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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

IR AOS ESTADOS UNIDOS PODE SER MAIS ACESSÍVEL DO QUE MUITOS BRASILEIROS IMAGINAM

 Especialista em direito imigratório aponta as alternativas mais viáveis para brasileiros que desejam se estabelecer nos Estados Unidos de forma legal e segura

 

Ir para os Estados Unidos não precisa ser um sonho distante ou reservado a quem tem alto poder aquisitivo. Hoje, muitos brasileiros encontram caminhos mais econômicos para aprender um novo idioma, adquirir vivência internacional e viver uma imersão cultural sem comprometer o planejamento financeiro. O segredo está em conhecer os vistos mais acessíveis e os programas que permitem morar temporariamente no país de forma legal e segura.

Segundo a Dra. Larissa Salvador, advogada de imigração e CEO da Salvador Law, ainda existe muita desinformação sobre alternativas realmente viáveis. “Muita gente acredita que viver no exterior precisa de um grande investimento, mas existem categorias de visto e programas que tornam esse projeto muito mais possível do que se imagina. Quando o brasileiro descobre opções como intercâmbio, voluntariado ou au pair, percebe que é possível ter uma experiência transformadora sem sair do orçamento”, afirma.

Em 2024, o Brasil ocupou a terceira posição entre os países com maior número de vistos americanos emitidos. Foi concedido um total de 1,151 milhão de autorizações a brasileiros. Dados da pesquisa Viva América mostram que, em 2024, brasileiros receberam 81 tipos de vistos diferentes. O B1/B2 (turismo e negócios) lidera com 1,088 milhão de emissões, seguido por vistos como o J-1 (intercâmbio cultural e profissional) e o F-1 (estudantes), que somaram 11,3 mil e 7,2 mil autorizações, respectivamente.

O aumento na concessão de vistos voltados ao intercâmbio reflete o interesse crescente por experiências que vão além das viagens tradicionais. Programas como high school, estágios, pesquisa acadêmica, work & travel e treinamentos profissionais oferecem aprendizagem prática, melhora do idioma e networking, muitas vezes com custos mais acessíveis do que o imaginado.

Entre essas opções, o voluntariado também se destaca como alternativa econômica. O processo geralmente começa com o interessado procurando organizações confiáveis que conectem estrangeiros a instituições nos Estados Unidos, como escolas, ONGs, projetos sociais ou centros comunitários. Essas entidades selecionam os candidatos, orientam sobre o visto adequado normalmente o J-1, na categoria específica para programas culturais, e indicam as vagas disponíveis. O participante passa por triagem, envia documentos, comprova a intenção legítima de intercâmbio e, em alguns casos, precisa demonstrar nível básico de inglês.

O programa de au pair, por sua vez, é ainda mais estruturado. Agências credenciadas pelo governo dos Estados Unidos fazem a seleção, oferecem treinamento e conectam jovens a famílias anfitriãs. Após a aprovação, o participante recebe a documentação oficial para solicitar o visto J-1, exclusivo para o programa, que prevê curso obrigatório, carga horária semanal específica, supervisão da agência e garantias de segurança.

Segundo Larissa Salvador, o modelo americano foi pensado para que o participante não precise descobrir tudo sozinho. “São programas regulamentados pelo governo. Quando o brasileiro faz o processo por meio das instituições autorizadas, ele tem suporte desde a documentação até a adaptação na família ou no projeto. Isso dá segurança, reduz custos e evita erros que podem comprometer o visto”, afirma

Com o aumento da procura por programas mais acessíveis, surgem também dúvidas práticas sobre como se preparar para esse tipo de experiência. Segundo a advogada, alguns cuidados iniciais fazem diferença no processo, na adaptação e na segurança jurídica do participante.

A seguir, os pontos que mais pesam para quem está planejando embarcar:
 

Tenha suporte jurídico: um advogado de imigração evita erros no processo, orienta sobre a documentação adequada e ajuda na preparação para a entrevista.


Mantenha uma reserva financeira: mesmo com acomodação incluída, é importante ter uma quantia para imprevistos e eventuais mudanças de plano.

Capriche na candidatura: textos personalizados, experiências relevantes e motivação clara aumentam as chances de aprovação.


Prepare-se para o período de adaptação: as primeiras semanas podem gerar estranhamento com idioma, rotina e cultura. Apoio emocional e contato com amigos e familiares ajudam na transição.


Alinhe expectativas com a família anfitriã: responsabilidades, horários, regras da casa e rotina precisam ser discutidos com clareza desde o início para evitar conflitos.

Com a preparação adequada, programas como au pair e voluntariado se tornam caminhos acessíveis e legais para morar temporariamente nos Estados Unidos. Nessa etapa, a escolha do visto certo é fundamental, já que cada modalidade exige uma categoria específica.

Vistos como o J-1, voltado ao intercâmbio cultural, e o B1/B2, usado em viagens curtas de estudo ou turismo, continuam entre as principais portas de entrada. “Para muitos brasileiros, essas autorizações representam o primeiro passo para viver em outro idioma e ampliar horizontes. Com orientação especializada, o sonho americano se torna viável e seguro”, finaliza a Dra. Larissa Salvador.



Dra Larissa Salvador - Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direito Imigratório. Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act).  Saiba mais em: Link

 

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