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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Inteligência Artificial redefine práticas, mas instrumentos psicológicos seguem sendo o padrão-ouro da avaliação

 

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IA amplia o acesso a dados e análises, mas especialistas reforçam que apenas instrumentos cientificamente validados garantem precisão e ética na interpretação do comportamento humano


Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a integrar o dia a dia de diversos setores — inclusive o da saúde mental. Ferramentas capazes de cruzar grandes volumes de dados e identificar padrões comportamentais têm apoiado psicólogos, gestores e pesquisadores em suas análises. Mas, diante desse avanço, uma pergunta se impõe: até que ponto a tecnologia pode substituir o olhar humano? 

De acordo com pesquisa da American Psychological Association (APA), 71% dos psicólogos afirmam não ter utilizado ferramentas de IA no trabalho nos últimos 12 meses, enquanto apenas 11% as usam com frequência mensal. Os dados reforçam que, embora o interesse por soluções digitais cresça, a prática clínica e a avaliação psicológica continuam fundamentadas em instrumentos científicos e validados. 

A resposta, segundo especialistas da Vetor Editora, referência nacional em bem estar e avaliação psicológica, que há quase 60 anos atua no desenvolvimento de instrumentos cientificamente validados para profissionais da psicologia, passa por uma palavra-chave: complementaridade. “A tecnologia é uma aliada poderosa, mas não substitui a base ética e científica da avaliação psicológica. A IA pode ampliar o alcance e a eficiência das análises, mas o sentido e a interpretação continuam sendo responsabilidade do profissional”, destaca Ricardo Mattos, porta-voz da Vetor Editora. 

De acordo com dados do Conselho Federal de Psicologia (CFP), o Brasil conta com mais de 460 testes psicológicos aprovados para uso profissional, muitos deles em constante atualização para acompanhar mudanças culturais e sociais. Ao mesmo tempo, cresce o interesse em soluções digitais e plataformas de apoio à prática clínica, o que reforça a importância de integrar ciência e tecnologia com responsabilidade. 

A Vetor Editora, que faz parte do grupo internacional Giunti Psychometrics, tem investido em pesquisas e produtos que unem inovação e rigor metodológico. Entre as iniciativas estão plataformas de avaliação on-line que preservam a validade dos testes e facilitam o acompanhamento dos resultados, garantindo que a tecnologia potencialize — e não dilua — o papel da escuta e da interpretação humana e Nesplora, instrumento de Avaliação Neuropsicológica que utiliza tecnologia de realidade virtual. Para a empresa, o futuro da psicologia não está em escolher entre o humano e o tecnológico, mas em equilibrar ambos. “A inteligência artificial pode acelerar processos, mas não substitui a sensibilidade, a escuta e o julgamento clínico. A avaliação psicológica é, antes de tudo, um processo de compreensão — e compreender exige presença”, reforça Mattos.


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