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domingo, 8 de junho de 2025

Cirurgias plásticas em alta: quando é o momento certo para recorrer à lipo, silicone ou abdominoplastia?

Especialista alerta que preparo físico, emocional e mudança de hábitos são mais determinantes que a idade para o sucesso de procedimentos estéticos

 

Existe uma idade ideal para se submeter à lipoaspiração, implante de silicone ou plástica no abdômen? Para o cirurgião plástico Christian Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e fundador da Lumivie Clinique, a resposta vai além da idade cronológica. “A indicação deve considerar fatores como estabilidade de peso, maturidade emocional, histórico de saúde e expectativas reais quanto aos resultados”, afirma.

Apesar da crescente adesão aos procedimentos estéticos entre mulheres jovens, dados da SBCP indicam que a faixa etária mais comum para cirurgias plásticas no Brasil está entre 30 e 45 anos. “É quando os efeitos da maternidade ou das variações de peso passam a incomodar mais”, explica Ferreira. Nesse contexto, ganha destaque o chamado mommy makeover combinação personalizada de abdominoplastia, mastopexia e lipoaspiração, cada vez mais procurada por pacientes no pós-parto, geralmente a partir de seis meses após o fim da amamentação.


Escolher o profissional exige atenção

A escolha do cirurgião é uma das decisões mais críticas do processo. O ideal, segundo Ferreira, é optar por médicos com título de especialista pela SBCP, experiência comprovada no tipo de procedimento desejado e atuação em ambiente hospitalar regularizado. “É preciso desconfiar de preços muito abaixo da média, promessas de resultados imediatos e ausência de equipe multidisciplinar”, alerta.

Ele recomenda verificar o registro profissional no site da SBCP, conferir se a clínica é autorizada pela Anvisa e buscar referências com ex-pacientes. “O paciente bem informado se protege de riscos e aumenta as chances de satisfação com o resultado final.”

A época do ano também influencia a decisão. Levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) aponta que 61% dos procedimentos corporais no Brasil são realizados entre abril e agosto. O clima mais ameno favorece o uso de cintas, reduz o inchaço e facilita o repouso. “O frio contribui para uma recuperação mais confortável e discreta, o que mantém o inverno como época preferida”, observa o cirurgião.

Ferreira reforça que o sucesso da cirurgia depende mais do comprometimento da paciente com os cuidados do que da técnica em si. “É essencial entender que a cirurgia não substitui a disciplina. Quem não muda hábitos alimentares ou o estilo de vida, perde parte do investimento”, afirma.

O preparo deve começar semanas antes da operação, com foco em alimentação equilibrada e suspensão do tabagismo. Exames clínicos são obrigatórios, e, em alguns casos, recomenda-se avaliação psicológica para garantir que a decisão esteja fundamentada.

No pós-operatório, a disciplina continua sendo essencial. “Indicamos fisioterapia especializada, que não se resume a sessões regulares de drenagem linfática, dieta balanceada e sono de qualidade”, pontua o médico. Procedimentos como a Lipo HD, voltada para esculpir a musculatura, exigem acompanhamento mais rigoroso para manutenção dos resultados. “É um processo de construção corporal contínuo, e não uma solução pontual.”


Avanços que aceleram a recuperação

A evolução técnica tem contribuído para tornar os procedimentos mais acessíveis e menos invasivos. Cirurgias mamárias com cicatriz reduzida e a técnica R24R, que permite recuperação em 24 horas após o implante de prótese, oferecem retorno mais rápido às atividades e menor impacto visual. “Esses avanços melhoram a autoestima com menor custo físico para a paciente”, afirma.

A decisão de operar, segundo Ferreira, deve ser tomada com consciência, acompanhamento médico e metas realistas. “Não se trata de buscar perfeição, mas de alinhar saúde, estética e bem-estar de forma sustentável. A cirurgia é o começo, não o fim do processo”, conclui. 



Christian Ferreira - é médico cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Brazilian Association of Plastic Surgeons (BAPS). É especialista em cirurgias de contorno corporal, como Lipo HD 360, mommy makeover e cirurgias mamárias com cicatriz reduzida. Atua como CEO e fundador da Lumivie Clinique, clínica de cirurgia plástica e estética localizada em Pelotas (RS), bem como em Balneário Camboriú e São Paulo. Também lidera a franquia Vascularte, rede voltada a tratamentos de varizes 100% ambulatoriais e sem cirurgia, atualmente com três unidades no Brasil e plano de expansão para novas cidades em 2025. Além da prática médica, é idealizador da mentoria LMV Club, focada em formação de médicos empresários nas áreas de liderança, gestão e estratégias de vendas.

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