Jogo é ferramenta pedagógica que estimula o raciocínio lógico, concentração e competências socioemocionais, impactando o desenvolvimento integral dos alunos
O
xadrez surgiu na Índia por volta do século VI, tendo sido levado depois para a
China, a Pérsia e o mundo árabe. Quando chegou à Europa durante a Idade Média,
as regras e a aparência do jogo tornaram-se mais próximos do que conhecemos
hoje, incluindo peças como o rei, rainha, bispo e torre, representações das
figuras sociais da época.
Por
ser um jogo que pode ser praticado por crianças, jovens e adultos, o tabuleiro
se torna um espaço inclusivo, onde diferentes faixas etárias encontram desafios
que promovem tanto o desenvolvimento cognitivo quanto o socioemocional. Na
educação, o xadrez é um poderoso aliado para o aprendizado, contribuindo para o
desenvolvimento do raciocínio lógico, da concentração, da criatividade e até de
habilidades como resiliência e paciência.
“O
xadrez não trabalha apenas estratégia. Ele estimula a paciência, a tomada de
decisões conscientes, a análise de diferentes cenários e a aceitação dos
resultados, elementos que dialogam diretamente com as competências gerais da
Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como autoconhecimento, empatia e o uso
da lógica na resolução de problemas”, explica o professor de xadrez da Escola Bilíngue
Aubrick, de São Paulo, capital, Thales de Souza Battistin.
A escola tem o xadrez como parte do currículo escolar do Year 1 até o Year 5, possibilitando que os alunos desenvolvam habilidades que vão além do jogo, além de aulas especiais e de técnica e teoria, para os alunos que desejam se aprofundar e até participar de competições.
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| Arquivo Pessoal |
Apaixonado
por matemática, Lorenzo logo se identificou com as estratégias do jogo e,
incentivado pelo professor, passou a frequentar também as aulas extras de
treinamento. “No início, ele sofreu com as derrotas nos campeonatos, mas aos
poucos aprendeu a lidar com os resultados, entendendo que, assim como em
qualquer esporte, é preciso treino, disciplina e dedicação. Esse amadurecimento
fez diferença não apenas no jogo, mas também na escola e no convívio com os
colegas”, completa o pai do jovem.
Em
pouco mais de um ano de prática, o impacto é notável: o xadrez ajudou Lorenzo a
melhorar sua concentração, paciência e desempenho escolar. No aspecto
socioemocional, ele se tornou mais confiante, fez novas amizades; além de estar
participando de torneios com resultados satisfatórios, mesmo com pouco tempo de
prática de xadrez. “Como pai, é gratificante observar que o xadrez não é apenas
uma paixão, mas também uma ferramenta que tem contribuído para seu crescimento
acadêmico, pessoal e social”, diz José Petrucci, orgulhoso.
Na
opinião do professor de xadrez da Aubrick, além de fortalecer o desempenho
acadêmico, o xadrez auxilia também no aspecto socioemocional, favorecendo a
convivência em grupo e a construção de relações mais saudáveis.
“Nas
aulas e competições, percebemos como os alunos aprendem a respeitar o tempo do
outro, a lidar com vitórias e derrotas de forma equilibrada e a persistir
diante dos desafios”. Isso mostra que o xadrez é uma ferramenta pedagógica
poderosa, que ultrapassa o jogo em si e contribui para a formação integral do
estudante. “O xadrez tem uma riqueza pedagógica imensa. Cada partida é uma lição
de estratégia, paciência e raciocínio, valores que se alinham com a missão da
nossa escola de formar cidadãos preparados para o mundo”, conclui o professor.
Para mais informações, acesse o site


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