Avanço do empreendedorismo feminino amplia geração de oportunidades, inovação e dinamismo no mercado de trabalho, aponta especialista da Catho
No Brasil, o
empreendedorismo feminino mantém trajetória de crescimento e contribui
diretamente para a dinâmica do mercado de trabalho. Segundo relatório do
Sebrae, as mulheres representaram 34% dos empreendedores do país em 2024, com
destaque para participação em setores como tecnologia, serviços e comércio
digital, e 46,8% na categoria de “empreendedoras iniciais”.
Já em 2025, a
busca por mais autonomia e flexibilidade no trabalho impulsionou essa
movimentação, levando 46% das brasileiras a abrirem o próprio negócio, conforme
pesquisa do Serasa Experian. O motivo teve aumento de 17 pontos percentuais
(p.p.) comparado à primeira edição da pesquisa (2022).
Esse avanço,
porém, contrasta com os desafios de inserção feminina em cargos de liderança e
em empresas já consolidadas, áreas onde políticas públicas e iniciativas
privadas ainda têm papel fundamental. Para Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil,
detentora da Catho, plataforma de empregos pioneira no país, “o fortalecimento
do empreendedorismo feminino gera efeitos positivos que ultrapassam o universo
dos negócios”.
De acordo com Prado,
as práticas incluem programas de capacitação, linhas de crédito direcionadas,
compras públicas e privadas com critérios de diversidade e iniciativas de
mentoria, que aceleram a transformação desses números em emprego e renda. Para
as empresas contratantes e para as plataformas de emprego, o efeito é duplo,
uma vez que ampliar a participação feminina no empreendedorismo aumenta a
oferta de oportunidades no mercado formal e alimenta um ciclo de qualificação
profissional que beneficia recrutadores e candidatos.
“Apoiarmos o
empreendedorismo feminino é investir no desenvolvimento do mercado de trabalho
como um todo, pensando que, quando mulheres empreendem, surgem novas vagas,
cadeias de fornecimento mais diversificadas e mais inovação. Tudo isso fortalece
a empregabilidade e amplia o leque de talentos que as empresas podem contratar
em todos os setores e lugares do país”, complementa a CEO.
No contexto das empresas
B2B, Prado recomenda a adoção de critérios de diversidade na seleção de
fornecedores, criar parcerias com aceleradoras e ONGs focadas em mulheres
empreendedoras e desenhar benefícios que facilitem a formalização e o
crescimento desses negócios.
“No Dia do
Empreendedorismo Feminino (19), não podemos deixar de falar em como essas
profissionais podem ajudar a fortalecer a qualificação de mão de obra e geração
de novos postos de trabalho. Investir em programas de apoio a mulheres
empreendedoras é, em essência, investir na saúde do mercado de trabalho. E é aí
que empregabilidade e inovação se encontram”, conclui Ana Paula.
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