Ir para os Estados Unidos não precisa ser um sonho distante ou
reservado a quem tem alto poder aquisitivo. Hoje, muitos brasileiros encontram
caminhos mais econômicos para aprender um novo idioma, adquirir vivência
internacional e viver uma imersão cultural sem comprometer o planejamento
financeiro. O segredo está em conhecer os vistos mais acessíveis e os programas
que permitem morar temporariamente no país de forma legal e segura.
Segundo a Dra. Larissa Salvador, advogada de imigração
e CEO da Salvador Law, ainda existe muita desinformação sobre alternativas
realmente viáveis. “Muita gente acredita que viver no exterior precisa de um
grande investimento, mas existem categorias de visto e programas que tornam
esse projeto muito mais possível do que se imagina. Quando o brasileiro
descobre opções como intercâmbio, voluntariado ou au pair, percebe que é
possível ter uma experiência transformadora sem sair do orçamento”, afirma.
Em 2024, o Brasil ocupou a terceira
posição entre os países com maior número de vistos americanos emitidos. Foi
concedido um total de 1,151 milhão de autorizações a brasileiros. Dados da pesquisa Viva América mostram que, em 2024,
brasileiros receberam 81 tipos de vistos diferentes. O B1/B2 (turismo e
negócios) lidera com 1,088 milhão de emissões, seguido por vistos como o J-1
(intercâmbio cultural e profissional) e o F-1 (estudantes), que somaram 11,3
mil e 7,2 mil autorizações, respectivamente.
O aumento na concessão de vistos voltados ao
intercâmbio reflete o interesse crescente por experiências que vão além das
viagens tradicionais. Programas como high school, estágios, pesquisa acadêmica,
work & travel e treinamentos profissionais oferecem aprendizagem prática,
melhora do idioma e networking, muitas vezes com custos mais acessíveis do que
o imaginado.
Entre essas opções, o voluntariado também se destaca
como alternativa econômica. O processo geralmente começa com o interessado
procurando organizações confiáveis que conectem estrangeiros a instituições nos
Estados Unidos, como escolas, ONGs, projetos sociais ou centros comunitários.
Essas entidades selecionam os candidatos, orientam sobre o visto adequado
normalmente o J-1, na categoria específica para programas culturais, e indicam
as vagas disponíveis. O participante passa por triagem, envia documentos,
comprova a intenção legítima de intercâmbio e, em alguns casos, precisa
demonstrar nível básico de inglês.
O programa de au pair, por sua vez, é ainda mais
estruturado. Agências credenciadas pelo governo dos Estados Unidos fazem a
seleção, oferecem treinamento e conectam jovens a famílias anfitriãs. Após a
aprovação, o participante recebe a documentação oficial para solicitar o visto
J-1, exclusivo para o programa, que prevê curso obrigatório, carga horária semanal
específica, supervisão da agência e garantias de segurança.
Segundo Larissa Salvador, o modelo americano foi
pensado para que o participante não precise descobrir tudo sozinho. “São
programas regulamentados pelo governo. Quando o brasileiro faz o processo por
meio das instituições autorizadas, ele tem suporte desde a documentação até a
adaptação na família ou no projeto. Isso dá segurança, reduz custos e evita
erros que podem comprometer o visto”, afirma
Com o aumento da procura por programas mais
acessíveis, surgem também dúvidas práticas sobre como se preparar para esse
tipo de experiência. Segundo a advogada, alguns cuidados iniciais fazem
diferença no processo, na adaptação e na segurança jurídica do participante.
A seguir, os pontos que mais pesam para quem está
planejando embarcar:
• Tenha suporte jurídico: um advogado de imigração evita erros no processo, orienta sobre a documentação adequada e ajuda na preparação para a entrevista.
• Mantenha uma reserva financeira: mesmo
com acomodação incluída, é importante ter uma quantia para imprevistos e
eventuais mudanças de plano.
• Capriche na candidatura: textos personalizados, experiências relevantes e motivação clara aumentam as chances de aprovação.
• Prepare-se para o período de adaptação:
as primeiras semanas podem gerar estranhamento com idioma, rotina e cultura.
Apoio emocional e contato com amigos e familiares ajudam na transição.
• Alinhe expectativas com a família anfitriã: responsabilidades,
horários, regras da casa e rotina precisam ser discutidos com clareza desde o
início para evitar conflitos.
Com a preparação adequada, programas como au pair e
voluntariado se tornam caminhos acessíveis e legais para morar temporariamente
nos Estados Unidos. Nessa etapa, a escolha do visto certo é fundamental, já que
cada modalidade exige uma categoria específica.
Vistos como o J-1, voltado ao intercâmbio cultural, e
o B1/B2, usado em viagens curtas de estudo ou turismo, continuam entre as
principais portas de entrada. “Para muitos brasileiros, essas autorizações
representam o primeiro passo para viver em outro idioma e ampliar horizontes.
Com orientação especializada, o sonho americano se torna viável e seguro”,
finaliza a Dra. Larissa Salvador.
Dra Larissa Salvador - Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direito Imigratório. Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act). Saiba mais em: Link

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