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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Pilates ajuda a aliviar sintomas da TPM, aponta estudo

Cerca de metade das mulheres sofre na fase que antecede a menstruação


Os benefícios para a saúde musculoesquelética do Pilates são bem conhecidos. A novidade é que um estudo publicado no Complementary Therapies in Medicine, apontou que o método reduz, de forma significativa, os sintomas da síndrome pré-menstrual (SPM), mais conhecida pela sigla TPM (tensão pré-menstrual).
 
A pesquisa é pioneira na investigação dos efeitos do Pilates no combate às manifestações da SPM. Estudos anteriores já haviam identificado os efeitos positivos de diferentes práticas esportivas para aliviar os sintomas da SPM.

A maioria dessas pesquisas mostrou que as mulheres fisicamente ativas apresentavam menos manifestações da SPM do que as sedentárias.
 
Incapacitante

A prevalência da SPM é alta. Estima-se que quase metade das mulheres apresenta sintomas na fase que antecede a menstruação. Em geral, as manifestações começam 15 dias antes do período menstrual.

Muitas vezes, são sintomas que interferem no dia a dia da mulher e pioram a qualidade de vida. Nas formas mais graves, a SPM pode se tornar incapacitante. Os sintomas mais comuns da SPM são:
 

  • Irritabilidade
  • Ansiedade
  • Agitação
  • Insônia
  • Dificuldade de concentração
  • Cansaço
  • Retenção hídrica
  • Ganho de peso transitório
  • Mamas doloridas
  • Dores nas costas
  • Dor de cabeça

 
Pilates: mil e um benefícios

O Pilates foi criado por Joseph Pilates, em 1914. O objetivo era ajudar na recuperação de soldados feridos na Primeira Guerra Mundial.  O método ganhou o mundo e hoje é reconhecido por seus inúmeros benefícios físicos, mentais e emocionais.
 
Segundo Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em Pilates, os efeitos positivos do método são globais, com melhoras na saúde física, mental e emocional.
 
“Quando pensamos nos principais sintomas da SPM, faz muito sentido que o Pilates possa contribuir para amenizá-los. Ao longo dos anos, muitos estudos apontaram que o método ajuda a reduzir a ansiedade, a depressão e o estresse. Além disso, também melhora o sono e a concentração”.
 
“A mulher na SPM pode se sentir bastante tensa e/ou irritada. E uma das técnicas que mais ajudam nesses momentos de nervosismo é a respiração profunda, necessária para a realização dos movimentos no Pilates. Além de controlar a respiração, há necessidade de aprender a se concentrar para conseguir fazer os exercícios”, ressalta Walkíria.

"Voltar a atenção exclusivamente para si e para os movimentos que precisam ser realizados, ajuda a esvaziar a mente e a atingir um estado de equilíbrio e de bem-estar, pontos essenciais para amenizar os sintomas da SPM”, comenta Walkíria.  

Em segurança

Por fim, em tempos de pandemia, o Pilates Studio é uma forma segura de praticar uma atividade física, já que pode ser feito de forma individual ou em dupla.

 

Junho Vermelho: ABHH promove uma série de ações ao longo do mês

A Campanha visa conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue, que teve queda de 70% durante a pandemia


Em 2021, o “Junho Vermelho”, instituído em 2015 pelo Ministério da Saúde como o mês que celebra e exalta a causa da doação de sangue como um ato de solidariedade, ganha um caráter especial e emergencial. Isso porque a pandemia impôs, desde seu início, uma queda significativa (maior que 70%) no ritmo das doações espontâneas. Por isso e também por entender que a causa da doação de sangue é um ato único e essencial para salvar vidas, a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) lança este ano o programa “UM SÓ SANGUE”, que congrega uma série de ações e compartilhamento de informações para estimular o ato de doar sangue, não apenas em junho, mas o ano inteiro.

“Nós sempre precisamos de doação de sangue e isso se acentuou sensivelmente durante a pandemia. Doar sangue é um ato simples, rápido e de cidadania, que não traz risco algum para quem realiza a doação. É um ato humanitário muito importante, principalmente na situação atual”, afirma o hematologista, Dr. Dante Langhi Júnior, presidente da ABHH, sobre a motivação para a criação de uma ação permanente em prol da causa. “Historicamente, a ABHH já se mobiliza neste sentido, mas agora temos um Programa com um olhar voltado para o tema”, completa.

Para o lançamento especial do Programa neste junho, a ABHH conta com o apoio de uma série de parceiros: Metrô de São Paulo, MTM Tecnologia, São Paulo Futebol Clube, Facebook, além dos serviços de hemoterapia que farão coletas - Banco de Sangue Paulista, CTA/SP, Fundação Pró-Sangue, Hospital Israelita Albert Einstein e Banco de Sangue do Hospital Oswaldo Cruz, Hemocentro da UNIFESP e Colsan.

 

Confira as ações que acontecem ao longo do mês.


  • Lançamento de um vídeo manifesto com tom emocional para sensibilizar a população para a causa da doação de sangue. O material será amplamente divulgado nas mídias sociais, canais de parceiros e imprensa.

Para assistir ao vídeo, acesse: https://youtu.be/YDEuYwDbfRc

 

  • Lançamento do aplicativo Um Só Sangue, que possibilitará a quem deseja doar sangue agendar sua coleta antecipadamente, no local mais próximo. 
  • Mutirão de Coleta no Estádio do Morumbi: em parceria com o São Paulo Futebol Clube, o Programa Um Só Sangue promove coleta de sangue dias 25 e 26 de junho.
  • Ações nas Linhas Verde, Vermelho e Azul do Metrô de São Paulo: espalhadas por estações, o Programa em parceria com o Metrô/SP veiculam vídeos educativos na TV Minuto, disponibilizam um mural com asas de anjo para os doadores de sangue registrarem sua boa ação, além de realizar uma coleta de sangue coletiva junto a colaboradores.
  • Lives informativas: o Programa promoverá ao longo do mês pelo menos uma live sobre o tema doação de sangue e com orientações para doadores no canal da ABHH (@abhhoficial).

 

Sobre o Programa Um Só Sangue 

O Programa Um Só Sangue nasce do olhar da ABHH para a importância de enfatizar sua expertise para todos os atores envolvidos no processo de doação de sangue. Na ponta, com informação, conteúdo, parcerias com representantes da sociedade civil organizada, parlamentares, influenciadores e associados, o Programa objetiva estimular e estabelecer um calendário anual perene que torne a doação de sangue no Brasil um ato constante e sob o olhar de todos. A ABHH, através de parcerias estratégicas, propõe um calendário permanente de ações que corroborem com os objetivos do Programa. 

Site oficial: www.umsosangue.com.br

 

Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular – ABHH


Como evitar a obesidade infantil na pandemia?

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que uma a cada três crianças com idade entre cinco e nove anos está com excesso de peso


Diversos estudos estão sendo conduzidos em todo o mundo no sentido de entender e mapear as consequências do isolamento social para a saúde física e mental da população, entre elas a obesidade, cada vez mais prevalente em adultos, adolescentes e crianças.

“Há um estudo que usou até mesmo o termo Covibesity (em tradução livre, “Coviobesidade”), para se referir a essa condição”, comenta Dra. Camila Mascaretti Dias, pediatra e endocrinologista infantil da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, que alega que as crianças estão sendo fortemente afetadas na pandemia. 

Segundo os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos está acima do peso, tendência que pode aumentar como reflexo do período atual. 

A especialista ressalta que os principais fatores agravantes desse quadro, potencializados pelo longo período de isolamento social, foram incorporados ao dia a dia das famílias brasileiras, o que dificulta o resgate de uma rotina mais saudável, essencial para evitar a obesidade. 

“As crianças sofrem bastante, pois o convívio escolar foi interrompido, a interação com os amigos e demais familiares se restringiu à videochamadas, as brincadeiras se limitaram ao espaço interno de casa, o que acabou por gerar aumento do estresse, frustração, ansiedade e depressão nas crianças, muitas vezes levando-as a comerem mais. É uma bola de neve”, explica. 

Para a Dra. Camila, tudo isso associado ao comprometimento financeiro e emocional de muitas famílias, contribui para o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. 

“Esse tipo de alimento, que favorece o ganho de peso, prejudicando a qualidade da alimentação, passou a ser a opção mais barata e prática em muitos lares, atendendo às necessidades daquelas famílias que não conseguiram adaptar sua rotina para cozinhar em casa”, destaca.

 

Qual o risco da obesidade? 

A médica explica que o excesso de gordura corporal leva a uma inflamação crônica no corpo, gerando alterações metabólicas importantes que colocam o organismo em risco de desenvolver inúmeras doenças. “Resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão e altos níveis de citocinas pró-inflamatórias são fatores que comprometem o funcionamento dos órgãos e sistemas no indivíduo obeso”cita. 

“Além disso, o consumo de alimentos que são pobres em fibras, vitaminas e fitonutrientes, e ricos em sódio, gorduras saturadas e gorduras trans, também leva a alterações na microbiota intestinal, o que compromete a imunidade como um todo”, afirma. 

 

Como ajudar

 

Diante desse cenário, o mais importante é controlar o ambiente em que a criança está inserida. “Não é uma tarefa fácil, mas a mudança no quadro é fundamental para evitar problemas graves decorrentes do excesso de peso, algo com o qual as crianças podem ter que lidar pelo resto da vida”, alerta a médica. 

Uma medida simples é evitar a exposição de doces e alimentos ultraprocessados. “Em uma crise de ansiedade, é muito difícil comer 10 bananas ou 15 laranjas, por exemplo, mas um pacote de bolacha ou uma caixa de bombons inteira podem ser alvos fáceis”. 

Isso ocorre, segundo a especialista do São Camilo, porque os alimentos naturais e integrais contém muitas fibras e água, sendo praticamente impossível extrapolar um excesso grande de calorias, mesmo consumindo quantidades maiores desses alimentos. “E mesmo ultrapassando a quantidade, a saciedade vai ser muito mais duradoura, pois a digestão será mais lenta, o que levará a pessoa a comer menos nas horas subsequentes”, frisa. 

A principal recomendação aos pais, portanto, é focar nas refeições principais, enriquecendo-as com legumes, vegetais, grãos integrais e leguminosas. Para os lanchinhos, deve-se deixar à disposição frutas secas ou in natura, castanhas, pipoca e outros alimentos não processados ou pouco processados.

 

Combate ao sedentarismo

Não é segredo para ninguém que a atividade física é fundamental para benefício da saúde geral. No entanto, o isolamento social teve grande impacto no aumento do sedentarismo tanto na população adulta quanto nas crianças e adolescentes. 

A endocrinologista infantil ressalta que reduzir o tempo de exposição a telas e estimular pelo menos uma hora de atividade física diária entre os pequenos é uma questão essencial. 

Essa atividade pode vir por meio de brincadeiras de desafio ou dança, por exemplo. Os pais podem desafiar a criança a realizar um movimento com o corpo, imitar animais ou estimular jogos de mímica, enfim atividades divertidas que podem ser incorporadas em um momento do dia. 

Os pais devem estar atentos, ainda, a qualquer sinal de distúrbio relacionado à ansiedade ou depressão:

- Alterações no sono

- Choro fácil

- Alterações bruscas de humor

- Desânimo ou desinteresse por atividades que antes eram prazerosas

- Dificuldades escolares 

A recomendação da Dra. Camila, nesses casos, é buscar o atendimento do pediatra, que poderá orientar o acompanhamento psiquiátrico ou psicológico da criança, se necessário.

 



Hospital São Camilo

@hospitalsaocamilosp

Como ocorre o parto prematuro? Especialista César Patez explica

Obstetra e ginecologista César Patez comenta fatores que contribuem para o parto prematuro

 

 

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o 10º país com mais partos prematuros no mundo, com cerca de 340 mil nascimentos de bebês nascidos anualmente antes de 37 semanas de gestação. 

 

Um dos casos de parto prematuro que mais repercutiram nas últimas semanas foi o do primeiro filho do humorista Whindersson Nunes e de Maria Lina, João Miguel, que nasceu de 22 semanas. Por diversas complicações de saúde, o bebê morreu dois dias após seu nascimento. O obstetra e ginecologista César Patez comenta o panorama atual dos partos prematuros no país.

 

“Nos dias de hoje, se observa que o número de partos prematuros é maior por uma série de motivos. A gravidez na adolescência é um deles. O corpo de uma adolescente ainda não está bem formado e, às vezes, não consegue levar a gestação até o fim. A gravidez de gêmeos, por causa das fertilizações in vitro, é outra razão”, aponta. 

 

Mas ele ressalta que as chances de um bebê prematuro sobreviver também aumentaram bastante ao longo dos anos. “Graças à tecnologia e aos novos medicamentos, mais prematuros estão terminando seu desenvolvimento fora do útero com sucesso.”

 

O profissional conta que a ocorrência desse fenômeno pode estar associada a fatores genéticos.

 

“Estudos indicam que há seis genes ligados ao parto prematuro e os pesquisadores acreditam que essa descoberta pode servir como ponto de partida para tratamentos e indicações nutricionais que possam evitar esse parto”, afirma o especialista. Além da genética, alguns hábitos de saúde também contribuem para essa ocorrência.

 

“Entre os principais motivos estão fumo, consumo de álcool e drogas, assim como obesidade, baixo peso e estresse. Algumas complicações durante a gestação também podem ser um sinal de alerta, como infecções do trato urinário, sangramento vaginal, pressão alta e distúrbios de coagulação.”

 

Existem ainda alguns casos que tornam o parto prematuro mais provável, como anomalias congênitas do bebê, gestações muito próximas uma da outra e gravidez gemelar ou de múltiplos. Patez também ressalta a síndrome do ovário policístico como uma das predisposições possíveis.

 

“A síndrome aumenta consideravelmente o risco de complicações obstétricas, entre elas a pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e prematuridade. Pacientes portadoras de adenomiose e endometriose, que são doenças inflamatórias, podem influenciar negativamente a ocorrência de parto prematuro, pois favorecem a ruptura de membrana amniótica precocemente”, acrescenta o especialista.

 

Vale lembrar que o parto prematuro é considerado um risco para o bebê, já que a criança que nasce antes da hora pode apresentar baixo peso e maior risco de ter algumas doenças. 

 

”A imaturidade dos órgãos, como coração e pulmão, deixam o organismo do recém-nascido bem frágil, sendo necessário o uso de terapia intensiva. Para as mamães que são portadoras na gestação de pré-eclâmpsia ou outras doenças sistêmicas com desequilíbrio hemodinâmico, pode ser, preocupante também”, alerta.

 

Ele lista os cuidados que esses pequenos exigem no pós-parto. “O bebê só vai para casa depois que estiver igual ou próximo de um recém-nascido não prematuro, com o peso mínimo de 2kg. Mas em relação ao comportamento dos bebês, cada caso é um caso. Alguns choram mais e outros menos, mas não há relação com o fato de o bebê ter nascido de modo prematuro”, acrescenta o obstetra.

 

Fake News sobre cirurgias de hérnia de disco interferem no tratamento

9 a cada 10 pacientes com a condição dolorosa não precisam de cirurgia, alerta o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião da UNICAMP; procedimentos invasivos não devem ser a primeira opção


Muito se fala sobre a hérnia de disco, uma doença relativamente comum no país: segundo o IBGE, mais de 5,4 milhões de brasileiros são afetados. Apesar de ser conhecida, ela é também uma doença que gera muitas dúvidas, principalmente sobre as formas de tratamento. Será que os pacientes realmente precisam de intervenções invasivas?

Segundo o Dr. Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein, nem todo paciente com hérnia de disco precisa de uma cirurgia de coluna. "Este é um dos problemas mais comuns no consultório. O papel da cirurgia para quem tem hérnia de disco, na verdade, é muito pequeno. A maioria dos pacientes melhoram da dor apenas com medidas paliativas, como o uso de medicamentos", diz.

O especialista explica que cerca de 9 a cada 10 pacientes com dores causada por hérnias de disco não precisam de cirurgia. "O bom cirurgião sempre leva a intensidade da dor do paciente em conta, há quanto tempo ele está sofrendo com o problema e, também, como a dor interfere em suas atividades diárias", afirma o médico. "Se os sintomas forem leves e tiverem curta duração, o tratamento jamais será cirúrgico. "O organismo é sábio e capaz de corrigir alterações sozinho, ou com um pequeno auxílio. Em determinados casos, somente a fisioterapia ou uma infiltração são necessários", complementa o neurocirurgião.

Nos casos cirúrgicos, que são exceções, o Dr. Valadares reforça: se o paciente for bem tratado e bem indicado, provavelmente terá grandes chances de resolver seu problema definitivamente com a cirurgia. "Raramente a cirurgia será a primeira opção. Quando isso acontece, é extremamente raro e relacionado a alterações neurológicas graves. É possível que tentemos tratamentos mais simples antes. Entretanto, quando o problema persiste e a pessoa está, por exemplo, há meses ou até mesmo anos sofrendo com dor, o caso será reavaliado", retifica.

 



Dr. Marcelo Valadares - médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein. A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação, sendo que o neurocirurgião trabalha em São Paulo e em Campinas. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. o setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation - Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia. 
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Vacina e anafilaxia: conheça a segurança dos imunizantes para alérgicos

Semana Mundial da Alergia – de 13 a 19 de junho

 

A Dra. Nathalia Coelho Portilho Kelmann, especialista do Departamento Científico de Anafilaxia, da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), respondeu às principais dúvidas sobre a segurança das vacinas existentes hoje no Brasil.

Anafilaxia – Esteja Ciente, Esteja Preparado, Salve Vidas é o tema da Semana Mundial da Alergia, que acontece de 13 a 19 de junho, organizada pela WAO – Organização Mundial da Alergia e replicada pelas sociedades médicas associadas em todo o mundo. No Brasil, a ASBAI é a responsável pela campanha.

 

1- As vacinas que temos atualmente no Brasil são seguras?

Sim, são seguras. Em raros casos podem causar doença ou evento adverso pós-vacinação (EAPV). Um estudo de 2005 mostrou que dos eventos adversos com reação sistêmica apenas 13,4% correspondiam a reações de hipersensibilidade, ou alegria propriamente dita, sendo que o quadro mais temido, que é a reação anafilática, é estimada que ocorra 1 por 10.000 a 1 por 1.000.000 de doses das vacinas mais comumente aplicadas.


2 - Alguma vacina pode provocar anafilaxia?

Toda vacina tem potencial de causar uma reação de hipersensibilidade (alérgica), que pode ocorrer, principalmente, por seus componentes estabilizadores como gelatinas, meios de cultivo dos organismos como proteínas alimentares, antibióticos, preservativos, entre outros, e de maneira menos incomum pelo componente ativo da vacina. Porém, esse tipo de evento vacinal é raro, ficando em torno de 0,65 a 1,53 por milhão de doses aplicada.


3 - Quem é alérgico a ovo pode se vacinar?

Algumas vacinas são derivadas de material de ovo embrionado, sendo algumas delas cultivadas em fibroblasto de frango, como de sarampo ou SCR, e, portanto, com uma quantidade desprezível de proteína do ovo. Sendo assim, pode ser administrada com segurança para os pacientes alérgicos a ovo.

Já as vacinas de gripe, podem conter uma quantidade maior de ovo, devido a seu cultivo, em fluidos de ovos embrionado de galinha. Porém, hoje em dia, as comercialmente disponíveis costumam ter uma quantidade menor, e podem ser administradas aos pacientes alérgicos com segurança. Aqueles que apresentam quadros anafiláticos graves devem receber a vacina ficando 30 minutos em observação.

No caso da vacina de febre amarela, que contém uma quantidade maior de proteína do ovo, por ser cultivada diretamente em ovos embrionados da galinha, devem ser avaliadas individualmente pelo especialista, podendo ainda sim ser administrada após testes com a vacina negativo ou na forma de doses crescentes e supervisionaras fazendo o sistema imune tolerar, quando o benefício para o indivíduo superar os riscos da vacinação, levando em conta se ele morar ou circular com frequência em áreas endêmicas. Ainda assim, nesses casos, a vacinação deve ser sempre realizada por alergistas especialistas e em ambientes apropriados para tratar uma possível reação.


4 - E quem é alérgico ao leite, pode?

Para algumas vacinas que podem conter a proteína do leite de vaca como estabilizador, vai depender do perfil de sensibilização e do limiar de alergia à proteína do leite de vaca de cada alérgico. A vacina acelular de difteria, tétano e coqueluche pode usar quantidade mínima de caseína bovina.

Em 2014, algumas fabricações (da Índia) de vacina tríplice viral apresentaram traços de alfalactoalbumina (proteína do soro do leite). Ainda assim é importante sempre comunicar a possibilidade de reação ao local aplicador da vacina e se certificar da leitura da bula com todos os componentes da vacina. O movimento “Põe no Rótulo” tem lutado para que os rótulos de medicamentos apresentem de maneira clara os principais alérgenos para facilitar a identificação desses componentes. Nesse caso, a vacinação está indicada com fabricantes que não tenham o componente na sua preparação.


5 - A vacina da COVID pode causar anafilaxia?

Na maioria das vacinas contra a covid-19 não há a presença de componentes classicamente relacionados à reação vacinal, porém o polietilenoglicol (PEG) foi descrito como um agente raro de anafilaxia e por um componente amplamente utilizado em vários produtos da indústria de cosméticos, medicamentos e alimentícia, sendo apontado como o provável suspeito das vacinas que o contém (aqui no Brasil, ele está contido na vacina recém aprovada da Pfizer-Biontech).

Algumas vacinas utilizam o hidróxido de alumínio como adjuvante, como é o caso da Coronavac, amplamente utilizada na vacinação do País, porém é um componente mais raro ainda de reação anafilática.

Os casos de anafilaxia são raros. Um estudo americano mostrou, em dezembro de 2020, seis casos em mais de 500 mil doses aplicadas, sendo reconhecidos e tratados imediatamente. Portanto, até o momento, sem relato de mortes por quadro anafilático durante vacinação.


6- Existe alguma contraindicação para vacinas?

As contraindicações para receber a vacina são, principalmente, reação de hipersensibilidade já conhecida por algum componente da vacina. Ainda assim, em alguns casos no qual a reação é alimentar e não tem outra substituição sem o componente suspeito, é possível fazer temporariamente o sistema imunológico tolerar a vacina em doses crescentes e supervisionado por uma equipe especializada e treinada até chegar na dose total da vacina. Outras contraindicações gerais são: indivíduos imunossuprimidos receberem vacinas de bactérias ou vírus vivo atenuado. Algumas vacinas são contraindicadas para grávidas e indivíduos que recebem doses altas de corticoide. 


7 - A orientação é sempre se vacinar?

Sim, sempre que possível. O esforço é em prol da vacinação sempre levando em consideração a história prévia de cada indivíduo e o risco/ benefício de cada situação. Vacinas salvam vidas e quando grande parte da população está vacinada, ajuda, indiretamente, a proteger aqueles que não podem se vacinar, reduzindo a circulação de vírus e bactérias que podem ser contagiosos e letais.

 


ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

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Leucemia: Especialista esclarece principais dúvidas sobre tipo de câncer que afeta o sangue


Junho Laranja reforça conscientização sobre principal tipo de tumor hematológico, que a cada ano corresponde a 10 mil novos casos; Saiba mais sobre os sintomas, diagnóstico e tipos de tratamentos

No calendário da saúde, Junho recebe a cor laranja como símbolo para marcar um período importante na conscientização sobre uma doença hematológica que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), corresponde ao diagnóstico de mais de 10 mil brasileiros por ano: a leucemia. Esse tipo de câncer, que afeta o sangue, faz com que os glóbulos brancos (leucócitos) percam a função de defesa do organismo e passem a se reproduzir desordenadamente.

Diferentemente de outros tipos de tumores malignos, as leucemias podem afetar pessoas de diferentes faixas etárias, inclusive sendo comum entre crianças. Atualmente, a doença lidera a lista de cânceres pediátricos, sendo o diagnóstico mais comum em 28% dos casos registrados na infância.

"A chamada leucemia linfoide aguda (LLA) é o tipo mais comum em crianças e jovens. Já entre os adultos, especialmente acima dos 50 anos, temos mais convencionalmente a incidência de leucemia linfoide crônica (LLC), a leucemia mieloide crônica (LMC) e a leucemia mieloide aguda (LMA)", explica o onco-hematologista Jacques Tabacof, do Grupo Oncoclínicas.

Com causas inespecíficas, que não permitem uma orientação mais voltada a métodos possíveis de prevenção e com sintomas iniciais que em raras vezes podem ser indicativos mais claros que ajudem na detecção precoce, surgem diversas dúvidas sobre a doença. Diante das inúmeras questões que surgem sobre as leucemias, o Dr. Jacques Tabacof esclarece as principais informações sobre a condição:



Há alguma faixa etária em que a doença é mais comum?

A idade de acometimento varia de acordo com o subtipo de leucemia, que em linhas gerais, se divide em mielóide e linfóide, de acordo com a célula afetada. Em ambas as categorias, ela pode ser qualificada com sendo aguda ou crônica, considerando a velocidade de divisão dessas células e portanto, a agilidade com a qual a doença se desenvolve.

As Leucemias Agudas podem ocorrer em todas as faixas etárias sendo que a LLA (Leucemia Linfóide Aguda) tem maior incidência na infância e juventude. Estima-se que a condição corresponda a 33 de cada 100 diagnósticos em pacientes de 0 aos 18 anos, segundo dados do INCA. Já a LMA (Leucemia Mielóide Aguda) é o tipo mais comum de Leucemia em adultos,correspondendo a 80% dos casos neste grupo. A ocorrência de LMA aumenta com a faixa etária (incidência maior acima de 65 anos).


Existem formas de prevenção para a doença?

A maioria das pessoas que são diagnosticadas Leucemia Mielóide Aguda (LMA) ou a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) não têm fatores de risco conhecidos e por isso, não é possível determinar formas de prevenção.

Evitar produtos cancerígenos conhecidos, como o benzeno, podem diminuir o risco de desenvolver a LMA ou a LLA. No entanto, a exposição a produtos químicos ocupacionais ou ambientais representa apenas uma pequena fração dos casos de leucemia. Por isso a vigilância ativa a sinais de que algo não vai bem com a saúde é sempre o melhor conselho. Quando detectada precocemente, as chances de sucesso do tratamento são altas e garantem mais qualidade de vida aos pacientes.


Como é feito o diagnóstico? Existe alguma forma de rastreio preventivo contínuo para identificação da doença?

Como mencionado, a vigilância ativa da saúde no geral é muito importante para detectar sinais ou sintomas diferentes do comum.

A leucemia, no entanto, causa alteração nas células sanguíneas que podem ser observadas por meio do hemograma. O resultado do exame de sangue de uma pessoa com a doença apresentará diminuição dos glóbulos vermelhos e plaquetas, e aumento ou diminuição dos glóbulos brancos. Por isso, é importante que o exame de sangue seja realizado periodicamente como parte da rotina, já que dificilmente leucemias crônicas apresentam alterações evidentes à saúde.

Entretanto, como outras doenças não malignas também podem ter esse quadro, é necessário pedir exames complementares para fechar o diagnóstico, como a coleta de medula óssea para exames específicos (mielograma, biópsia, imunofenotipagem e cariótipo). Outros estudos complementares também podem ser sugeridos, de acordo com a subclassificação a ser estabelecida e análise de risco, para que seja assim definido o tratamento a ser adotado.


Houve algum avanço nas condutas de tratamento nessas duas décadas?

Alternativas de terapias cada vez mais personalizadas e individualizadas fazem com que o câncer se aproxime cada vez mais de se tornar uma doença considerada crônica, com benefícios efetivos à qualidade de vida do paciente. No caso dos tumores hematológicos, a terapia celular chamada de CAR-T Cell também vem conquistando grande espaço, um avanço que se mostra animador quando nos referimos a leucemias e linfomas, em especial.

Essa nova opção de tratamento usa células do próprio pacientes geneticamente modificadas em laboratório para combater o câncer. A estratégia consiste em habilitar células de defesa do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer o tumor e atacá-lo de forma contínua e específica.

O CAR-T cell é uma combinação de várias tecnologias, envolvendo a terapia gênica, imunoterapia e terapia celular. Nos Estados Unidos e na Europa já existem produtos comercialmente disponíveis para leucemia linfóide aguda e também para casos de linfoma não Hodgkin. O Brasil ainda estuda uma autorização que regulamenta o uso desse tipo de medicação.

Além dela, algumas alternativas que já faziam parte do nosso arsenal na luta contra as leucemias, caso da terapia-alvo molecular - medicamentos orais que atacam apenas as células doentes - e a Imunoterapia, que provoca uma reação do sistema imunológico para que ele reconheça as células doentes e as ataque, têm trazido resultados importantes para alguns tipos de leucemia.


E que tipos de alternativas terapêuticas são indicadas no combate à doença?

Para cada tipo de leucemia existem abordagens específicas, mas, em linhas gerais, a quimioterapia, os transplantes de medula óssea e as terapias-alvo são as alternativas de tratamento mais adotadas. Transfusões de sangue também podem ser recomendadas e a radioterapia é usada mais raramente nas leucemias, mas pode ser indicada antes de transplantes. Além delas, a terapia com células geneticamente modificadas, imunoterapia e anticorpos bi-específicos compõem o arsenal de opções.

O transplante de medula óssea, por sua vez, pode ser indicado para alguns casos de leucemias agudas, após a quimioterapia. O paciente pode receber células-tronco formadoras do sangue de um doador compatível e em alguns casos, há como usar células retiradas do cordão umbilical de um doador compatível. É possível ainda, em determinadas situações, realizar um transplante autólogo, em que são usadas células-tronco do próprio paciente como alternativa de conduta terapêutica.


Em quais casos a doação de medula se torna a única alternativa para uma possível cura da leucemia?

A indicação de transplante irá depender do tipo de leucemia e da resposta inicial do paciente a outros tratamentos, como quimioterapia, transfusões de sangue como complemento e a terapia-alvo, que utiliza medicamentos específicos para as células doentes. Porém, pacientes que não respondem satisfatoriamente a esse esquema terapêutico podem beneficiar-se com o recurso do transplante de medula óssea. Mas vale lembrar: cada caso deve ser avaliado de forma individualizada e a decisão sobre a melhor conduta a ser adotada cabe à equipe médica e multidisciplinar responsável pela linha de cuidado do paciente.

As manchas roxas são efetivamente aspectos comuns em casos de leucemia? E quais outros sinais podem servir de alerta para a busca de aconselhamento médico especializado?

As manchas roxas pelo corpo estão entre os principais sintomas da leucemia e devem ser investigadas quando surgem sem motivo aparente. Elas são provocadas pela queda na produção das plaquetas, que são responsáveis pelo processo inicial da coagulação do sangue.

As leucemias agudas, no entanto, possuem outros sinais que também precisam de atenção, como palidez, cansaço e sonolência, pequenos pontos vermelhos na pele e sangramentos mais intensos e prolongados após ferimentos leves.

Febre e infecções constantes resultantes da baixa imunidade também são sintomas que devem ser levados em consideração, além de dores ósseas e perda de peso.


Irmãos filhos de um mesmo casal são efetivamente os que possuem as maiores probabilidades de se tornarem doadores?

Quando o doador é uma pessoa da própria família, em geral um irmão ou um dos pais, há cerca de 25% de chances de encontrar um doador compatível. Havendo um irmão totalmente compatível (100%) este será a primeira escolha para ser um doador. Caso contrário, começam as buscas alternativas para a realização do transplante.


E quando irmãos e familiares próximos não são compatíveis, qual é o processo para encontrar um doador de medula?

De acordo com o INCA, as informações dos pacientes que necessitam de transplante sem um irmão compatível são incluídas no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME). Já os doadores, são cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Ambos os registros têm seus dados cruzados em uma busca automática para verificação da compatibilidade entre pacientes e doadores.

O médico deve cadastrar o paciente no REREME para assim, iniciar a busca por um doador. A partir disso, o próprio sistema refaz a busca diariamente. Um resultado preliminar aponta uma lista de possíveis doadores compatíveis. O médico, junto com a equipe especializada do REDOME, analisa qual dos doadores tem chance de ser mais o compatível com o paciente. Na sequência, são feitos contatos com os voluntários e solicitados os exames complementares.



Como fazer para ser um doador de medula óssea?

Os Hemocentros Regionais (Bancos de Sangue Públicos) são encarregados de cadastrarem os interessados em serem doadores. Os dados são agrupados em um registro único e nacional (REDOME). É possível ser voluntário para a doação de sangue, doação de medula ou de ambos, basta que este desejo seja explicitado no momento do cadastro.

Para aumentar as chances de localização de um doador compatível para um paciente que necessita do transplante é imprescindível manter o cadastro no REDOME atualizado, com endereço, telefone e outras informações. O doador deve lembrar que irá permanecer no registro até completar 60 anos de idade e que a convocação para realizar a doação pode demorar alguns anos.

Para se candidatar é preciso realizar um cadastro como doador voluntário de medula óssea em um dos 106 hemocentros localizados em todos os estados do país. Esses são alguns requisitos:

● Ter entre 18 e 55 anos de idade;
● Estar em bom estado geral de saúde;
● Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.


Houve uma queda importante nos registros de doadores de medula óssea no Brasil. O que a população em geral deve saber para que a prática se torne mais comum no país?

Após preencher uma ficha com informações pessoais, são retirados apenas 10 ml do sangue do candidato a doador a fim de fazer o exame de HLA (histocompatibilidade), que cruza com os dados de pacientes à espera do transplante.

A doação de medula óssea só acontece efetivamente quando é localizado um paciente que apresente compatibilidade - e isso pode demorar meses e até anos para acontecer devido à dificuldade em encontrar perfis que se encaixem devidamente. Quando esse cruzamento de dados é positivo, o doador precisa passar por um procedimento de baixo risco.

Dependendo de alguns fatores, essa doação pode ser realizada pelo sangue periférico através de um processo chamado de citaférese ou pela coleta da medula óssea nas cristas dos ossos ilíacos, sob anestesia geral. É um processo feito em centro cirúrgico que requer internação de 24 horas.

Por fim, é importante que os candidatos sempre mantenham seus dados atualizados, como telefone, e-mail e endereço, para quando houver compatibilidade, eles poderem ser contatados.

 

ANVISA aprova tratamento inovador para mutação de câncer de pulmão

  • Tabrecta (dicloridrato de capmatinibe monoidratado) é a primeira terapia alvo aprovada pela Anvisa para câncer de pulmão metastático de células não pequenas com a mutação MET.
  • Pesquisa demonstra uma resposta de 68% e 41% ao uso de Tabrecta como primeira e segunda linha de tratamento, respectivamente.   

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou Tabrecta®1 (dicloridrato de capmatinibe monoidratado), da farmacêutica Novartis, para o tratamento de adultos com câncer de pulmão metastático de células não pequenas que apresentam uma mutação no gene MET. A medicação é indicada para primeira ou segunda linha de tratamento, independente da terapia anterior, e atende a necessidade de pacientes que frequentemente carecem de inovações para esse tipo de câncer.

"O câncer de pulmão de não pequenas células é uma doença complexa, com muitas mutações possíveis, o que pode dificultar o diagnóstico e o tratamento desta doença", relata Dr. André Abrahão, Diretor Médico da Novartis Oncologia. “Com a aprovação da Anvisa, podemos cuidar desta forma desafiadora de câncer com uma terapia direcionada, oferecendo esperança para pacientes que apresentam esse diagnóstico”, completa.

O medicamento, aprovado anteriormente pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora do departamento de saúde dos Estados Unidos, foi reconhecido pelo órgão como uma terapia inovadora, uma vez que tem como alvo uma doença grave ou com risco de vida e demonstra uma melhoria substancial em relação às terapias existentes2.

A aprovação do Tabrecta® é baseada nos resultados do estudo central GEOMETRY mono-1 Fase II em pacientes com mutação MET. A pesquisa global obteve resposta de 68% entre pacientes sem tratamento e 41% entre os previamente tratados, respectivamente, com base na avaliação de um comitê de revisão independente3. O estudo também demonstrou uma duração mediana de resposta de 12,6 meses em pacientes sem tratamento e 9,7 meses em pacientes previamente tratados3. Com relação ao perfil de segurança, foi observada uma incidência de menos de 20%3, sendo os sintomas mais prevalentes náuseas, fadiga, vômitos, dispneia e diminuição do apetite.  

“É como se cada mutação do câncer de pulmão correspondesse a uma doença diferente. Então, desenvolver uma medicina de precisão é cada vez mais necessário para identificar o tratamento adequado de acordo com o perfil de cada paciente”, comenta o diretor médico. “A Novartis tem como propósito oferecer mais opções inovadoras no tratamento do câncer e Tabrecta é uma importante terapia dentro do arsenal terapêutico de câncer de pulmão. Atualmente, já contamos com a combinação de Tafinlar + Mekinist para câncer de pulmão de não pequenas células com mutação BRAF, e caminhamos para ter um portfólio que atenda a cada vez mais mutações”, completa.

No Brasil, o câncer de pulmão é um dos mais incidentes4 e só em 2020 foram diagnosticados mais de 30 mil casos5.  A cada dois milhões de diagnósticos anuais, 85%6 são de câncer de pulmão de não pequenas células em todo o mundo e cerca de 70%7 dos pacientes têm uma mutação no gene MET, que ocorre em aproximadamente 3% a 4% dos casos de câncer de pulmão de não pequenas células metastático recém-diagnosticados8,9,10.

 



Novartis

http://www.novartis.com.br

 


REFERÊNCIAS

  1. Diário Oficial da União (DOU) - Resolução-RE 2.215 de 02/06/2021, publicada no dia 07/06/2021
  2. Novartis announces FDA approval of MET inhibitor Tabrecta for metastatic non small lung cancer with METex14. Link de acesso: https://www.novartis.com/news/media-releases/novartis-announces-fda-approval-met-inhibitor-tabrecta-metastatic-non-small-cell-lung-cancer-metex14
  3. Tabrecta™ (capmatinib) Prescribing Information. East Hanover, New Jersey, USA: Novartis Pharmaceuticals Corporation; May 2020.
  4. Instituto Nacional do Câncer. Tipos de câncer – Câncer de pulmão. Link de acesso: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pulmao#:~:text=C%C3%A2ncer%20de%20pulm%C3%A3o,-vers%C3%A3o%20para%20Profissionais&text=O%20c%C3%A2ncer%20de%20pulm%C3%A3o%20%C3%A9,de%20c%C3%A2ncer%20s%C3%A3o%20de%20pulm%C3%A3o.
  5. Instituto Nacional do Câncer. Números do Câncer. Link de acesso: https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer.
  6. World Health Organization. Cancer Fact Sheet, 2018. Link de acesso: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cancer
  7. Hirsch FR, Suda K, Wiens J, et al. New and emerging targeted treatments in advanced non-small-cell lung cancer. Lancet. 2016;388:1012-1024.
  8. Sadiq AA, Salgia R. MET as a possible target for non-small-cell lung cancer. Journal of Clinical Oncology. 2013;31:1089-1096.
  9. Salgia R. MET in Lung Cancer: Biomarker Selection Based on Scientific Rationale. Molecular Cancer Therapeutics. 2017;16(4):555-565.
  10. Data on file. Novartis Calculation. Kantar Health. CancerMPact: lung (non-small cell) stage IV incidence and newly recurrent. Updated December 15, 2018. my.khapps.com.

 

Mitos e verdades sobre a relação entre Hipertensão e Covid-19

Desde o início da pandemia da Covid-19, pessoas com doenças crônicas estão em maior risco de contraírem o vírus e sofrem mais complicações dessas infecções. Os hipertensos estão entre os grupos que mais necessitam de observação atenta no quadro evolutivo da doença e tratamento criterioso e individualizado. Entretanto, desde o início da pandemia, muitos estudos indicaram adequações aos procedimentos inicialmente sugeridos.

 

O cardiologista Marcelo Sampaio, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, esclarece alguns dos mitos e verdades mais disseminados sobre a relação entre a hipertensão e a Covid-19.

 

1 - Pacientes hipertensos devem descontinuar o uso de medicamentos de controle da pressão para evitar agravamento da Covid-19

Mito

De acordo com o doutor Marcelo Sampaio, cardiologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, no início da pandemia do coronavírus, muito se especulou sobre a probabilidade de que os medicamentos inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA) e os bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) aumentassem a probabilidade de agravamento da Covid-19. “Estudos foram evoluindo e chegou-se à conclusão que os danos cardiovasculares da retirada desses medicamentos representariam tanto risco à vida quanto os casos de agravamento da Covid-19. Assim, o hipertenso jamais deve descontinuar o uso dessas medicações”.

 

2 - A hipertensão aumenta a suscetibilidade à Covid-19

Verdade

O paciente hipertenso tem sim maior predisposição a uma evolução agravada da Covid-19, em função da imunidade debilitada pelos fatores circulatórios, por exemplo no caso da disfunção endotelial, cardiopatia em que os grandes vasos sanguíneos na superfície do coração se contraem em vez de se dilatarem.

Casos graves da Covid-19 são frequentemente caracterizados por hiperinflamação, desequilíbrio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que controla a pressão arterial, e uma forma particular de vasculopatia, microangiopatia trombótica e coagulopatia intravascular.

“Com a hiperinflamação progressiva, uma microangiopatia sistêmica pode levar à síndrome da disfunção de múltiplos órgãos, em especial o coração, os rins e o cérebro”, explica Sampaio.

 

 

3 - A hipertensão tem aumentado com a pandemia

Mito

A hipertensão é uma doença genética, hereditária. Ela não é gerada pela inflamação provocada pela Covid-19. “O que pode ocorrer é que a pressão arterial do paciente hipertenso sofra elevações transitórias da pressão arterial em função do isolamento, estresse e outros fatores. Isso pode fazer com que ele precise ajustar a medicação algumas vezes”.

 

4 - A queda da pressão em um hipertenso diagnosticado com Covid-19 é alarmante

Verdade

O paciente hipertenso, diagnosticado com Covid-19 deve ser observado com muita atenção, pelos motivos já mencionados. A análise criteriosa do acompanhamento desses casos é muito importante, já que que a pressão baixa é um indicativo de evolução ruim.

 

5 - A pressão alta pode ser controlada apenas com a redução do consumo de sal

Mito

Nem todo hipertenso é sal sensível. Assim, a restrição ao consumo de sal pode não ser suficiente para o controle da pressão arterial.

Fala-se muito em reduzir a quantidade de sal na alimentação para a prevenção de episódios gerados por hipertensão, porque no Brasil se consome o dobro da quantidade de sal recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas este recurso não funciona com indivíduos que não têm a sensibilidade ao sal e vão, necessariamente, precisar de medicação para o controle.

 

É importante que pacientes crônicos mantenham a rotina de acompanhamento médico, mesmo durante a pandemia. Consultas e exames podem ser realizados na BP Medicina Diagnóstica, com segurança.

 

 

BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo


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