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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Varejo busca alternativas à alta da carne bovina, e consultores de carnes ganham papel estratégico na adaptação do portfólio

Com a contínua pressão inflacionária sobre a carne bovina no Brasil, varejistas e restaurantes têm sido obrigados a reavaliar seus portfólios e encontrar alternativas que mantenham vendas, margem e satisfação do consumidor. Nesse cenário, os consultores de carnes assumem um protagonismo cada vez maior na orientação sobre substituições e opções inteligentes, novas composições de mix e estratégias gastronômicas para driblar os preços elevados.

Segundo explica Paulo Duque, consultor na área frigorífica e CEO do Rei da Linguiça, empresa especializada em proteínas suínas e derivados, o consumidor busca por opções, e cabe ao varejo oferecer alternativas que mantenham qualidade, sabor e preço.

Neste cenário, o consumidor tem migrado para proteínas mais acessíveis, especialmente suínos, aves e embutidos artesanais. Para Duque, essa mudança exige que o varejo se mova com velocidade. “O brasileiro é apaixonado por carne bovina, mas quando ela pesa no bolso, ele procura alternativas. O problema é que nem sempre o varejo está preparado para orientar essa transição. É aí que entra o consultor de carnes: ele ajusta o mix, reposiciona cortes e ajuda a criar valor para produtos igualmente saborosos”, explica.

De acordo com Duque, esses profissionais atuam na curadoria do portfólio, na precificação inteligente, no treinamento de equipes, na leitura de margens e até na construção de narrativas gastronômicas que valorizem proteínas alternativas. “A proteína suína, por exemplo, é versátil, saborosa e muito mais acessível. Com o trabalho certo de exposição e orientação, ela conquista o consumidor”, afirma. A estratégia do Rei da Linguiça reforça esse movimento ao desenvolver linhas de produtos artesanais e linguiças especiais de qualidade superior, que vêm ganhando espaço justamente pela relação custo-benefício.

Para o CEO, o varejo que trabalha de forma ativa com consultores consegue enfrentar momentos de inflação com mais estabilidade. A lógica é simples: ampliar opções, ajustar margens e comunicar bem ao consumidor. “O pior movimento é ficar parado esperando o preço da carne bovina cair. O melhor é diversificar, educar e surpreender o cliente com alternativas acessíveis e saborosas”, conclui Duque.



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