O
afogamento do ator Domingos Montagner, nas águas do Rio São
Francisco, nos faz refletir sobre maneiras de se evitar tragédias como a que
lamentavelmente ocorreu.
Antes de
mais nada, é importante saber que o Brasil aparece como terceiro país com o
maior número de mortes por afogamento, ficando atrás do Japão e da Rússia. A
OMS informou que ocorreram 6.487 afogamentos em 2011 no Brasil. Já na Rússia,
foram quase 12 mil afogamentos e no Japão, quase 9 mil, sendo que os homens têm
o dobro de chances de morrerem afogados em comparação com as mulheres.
Conhecer o
local onde se irá nadar ou mergulhar, se há correntezas ou redemoinhos, a
existência de pedras, a profundidade das piscinas, rios e lagos, são elementos
de análise inicial indispensáveis para se evitar acidentes, fraturas, lesões
medulares ou até um afogamento, como foi o infeliz caso deste ator.
Ter as
crianças 100% do tempo sob a supervisão e olhar de um adulto, evitar
brincadeiras de empurrar ou correr nas piscinas, não ingerir bebidas alcoólicas
antes de qualquer atividade aquática e adotar uma postura de cautela são
atitudes que podem contribuir para se evitar uma tragédia.
Neste momento onde se
discute uma base curricular comum para todo o país, na minha opinião, este tema
deveria ser conteúdo das aulas de educação física “ cuidados ao mergulhar e
nadar”. Se não há como se sinalizar todas as praias, rios e represas de nosso
país certamente todos passaram e passarão pela escola. Pode não resolver, mas
quem sabe seja uma estratégia para se reduzir estes elevados números.
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