Junho Vermelho reforça importância da doação
regular para garantir cirurgias, tratamentos e atendimentos de emergência; cada
doação pode salvar até quatro vidas
Imagine ter uma
cirurgia urgente ou um tratamento adiado por falta de sangue disponível. Embora
pareça um cenário extremo, ele é mais comum do que se pensa e acontece em
diversos hospitais do país.
Neste Junho
Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a doação de sangue, o Hospital
da Mulher Mariska Ribeiro, no Rio de Janeiro, lança um alerta: o estoque de
sangue é um recurso vital que depende, exclusivamente, da solidariedade da
população.
“Em muitos
momentos, trabalhamos no limite. A transfusão sanguínea é parte essencial de
diversos procedimentos e tratamentos, mas não pode ser fabricada em
laboratório. O sangue só vem de doadores”, explica a médica Maria Cristina
Pessoa dos Santos, responsável pela Agência Transfusional da unidade.
De acordo com a
Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1% a 3% da população de um país
deveria doar sangue anualmente para atender à demanda mínima dos sistemas de
saúde. No Brasil, esse índice ainda está abaixo do ideal, especialmente em
períodos críticos como feriados prolongados ou datas festivas, quando o número
de doações costuma cair drasticamente.
Doação
regular é o que salva vidas
Em um país com 10
milhões de habitantes, por exemplo, seria necessário que pelo menos 100 mil
pessoas doassem sangue ao longo do ano para manter os estoques em níveis
seguros.
Quando isso não
acontece, vidas podem ser colocadas em risco, desde recém-nascidos internados
até pacientes com câncer, vítimas de acidentes graves ou mulheres em situação
de parto de risco.
“A cada doação,
conseguimos separar diferentes componentes (hemácias, plaquetas e plasma) que
são utilizados em diferentes pacientes, com necessidades específicas. Uma única
bolsa pode beneficiar até quatro pessoas. Ou seja, o impacto é real, imediato e
transformador”, ressalta Maria Cristina.
Mais que um
ato de solidariedade, um compromisso com a vida
A médica destaca,
ainda, que a doação de sangue não leva mais que 40 minutos e é um procedimento
seguro, que não traz riscos à saúde do doador. Ainda assim, mitos e
desinformação afastam possíveis voluntários.
“Muita gente ainda
acredita que doar sangue enfraquece, ou que precisa estar em jejum. Outros
pensam que é necessário conhecer alguém que esteja precisando para doar. Isso
não é verdade. A doação deve ser feita de forma voluntária e regular para que o
sistema funcione preventivamente, e não de forma emergencial”, explica.
Segundo ela, a
cultura da doação espontânea ainda precisa ser fortalecida no Brasil. “É
preciso entender que doar sangue é tão importante quanto votar, se vacinar ou
separar o lixo reciclável. É um gesto cívico e social que pode fazer diferença
direta na vida de alguém”.
Quem pode
doar?
Para ser um doador
de sangue, é necessário:
- Estar
em boas condições de saúde;
- Ter
entre 16 e 69 anos (menores de 18 precisam de autorização dos
responsáveis);
- Pesar
acima de 50 kg;
- Estar
alimentado e evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a
doação;
- Apresentar
um documento oficial com foto.
Pessoas com gripe,
febre, gestantes ou em uso de determinados medicamentos devem aguardar antes de
doar. Em caso de dúvida, é sempre recomendável procurar um hemocentro para
obter informações seguras.
Faça parte
dessa rede de cuidado
O Mariska Ribeiro
reforça o compromisso com a vida e convida a população a aderir à campanha de
doação de sangue não apenas neste mês, mas ao longo de todo o ano.
“Você não precisa
ser famoso, nem um super-herói, para salvar vidas. Basta doar. É simples,
rápido e tem um impacto incalculável. Precisamos de mais gente comprometida com
o bem coletivo”, conclui Maria Cristina.
Onde doar?
Procure o hemocentro mais próximo da sua residência ou verifique com as unidades de saúde da sua cidade sobre postos de coleta. No Rio de Janeiro, o Hemorio, que coordena a rede de hospitais públicos do Estado, recebe doações todos os dias, incluindo feriados, das 7h às 18h. Mais informações podem ser acessadas pelo canal Disque Sangue: 21 3916-8310.
Hospital da Mulher Mariska Ribeiro - localizado na zona Oeste do Rio de Janeiro
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial
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