Especialista aponta caminhos para
organizar planos de estudo, revisar conteúdos e reduzir a ansiedade dos
estudantes durante o período
Com a proximidade do encerramento do ano letivo, escolas de todo o
país se mobilizam para estruturar ações eficazes de recuperação, garantindo que
os alunos que apresentaram dificuldades ao longo de 2025 possam alcançar os
objetivos de aprendizagem. Na edição de 2023 do Saeb (Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Básica), apenas 16,5% dos alunos do 9º ano do Ensino
Fundamental da rede pública alcançaram nível de aprendizagem considerado
adequado em Matemática e 35,9% em Língua Portuguesa.
De acordo com Ana Paula Maccafani, Diretora Pedagógica da Escola
Mais, rede de ensino com 3 unidades em São Paulo que integra do Ensino
Fundamental Anos Iniciais ao Ensino Médio e faz parte da Rhyzos Educação, o
primeiro passo para uma recuperação bem-sucedida é o entendimento das lacunas
de aprendizagem e a partir daí um planejamento claro e estruturado.
"A análise dos resultados das avaliações feitas ao longo do
ano ajuda estudantes e professores a direcionarem os estudos para as
necessidades individuais dos estudantes, além de ser um momento de
autoconhecimento, já que o aluno entende onde está errando e o que precisa ser
reforçado", destaca a diretora pedagógica.
Ana Paula explica que além do reforço dos conteúdos, manter a
rotina e preservar o equilíbrio emocional dos alunos são fatores determinantes
para o sucesso nessa etapa. Estratégias de acolhimento e acompanhamento
individualizado são algumas práticas que ajudam o aluno a enfrentar este
período, uma vez que ele precisa de clareza, acolhimento e orientação para
entender que não está sozinho no processo.
“Para apoiar os estudantes, muitas instituições, como a Escola
Mais, têm adotado planos de estudo orientados, com atividades extras de revisão
dos conteúdos essenciais e reforço com professores mentores, para que os alunos
tenham tranquilidade para um bom encerramento do ano. Outro ponto muito
importante é a participação da família, que exerce papel fundamental na criação
de um ambiente adequado de estudos e no estímulo à organização do tempo, e
fazemos questão de ter essa relação próxima”, destaca a especialista.
Além dos aspectos pedagógicos, a educadora defende que o período
de recuperação precisa ser encarado como parte natural do processo de
aprendizagem, e não como um marcador de fracasso. Por isso muitas escolas têm
investido em estratégias de recuperação contínua, com a realização de atividades
ao longo do período e retornos qualificados, com isso o estudante desenvolve
autoconfiança e consciência sobre seus próprios avanços.
“Com planejamento adequado e acompanhamento contínuo, a
recuperação passa a reforçar a trajetória escolar do aluno. Instituições que
investem nesse processo de forma integrada observam maior consistência nos
resultados e uma transição mais tranquila para o ano seguinte. O fortalecimento
dessas práticas também contribui para criar uma cultura educacional mais acolhedora
e orientada ao desenvolvimento integral dos estudantes”, conclui Ana Paula.
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