Nutricionista do CEUB ensina a saborear as
festividades juninas com equilíbrio e sabor de verdade
É
só junho dar o ar da graça que o cheiro de milho cozido invade as ruas, os
arraiás brotam em cada esquina e o coração se aquece antes mesmo da fogueira
acender. Festa junina é isso: afeto em forma de comida, memória servida em
colheradas, tradição que dança no prato e na alma... mas dá para comer sem culpa?
Paloma Popov, professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília
(CEUB), revela as riquezas das comidas típicas e recomenda equilíbrio no
consumo para não comprometer a dieta e a saúde.
“Festa
junina celebra justamente o que vem da terra, da roça. O segredo está no modo
de preparo e no equilíbrio”. Segundo a nutricionista, o trio clássico do menu
junino: milho, batata-doce e amendoim não são só gostosos, mas poderosos. As
fibras do milho e da batata ajudam no funcionamento do intestino, enquanto o
amendoim, se consumido puro ou em preparos com açúcar moderado, é cheio de
gordura boa. "O ideal é consumir o amendoim com moderação, evitando
excesso de açúcar. Apesar de serem clássicos juninos, o pé de moleque e a
paçoca requerem atenção pelo alto nível de gordura".
Outra
opção para aquecer o corpo nas noites frias são os caldos típicos, como o
verde, o de feijão e o de legumes com proteína. Segundo Paloma, além de
reconfortantes, eles podem se tornar refeições completas. “A inclusão de
legumes e verduras enriquece o preparo com vitaminas e minerais essenciais, sem
perder o sabor característico da festa”, destaca.
Ingredientes
ricos em nutrientes, a abóbora, a mandioca e o coco também integram o
repertório junino e merecem ser valorizados. “A abóbora possui vitaminas, a
mandioca fornece carboidratos naturais e o coco pode ser aproveitado em
receitas doces e salgadas, agregando textura, sabor e nutrientes”, reforça a
especialista.
Mantendo o equilíbrio e menor aporte calórico, a nutricionista sugere versões assadas no lugar das frituras. Pastéis, bolos e salgados podem ser adaptados, reduzindo a quantidade de gordura e calorias. “A combinação com vegetais também ajuda a garantir saciedade e diversidade nutricional.”
Para degustar um doce junino, a moderação continua sendo a principal aliada. Frutas acompanhadas de chocolate meio amargo, por exemplo, são uma alternativa com maçã, uva do amor ou fondue. “Essa combinação oferece fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais, além de manter o clima festivo”. A docente do CEUB garante que dá para celebrar a temporada junina com gosto, sem culpa e contribuir com a saúde: “Festa junina de verdade é aquela que deixa lembrança boa no paladar, no corpo e no coração”.

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