No verão, as praias se tornam destinos preferidos para aproveitar o calor e relaxar, mas a escolha dos alimentos consumidos nesses locais exige atenção redobrada. A coordenadora de nutrição e dietética, Cintya Bassi e a infectologista Dra. Michelle Zicker, ambas do São Cristóvão Saúde, alertam sobre os principais cuidados e como prevenir riscos à saúde.
Cuidados ao Consumir Alimentos
na Praia
De acordo com Cintya Bassi, é fundamental observar
aspectos como a higiene do ambiente e dos manipuladores de alimentos. "Se
a barraca ou o vendedor apresentar condições de higiene duvidosas, é melhor
evitar", alerta. Além disso, prestar atenção à aparência, cheiro e textura
dos alimentos é essencial. Mesmo que pareçam frescos, estes podem abrigar
bactérias sem sinais visíveis de deterioração.
Itens perecíveis, como frutos do mar, carnes
mal-passadas, embutidos, ovos crus e sucos não pasteurizados, apresentam maior
probabilidade de contaminação. Dra. Michelle Zicker complementa que esses
alimentos têm alto teor de água e uma curta duração sob baixa refrigeração,
fatores que agravam os riscos em temperaturas elevadas.
"A contaminação por bactérias como Salmonella
e E. coli ou vírus como o norovírus pode causar intoxicações alimentares, que
frequentemente se manifestam como diarreia, náuseas e vômitos. Em casos graves,
a desidratação exige atendimento médico imediato", explica a
infectologista.
Sinais de Alerta
A aparência do alimento é o primeiro indicativo de
problemas. Cor alterada, pontos de bolor, textura pegajosa e odores ácidos são
sinais claros de que o item não está em boas condições para consumo. No
entanto, mesmo alimentos aparentemente normais podem estar contaminados, por
isso a atenção deve ser redobrada.
Para quem busca segurança alimentar na praia,
Cintya recomenda opções como milho cozido, queijo coalho e açaí. Se possível,
preparar lanches em casa e armazená-los adequadamente é ainda mais indicado.
Frutas ricas em água, como melancia e melão, oleaginosas e água de coco são
escolhas saudáveis que ajudam a manter a hidratação.
Famílias com crianças, idosos ou pessoas com
restrições alimentares devem levar alimentos de casa, minimizando os riscos.
"Um lanche preparado previamente é a forma mais segura de garantir que as
necessidades alimentares sejam atendidas sem expor a saúde", sugere
Cintya.
Dra. Michelle reforça a importância de higienizar
as mãos antes de qualquer refeição e consumir apenas água potável ou
engarrafada, com lacre intacto. Evitar alimentos crus ou mal-cozidos e
verificar a procedência dos produtos também são atitudes indispensáveis.
“Sintomas como febre, vômitos persistentes, dores
abdominais e diarreia podem indicar intoxicação alimentar. Se houver sinais de
desidratação, como boca seca e ausência de urina por longos períodos, é
necessário buscar atendimento médico imediato”, destaca a infectologista.
“Aproveitando o verão, a diversão não precisa ser
interrompida por problemas alimentares. Escolher alimentos com critérios e
adotar hábitos de higiene podem fazer toda a diferença para um dia tranquilo e
seguro na praia”, finaliza Cintya Bassi.

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