A discussão sobre saúde no Brasil exige um grau de seriedade que, por vezes, parece se perder em meio a números, tabelas e protocolos. Quando se observa a realidade enfrentada por milhões de brasileiros com filas intermináveis, diagnósticos tardios, consultas marcadas para meses depois da necessidade real, a constatação é inevitável: o tempo, que deveria ser aliado, tem sido um inimigo silencioso. Em saúde, a espera não é neutra; ela adoece.
A urgência que marca o cuidado deveria orientar todo o
ecossistema da saúde suplementar. Esse ponto fica evidente em campanhas
recentes, como a da Select Operadora de Saúde, que têm colocado o debate no
centro: saúde não pode esperar. Em um dos materiais produzidos, afirmamos que
“a espera prolongada gera risco, ansiedade e insegurança”, reforçando que o
cuidado precisa ser imediato, humano e resolutivo.
Quando se discute planos de saúde, é comum que a análise
recaia exclusivamente sobre números: custos, reajustes, tickets médios,
sinistralidade. Mas números não respiram, não sentem dor, não perdem tempo de
vida à espera de um exame. Quem perde são as pessoas. Pessoas que precisam ser
enxergadas antes de qualquer planilha.
Por isso, defender um modelo mais humano não é retórica:
é necessidade urgente. A demora no atendimento é um dos principais agravantes
de doenças no país. Atrasos na primeira avaliação médica podem transformar
sintomas simples em quadros graves e caros, com impactos emocionais, familiares
e econômicos. Tempo mal administrado não é apenas um problema de gestão; é um
risco de vida.
Neste contexto, a discussão sobre carência ganha novo
significado. Não como barreira, mas como instrumento de acesso. Ao lançarmos a
campanha “Mude hoje, use 24h após ativação”, com carência reduzida para consultas
e exames simples eletivos, a Select propõe uma inversão histórica no olhar
sobre o tempo do cuidado. Tempo é sinônimo de cuidado e o paciente precisa ser
atendido quando precisa de cuidado.
A carência, tradicionalmente vista como um período de
espera, passa a rimar com urgência. E deveria. Porque saúde é, por definição,
imediata. Não existe doença que respeite prazos administrativos. Não existe dor
que aguarde análise de viabilidade. O corpo não adia sua própria necessidade.
A Select tem defendido que o setor deve olhar para além
das tabelas, reposicionando a lógica da saúde suplementar. Isso inclui
compreender que um plano não é apenas um produto; é um instrumento de cuidado,
de proteção e, muitas vezes, de sobrevivência. E cuidado se faz com proximidade,
humanização e agilidade.
Num cenário em que milhões de pessoas convivem com a
angústia de não saber quando serão atendidas, iniciativas que eliminam
burocracias e reduzem barreiras de acesso são mais do que inovação: são
compromisso social. São respostas reais a problemas reais, como a ansiedade
gerada pela espera, o agravamento de quadros clínicos e a perda de janelas de
tratamento.
A saúde no Brasil precisa de decisões cirúrgicas,
precisas, rápidas e efetivas. E precisa, sobretudo, que essas decisões partam
do princípio de que por trás de cada contrato existe uma vida, uma história,
uma família. O cuidado só se sustenta quando consegue alcançar quem dele
necessita no tempo certo: o agora.
Num país em que a espera tem custado vidas, não há mais espaço
para romantizar processos lentos. Tampouco para justificar burocracias que
afastam o paciente do atendimento. Se saúde é urgência, e é, então o
compromisso com ela deve ser igualmente urgente.
Porque, no fim das contas, o que importa não é quantos aderem a um plano, mas quantos conseguem viver melhor por causa dele. E essa é a métrica mais humana, e mais necessária, que o setor precisa adotar.

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