantir uma escolha segura, informada e que priorize sua saúde e segurança.  

Lembre-se sempre de que a qualidade e a segurança dos resultados cirúrgicos devem ser prioridades máximas ao considerar qualquer procedimento estético.

 

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.

 

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