Médica-veterinária dá
dicas para saber escolher a melhor opção de acordo com a espécie, fase de vida,
porte e necessidades específicas de cães e gatos
Ler o rótulo antes de comprar um alimento já
virou hábito para muita gente: calorias, ingredientes, valores nutricionais —
tudo é levado em conta na hora de escolher o que vai para o nosso prato. Mas e
na hora de alimentar o pet? Será que os tutores têm o mesmo cuidado? Saber
interpretar as informações da embalagem é fundamental para oferecer uma
alimentação de qualidade, segura e adequada às necessidades de cães e gatos.
Segundo Mayara Andrade, médica-veterinária
de Biofresh, marca Super Premium Natural da BRF Pet, o rótulo do alimento é, antes de tudo,
uma ferramenta de informação nutricional. "É uma forma de entender o que o
alimento oferece. Ele mostra informações obrigatórias e importantes para a
nutrição dos pets, como a composição básica dos ingredientes, níveis de
garantia e enriquecimento do produto, além da sua indicação, ou seja, para qual
espécie, fase da vida e porte aquele alimento foi formulado”, explica.
Para ajudar os tutores nessa tarefa, a profissional
indica quatro passos fundamentais que podem ser seguidos para
"descomplicar" a interpretação dos rótulos e focar a atenção ao que
realmente importa. "O essencial é que o tutor saiba o que olhar e
consulte o médico-veterinário que acompanha o pet ou o fabricante para tirar
dúvidas", explica.
Passo 1: analise da embalagem. O que ela
traz?
"Ao analisar a embalagem do
alimento, a gente encontra muito mais do que somente os dados do fabricante. Os
rótulos trazem informações importantes que irão auxiliar na melhor escolha para
o pet. É importante explorar integralmente esses dados", explica Mayara.
Na embalagem, segundo a profissional, o tutor
deve avaliar, principalmente, as seguintes informações:
- Classificação Mercadológica do alimento, ou
seja, o segmento do qual faz parte: ele pode ser Super Premium Natural, Super
Premium, High Premium (também conhecido como Premium Especial), Premium ou
Econômico (também conhecido como Standard).
- Níveis de garantia;
- Instruções de armazenamento;
- Recomendação de uso, como quantidade
recomendada e como oferecer;
- Tipo de alimento: qual a finalidade desse alimento:
alimentação completa ou snack?
Passo 2: verifique o tipo de alimento. Como escolher?
Segundo a médica-veterinária, cães e gatos precisam ingerir mais de 40 nutrientes essenciais todos os dias. Por isso, para que um alimento seja ideal, além dos nutrientes essenciais, ele também precisa fornecer a energia adequada à necessidade do pet:
"Esse tipo de alimento chamamos de completo. Então, é fundamental entender se o alimento é completo ou se é um complemento alimentar, como um petisco, que não deve substituir a refeição principal. Também é importante verificar para quem aquele produto foi feito: Filhotes, adultos ou idosos? Castrados? Peles sensíveis? Ou ainda se é uma alimentação para auxiliar no tratamento de alguma doença, (como alergias, obesidade ou outras doenças que precisem de uma nutrição específicas)?", orienta.
Os alimentos podem ainda ser classificados de
acordo com a sua função, ou seja, pelo tipo do alimento. Segundo o MAPA
(Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os alimentos podem ser
classificados em:
- Alimento completo: é aquele que tem todos os nutrientes que o
pet precisa no dia a dia. Ele pode também ter ingredientes chamados de
funcionais para promover benefícios além da nutrição básica, como por
exemplo redução do odor das fezes.
- Alimento coadjuvante: conhecido popularmente como terapêutico ou
medicamentoso. Entretanto, é uma combinação de nutrientes feita
especificamente para auxiliar no tratamento de algum distúrbio ou doença,
como doenças renais ou alergias. Apesar de auxiliar no tratamento, não há
a adição de nenhum princípio ativo nele.
- Alimento específico: é aquele usado como agrado, petisco ou
recompensa. Ele não substitui a alimento do dia a dia, mas pode ter
ingredientes que trazem algum benefício extra. Nesse caso, o indicado é
que até 10% das calorias do dia sejam destinadas para esse tipo de
alimento.
Passo 3: avalie os nutrientes. Como ler e
entender o rótulo de um alimento?
"O rótulo mostra os
ingredientes usados para fazer o alimento do pet, ou seja, sua composição. Mas
só olhar a tabela com os números não é o suficiente — é importante prestar
atenção na lista de ingredientes, porque é ela que revela de onde vêm os
nutrientes que o pet precisa para se manter saudável e bem nutrido",
orienta Mayara.
Segundo ela, essa avaliação técnica
dos nutrientes do rótulo deve sempre seguir a seguinte ordem. Além disso,
Mayara dá dicas sobre o que avaliar em cada um deles:
- Gordura, também chamada de Extrato Etéreo: ela fornece energia e é a maior
fonte de energia do alimento e desempenha papel importante para a saúde da
pele, pelagem e função celular. "Animais mais ativos ou em
crescimento precisam de mais gordura. Já os castrados,
em programas de perda de peso ou com problemas que necessitem de uma
restrição de gordura, devem receber alimentos com perfil nutricional com
menos gordura".
- Proteína, chamada de Proteína Bruta: a proteína tem uma grande importância
nutricional, já que é fundamental para diversas funções, como a
estruturação das células do organismo, entre elas os anticorpos e também a
formação dos pelos. "Mas a qualidade da proteína, sua digestibilidade
e se ela fornece todos os aminoácidos essenciais em quantidades adequadas são
mais importantes que sua quantidade e dependem diretamente da qualidade
dos ingredientes utilizados. Então a preocupação central não deve ser a
quantidade de proteína e sim de onde vem essa proteína".
- Matéria Fibrosa: ela contribui para o funcionamento
intestinal e saciedade. No caso dos gatos, também ajuda na eliminação de
bolas de pelo. "Dependendo da sua quantidade, vai exercer uma função
diferente. O ideal é que o alimento apresente um mix de tipos e
quantidades de fibra, para que se tenha o melhor de cada uma delas".
- Matéria Mineral: representa a quantidade de minerais que
encontramos no alimento. Vale lembrar que os minerais são importantes para
o correto funcionamento do organismo pois atuam como facilitares das
reações orgânicas vitais. "O teor de matéria mineral recomendado é em
torno de 8% para cães e gatos, incluindo filhotes".
- Cálcio e fósforo: "observar o Cálcio (Ca) e o Fósforo (P)
é fundamental, especialmente em filhotes e em animais idosos. Lembrando
que a relação cálcio e fósforo é importante e a recomendação muda de
acordo com a necessidade de cada fase de vida. Para gatos, o controle de
minerais adicionados na formulação é uma importante ferramenta para ajudar
com controle do pH urinário, sendo utilizado para contribuir com a saúde
do trato urinário de gatos saudáveis.".
- Umidade: é a quantidade de água que o alimento
contém. Os alimentos também podem ser classificados de acordo com seu teor
de umidade: seco, semi-úmidos e úmidos.
- Ingredientes funcionais: são ingredientes considerados não
essenciais, ou seja, sua presença na dieta do pet não é obrigatória,
porque o organismo consegue obtê-los através de outros nutrientes.
"Porém, quando estão presentes, eles contribuem para a saúde. Por
isso, os ingredientes funcionais são incluídos nas dietas de acordo com as
características de cada espécie, fase de vida, porte e necessidades
específicas".
- Energia metabolizável: esse não é um dado obrigatório no rótulo. É
a energia a ser aproveitada, descontada as perdas fisiológicas pelas
fezes, urina e gases. "Essa informação é importante para a escolha do
alimento mais adequado e para o cálculo da quantidade diária a ser
oferecida".
Passo 4: Como usar a tabela de quantidade diária?
Essa parte ajuda o tutor a oferecer a porção
correta de alimento para o pet, levando em conta o porte, idade, nível de
atividade e ambiente onde vive. "Mas vale lembrar que a tabela de
recomendação diária é um ponto de partida e ajustes para mais ou menos do
recomendado nas embalagens podem ser necessárias de acordo com as
características individuais do pet. O ideal sempre é calcular para manter o
peso ideal e a saúde do pet em dia", acrescenta Mayara.
O papel do médico-veterinário na escolha do alimento
Segundo Mayara Andrade, por mais que ler o rótulo
seja um ponto importante para qualquer tutor, nada substitui a consulta com um
médico-veterinário. “Só o veterinário pode avaliar as necessidades específicas
de cada pet e indicar o alimento e quantidade mais adequados”, finaliza Mayara.
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