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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Laserterapia avança na odontologia e melhora tratamento de lesões, dor e inflamações

Tecnologia vem sendo adotada por clínicas como alternativa menos invasiva e com recuperação mais rápida em diversos procedimentos 

 

A laserterapia tem ampliado seu espaço na odontologia brasileira com aplicações que vão da cirurgia gengival ao controle de dor crônica. O uso de lasers de alta e baixa potência em consultórios passou a integrar os protocolos clínicos em diferentes especialidades, como periodontia, implantodontia e endodontia. A técnica tem como benefícios a redução da inflamação, menos sangramento em procedimentos e aceleração da cicatrização.

Segundo José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP e diretor clínico da Todescan Júnior Odontologia, os lasers se tornaram ferramentas valiosas no dia a dia do consultório. “Utilizamos como alternativa complementar em cirurgias de tecidos moles, herpes, dores em articulação temporomandibular e no pós-operatório de extrações e implantes”, explica.


Aplicações clínicas e diferenciais

Na prática, os lasers de alta potência são usados em procedimentos como frenectomias, gengivectomias e remoção de lesões benignas. Eles permitem incisões mais controladas, com menor necessidade de suturas. Já os de baixa potência são indicados para casos de aftas, hipersensibilidade dentinária, edemas pós-exodontia e dores crônicas.

O uso em pacientes submetidos a tratamento oncológico é um dos focos atuais de pesquisa. A laserterapia tem sido aplicada para prevenir ou reduzir a mucosite oral, condição comum em quem faz quimioterapia ou radioterapia. A intervenção, segundo Todescan, ajuda a manter a integridade da mucosa bucal e melhora a qualidade de vida dos pacientes em terapia intensiva.

Outro uso crescente é no alívio de dores articulares, especialmente em casos de disfunções da articulação temporomandibular (DTM). Nesses casos, o laser tem efeito analgésico e anti-inflamatório, além de contribuir para o relaxamento da musculatura. O procedimento é realizado de forma não invasiva.


Menos sangramento, menor risco de infecção

Entre os diferenciais clínicos está o caráter minimamente invasivo dos procedimentos, que apresentam menor sangramento e promovem uma recuperação mais confortável para o paciente. A ação antimicrobiana do laser também diminui o risco de infecção no local tratado, ponto considerado relevante por especialistas.

Estudos publicados nos últimos anos têm validado o uso da tecnologia. Uma revisão da Journal of Clinical Laser Medicine & Surgery aponta benefícios no uso do laser terapêutico na regeneração de tecidos e no controle de dor em odontologia, com destaque para casos pós-cirúrgicos e em lesões bucais recorrentes.

“Não se trata de substituir procedimentos tradicionais, mas de ter uma alternativa adicional para situações específicas em que o laser traz vantagens objetivas”, explica Todescan. Ele cita como exemplo procedimentos em áreas de difícil acesso, como o dorso da língua ou próximo à garganta, onde a sutura seria inviável e a intervenção, desconfortável. “Com o laser, conseguimos realizar essas abordagens de forma rápida, precisa e sem trauma para o paciente”, completa. A adoção da tecnologia, no entanto, ainda enfrenta limitações ligadas ao custo dos equipamentos e à necessidade de capacitação profissional.


Expansão e formação

A técnica faz parte da rotina de clínicas voltadas para procedimentos avançados e centros de ensino. Todescan considera a inclusão do laser na formação dos dentistas um passo importante para a difusão do método. “Quando o profissional entende a aplicação clínica e os parâmetros corretos de uso, os resultados tendem a ser mais consistentes e previsíveis”, conclui.

Apesar de não haver exigência legal para o uso do laser em consultório odontológico, conselhos profissionais têm incentivado a capacitação específica e a adoção de protocolos clínicos padronizados, especialmente nos casos terapêuticos.





José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry), da Associação Brasileira de Odontologia Estética e da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital), ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes. Para mais informações, acesse o Linkedin.


Clínica Todescan
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