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domingo, 22 de outubro de 2017

Chegando aos sessenta!



Na maturidade estamos em melhores condições do que na adolescência, porque o que o jovem ainda espera conseguir, isso, já conseguimos. Assim como no teatro ocorre um último ato, assim na maturidade, ato da vida no qual se faz a colheita, de forma alguma podemos fracassar.  Nascemos da vida e para a vida, inicialmente belos, bons, puros, não perder essa condição é necessário.
Pitágoras proibia que alguém abandonasse o posto em que a vida o colocou. A “fase sobremesa” é o corolário das ações vividas. Daí advém que as pessoas mais velhas muitas vezes são mais cordiais e mais animadas do que as pessoas jovens. Solon, perguntado sobre que o deixava tão forte, respondeu: “a velhice”. A fruta madura sente-se plena, é doce, natural sobremesa.

Tudo o que existe na grande vida é belo, depende apenas das pessoas. Não importa quem seja o dirigente, o valor está na harmonia do movimento, no seu sincronismo, na sua intencionalidade. Na positividade da ação encontra-se vida, beleza, alegre caminhar.

O belo e o prazer fazem exaltação do ser, portanto, a idade madura, entendida como aquela situação de elevado equilíbrio, porta paz e satisfação a todas as percepções: a “fase sobremesa” é prevista, é uma necessidade intrínseca ao ato de existir.

Quanto a mim, esta maturidade cada vez me agrada mais e mais..., quanto mais avanço nos anos, mais tenho a impressão de “terra à vista”, de vislumbrar o porto onde me aguardam suculentas romãs depois de longa e árdua navegação.

E assim a vida vira pluma, festa, doce e serena alegria, inefável criatura, lábios de mel, olhos de luz...doce momento de amor vivido.




Alice Schuch - palestrante e pesquisadora do universo feminino 





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