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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Brasileiros acreditam que metástase é rara em tumores de mama, indica pesquisa inédita






Estudo regional com mais de 5 mil pessoas mostra que mitos e informações equivocadas sobre a doença ainda são comuns no País

Informações equivocadas e mitos relacionados ao câncer de mama metastático ainda predominam entre a população brasileira. É o que mostram os resultados da pesquisa inédita, realizada pela Harris Poll em cinco países da América Latina, com apoio da Pfizer, envolvendo mais de 5 mil adultos. Embora a maioria dos 1.196 brasileiros entrevistados (76%) afirme saber o que é um câncer metastático, quase metade (40%) acredita que o processo de metástase raramente ocorre em pacientes com tumores de mama, o que não reflete a realidade, de acordo com dados estatísticos sobre a doença.
Até 30% das mulheres com câncer de mama evoluem com progressão da doença e consequentemente o aparecimento de metástases, mesmo que a enfermidade seja detectada precocemente1, segundo estudo divulgado pelo jornal científico The Oncologist. Quando o assunto são as causas relacionadas à metástase, novamente faltam informações entre os brasileiros: 45% dos entrevistados estão convencidos de que o câncer de mama pode progredir ou apresentar reincidência porque os pacientes não teriam tomado medidas preventivas adequadas, quando na verdade os fatores genéticos interferem de forma predominante nesse processo.
Os resultados da pesquisa mostram ainda outra percepção equivocada em relação à doença. A maioria dos brasileiros (87%) acredita que o câncer de mama metastático tem cura, desde que o tumor seja diagnosticado precocemente e tratado. O porcentual é igual ao apresentado pelos mexicanos e inferior ao dos chilenos (93%). Na realidade, hoje, o acesso a tratamentos mais modernos e eficazes pode ajudar o paciente a viver mais e melhor, mas ainda não é possível falar em cura. Atualmente, o câncer de mama metastático representa 90% das mortes por câncer de mama². 
A informação de qualidade é uma aliada imprescindível para o paciente, o que se aplica também para seus familiares e amigos. Isso porque manter-se informado é fundamental para que o paciente possa, em parceria com o médico, tomar decisões, participar ativamente do tratamento e esclarecer dúvidas. Contudo, apenas 29% dos brasileiros ouvidos na pesquisa dizem que é possível ter fácil acesso a informações confiáveis sobre câncer de mama metastático e 72% concordam que há pouca atenção da mídia para esse tipo de câncer. “O acesso à informação relevante e confiável, assim como a novos e eficazes tratamentos, é a melhor maneira de empoderar pacientes e médicos, com objetivo de contribuir para que essas mulheres vivam mais e melhor”, segundo Elmer Huerta, diretor do Cancer Preventorium, um departamento do Washington Cancer Institute, no MedStar Washington Hospital Center. 
Não só no Brasil, mas também nos demais países que participaram do levantamento, há um consenso de que é necessário unir esforços para que haja mais esclarecimento em relação ao câncer de mama avançado. “Os resultados mostram que muitas pessoas não estão familiarizadas com o câncer de mama avançado e acreditam que a qualidade das informações sobre a doença é inferior  quando comparada às informações hoje disponíveis sobre o câncer de mama ainda em estágio inicial”, afirma o médico Gilberto de Lima Lopes, diretor médico e científico do Grupo Oncoclínicas, professor assistente de Oncologia da Johns Hopkins University e oncologista do HCor Onco São Paulo.

A campanha
A pesquisa realizada na América Latina teve como objetivo identificar a percepção e o conhecimento do público leigo sobre o câncer de mama metastático e faz parte da campanha Cada Minuto Conta, uma iniciativa da Pfizer, em parceria com a Ulaccam (Unión Latinoamerica Contra el Cáncer de la Mujer - União Latino-americana Contra o Câncer da Mulher), para aumentar o conhecimento público a respeito da doença, esclarecendo mitos e expandindo as conversas sobre o problema.
“Esse é o momento ideal para iniciar uma nova fase no movimento do câncer de mama. É necessário fomentar um espaço em que todas as pessoas que vivem com a doença, seja em fase inicial ou metastática, possam ser igualmente acolhidas”, afirma diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.
Os desafios enfrentados por uma paciente que convive com câncer metastático são diferentes daqueles pelos quais passam as pacientes que descobrem o tumor na fase inicial. “O câncer metastático exige muito mais da paciente:  são mais consultas médicas, mais exames, mais desgaste físico e emocional. Por isso, o apoio de amigos e dos familiares é ainda mais importante nesses casos”, completa Correia.

Perfil dos entrevistados
Do total de entrevistados, considerando os cinco países, em média, apenas 4% foram diagnosticados com câncer de mama. Mas a maioria afirmou conhecer alguém que teve ou tem a doença.
Experiência com câncer de mama
Brasil
(n=1196)
México
(n=1003)
Argentina
(n=1007)
Chile
(n=1002)
Colômbia
(n=1000)
Foi diagnosticado com câncer de mama
4%
3%
4%
4%
3%
Conhece alguém com câncer de mama
70%
58%
65%
50%
57%
Conhece paciente que morreu de câncer de mama
35%
28%
32%
25%
31%
Médico de paciente com câncer de mama
26%
35%
30%
23%
32%


Familiaridade com o câncer de mama
Em todos os países, o câncer de mama é classificado como o câncer com o qual os adultos estão mais familiarizados. No Brasil, 77% dos entrevistados disseram conhecer a doença, enquanto no Chile metade estava familiarizada com a doença. Além disso, de forma mais específica, cerca de metade dos adultos na Argentina (55%), Chile (55%) e Colômbia (51%) diz ter familiaridade com os termos ‘câncer de mama avançado’ e ‘câncer de mama metastático’. A familiaridade é ligeiramente superior no Brasil (64%) e no México (65%).
% Muito/um pouco familiarizado com câncer de mama
Brasil
(n=1196)
México
(n=1003)
Argentina
(n=1007)
Chile (n=1002)
Colômbia (n=1000)
Câncer de mama
77%
73%
56%
50%
54%
Câncer de pulmão
63%
57%
48%
46%
39%
Leucemia
74%
65%
46%
41%
41%
Câncer de próstata
73%
60%
42%
38%
47%
Câncer cervical
50%
51%
44%
43%
40%
Câncer de estômago
55%
48%
29%
39%
41%
Câncer de fígado
53%
45%
32%
27%
33%
Câncer de ovário
58%
52%
40%
36%
38%
Câncer de colo
47%
50%
41%
33%
44%
Câncer de pâncreas
45%
41%
32%
25%
29%
Melanoma
43%
32%
19%
18%
16%
Linfoma não-Hodgkin
19%
15%
11%
9%
9%

Fatores de Risco
A maioria dos entrevistados em todos os países acredita que a principal causa do câncer de mama são os fatores genéticos e o histórico familiar. Muitos também afirmam que a doença é curável mesmo no estágio metastático, o que é um mito. 
Fator de risco para incidência do câncer de mama
Brasil
(n=1196)
México
(n=1003)
Argentina
(n=1007)
Chile
(n=1002)
Colômbia (n=1000)
Histórico familiar
69%
69%
72%
70%
79%
Predisposição genética
53%
48%
67%
57%
60%
A exposição à radiação
22%
33%
36%
40%
41%
Hormônio contracepção
19%
20%
25%
22%
35%
Hiperplasia
17%
21%
24%
29%
29%
Aumento da idade
14%
19%
16%
10%
29%
Estrogênio elevado
17%
18%
16%
13%
24%
HRT
15%
13%
15%
15%
24%
Certos medicamentos
18%
21%
16%
15%
25%
Obesidade
17%
22%
11%
12%
21%
Poluição ambiental
7%
13%
12%
9%
26%
Álcool
14%
15%
10%
8%
24%
Gordura na dieta
15%
15%
5%
9%
17%
Nunca ter dado à luz
7%
15%
7%
13%
14%

O estigma
Pelo menos dois em cada dez adultos afirmam que as pessoas com câncer de mama avançado/metastático não deveriam discutir a doença com seus familiares e amigos, restringindo o assunto ao médico que conduz o tratamento.  No Brasil, quase um terço dos entrevistados (29%) concorda com essa opção, como mostra o gráfico abaixo:


Evolução
Segundo o médico Gilberto Lopes, durante muito tempo, o câncer de mama metastático foi encarado como uma certeza de que a morte se aproxima. De fato, nos anos 1970 a média de vida de uma paciente com esse tipo de tumor após o diagnóstico era de apenas 18 meses. Atualmente, considera-se que cerca de 30% das mulheres diagnosticadas com câncer mama metastático vivem em média cinco anos3. “É importante considerar, contudo, que mesmo os dados mais recentes de sobrevida global estão baseados em estudos realizados com mulheres diagnosticadas antes que alguns dos tratamentos mais modernos para câncer metastático fossem desenvolvidos. Por isso, hoje, possivelmente haja um ganho ainda maior em tempo e qualidade de vida”, completa. 
De fato, 90% dos entrevistados que participaram da pesquisa concordam que, ao longo dos últimos 10 anos, houve avanços significativos no tratamento do câncer de mama metastático. Mas, ainda assim, 92% acreditam que são necessárias mais opções de tratamento.
Incidência do câncer de mama
O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos de câncer a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, uma vez que grande parte dos casos é diagnosticada já em estágios avançados. Em 2013, 14.388 pessoas morreram no País em função do câncer de mama.  Mais de 57 mil novos casos dessa neoplasia são identificados por ano no Brasil, segundo estimativas do Inca. A cada ano, na América Latina, são diagnosticados 150 mil novos casos de câncer de mama metastático, dos quais mais de 40 mil evoluem para o óbito4

Referências
1 -   O’Shaughnessy J. Extending survival with chemotherapy in metastatic breast cancer. The Oncologist.  2005;10:20-29. Accessed September 21, 2015.
2- Metastatic Breast Cancer Alliance. Metastatic Breast Cancer Landscape Analysis: Accessed on October 14, 2014. Available at: http://www.mbcalliance.org/docs/MBCA_Full_Report_Landscape_Analysis.pdf. Accessed on January 12, 2015.
3- Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
4 –   Ferlay J, et al. GLOBOCAN 2012 v1.0 , Cancer Incidence and Mortality Worldwide: IARC Cancerbase No. 11 (Internet). 2013. Lyon, France, International Agency for Reseach on Cancer. http://globocan.iarc.fr

PFIZER

Alimentação, horas de sono e autorreposição de colágeno: três passos para manter ou recuperar a beleza e saúde da pele




Malú Albieri, especializada em bem-estar do corpo humano e sócia da Tampopo aesthetic, ensina três passos para manter ou recuperar a saúde do maior órgão do corpo e responsável pela beleza que tanto se busca nas academias e clínicas de estética
As indústrias cosmetológicas há anos buscam produtos que retardem o envelhecimento. Mas o que é o envelhecer da pele, se não a diminuição do colágeno? O corpo deixa de produzir a proteína aos 30 anos e, daí para frente, ele segue utilizando sua reserva.
O colágeno representa cerca de 25% de toda proteína do organismo humano. Sua função é proporcionar sustentação às células, mantendo-as unidas. Ele é produzido naturalmente no organismo, mas, com o avançar da idade, o corpo perde 1% de colágeno ao ano, resultando no surgimento de rugas e flacidez.
Para amenizar esta perda é importante investir em uma reposição por meio da alimentação. O ideal é optar por uma dieta rica em proteínas magras e ômega 3, além de consumir alimentos que contenham vitamina C, vitamina E, cobre, selênio, zinco e silício.   
Para esclarecer quais são esses alimentos, seguem alguns dos mais indicados: carnes, ovos, peixes, feijão, brócolis, ervilhas, folhas verde-escuras como espinafre, por exemplo, lentilhas, grãos, gemas de ovos, laranja e fígado bovino. Cerejas, uvas e soja estimulam a renovação celular por conterem flavonoides – um potente antioxidante para neutralizar os radicais livres que são responsáveis pelo envelhecimento celular.
Aveias e leguminosas são alimentos ricos em silício, um mineral proveniente de vegetais. A aveia age sobre os músculos, tendões e cartilagens, amenizando dores pela ausência de colágeno. Abuse das frutas cítricas e alimentos ricos em vitamina C, como laranja, acerola, abacaxi.
Além disso, existem outros fatores que contribuem para a aceleração do desgaste da pele: exposição excessiva ao sol, cigarro, herança genética, alterações hormonais, alimentação desequilibrada e stress. Contra isso, usar protetor solar mesmo em dias nublados, evitar o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas, ingerir no mínimo 2 litros de água por dia e ter uma boa noite de sono são as indicações.
Tratamentos externos também auxiliam na manutenção ou recuperação da saúde da pele. Produtos de base vegetal estão surtindo muito efeito e conquistando cada vez mais adeptos.
Um dos tratamentos que mais chama a atenção no time da Tampopo aesthetic quando o assunto é recuperar colágeno na pele é o Anti Aging Nano Lift 3D, que une a nano tecnologia a produtos naturais. Seus ativos proporcionam efeito lift 3D, atribuindo mais viço, elasticidade, firmeza imediata e redução visível das rugas na pele – com uso liberado para gestantes.
“Seguindo uma tendência do mercado de estética que visa potencializar os tratamentos, muitas empresas oferecem na versão Home Care os produtos usados pelas profissionais de estéticas dentro das clínicas. Como é o caso, inclusive, do Anti aging nano lift 3D”, comenta Jacqueline Meirelles, uma das sócias da clínica Tampopo aesthetic.

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