Especialistas explicam como o uso correto do ar-condicionado e a manutenção adequada dos filtros ajudam a reduzir os riscos à saúde
Durante a primavera, moradores de grandes cidades enfrentam uma combinação perigosa: clima seco, baixa umidade e aumento da poluição atmosférica. As condições típicas desta época do ano favorecem o acúmulo de material particulado (PM2.5 e PM10), fumaça de veículos e queimadas, afetando diretamente a saúde respiratória da população, especialmente em áreas urbanas.
Segundo a
otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias
respiratórias do Hospital Paulista, esses poluentes são um dos principais
vilões das doenças respiratórias não infecciosas. “A poluição atmosférica está
associada ao agravamento de quadros como asma, rinite e bronquite. Em dias
secos, as partículas ficam mais concentradas no ar e penetram mais facilmente
nas vias aéreas, provocando inflamação e piora dos sintomas em pessoas
vulneráveis”, explica a médica.
Ambientes internos também sofrem
Ao contrário do que muitos pensam, ambientes internos em casa ou no escritório também podem estar contaminados. Poeira, mofo, ácaros e até poluentes externos entram pelas janelas ou se acumulam em locais mal ventilados e com limpeza insuficiente.
É nesse cenário que o ar-condicionado pode funcionar como aliado no controle da qualidade do ar interno, desde que utilizado corretamente. Segundo Romenig Bastos, supervisor de Pesquisa & Desenvolvimento da Gree Electric Appliances – maior fabricante de ar-condicionado do mundo e presente em mais de 190 países -, o uso do aparelho com portas e janelas fechadas ajuda a reduzir a entrada de poluentes externos.
“O ar-condicionado limita a troca com o ar externo e, com a filtragem adequada, consegue reter partículas em suspensão, como poeira, fumaça e microrganismos”, explica o especialista.
Alguns modelos disponíveis no mercado contam com filtros de carvão ativado, camadas de alta densidade e tratamentos antibacterianos, que contribuem para melhorar a qualidade do ar circulante. No entanto, Bastos alerta que a eficácia desses recursos depende diretamente da limpeza e manutenção do equipamento.
“Um filtro sujo
compromete a filtragem e pode até se tornar fonte de contaminação. A
recomendação é fazer a limpeza a cada 15 ou 30 dias, conforme o uso, e realizar
revisões periódicas com assistência técnica autorizada. Um filtro sujo, ao
invés de proteger, pode ser fonte de contaminação”, afirma.
Poluição do ar é problema crônico no Brasil
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar é responsável por mais de 7 milhões de mortes no mundo a cada ano. No Brasil, cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre frequentemente registram índices acima do recomendado.
A exposição
prolongada a poluentes está associada a doenças respiratórias, cardiovasculares
e até câncer de pulmão. Por isso, manter o ar limpo dentro de casa é uma medida
essencial para proteger a saúde, especialmente de crianças, idosos e pessoas
com doenças crônicas.
Veja abaixo 5 dicas para melhorar a qualidade do ar dentro de casa:
1. Mantenha os
filtros do ar-condicionado limpos e faça manutenção regularmente;
2. Evite abrir
janelas em horários de pico de poluição (manhã e fim da tarde);
3. Aposte em
plantas que ajudam a filtrar o ar, como jiboia, espada-de-são-jorge e
lírio-da-paz;
4. Considere usar um purificador de ar com filtros de alta eficiência, especialmente em regiões muito poluídas.
“A qualidade do ar
que respiramos dentro de casa pode ser ainda mais importante do que a do lado
de fora. Um ambiente bem cuidado, limpo e com boa filtragem do ar reduz riscos
de crises respiratórias, especialmente em épocas de poluição elevada”, reforça
a otorrinolaringologista.
Gree Electric Appliances, Inc.
Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

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