Especialista alerta que preparo físico, emocional e mudança de hábitos são mais determinantes que a idade para o sucesso de procedimentos estéticos
Existe uma idade ideal para se submeter à
lipoaspiração, implante de silicone ou plástica no abdômen? Para o cirurgião
plástico Christian Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica (SBCP) e fundador da Lumivie Clinique, a resposta vai além da idade
cronológica. “A indicação deve considerar fatores como estabilidade de peso,
maturidade emocional, histórico de saúde e expectativas reais quanto aos
resultados”, afirma.
Apesar da crescente adesão aos procedimentos
estéticos entre mulheres jovens, dados da SBCP indicam que a faixa etária mais
comum para cirurgias plásticas no Brasil está entre 30 e 45 anos. “É quando os
efeitos da maternidade ou das variações de peso passam a incomodar mais”,
explica Ferreira. Nesse contexto, ganha destaque o chamado mommy
makeover combinação personalizada de abdominoplastia, mastopexia e
lipoaspiração, cada vez mais procurada por pacientes no pós-parto, geralmente a
partir de seis meses após o fim da amamentação.
Escolher o profissional exige atenção
A escolha do cirurgião é uma das decisões mais
críticas do processo. O ideal, segundo Ferreira, é optar por médicos com título
de especialista pela SBCP, experiência comprovada no tipo de procedimento
desejado e atuação em ambiente hospitalar regularizado. “É preciso desconfiar
de preços muito abaixo da média, promessas de resultados imediatos e ausência
de equipe multidisciplinar”, alerta.
Ele recomenda verificar o registro profissional no
site da SBCP, conferir se a clínica é autorizada pela Anvisa e buscar
referências com ex-pacientes. “O paciente bem informado se protege de riscos e
aumenta as chances de satisfação com o resultado final.”
A época do ano também influencia a decisão.
Levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS)
aponta que 61% dos procedimentos corporais no Brasil são realizados entre abril
e agosto. O clima mais ameno favorece o uso de cintas, reduz o inchaço e
facilita o repouso. “O frio contribui para uma recuperação mais confortável e
discreta, o que mantém o inverno como época preferida”, observa o cirurgião.
Ferreira reforça que o sucesso da cirurgia depende
mais do comprometimento da paciente com os cuidados do que da técnica em si. “É
essencial entender que a cirurgia não substitui a disciplina. Quem não muda
hábitos alimentares ou o estilo de vida, perde parte do investimento”, afirma.
O preparo deve começar semanas antes da operação,
com foco em alimentação equilibrada e suspensão do tabagismo. Exames clínicos
são obrigatórios, e, em alguns casos, recomenda-se avaliação psicológica para
garantir que a decisão esteja fundamentada.
No pós-operatório, a disciplina continua sendo
essencial. “Indicamos fisioterapia especializada, que não se resume a sessões
regulares de drenagem linfática, dieta balanceada e sono de qualidade”, pontua
o médico. Procedimentos como a Lipo HD, voltada para esculpir a musculatura,
exigem acompanhamento mais rigoroso para manutenção dos resultados. “É um
processo de construção corporal contínuo, e não uma solução pontual.”
Avanços que aceleram a recuperação
A evolução técnica tem contribuído para tornar os
procedimentos mais acessíveis e menos invasivos. Cirurgias mamárias com
cicatriz reduzida e a técnica R24R, que permite recuperação em 24 horas após o
implante de prótese, oferecem retorno mais rápido às atividades e menor impacto
visual. “Esses avanços melhoram a autoestima com menor custo físico para a
paciente”, afirma.
A decisão de operar, segundo Ferreira, deve ser tomada com consciência, acompanhamento médico e metas realistas. “Não se trata de buscar perfeição, mas de alinhar saúde, estética e bem-estar de forma sustentável. A cirurgia é o começo, não o fim do processo”, conclui.
Christian Ferreira - é médico cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Brazilian Association of Plastic Surgeons (BAPS). É especialista em cirurgias de contorno corporal, como Lipo HD 360, mommy makeover e cirurgias mamárias com cicatriz reduzida. Atua como CEO e fundador da Lumivie Clinique, clínica de cirurgia plástica e estética localizada em Pelotas (RS), bem como em Balneário Camboriú e São Paulo. Também lidera a franquia Vascularte, rede voltada a tratamentos de varizes 100% ambulatoriais e sem cirurgia, atualmente com três unidades no Brasil e plano de expansão para novas cidades em 2025. Além da prática médica, é idealizador da mentoria LMV Club, focada em formação de médicos empresários nas áreas de liderança, gestão e estratégias de vendas.
Vascularte
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