Tecnologia vem
sendo adotada por clínicas como alternativa menos invasiva e com recuperação
mais rápida em diversos procedimentos
A laserterapia tem ampliado seu espaço na
odontologia brasileira com aplicações que vão da cirurgia gengival ao controle
de dor crônica. O uso de lasers de alta e baixa potência em consultórios passou
a integrar os protocolos clínicos em diferentes especialidades, como periodontia,
implantodontia e endodontia. A técnica tem como benefícios a redução da
inflamação, menos sangramento em procedimentos e aceleração da cicatrização.
Segundo José Todescan Júnior, especialista em
Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP e diretor clínico da
Todescan Júnior Odontologia, os lasers se tornaram ferramentas valiosas no dia
a dia do consultório. “Utilizamos como alternativa complementar em cirurgias de
tecidos moles, herpes, dores em articulação temporomandibular e no pós-operatório
de extrações e implantes”, explica.
Aplicações clínicas e
diferenciais
Na prática, os lasers de alta potência são usados
em procedimentos como frenectomias, gengivectomias e remoção de lesões
benignas. Eles permitem incisões mais controladas, com menor necessidade de
suturas. Já os de baixa potência são indicados para casos de aftas,
hipersensibilidade dentinária, edemas pós-exodontia e dores crônicas.
O uso em pacientes submetidos a tratamento
oncológico é um dos focos atuais de pesquisa. A laserterapia tem sido aplicada
para prevenir ou reduzir a mucosite oral, condição comum em quem faz
quimioterapia ou radioterapia. A intervenção, segundo Todescan, ajuda a manter
a integridade da mucosa bucal e melhora a qualidade de vida dos pacientes em
terapia intensiva.
Outro uso crescente é no alívio de dores
articulares, especialmente em casos de disfunções da articulação
temporomandibular (DTM). Nesses casos, o laser tem efeito analgésico e
anti-inflamatório, além de contribuir para o relaxamento da musculatura. O
procedimento é realizado de forma não invasiva.
Menos sangramento, menor risco
de infecção
Entre os diferenciais clínicos está o caráter
minimamente invasivo dos procedimentos, que apresentam menor sangramento e
promovem uma recuperação mais confortável para o paciente. A ação
antimicrobiana do laser também diminui o risco de infecção no local tratado,
ponto considerado relevante por especialistas.
Estudos publicados nos últimos anos têm validado o
uso da tecnologia. Uma revisão da Journal of Clinical Laser Medicine & Surgery
aponta benefícios no uso do laser terapêutico na regeneração de tecidos e no
controle de dor em odontologia, com destaque para casos pós-cirúrgicos e em
lesões bucais recorrentes.
“Não se trata de substituir procedimentos
tradicionais, mas de ter uma alternativa adicional para situações específicas
em que o laser traz vantagens objetivas”, explica Todescan. Ele cita como
exemplo procedimentos em áreas de difícil acesso, como o dorso da língua ou
próximo à garganta, onde a sutura seria inviável e a intervenção,
desconfortável. “Com o laser, conseguimos realizar essas abordagens de forma
rápida, precisa e sem trauma para o paciente”, completa. A adoção da
tecnologia, no entanto, ainda enfrenta limitações ligadas ao custo dos
equipamentos e à necessidade de capacitação profissional.
Expansão e formação
A técnica faz parte da rotina de clínicas voltadas
para procedimentos avançados e centros de ensino. Todescan considera a inclusão
do laser na formação dos dentistas um passo importante para a difusão do
método. “Quando o profissional entende a aplicação clínica e os parâmetros
corretos de uso, os resultados tendem a ser mais consistentes e previsíveis”,
conclui.
Apesar de não haver exigência legal para o uso do laser em consultório odontológico, conselhos profissionais têm incentivado a capacitação específica e a adoção de protocolos clínicos padronizados, especialmente nos casos terapêuticos.
José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry), da Associação Brasileira de Odontologia Estética e da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital), ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes. Para mais informações, acesse o Linkedin.
Clínica Todescan
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