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segunda-feira, 2 de junho de 2025

Abordagem oferece reconstrução mamária com o próprio tecido da paciente, promovendo resultados mais naturais, recuperação confortável e maior bem-estar físico e emocional.

 

A reconstrução mamária após a mastectomia é um passo decisivo no processo de cura para inúmeras mulheres, já que mais do que restaurar a anatomia do corpo, ela ajuda a recuperar a autoestima, a imagem corporal e a sensação de integridade. Entre as opções disponíveis para a reconstrução mamária, a técnica de reconstrução com retalho DIEP (Deep Inferior Epigastric Perforator), que tem se destacado como uma das mais avançadas e completas do cenário atual. 

Diferente da reconstrução com implantes de silicone, por exemplo, o retalho DIEP utiliza o próprio tecido da paciente (pele e gordura do abdômen) para criar uma nova mama. Por conta de utilizar tecido do próprio corpo, o resultado é uma mama de aparência e toque mais natural, com contorno suave, ausência de corpo estranho e risco reduzido de complicações no longo prazo. Além disso, como não envolve o uso de próteses, elimina-se a possibilidade de rejeição, ruptura, contratura ou necessidade de futuras trocas cirúrgicas. 

A técnica é considerada menos invasiva em comparação com outros tipos de retalhos, como o TRAM, já que preserva completamente os músculos do abdômen, reduzindo drasticamente o risco de hérnias, dores crônicas e perda de força muscular na região abdominal, oferecendo uma recuperação mais tranquila e confortável. 

“A principal vantagem do retalho DIEP está na combinação de naturalidade estética, segurança e longevidade dos resultados. A paciente se beneficia de uma mama reconstruída com seu próprio tecido, sem a necessidade de implantes, o que diminui significativamente as chances de complicações futuras e melhora a qualidade de vida a longo prazo”, explica Dr. Washington Lima, diretor técnico do CRMA e especialista em microcirurgia reconstrutiva. 

O DIEP também proporciona um bônus estético: como o tecido é retirado da parte inferior do abdômen, o resultado lembra o de uma abdominoplastia, remodelando e afinando o contorno corporal. Outro diferencial cada vez mais valorizado pelas pacientes é a possibilidade de preservar ou até recuperar parte da sensibilidade da mama reconstruída, isso porque utilizando técnicas microcirúrgicas avançadas, é possível reconectar nervos sensoriais do abdômen aos nervos torácicos, aumentando as chances de uma resposta tátil após a cicatrização. 

“A sensibilidade na mama reconstruída traz um benefício psicológico enorme. Muitas pacientes relatam que se sentem 'inteiras' novamente, o que mostra que o DIEP não reconstrói apenas a mama, mas contribui profundamente na reconstrução da identidade feminina”, completa Dr. Washington.

 

Vantagens do retalho DIEP em comparação com implantes mamários:

·         Reconstrução 100% autóloga (com tecido da própria paciente);

·         Ausência de corpo estranho: sem risco de ruptura, rejeição ou contratura capsular;

·         Preservação da musculatura abdominal, com menor risco de hérnias e dor crônica;

·         Possibilidade de simetria mamária mais precisa e sensação tátil natural;

·         Melhora do contorno corporal com efeito semelhante a uma abdominoplastia;

·         Resultados permanentes, sem necessidade de trocas futuras. 

O DIEP é indicado para pacientes que tenham tecido abdominal suficiente, não tenham passado por abdominoplastias prévias e possuam bons vasos sanguíneos na região abdominal. Casos de reconstrução imediata (simultânea à mastectomia) e tardia (meses ou anos após a mastectomia) podem ser beneficiados por essa técnica. 

“É importante lembrar que cada caso deve ser avaliado individualmente. A escolha da técnica reconstrutiva deve levar em conta o histórico clínico da paciente, suas preferências e objetivos pessoais. A reconstrução ideal é aquela que respeita o corpo e a trajetória da mulher”, finaliza Dr. Washington Lima. 

O futuro da cirurgia reconstrutiva caminha para soluções cada vez mais personalizadas e biocompatíveis. O retalho DIEP representa esse novo padrão: reconstrói a mama, respeita o corpo da paciente e oferece resultados que vão além da estética. 





CRMA


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