Especialista explica
como machos cuidam (ou não) dos filhotes e como a figura paterna humana
influencia o bem-estar de cães e gatos 
pexels
No mundo animal, a paternidade pode assumir formas muito diferentes das observadas entre os humanos. Enquanto algumas espécies apresentam machos participativos no cuidado com os filhotes, outras deixam toda a responsabilidade para as fêmeas. Entre cães e gatos domésticos, por exemplo, o comportamento paternal costuma ser ausente.
De acordo com Brener Amadeu, professor de Medicina Veterinária da Una Catalão, machos dessas espécies não costumam participar dos cuidados após o nascimento. “O cuidado parental por parte dos machos é inexistente em cães e gatos. Isso é instintivo e pouco influenciado pela raça. Em espécies como os lobos, porém, os machos desempenham um papel ativo na criação dos filhotes”, explica.
Embora casos de machos cuidando de filhotes ocorram em ambiente
doméstico, Amadeu ressalta que são exceções. “Essas situações acontecem, por
exemplo, quando há socialização intensa ou criação conjunta, mas são atípicas.
Ambiente controlado e castração podem reduzir comportamentos agressivos, mas
não induzem o cuidado paternal”, completa o professor.
Quando o tutor é chamado de “pai”
No universo pet, é comum que tutores sejam chamados de “pais” pelas pessoas próximas e a ciência comportamental confirma que essa comparação faz sentido. Segundo Amadeu, cães e gatos desenvolvem vínculo de apego semelhante ao que filhotes mantêm com a mãe. “Essa relação fortalece a segurança emocional, reduz o estresse e melhora o comportamento e a saúde geral do animal”, afirma.
A reação dos pets a homens e mulheres pode variar conforme a
socialização, mas não segue uma regra rígida. “Muitos animais são mais
receptivos a vozes suaves, mais comuns em mulheres, mas o mais importante é a
associação positiva com segurança, cuidado e rotina estável”, destaca o
especialista.
Como reforçar o vínculo com o pet
Para que a relação tutor-animal seja saudável e fortalecida
diariamente, Amadeu recomenda:
·
Manter uma rotina
estável;
· Utilizar treino positivo como forma de interação;
· Oferecer enriquecimento ambiental com brinquedos e estímulos;
· Garantir toque afetuoso de forma respeitosa;
· Respeitar os limites individuais do animal.
Centro Universitário Una

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