Não há como negar a potência econômica do agronegócio. Só no Brasil, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, essas exportações atingiram, em 2024, um montante de US$ 164,4 bilhões, sendo este o maior valor da série histórica, correspondendo a 4,9% do total do país. No entanto, mesmo em meio a um cenário altamente favorável, o setor enfrenta desafios que impactam diretamente na sua gestão e eficiência.
Entre os obstáculos enfrentados pelo segmento, se
destacam, principalmente, exercer uma gestão de custos e a assertividade na
elaboração de preços, considerando que se trata de um mercado dinâmico. Além
desses aspectos, o agro também lida com outros desafios, desde o controle da
cadeia produtiva, melhoramento no desempenho operacional, gestão de gastos, mão
de obra, recursos produtivos, transporte até, em alguns casos, a resistência
cultural.
Isso é, mesmo no atual contexto, algumas empresas
do segmento ainda possuem uma mentalidade restrita ao uso de ferramentas de
gestão para apoiar no enfrentamento desses desafios. Atrelados a ideia de que
conhecem o negócio e, até hoje, o que tem sido feito gerou “resultados”, acabam
deixando de lado a ideia de mudança, impactando diretamente no desempenho e
produtividade do setor.
O agronegócio é um mercado volátil e, diferente de
outros setores, é responsável por todas as etapas da cadeia produtiva. Na
prática, isso exige um controle ainda mais eficiente e rigoroso, bem como o
monitoramento de cada uma das etapas. Certamente, torna-se impossível executar
tais tarefas manuais de forma assertiva. Quanto a isso, a tecnologia se mostra
como uma grande aliada, mas é preciso utilizar a ferramenta correta, do
contrário, seu uso não terá eficácia. Neste contexto, o ERP se mostra como a
principal solução.
Um estudo realizado pela pesquisadora da
Universidade de Brasília (UnB), Maira de Souza Regis, revelou que mais de 70%
dos produtores rurais do Brasil já utilizam softwares e aplicativos. Esse
crescimento se dá, principalmente, pois, por meio deste recurso, é possível
centralizar informações pertinentes ao negócio, indo desde custos até gestão de
equipamentos e maquinários.
Ao ter os dados localizados no mesmo lugar, a
empresa consegue realizar uma gestão de forma assertiva, baseada em informações
confiáveis e apontadas em tempo real. Em se tratando do agronegócio, é
facilitado o ciclo completo das operações desde o insumo, pulverização,
controle dos custos de operação desde o talhão até o uso de combustível, entre
tantos outros aspectos.
Com a atribuição de um software de gestão, é
possível localizar e eliminar erros e gargalos que podem atrapalhar o
desempenho e competitividade. Por sua vez, é essencial que a ferramenta a ser
utilizada tenha ampla aderência às características do setor, bem como a
facilidade em se adaptar com as especificidades da empresa.
Obviamente, a automatização dos processos está
relacionada a mudança cultural da organização, a qual passará a executar uma
gestão guiada em dados e processos. Nessa jornada, contar com o apoio de uma
consultoria especializada não apenas na ferramenta, mas no setor, é um
diferencial, tendo em vista que o time de especialistas irá fazer um estudo
completo, mostrando qual o melhor caminho a ser seguido.
Ainda de acordo com o Ministério da Agricultura e
Pecuária, para 2025, há projeções de uma supersafra de grãos, com a expectativa
de superar os resultados de 2024. No entanto, para garantir um desempenho
promissor, é imprescindível que as empresas tradicionais comecem, desde já, a
implementar uma gestão centralizada, contribuindo para o desempenho do
agronegócio. Afinal, o que garante o futuro das próximas gerações do setor, é o
empenho de hoje.
Jaron Rosendo - executivo de negócios da SPS Group.
Nenhum comentário:
Postar um comentário