Gastos totalizam R$146,7 milhões e
envolvem consultas, exames, internações de emergência, terapias complementares,
frequência e tempo de duração dos atendimentos
O tratamento de pacientes com enxaqueca custa 30% a mais para a saúde suplementar do que o de pessoas com o mesmo perfil sociodemográfico e clínico, mas que não apresentam sintomas da doença. No total, R$ 146.7 milhões são investidos pela rede privada para o cuidado com o primeiro grupo, enquanto o grupo sem a doença custa em média R$ 113.1 milhões. Estes são os dados da avaliação de 22685 indivíduos com migrânea quando comparados ao mesmo número de indivíduos sem migrânea de 2019-2024, conforme demonstrado pelo estudo intitulado “Evidência do Mundo Real sobre Enxaqueca no Brasil – Uma visão geral da jornada do paciente no sistema de saúde suplementar”, apresentado recentemente no ISPOR 2025.¹ Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)², a enxaqueca acomete mais de 32 milhões de indivíduos apenas no Brasil e é um dos motivos mais frequentes de consultas médicas³.
“O paciente com enxaqueca passa despercebido em sua navegação pela saúde suplementar e, por muitas vezes, o uso de recursos do sistema não é declarado. O estudo sugere que a patologia não reconhecida gera ônus, pois não tem uma linha de cuidado definida ou acesso a tratamentos preventivos. Os brasileiros com migrânea custam mais para os planos de saúde do que as outras pessoas e este é um dado importante, pois comprova a importância de terapias que controlem a doença, que é a segunda mais incapacitante do mundo segundo a OMS”, explica Alexandre Vieira, Diretor Médico da Prospera, consultoria responsável pela realização do estudo.
O objetivo do estudo Evidência do Mundo Real sobre Enxaqueca no Brasil – Uma visão geral da jornada do paciente no sistema de saúde suplementar, da Teva Brasil, é traçar a jornada e identificar o uso de recursos de saúde ao comparar indivíduos com e sem a doença, fornecendo dados que colaborem para o acesso, o tratamento assertivo e apoio as pessoas. O levantamento avaliou uma base anônima de mais 7 milhões de vidas, que representa 14% da população brasileira com acesso a convênio médico, entre 2019 e 2024, e identificou que cerca de 0,7% da população maior de 18 anos teve um diagnóstico atribuído a enxaqueca¹.
O estudo analisou a indicação de CID (Classificação Internacional de Doenças) para doença e comprovou que mais de 73% dos pacientes são mulheres e 26% são homens. A maioria tem entre 31 e 50 anos. A idade média das pessoas do sexo feminino com a doença é de 47 anos, e de 44 anos para o sexo masculino. Em média, entre 2019 e 2024, cada uma das pessoas com enxaqueca custou R$ 8 mil para os pagadores, enquanto os demais custaram cerca de R$ 6 mil¹.
“Ao entender os
caminhos percorridos pelos pacientes e traçar paralelos para identificar os
tipos de gastos que geram, damos um passo importante em direção a definição de
políticas públicas de saúde para enxaqueca, que garantam apoio aos pacientes,
acesso e a inclusão de novas terapias que melhoram a qualidade de vida”, afirma
Roberto Rocha, General Manager da Teva no Brasil.
Teva Pharmaceutical Industries Ltd.
www.tevapharm.com
Teva Brasil
www.tevabrasil.com.br
Referências
1 Penteado, CT et. al. “The Burden of Migraine in Brazil’s Private Healthcare System: Results From the Brazil Migraine Real-World Evidence (BREM) Study.” Presented at the International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR) Annual Meeting, 13–16 May, 2025; Montreal, Quebec, Canada. Poster EE15, 2025.
2 Vos T, Allen C, Arora M. Global, regional, and national incidence, prevalence, and years lived with disability for 310 diseases and injuries, 1990–2015: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2015. Lancet. 2016;388(10053):1545–1602. doi: 10.1016/S0140-6736(16)31678-6
3 Steiner TJ, Stovner LJ, Vos T, Jensen R, Katsarava Z. Migraine is first cause of disability in under 50s: will health politicians now take notice? J Headache Pain. 2018 Feb 21; 19(1):17.
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