Entenda como o excesso desses nutrientes pode afetar o humor, o equilíbrio emocional e até o funcionamento do cérebro.
O que comemos tem influência direta sobre o corpo
e, cada vez mais, estudos mostram que a alimentação também impacta o equilíbrio
e o funcionamento do cérebro. O consumo excessivo de sódio e de gorduras ruins
pode afetar o humor, a disposição e até aumentar o risco de ansiedade e
depressão.
Para esclarecer como isso acontece, Jasmine
Alimentos, marca referência em saudabilidade, conversou com
Karla Maciel, nutricionista e consultora nutricional da marca, que explica os
principais mitos e verdades sobre o tema.
O consumo excessivo de gordura
e sódio realmente pode prejudicar a saúde mental?
Verdade.
Segundo a nutricionista, o excesso de gorduras
saturadas e trans contribui para o estado inflamatório sistêmico, que afeta o
sistema nervoso central. “A inflamação crônica estimula a produção de
citocinas pró-inflamatórias, como interleucina-6 (IL-6) e fator de
necrose tumoral alfa (TNF-α), que podem atravessar a barreira hematoencefálica
e alterar o funcionamento de neurotransmissores essenciais, como a serotonina e
a dopamina, envolvidos na regulação do humor e do comportamento”, explica
Karla.
Como o consumo de gordura e
sódio afeta o cérebro e o equilíbrio emocional?
“O consumo excessivo de gordura e sódio exerce
efeitos profundos sobre o funcionamento do cérebro e o equilíbrio emocional,
interferindo em processos neurológicos, inflamatórios e hormonais essenciais à
regulação do humor e do comportamento”, explica.
As gorduras saturadas e trans aumentam a produção
de radicais livres e citocinas pró-inflamatórias, como IL-6 e proteína
C-reativa, que comprometem a integridade das membranas neuronais e a
comunicação sináptica. “Como resultado, há disfunção em neurotransmissores
como serotonina, dopamina e noradrenalina, substâncias diretamente relacionadas
ao controle do humor, motivação e sensação de prazer”, detalha.
Com o tempo, esse desequilíbrio pode favorecer o
desenvolvimento de transtornos depressivos e ansiosos, além de prejudicar
funções cognitivas, como memória e aprendizado. O sódio, por sua vez, pode
reduzir o fluxo sanguíneo cerebral, aumentar o estresse oxidativo e elevar os
níveis de cortisol e adrenalina, hormônios ligados à ansiedade e
irritabilidade.
Todas as gorduras fazem mal?
Mito.
“As gorduras desempenham papéis fundamentais no
organismo. Elas participam da produção hormonal, da absorção de vitaminas lipossolúveis,
da integridade das membranas celulares e até da função cerebral. No entanto, a
qualidade da gordura consumida é determinante para que seus efeitos sejam
benéficos ou prejudiciais à saúde”, explica.
As gorduras saturadas e trans são as mais prejudiciais,
enquanto as boas gorduras, como as mono e poli-insaturadas, são aliadas da
saúde. “As gorduras monoinsaturadas, encontradas no azeite de oliva, abacate,
castanhas e sementes, ajudam a reduzir o colesterol LDL, aumentar o HDL e
modular processos inflamatórios. Já as poli-insaturadas, especialmente os
ácidos graxos ômega-3, têm papel essencial na função cerebral e equilíbrio
emocional”, completa a nutricionista.
Quais sinais o corpo dá quando
a alimentação começa a impactar a saúde mental?
“O corpo e a mente estão intimamente conectados e,
quando a alimentação começa a impactar negativamente a saúde mental, diversos
sinais físicos, emocionais e cognitivos podem aparecer”, explica.
Entre os sinais mais comuns estão irritabilidade,
instabilidade de humor, falta de motivação, dificuldade de concentração e
alteração no sono. “O desequilíbrio de nutrientes como magnésio, zinco
e vitaminas do complexo B interfere na produção e funcionamento de
neurotransmissores, especialmente serotonina, dopamina e GABA, que são
essenciais para o controle do humor, da calma e da concentração”,
destaca.
Outros sintomas incluem fadiga mental, dores de
cabeça, problemas digestivos e queda de energia constante. “Esses
sinais estão ligados ao eixo intestino-cérebro, que regula a comunicação entre
o sistema digestivo e o sistema nervoso central. Uma alimentação pobre em
fibras e rica em ultraprocessados altera a microbiota intestinal e reduz a
produção de serotonina, favorecendo o surgimento de sintomas de ansiedade e
depressão”, completa.
Como a alimentação pode ajudar
a equilibrar o intestino e o cérebro?
“A alimentação exerce influência direta sobre a
microbiota intestinal, que participa ativamente da digestão, da absorção de
nutrientes, da modulação do sistema imunológico e da comunicação com o cérebro
por meio do chamado eixo intestino-cérebro”, explica.
Dietas equilibradas e ricas em frutas, vegetais,
sementes, grãos integrais, leguminosas e alimentos fermentados ajudam a manter
a microbiota diversificada e saudável. “As fibras prebióticas servem de alimento para as
bactérias benéficas, que produzem ácidos graxos de cadeia curta com ação
anti-inflamatória e neuroprotetora”, detalha.
Por outro lado, uma alimentação rica em
ultraprocessados, gorduras saturadas, açúcares simples e sódio desequilibra
essa microbiota. “A disbiose leva à produção excessiva de substâncias pró-inflamatórias e
aumento da permeabilidade intestinal, impactando diretamente o cérebro e o
equilíbrio emocional”, finaliza a nutricionista.
A Jasmine Alimentos acredita que a
nutrição é uma aliada do equilíbrio físico e mental. Por isso, oferece um
portfólio completo de produtos integrais, orgânicos e naturais, ideais para
quem busca uma alimentação mais consciente, equilibrada e saborosa.
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