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sábado, 22 de novembro de 2025

Escolas intensificam estratégias de recuperação e reforçam apoio emocional aos alunos no fim do ano letivo

Especialista aponta caminhos para organizar planos de estudo, revisar conteúdos e reduzir a ansiedade dos estudantes durante o período

 

Com a proximidade do encerramento do ano letivo, escolas de todo o país se mobilizam para estruturar ações eficazes de recuperação, garantindo que os alunos que apresentaram dificuldades ao longo de 2025 possam alcançar os objetivos de aprendizagem. Na edição de 2023 do Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), apenas 16,5% dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública alcançaram nível de aprendizagem considerado adequado em Matemática e 35,9% em Língua Portuguesa. 

De acordo com Ana Paula Maccafani, Diretora Pedagógica da Escola Mais, rede de ensino com 3 unidades em São Paulo que integra do Ensino Fundamental Anos Iniciais ao Ensino Médio e faz parte da Rhyzos Educação, o primeiro passo para uma recuperação bem-sucedida é o entendimento das lacunas de aprendizagem e a partir daí um planejamento claro e estruturado. 

"A análise dos resultados das avaliações feitas ao longo do ano ajuda estudantes e professores a direcionarem os estudos para as necessidades individuais dos estudantes, além de ser um momento de autoconhecimento, já que o aluno entende onde está errando e o que precisa ser reforçado", destaca a diretora pedagógica. 

Ana Paula explica que além do reforço dos conteúdos, manter a rotina e preservar o equilíbrio emocional dos alunos são fatores determinantes para o sucesso nessa etapa. Estratégias de acolhimento e acompanhamento individualizado são algumas práticas que ajudam o aluno a enfrentar este período, uma vez que ele precisa de clareza, acolhimento e orientação para entender que não está sozinho no processo. 

“Para apoiar os estudantes, muitas instituições, como a Escola Mais, têm adotado planos de estudo orientados, com atividades extras de revisão dos conteúdos essenciais e reforço com professores mentores, para que os alunos tenham tranquilidade para um bom encerramento do ano. Outro ponto muito importante é a participação da família, que exerce papel fundamental na criação de um ambiente adequado de estudos e no estímulo à organização do tempo, e fazemos questão de ter essa relação próxima”, destaca a especialista. 

Além dos aspectos pedagógicos, a educadora defende que o período de recuperação precisa ser encarado como parte natural do processo de aprendizagem, e não como um marcador de fracasso. Por isso muitas escolas têm investido em estratégias de recuperação contínua, com a realização de atividades ao longo do período e retornos qualificados, com isso o estudante desenvolve autoconfiança e consciência sobre seus próprios avanços. 

“Com planejamento adequado e acompanhamento contínuo, a recuperação passa a reforçar a trajetória escolar do aluno. Instituições que investem nesse processo de forma integrada observam maior consistência nos resultados e uma transição mais tranquila para o ano seguinte. O fortalecimento dessas práticas também contribui para criar uma cultura educacional mais acolhedora e orientada ao desenvolvimento integral dos estudantes”, conclui Ana Paula.


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