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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Aumento de acidentes por escorpiões em SP acende alerta sobre cuidados necessários

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Infectologista do Hospital Sírio-Libanês orienta o que fazer em caso de picada 


Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas e das chuvas, os acidentes envolvendo escorpiões se tornam uma preocupação crescente para as autoridades de saúde. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES‑SP) emitiu um alerta sobre acidentes envolvendo escorpiões e outros animais peçonhentos no território paulista. De acordo com os dados da SES-SP, em 2025 já foram registradas mais de 34 mil ocorrências e dois óbitos envolvendo escorpiões.

Diante desse cenário, é fundamental que a população saiba como agir corretamente em caso de acidente. A infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, explica que o primeiro passo é manter a calma e lavar o local da picada com água e sabão. “Não se deve fazer torniquete, amarrar o membro afetado nem tentar chupar o veneno, como muitas vezes é divulgado de forma equivocada. Isso pode piorar a situação. O ideal, se for fazer alguma compressa, é que seja uma compressa morna, que ajuda a aliviar a dor”, orienta.

A especialista destaca que toda picada de escorpião deve ser levada a sério, mas alguns sinais indicam a necessidade urgente de atendimento médico, principalmente em crianças, idosos ou pessoas com comorbidades cardíacas. Entre os sintomas que merecem atenção estão:

  • Dor intensa no local da picada
  • Suor excessivo
  • Náuseas e vômitos
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Agitação ou sonolência

A recomendação é sempre procurar imediatamente um serviço de saúde. “No caso das crianças, esse atendimento deve ser ainda mais rápido. Em situações graves, o soro precisa ser administrado em até uma hora e meia. Aqui em São Paulo, o principal centro de referência é o Instituto Butantan, reconhecido mundialmente, e o Hospital Vital Brazil, que faz parte dessa rede e é especializado no atendimento de vítimas de animais peçonhentos”, afirma a médica.

Segundo o Ministério da Saúde, a presença de escorpiões está relacionada, principalmente, ao acúmulo de entulho, restos de materiais de construção e presença de insetos como baratas, que servem de alimento para esses animais. O órgão indica que medidas simples de prevenção podem fazer diferença, como: manter terrenos limpos e sem acúmulo de lixo, vedação de ralos e frestas em portas e janelas e uso de telas em aberturas e cuidados com calçados e roupas guardadas.
 



Hospital Sírio-Libanês
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