O sucesso pode
acionar registros de dor antigos e levar a crises emocionais intensas, como
crises de ansiedade, depressão e comportamentos compulsivos
Nem todo colapso acontece no fracasso. Para parte
dos profissionais de alta performance, o sucesso pode se tornar um gatilho de
dores emocionais antigas, acionando crises de ansiedade, depressão ou
comportamentos compulsivos mesmo após conquistas expressivas. A avaliação é do
psicólogo Jair Soares, fundador do Instituto Brasileiro de Formação de
Terapeutas (IBFT) e criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG).
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o
Brasil ocupa o primeiro lugar global em prevalência de transtornos de
ansiedade, com 9,3% da população afetada — cerca de 19 milhões de pessoas.
Nesse grupo, executivos, atletas e empreendedores de elite aparecem entre os
mais vulneráveis. “O sucesso pode acionar registros emocionais de culpa,
exclusão ou medo do fracasso que estavam adormecidos. Não é raro pacientes que
chegam ao consultório dizendo: ‘Conquistei o que queria, mas me sinto vazio ou
em crise’”, afirma Soares.
De acordo com pesquisas do IBFT, as chamadas
memórias emocionais mal processadas permanecem ativas no sistema nervoso e
voltam à tona quando a pessoa atinge marcos importantes de sua trajetória. “A
mente interpreta o novo patamar como risco de perder, decepcionar ou repetir
dores antigas. Esse mecanismo é inconsciente, mas produz sintomas intensos no
presente”, explica o psicólogo.
Estudos internacionais reforçam a conexão entre
conquistas e crises emocionais. Pesquisa da Yale University publicada na Nature
Human Behaviour identificou que cérebros ansiosos apresentam hiperatividade
em áreas ligadas ao monitoramento de risco, mesmo em situações neutras. Isso
ajuda a explicar por que momentos de vitória podem ser vividos como ameaças,
não como alívio.
Terapia de Reprocessamento
Generativo
A TRG, metodologia desenvolvida por Soares, atua no reprocessamento dessas vivências. “Não se trata de ressignificar o passado, mas de reorganizar como o corpo e a mente respondem às lembranças. A conquista deixa de estar associada à dor e o desempenho passa a caminhar junto com bem-estar”, diz.
Casos acompanhados pelo IBFT mostram que
profissionais submetidos ao processo relatam melhora na qualidade do sono,
redução da ansiedade e maior clareza em decisões estratégicas. Para o
especialista, integrar sucesso e saúde emocional é um passo urgente. “A cultura
da alta performance ainda normaliza a exaustão, mas precisamos entender que a
vitória só é sustentável quando o corpo e a mente caminham juntos”, conclui
Soares.
Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT)
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Jair Soares dos Santos - psicólogo, terapeuta, hipnólogo, pesquisador e professor, além de ser o fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT). Criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), sua trajetória é marcada por desafios pessoais que o motivaram a buscar soluções eficazes para o sofrimento emocional. Após enfrentar episódios de depressão e insatisfação com abordagens terapêuticas tradicionais, Jair dedicou-se ao desenvolvimento de uma metodologia que pudesse proporcionar alívio real e duradouro aos pacientes. Sua formação inclui graduação em Psicologia pela Faculdade Integrada do Recife e especializações em áreas como hipnoterapia e análise comportamental. Atualmente é doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores (UFLO) na Argentina, onde desenvolve uma pesquisa com a TRG em pessoas com depressão e ansiedade, alcançando resultados promissores com a remissão dos sintomas nestes participantes. Há mais dois doutorados com a TRG a serem desenvolvidos neste momento.
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