No Dia Nacional da Umbanda, a espiritualista Kelida explica como identificar a energia que rege sua coroa e influencia suas atitudes
No dia 15 de novembro é celebrado o Dia Nacional da
Umbanda, uma religião nascida no Brasil e que une fé, ancestralidade e amor.
Dentro desse universo, uma das curiosidades mais comuns é: como saber qual é o
meu orixá guia?
De acordo com a espiritualista Kelida, cada pessoa carrega uma combinação única de forças espirituais e o orixá guia é justamente a energia principal que rege a sua coroa, ou seja, a cabeça e o caminho da sua vida.
“Nela, temos o orixá de frente, que mostra sua
essência e personalidade, e o orixá de juntó, que equilibra e dá suporte às
suas decisões. É uma dupla de luz, que trabalha junto com você”, aponta.
Como descobrir quem te guia
Segundo a espiritualista, a forma mais segura e respeitosa de descobrir seu orixá é por meio de uma consulta espiritual com os búzios ou com um pai ou mãe de santo.
“Não é algo que a gente adivinha. É um processo
espiritual, que envolve respeito, preparo e conexão. O orixá se apresenta no
momento certo, quando a pessoa está pronta para compreender e cuidar dessa
energia”, diz.
Mas
dá pra sentir a energia no dia a dia?
Kelida explica ainda que, mesmo sem uma revelação formal, é
possível perceber pistas do seu orixá guia através de traços da pessoa e das
situações que mais se repetem na vida. Abaixo, ela cita alguns exemplos:
- Oxum: pessoas doces,
empáticas e ligadas à beleza e à emoção. Gostam de harmonia e cuidam dos
outros com delicadeza.
- Iansã: quem vive em
movimento, é intenso e gosta de desafios. Não suporta estagnação e costuma
inspirar mudanças ao redor.
- Ogum: pessoas fortes,
determinadas e protetoras. Têm espírito de liderança e coragem para
enfrentar qualquer batalha.
- Oxóssi: curiosos, livres
e observadores. Gostam de aprender, se conectar com a natureza e seguir o
próprio caminho.
- Xangô: equilibrados,
com senso de justiça e responsabilidade. São mediadores natos e gostam de
ver tudo no lugar certo.
- Iemanjá: acolhedores e
intuitivos. Têm um coração maternal, buscam estabilidade e protegem quem
amam.
“Essas afinidades não definem o orixá, mas ajudam a perceber sua energia predominante. Às vezes, você sente um chamado, um carinho especial por uma força e isso já é um sinal de conexão”, alerta a consultora espiritual.
Além disso, Kelida explica que um dos equívocos mais
comuns é acreditar que mulheres só podem ter orixás femininos ou que homens só
podem ser regidos por orixás masculinos.
“A energia espiritual não tem gênero. Uma mulher pode ser, sim, filha de Ogum, assim como um homem pode ser de Oxum ou Iemanjá. O importante é entender a vibração que te guia”, finaliza.
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