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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Mas e como fica o pré-natal? A grávida deve ir ao consultório médico para realizá-lo. Pode ir a menos consultas? Dá pra fazer a consulta pela Internet?

A saúde integral da mulher precisa ser sempre avaliada e tratada considerando uma quantidade muito grande de fatores e detalhes. E muitos destes detalhes dependem da avaliação clínica, aquele exame físico que realizamos nas consultas. Esta avaliação precisa ser feita especialmente no caso das grávidas, onde outros problemas de saúde podem afetar diretamente a saúde e a vida da mamãe e do bebê, como o aumento muito rápido e grande de peso corporal, aumento da pressão arterial, sinais de infecções ginecológicas e outras infecções, mesmo as causadas por vírus.
 
O intervalo entre as consultas definido pela sua médica ou médico deve ser cumprido com responsabilidade pela futura mamãe.  Muitas vezes, alguns problemas de saúde podem representar um grande risco para a mamãe e para o bebê neste período. Um contato por telefone com a sua médica ou seu médico pode ajudá-la a decidir pela ida ou não a um pronto socorro.

Os casos de Coronavírus em grávidas e puérperas (mulheres que deram à luz) costumam ser mais graves? O Coronavírus pode motivar um parto prematuro ou uma má formação? Se eu contrair o Coronavírus meu bebê contrairá também?

80 a 85% dos casos das grávidas ou puérperas com Coronavírus, sem outras doenças classificadas como de risco, apresentam sintomas leves, como as demais pessoas. Mas ninguém quer fazer parte dos 15 ou 20% que podem ter sintomas graves e complicações. Por isso a prevenção é fundamental!
Toda e qualquer infecção viral mais grave pode desencadear um parto prematuro, devido à reação inflamatória do organismo. Portanto os riscos de um parto prematuro serão maiores ou menores dependendo da gravidade da infecção por Coronavírus.

Não há qualquer evidência de que possa haver contaminação ou má formação do bebê durante a gestação devido à mamãe estar com Coronavírus.  Quanto ao aleitamento materno, já há evidência científica de que não há contaminação do bebê no caso da mamãe estar com o Coronavírus. Mas obviamente os cuidados com o bebê deverão ser maiores para que não haja contágio pela proximidade da mamãe com o seu filho.

Enfim, ainda é uma doença nova no nosso meio. Os estudos são recentes, os pesquisadores, médicos e epidemiologistas estão buscando respostas para muitas questões como tratamentos, medicamentos e métodos de diagnósticos da doença. Muito ainda está por ser descoberto; protocolos de condutas médicas mudam todos os dias. Vacinas ainda estão sendo pesquisadas e estudadas, e levará algum tempo para serem amplamente adotadas. No entanto, é possível que estejam disponíveis antes dos prazos normalmente obsevados devido ao grande número de cientistas no mundo que estão trabalhando seriamente no assunto, mas mesmo que consigam desenvolvê-la rapidamente, ainda levará muitos meses para serem testadas e para chegarem à população. Por enquanto o uso de máscaras, afastamento social e cuidados com a higiene é o que tem se demonstrado ser o mais eficaz na prevenção dessa doença ainda tão desconhecida.







Dra Elis Nogueira - Ginecologista e Obstetra. É membro da SOGESP (Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), APM (Associação Paulista de Medicina) e FEBRASGO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia). Faz parte do corpo clínico dos hospitais Albert Einstein, São Luís Itaim, Sírio Libanês , Santa Catarina, São Luís Morumbi, Oswaldo Cruz, ProMatre, Santa Joana entre outros.


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