Com a primeira fase da Fuvest 2026 já concluída, os candidatos que
seguem na disputa por uma vaga na Universidade de São Paulo (USP) entram em um novo
momento: a preparação para as provas discursivas, que acontecerão nos dias 14 e
15 de dezembro. A segunda fase é composta por duas provas em diversas cidades
do estado paulista, aplicadas em dias consecutivos, com até quatro horas de
duração cada:
- 1º dia (14/12): 10 questões de
Língua Portuguesa e uma redação - total de 100 pontos.
- 2º dia (15/12): 12 questões de
duas a quatro disciplinas específicas, de acordo com o curso escolhido -
total de 100 pontos.
No geral, as provas avaliam não apenas o domínio de conteúdo, mas
também a capacidade de raciocínio, argumentação, estrutura textual e domínio da
norma culta da língua portuguesa.
Segundo Marco Antonio Xavier, Diretor do Colégio Leonardo da Vinci
na Inspira Rede de Educadores, no último mês antes da segunda fase da prova, o
objetivo não deve ser ampliar os conhecimentos adquiridos nem maratonar novos
conteúdos. “Neste momento, o foco deve ser direcionado para revisar com
estratégia, praticar a escrita e aprimorar a gestão de tempo - habilidades que
são decisivas para o bom desempenho na etapa final”, orienta.
Confira três dicas selecionadas pelo especialista para ir bem nas
provas da segunda fase da Fuvest:
- Revisão estratégica
Nesta reta final, tentar estudar de tudo um pouco é um erro grave,
mas muito comum. O ideal é organizar a revisão por prioridades, identificando
os temas mais recorrentes em anos anteriores e aqueles que têm maior peso no
curso escolhido. Refazer provas passadas, revisar anotações e resolver questões
discursivas específicas são formas de consolidar o aprendizado e reforçar os
padrões do exame. Além disso, uma boa alternativa é revisar os resumos das
leituras obrigatórias, que dão base para a maioria das questões da prova.
“A Fuvest costuma valorizar muito mais a capacidade de raciocínio
do que decorar fórmulas e receitas. Por isso, revisar com base em exercícios
contextualizados faz mais diferença do que tentar aprender novos conteúdos às
pressas”, explica o diretor.
- Gestão do tempo
Cada dia da segunda fase tem o máximo de quatro horas de duração, portanto, a capacidade de administrar esse tempo é determinante para o resultado. Treinar em condições reais, com relógio, redação e questões discursivas, ajuda a desenvolver resistência mental e ritmo de raciocínio e escrita.
A dica é iniciar pelas questões em que a pessoa se
sente mais segura, deixando as mais complexas para o final. Além disso,
reservar cerca de 50 minutos para a redação, incluindo revisão. Nos treinos,
vale marcar o tempo de cada bloco e buscar constância entre uma sessão e outra.
“O estudante precisa saber quanto tempo gasta em cada resposta e entender o
próprio ritmo. Simular o ambiente da prova é um treino de autoconhecimento, não
apenas de conteúdo”, destaca Marco Antonio.
- Foco na escrita
Por se tratar de uma etapa composta exclusivamente por questões
discursivas e redação, a escrita precisa estar alinhada, objetiva e com
raciocínio bem aplicado. A banca valoriza respostas completas, que demonstram
não apenas o conhecimento do conteúdo, mas também a capacidade de argumentar,
justificar e articular ideias com clareza.
“Uma boa resposta é aquela que revela domínio do tema e
organização de pensamento. O candidato deve explicar o porquê de cada
argumento, conectar as ideias e escrever de forma coesa, sem perder
objetividade”, conclui o Diretor.
Essa atenção deve se estender também à redação, que em 2026 passa
a oferecer duas propostas baseadas em uma mesma coletânea de textos, sendo a
primeira dissertativo-argumentativa e a segunda de outro gênero textual, como
crônica, artigo ou carta. O candidato deve escolher o formato com o qual se
sente mais confortável, mas, independentemente da escolha, o que será avaliado
é a coerência do raciocínio, a consistência das ideias e o domínio da
linguagem.
Inspira Rede de Educadores
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