Infectologista do Hospital
Sírio-Libanês orienta o que fazer em caso de picada 
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Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas e das chuvas, os acidentes
envolvendo escorpiões se tornam uma preocupação crescente para as autoridades
de saúde. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES‑SP) emitiu um
alerta sobre acidentes envolvendo escorpiões e outros animais peçonhentos no
território paulista. De acordo com os dados da SES-SP, em 2025 já foram
registradas mais de 34 mil ocorrências e dois óbitos envolvendo escorpiões.
Diante desse cenário, é fundamental que a população
saiba como agir corretamente em caso de acidente. A infectologista Mirian Dal
Ben, do Hospital Sírio-Libanês, explica que o primeiro passo é manter a calma e
lavar o local da picada com água e sabão. “Não se deve fazer torniquete,
amarrar o membro afetado nem tentar chupar o veneno, como muitas vezes é
divulgado de forma equivocada. Isso pode piorar a situação. O ideal, se for
fazer alguma compressa, é que seja uma compressa morna, que ajuda a aliviar a
dor”, orienta.
A especialista destaca que toda picada de escorpião
deve ser levada a sério, mas alguns sinais indicam a necessidade urgente de
atendimento médico, principalmente em crianças, idosos ou pessoas com
comorbidades cardíacas. Entre os sintomas que merecem atenção estão:
- Dor intensa no local da picada
- Suor excessivo
- Náuseas e vômitos
- Aumento da frequência cardíaca
- Agitação ou sonolência
A recomendação é sempre procurar imediatamente um serviço de
saúde. “No caso das crianças, esse atendimento deve ser ainda mais rápido. Em
situações graves, o soro precisa ser administrado em até uma hora e meia. Aqui
em São Paulo, o principal centro de referência é o Instituto Butantan,
reconhecido mundialmente, e o Hospital Vital Brazil, que faz parte dessa rede e
é especializado no atendimento de vítimas de animais peçonhentos”, afirma a
médica.
Segundo o Ministério da Saúde, a presença de
escorpiões está relacionada, principalmente, ao acúmulo de entulho, restos de
materiais de construção e presença de insetos como baratas, que servem de
alimento para esses animais. O órgão indica que medidas simples de prevenção
podem fazer diferença, como: manter terrenos limpos e sem acúmulo de lixo,
vedação de ralos e frestas em portas e janelas e uso de telas em aberturas e
cuidados com calçados e roupas guardadas.
Hospital Sírio-Libanês
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