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terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Janeiro verde: câncer do colo do útero é o 3º mais incidente entre as mulheres

Oncologista destaca que este é um dos tumores mais preveníveis; principal aliada contra a neoplasia é a vacinação do HPV.

 

A campanha Janeiro Verde visa conscientizar a população feminina sobre a importância da prevenção de câncer do colo do útero. De acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 17 mil novos casos da doença por ano durante o triênio 2023-2025. 

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer do colo do útero ocupa a terceira posição entre os tipos de neoplasia mais frequentes na população feminina. Em Ribeirão Preto, somente no Sistema Único de Saúde (SUS), foram registrados 35 casos da doença em 2022. 

Dr. Diocésio Andrade, oncologista da Oncoclínicas Ribeirão Preto e membro fundador do EVA - Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, explica que o tumor é causado por uma infecção persistente por alguns tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV) e que, na maioria das vezes, é silencioso. “Esta neoplasia pode não manifestar sintomas em suas fases iniciais. Entretanto, ao evoluir, pode apresentar quadros de sangramento vaginal intermitente (que vai e volta) ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias”. 

O médico ressalta, ainda, que os números são preocupantes, principalmente, por se tratar de um dos tipos de câncer mais preveníveis. “O maior motivo de alerta é para a principal condição predisponente da neoplasia, o contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). Usar preservativos durante as relações sexuais e estar em dia com os exames recorrentes de Papanicolau são prevenções importantes, mas a vacinação é imprescindível, ela é a proteção mais eficaz contra a infecção do HPV e está disponível no sistema público de saúde para meninos e meninas, com idade entre 9 e 14 anos”, comenta Dr. Diocésio. 

O tratamento de câncer do colo do útero pode variar de acordo com o estágio da doença. “Quando diagnosticado em sua fase inicial, as chances de cura do tumor são maiores. No tratamento pode ser indicado radioterapia, cirurgia, quimioterapia, braquiterapia, ou ainda a combinação de dois ou mais procedimentos, dependendo do estágio em que a doença se encontra”, diz o oncologista.


Outros cânceres ginecológicos
 

Além do câncer do colo do útero, existem outros quatro tipos de tumores ginecológicos: ovário, corpo uterino/endométrio, vagina e vulva. “Exceto o colo uterino, as demais neoplasias não possuem programas de rastreamento, mas podem ser diagnosticados pelo ginecologista em consultas de rotina. Portanto, deve ser destacada a importância do acompanhamento médico e o alerta para desconfortos ou alterações na região. Ao notar qualquer sinal ou sintoma incomum é imprescindível a busca imediata por um especialista”, finaliza Diocésio.

 

Oncoclínicas&Co.
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Cuidados com os dentes durante as férias: 4 dicas importantes para um sorriso saudável

Especialista explica como evitar problemas e prevenir complicações


Durante as férias, há um item que não deve ser esquecido na sua mala: a escova de dentes. Manter a higiene bucal é fundamental, pois a falta de cuidados pode resultar em problemas como cáries e gengivite. Além disso, negligenciar a saúde bucal pode levar a complicações que afetam outras partes do corpo, como infecções que se espalham para o rosto, pescoço e até a corrente sanguínea, em casos graves.

Freepik
A saúde bucal também está relacionada à saúde do coração. Estudos científicos mostram uma ligação entre doenças periodontais e doenças cardiovasculares, como doença cardíaca coronária, aterosclerose e infarto do miocárdio. 

O cirurgião-dentista, Walter Solter, diretor técnico da Dental Beauty Clínica Odontológica, com mais de 40 anos de experiência na área, compartilha 4 dicas importantes sobre o uso de escovas de dentes e como cuidar da saúde bucal para evitar problemas no sistema oral e prevenir complicações em outros órgãos e sistemas do corpo.

  1. Não compartilhe a escova de dentes: compartilhar a escova de dentes não é recomendado, pois pode resultar na transferência de bactérias e patógenos presentes na boca. Cada pessoa possui uma microbiota bucal única, e compartilhar escovas pode aumentar o risco de infecções.
  2. Riscos de compartilhar a escova: os riscos incluem a transmissão de doenças como cáries, gengivite e até mesmo infecções mais graves, como herpes labial. O contato direto com a saliva de outra pessoa pode expor você a uma variedade de bactérias e vírus.
  3. Alternativa ao esquecer a escova de dentes: se esquecer sua escova, a melhor alternativa é evitar usar a escova de outra pessoa, mesmo que seja apenas uma vez. Você pode utilizar o dedo e uma pequena quantidade de pasta dental para uma limpeza suave dos dentes e gengivas. No entanto, essa solução é temporária, e é recomendável ter uma escova de reserva ou adquirir uma nova quando esquecer a sua.
  4. Cuidados com a escova de dentes: enxágue sua escova após o uso para remover resíduos de pasta dental e saliva. Armazene a escova de dentes em posição vertical para que as cerdas possam secar ao ar. Evite cobrir a escova, pois a umidade pode favorecer o crescimento de bactérias. Troque sua escova a cada 3 a 4 meses ou quando as cerdas estiverem desgastadas. Não compartilhe sua escova de dentes com outras pessoas, mesmo membros da família.

“Cuidar da saúde bucal é essencial para uma vida saudável”, explica o cirurgião dentista, Walter Solter. Ele acrescenta que com essas dicas e uma rotina regular de higiene bucal, que inclui escovar os dentes ao acordar, após as refeições e antes de dormir, usar fio dental diariamente e visitar regularmente um dentista, garante a saúde bucal e contribui para o bem-estar geral.

 

Walter Solter – Diretor Técnico da Dental Beauty - Formado em 1983 pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro com mais de 40 anos de experiência profissional em prótese e implante. Dental Beauty: Rua Almirante Ary Rongel, 511, Recreio dos Bandeirantes - Rio de Janeiro – RJ Instagram: @clinicadentalbeauty

 

Dezembro Laranja terminou, mas os cuidados com a pele precisam continuar o ano todo

Especialista em Dermatologia, Dra. Flávia Villela, ressalta os cuidados essenciais e alerta para os sinais do câncer de pele, principalmente no verão


Dezembro terminou e com ele a campanha nacional de conscientização ao câncer de pele. Mas não é por isso que os cuidados podem diminuir. O Dezembro Laranja, uma campanha dedicada à conscientização e prevenção do câncer de pele, um dos tipos mais comuns de câncer no Brasil, deve seguir sempre, ainda mais com a chegada do verão com suas altas temperaturas. 

Dra. Flávia Villela, médica especialista em Dermatologia, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, destaca a importância dos cuidados preventivos como uma forma eficaz de evitar problemas futuros. Segundo ela, além do uso imprescindível do protetor solar, existem medidas fundamentais para manter a saúde da pele em dia.

"Os cuidados com a pele vão além do simples uso do protetor solar. A limpeza diária com produtos adequados, a hidratação constante, a retirada adequada da maquiagem, o uso de água termal para proteger a hidratação e a utilização de produtos noturnos com substâncias reparadoras são passos essenciais para uma pele saudável", enfatiza a doutora.

A médica alerta sobre os primeiros sinais do câncer de pele, que podem se manifestar por meio de pintas que surgem rapidamente na pele com formação irregular, múltiplas cores na mesma lesão, descamação, sangramento ou lesões que não cicatrizam. Esses sinais devem ser observados com atenção, pois a detecção precoce é fundamental para um tratamento eficaz.

Algumas pessoas têm a predisposição de desenvolver a doença, Dra. Flávia comenta sobre a maior propensão dos homens ao câncer de pele devido à exposição solar e aos cuidados geralmente menores em comparação às mulheres. A especialista também destaca a importância do cuidado redobrado para pessoas de pele mais clara, que têm menor proteção natural contra os raios ultravioleta.

"Quem tem a pele mais clara precisa de cuidados redobrados, pois possuem menos melanina, tornando-se mais suscetíveis aos efeitos nocivos da radiação UV".

Pintas também necessitam de uma atenção maior, principalmente para aqueles que possuem um número significativo delas. Visitas regulares ao dermatologista são essenciais para avaliar e mapear as lesões existentes, identificando aquelas com potencial de risco.

"É fundamental conscientizar sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de pele. A maior parte das pintas é benigna, mas aquelas que apresentam características suspeitas devem ser avaliadas por um especialista", ressalta.

A prevenção e o cuidado com a pele são fundamentais para uma vida saudável. Utilizar sempre filtro solar com FPS 50 ou mais é primordial, assim como buscar orientação profissional e manter a saúde da sua pele em dia.

 

Dengue: saiba as diferenças entre os quatro tipos da doença e as formas de prevenir a infecção

 Estado do Rio de Janeiro confirma alta acentuada no número de casos e a primeira infecção pela variante DEN-4 desde 2018 

 

No início de dezembro, o painel Observatório Epidemiológico da Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou o aumento de 430% nos casos de dengue registrados este ano em relação ao acumulado de 2022 – com 20.096 casos ocorridos entre janeiro e dezembro contra 4.673 no ano anterior. As Secretarias de Saúde Estadual e Municipal do Rio de Janeiro também divulgaram a primeira infecção pelo tipo 4 depois de cinco anos sem registro da variante no estado. Até o momento, a doença tem quatro tipos conhecidos e se manifesta tanto de forma assintomática quanto em níveis graves, mas pode ser prevenida por meio da vacinação. De acordo com o dr. Alberto Chebabo, infectologista dos laboratórios Sérgio Franco e Lâmina, que fazem parte da Dasa, a maior rede de saúde integrada do Brasil, a dengue é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado, que também é capaz de espalhar o zika vírus e a chikungunya. Hoje, são conhecidos quatro tipos de dengue: as variantes DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. 

A DEN-1 é o tipo mais comum e, depois de infectar uma pessoa, ela passa a ser imune a essa variante pelo resto da vida. Já a DEN-2 é conhecida por ser um sorotipo mais agressivo, com maior risco de desenvolver as formas graves da dengue, principalmente em pacientes que já tiveram contato com a DEN-1. A terceira variante, DEN-3, é a mais incomum no Brasil e a DEN-4 tende a ser uma versão mais branda da doença, mas todas as variantes podem provocar tanto os sintomas mais comuns quanto levar aos estágios graves da condição. 

“Os primeiros sintomas de um paciente com dengue costumam ser febre alta, que pode durar semanas; dores de cabeça, no corpo e nas articulações; sensação de mal-estar e de indisposição, como se o corpo estivesse pesado. Infelizmente, muitos casos demoram a ser confirmados porque seus sinais podem ser confundidos com outras viroses”, explica o dr. Chebabo. 

Se o paciente não for tratado no estágio inicial da doença, novos sintomas podem surgir, como falta de apetite, vômitos e enjoos constantes, manchas avermelhadas na pele e até mesmo sangramento na região da gengiva e do nariz. Em casos de dengue hemorrágica, o tipo mais preocupante, são observados sinais que precisam ser identificados e tratados imediatamente, como dores abdominais fortes, dificuldade para respirar e vômitos frequentes. e outros sinais que precisam ser identificados e tratados imediatamente.  

“Ter uma infecção reincidente, ou seja, manifestar a dengue mais de uma vez ou tipos diferentes dessa doença, pode ser muito perigoso, porque a reinfecção pode agravar o estado de saúde do paciente. Por isso, é muito importante estar atento aos sintomas, buscar orientação médica em um posto de saúde ou emergência caso tenha os sintomas e tomar a vacina da dengue para prevenir o seu desenvolvimento”, enfatiza o dr. Chebabo.  

A vacina contra a doença, chamada QDenga, deve ser tomada em duas doses, com três meses de intervalo entre elas. Como não houve circulação da variante DEN-4 em território nacional durante a sua formulação, ainda não foi confirmado se a vacina protege contra esse tipo.  

Outras formas de prevenir a dengue incluem o uso de repelentes, principalmente se estiver em áreas com um número alto de casos confirmados; uso de roupas que cubram a maior parte do corpo ao sair de casa; e eliminação dos focos de mosquitos Aedes aegypti, que costumam colocar os seus ovos em recipientes com água parada, como caixas-d’água, potes destampados, calhas de telhado e outros.

 

Especialista aborda o teste de genotipagem no combate à resistência do HIV

Ainda pouco discutido, tema da resistência do vírus aos medicamentos disponíveis está intimamente relacionado a falha na adesão ao tratamento pelo paciente


A resistência a medicamentos contra o HIV é um fenômeno no qual o vírus deixa de ser inibido pelos fármacos, continuando a se multiplicar mesmo durante o tratamento. Isso acontece principalmente devido à alta capacidade de mutação do vírus, que acaba modificando os alvos originais onde os medicamentos deveriam atuar, tornando-os ineficazes perante essa “nova versão” do vírus. Para falar sobre o tema, em especial sobre a importância da genotipagem do vírus, o videocast Momento Ciência, da Thermo Fisher Scientific, recebeu o Dr. Carlos Brites, especialista com pós-doutorado pela Universidade de Harvard e atualmente professor titular de infectologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Muito além da resistência do HIV, a conversa trouxe luz sobre os principais pontos acerca do ‘dezembro vermelho’, mês dedicado à conscientização sobre o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.
 

A genética e o teste de resistência 

O exame de genotipagem do HIV é uma forma direta e rápida de identificar o padrão genético das mutações virais que podem conferir resistência biológica a um ou mais medicamentos das diferentes classes terapêuticas. Os critérios para realizar testes de genotipagem no Brasil são principalmente para pacientes com carga viral detectável acima de 500 cópias. 

Durante a conversa, Carlos Brites destaca que no Brasil, apesar de uma estabilização recente nos níveis de resistência devido a mudanças na medicação padrão, ainda existem desafios. “Antigamente, a resistência era mais comum a certos medicamentos, levando o Ministério da Saúde a substituí-lo por inibidores mais eficazes e resistentes a mutações. Atualmente, a maioria dos pacientes em tratamento antirretroviral tem carga viral indetectável, mas ainda há uma parcela significativa com resistência ao tratamento. A centralização dos testes de genotipagem em grandes centros urbanos, embora econômica, cria dificuldades logísticas, atrasando o processo em regiões mais afastadas das grandes capitais”, destaca Brites
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Nem tudo está na genética 

Brites destaca que uma causa comum para o desenvolvimento dessa resistência é a falha na adesão ao tratamento pelo paciente, que ao tomar o medicamento de maneira irregular, expõe o vírus a baixas doses do remédio. Isso favorece a seleção de variantes virais naturalmente resistentes, levando ao fracasso do tratamento e ao agravamento do quadro clínico do paciente, além de aumentar o risco de transmissão do HIV. Esse quadro reforça a importância de que todo o ecossistema de saúde deve funcionar de maneira harmônica para que o combate ao HIV seja, de fato, efetivo. Nesse sentido é crucial que o paciente se comprometa de forma responsável com seu tratamento, da mesma forma que é importante que sua carga viral seja monitorada periodicamente para que se avalie, por meio do teste de genotipagem, a necessidade ou não de substituir a terapia, bem como auxiliar na escolha do medicamento que o médico deve prescrever.
 

Prevenção e tratamento 

Outro assunto que também foi abordado é a PrEP, a Profilaxia Pré-Exposição, uma das formas de prevenir o HIV. Ela consiste na tomada de comprimidos antes da relação sexual, que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o vírus da AIDS. A pessoa em PrEP realiza acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brites destaca que a meta nacional deveria ampliar o número de diagnósticos (o que inclui a genotipagem), o que poderia teoricamente eliminar a epidemia até 2030. 

Em concordância ao que observa Brites, metas agressivas foram estabelecidas pelo Programa das Nações Unidas sobre o HIV/AIDS (também conhecido como UNAIDS) para reduzir as disparidades globais no tratamento e nos cuidados até 2030 e reduzir o número de novas infecções por HIV diagnosticadas em 90%. Esta é uma prioridade da UNAIDS, que espera até 2030 alcançar zero novas infecções pelo HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas com a AIDS. 

Neste contexto, a Thermo Fisher Scientific tem como meta ajudar a alcançar estes objetivos globais de saúde por meio do seu programa de Equidade Global em Saúde, viabilizando a adoção de soluções avançadas e acessíveis para testes de resistência aos medicamentos do HIV aos países de baixa e média renda, que ainda sofrem com o maior impacto desta doença. 

O episódio sobre HIV do programa Momento Ciência com o Dr Carlos Brites é apresentado por Renato Marques, gerente de marketing da Thermo Fisher, e Fábio Mury, doutor em biologia molecular pela USP e gerente de diagnóstico molecular para América Latina na Thermo Fisher Scientific e vai ao ar no mês de janeiro no canal da Thermo Fisher do YouTube.
 






Thermo Fisher Scientific

 

O papel do paciente e a sua participação no sucesso de uma cirurgia

Para garantir os melhores resultados de uma cirurgia, a participação do paciente é fundamental. Confira as principais etapas de uma cirurgia e como colaborar em cada uma delas 

 

O paciente desempenha um papel crucial no sucesso de uma cirurgia. Sua participação, sempre que possível, é imprescindível ao longo de todo o processo, desde a primeira consulta até o pós-operatório, seguindo as recomendações médicas, cumprindo as orientações e participando ativamente do seu próprio cuidado.

“A relação entre o profissional escolhido e a paciente tem que ser de muita cumplicidade, porque a paciente está confiando não apenas o resultado estético, mas também sua vida no ato cirúrgico”, alerta o Dr. Haryson Guanaes Lima. 

Do outro lado, o profissional está empenhado a dar o seu melhor, inclusive no acompanhamento pós-operatório. Por isso, é importante que as pacientes sigam atentamente as orientações e tirem todas as suas dúvidas. 

“Em uma cirurgia, 50% é responsabilidade do profissional, de sua capacidade técnica, sua experiência, mas os outros 50% é o paciente. E nós, profissionais, dependemos dessa participação da paciente e de diversas variáveis relacionadas a ela, como a cicatrização, sua nutrição, o repouso, os curativos, as vindas para as consultas pós-operatórias, entre tantas outras”, explica o médico.

 

O preparo para a cirurgia 

“O preparo do paciente é de suma importância e inclui exames pré-operatórios, preparos nutricional, psicológico, fisiológico e físico. Todos eles serão abordados desde a primeira consulta e acompanhados ao longo de todo o processo para garantirmos que as orientações foram compreendidas e vem sendo seguidas. 

Caberá ao paciente medidas simples, como a redução da ingestão de sal, para reduzir o inchaço e a pressão arterial, beneficiando o metabolismo correto do organismo e consequente cicatrização, uma boa hidratação, ingestão de alimentos construtores (cicatrizantes), como proteínas animais e vegetais, redução de alimentos inflamatórios, como farinhas brancas e açúcar, que atrapalharão a cicatrização, com menos inchaço e seroma, entre outras medidas”, explica o Dr. Haryson. 

Estão previstos o preparo psicológico, que verificará os reais motivos que levaram a paciente a buscar a cirurgia e avaliará as suas expectativas, se serão atendidas dentro dos resultados possíveis para o procedimento escolhido; o preparo fisiológico, com a realização de exames laboratoriais, de imagem, cardiológicos e outros, conforme o tipo de cirurgia e particularidades de cada paciente e, em alguns casos, a avaliação de outros especialistas, quando necessário. 

“O preparo físico também é muito importante e visa a redução do sobrepeso e dos riscos durante e após a cirurgia.

 

Relação médico-paciente 

O Dr. Haryson orienta sobre a importância de procurar sempre um profissional acolhedor, especialmente porque mesmo as cirurgias mais simples poderão exigir um contato mais frequente, consultas periódicas, comprometimento de ambos os lados. 

“Passados cerca de dois meses, em média, no caso das cirurgias estéticas, temos uma conversa com o paciente para saber suas impressões, fazer uma comparação do antes e depois e, eventualmente, verificar se há a necessidade de fazer algum aperfeiçoamento cirúrgico”, revela o médico. 

Isso porque, mesmo transcorrendo tudo conforme o planejado, podem ocorrer algumas manifestações cicatriciais do organismo ou uma pequena diferença nas mamas, por exemplo, que são imprevisíveis. Mas o Dr. Haryson tranquiliza as suas pacientes que até mesmo estas situações são esperadas e podem ser corrigidas.

“O importante é sempre deixar o resultado o mais adequado possível tanto às expectativas do paciente quanto às do próprio cirurgião”, avalia.

 

O papel do paciente 

Confira as principais etapas de uma cirurgia e como o paciente pode colaborar em cada uma delas: 

Preparação pré-operatória: o médico orientará caso haja diretrizes específicas, como jejum, interrupção de medicamentos ou preparação física. A adesão é importante para reduzir riscos e otimizar os resultados do procedimento. 

• Pós-operatório: a adesão às instruções é fundamental para uma recuperação bem-sucedida. Isso pode envolver a administração correta dos medicamentos, o seguimento de protocolos orientados pelo médico, restrições alimentares, como por exemplo a redução do sal e de alimentos anti-inflamatórios, atenção à ingestão suficiente de líquidos, realização de atividades físicas e visitas de retorno.


Conheça os principais exames do check-up anual e comece o ano novo cuidando da saúde

A avaliação possibilita a detecção de doenças em estágio inicial e a prevenção de fatores da hipertensão, problemas cardíacos e alguns tipos de câncer

 

Ainda sem estar na rotina dos brasileiros, o check-up anual é uma das melhores formas de prevenção e identificação precoce de doenças, aumentando consideravelmente as chances de diagnóstico preciso, tratamento adequado e de cura. O check-up anual pode detectar doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto, triglicerídeos, doenças respiratórias, irregularidades cardíacas, infecções urinárias, anemias e cânceres.

O cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Dr. Humberto Freitas, destaca que “a lista de exames do check-up possibilita a análise de fatores de risco para a saúde, além de trazer orientações quanto à necessidade de mudanças no estilo de vida da pessoa avaliada, sendo essa considerada a forma mais eficaz de prevenção de doenças, vale aproveitar o período de festas ou o início do ano novo para começar este hábito”.

Ele alerta ainda que a identificação de doenças graves e que se instalam de forma silenciosa, como o diabetes, a hipertensão, o colesterol alto e alguns tipos de câncer são realizadas durante o check-up anual. “Detectar essas doenças em estágio inicial ou investigar tendências podem evitar o surgimento delas. Também podemos corrigir hábitos e orientar rotinas que promovem qualidade de vida. É fundamental a adoção do check-up na agenda das pessoas uma vez ao ano”, explica.


Confira os exames típicos do Check-up anual

Os exames realizados durante o check-up podem variar de acordo com a idade, histórico familiar e de doenças de cada pessoa. No entanto, alguns exames são comuns na lista do check-up:

  • Hemograma;
  • Aferição de pressão arterial, verificação de peso e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC);
  • Exame de urina e fezes;
  • Colesterol total e frações;
  • Glicemia de jejum;
  • Ureia e creatinina;
  • Ácido úrico;
  • TGO e TGP (enzimas hepáticas);
  • Eletrocardiograma;
  • Ecocardiograma;
  • Teste ergométrico;
  • Teste de pressão arterial;
  • Mamografia e Papanicolau (para mulheres);
  • Colonoscopia (para homens e mulheres acima de 50 anos);
  • PSA e Exame de próstata (para homens acima de 50 anos);
  • Ultrassom de abdome total (para tabagistas e pessoas com histórico de aneurisma de aorta abdominal).

O médico também pode realizar exames físicos, de imagem ou específicos de acordo com o paciente e histórico. “O check-up médico anual é um processo contínuo e requer uma comunicação aberta com o médico, quaisquer preocupações ou problemas de saúde devem ser discutidos durante as consultas”, enfatiza o Dr. Humberto Freitas. Além disso, sempre é recomendado seguir um estilo de vida saudável, manter-se fisicamente ativo e alimentação equilibrada.

 

Rede de Hospitais São Camilo

 

Especialista em vacinas orienta sobre a nova vacina Pneumocócica 15 para se proteger contra a pneumonia

É preciso estar imunizado o ano inteiro para combater o vírus 


          A nova vacina Pneumocócica 15 ajuda a proteger de doenças pneumocócicas, provocada pela bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae), que pode causar a pneumonia, otites média e aguda e até meningite. O imunizante é recomendado para crianças entre dois meses de vida e seis anos e idosos a partir de 60 anos.

          “A vacina atualizada consegue proteger e evitar casos graves da doença. É importante que as pessoas acompanhem sobre as vacinas e tomem aquelas indicadas para a sua faixa etária, principalmente, contra infecções, como a pneumonia”, ressalta a Analista de Vacinas do Laboratório São Paulo, Raquel Gomes.

          Para crianças, adolescentes e adultos, que não estejam na faixa etária indicada, mas tenham predisposição a ter doença pneumocócica, a vacina também é recomendada, conforme orientação médica. A vacina Pneumocócica 15 é inativada e não causa nenhuma das doenças indicadas pneumocócicas. Disponível somente nos laboratórios particulares, o imunizante protege contra cinco sorotipos a mais do que a vacina Pneumocócica, disponível no calendário do SUS, que protege contra dez tipos da bactéria Pneumococo, pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

          A vacina Pneumocócica 15 pode ser tomada por quem já tomou a vacina Pneumo 13, já que ela amplia a proteção contra outros dois novos sorotipos.


Microempreendedores em Alerta: O Impacto da Exclusão do MEI Segundo Especialista André Charone

Com o prazo final de 31 de dezembro se aproximando, a tensão entre os Microempreendedores Individuais (MEIs) é palpável. A exclusão do Simples Nacional para aqueles com débitos pendentes não é apenas uma ameaça burocrática, mas um perigo real para a continuidade de milhares de pequenos negócios no Brasil. Em meio a essa atmosfera carregada, André Charone, contador e professor universitário, fornece uma visão valiosa sobre a situação, elucidando os desafios e as graves consequências dessa exclusão.

Segundo Charone, muitos MEIs foram atraídos pela simplicidade inicial de abrir esse tipo negócio, mas acabaram por negligenciar obrigações fiscais fundamentais. “Abrir um MEI não é muito mais complexo do que criar uma conta de e-mail. Qualquer pessoa com acesso à internet consegue fazê-lo tranquilamente. O problema é que essa praticidade faz com que muitos esqueçam a responsabilidade que vem por trás disso. Economicamente falando, o MEI é uma empresa e possui obrigações fiscais e tributárias a serem seguidas, ainda que simplificadas”, comenta o contador.

Agora, esses empresários que não ficaram em dia com as suas obrigações fiscais se deparam com a possibilidade de serem excluídos do regime tributário facilitado do Simples Nacional caso não regularizem suas dívidas. Essa exclusão representa um aumento significativo na carga tributária, com empresas passando a ser tributadas pelo regime de lucro presumido ou real. Para muitos, isso pode significar um aumento de até 1.000% nos custos tributários, uma realidade que poderia paralisar suas operações.

O especialista ressalta a importância da ação imediata. MEIs precisam verificar suas pendências fiscais e buscar o pagamento ou parcelamento das dívidas através do portal do Simples Nacional ou do aplicativo MEI. Charone enfatiza que o prazo até 31 de dezembro é crítico e que atrasos podem resultar em consequências severas, incluindo a perda de benefícios previdenciários e dificuldades no acesso a crédito.

Caso não o façam dentro desse prazo, Charone explica que também é possível fazer novamente a opção pelo regime especial até 31 de Janeiro de 2024. Porém, para isso, também é necessário regularizar as suas pendências com o fisco. “Após o mês de janeiro, quem não voltar ao Simples Nacional terá que passar o ano inteiro sendo tributado pelo Lucro Presumido ou pelo Lucro Real, onde a tributação é muito maior”, comenta André Charone.

Para aqueles que já receberam o Termo de Exclusão, Charone menciona a opção de impugnação como uma possível linha de defesa. No entanto, ele adverte que esse processo deve ser iniciado sem delongas e, idealmente, com a assistência de um profissional contábil.

Charone finaliza com uma mensagem de urgência e atenção aos microempreendedores. Ele destaca a grande importância de regularizar a situação fiscal para a sobrevivência do negócio e incentiva os MEIs a procurarem orientação profissional para navegar por esse processo desafiador. O cenário é crítico, mas com ação imediata e orientação adequada, muitos negócios podem evitar o destino ameaçador da exclusão e continuar a ser uma parte vital da economia brasileira.



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. André lançou dois livros com o tema "Negócios de Nerd", que na primeira versão vendeu mais de 10 mil exemplares. Os livros trazem lições de gestão e contabilidade, baseados em desenhos e ícones da cultura pop.
Instagram: @andrecharone


Importância do berçário e do maternal para as crianças

Esse início de contato com a escola associa ensino e cuidado, funcionando como um complemento da educação familiar

 

 A educação infantil, que atende crianças de zero a cinco anos de idade, é a primeira etapa da educação básica.  Esse início de contato com a escola associa ensino e cuidado, funcionando como um complemento da educação familiar. Sendo também uma das mais importantes etapas da formação, onde os pequenos estudantes passam a existir fora do convívio da família, desenvolvendo suas personalidades, autonomia e socialização, se abrindo para novas descobertas e conhecimentos.

Segundo Priscila de Moraes, Coordenadora Pedagógica da EDF – Escola do Futuro, levar um bebê (0-1) ao berçário e ter uma separação tão precoce do ambiente familiar é um processo difícil para a família como um todo, mas há inúmeros benefícios: “A interação com outras crianças é muito importante ao desenvolvimento e nesta fase eles se socializam de modo muito mais natural. Além disso, uma boa instituição de ensino proporciona estímulos que em casa, talvez, não teriam, seja pela rotina em coletivo, objetos, brincadeira e propostas diferentes”. 

Para ela, se a criança não tem oportunidades de socialização no seu dia a dia em casa, matriculá-la em um maternal (1-3) seria uma opção fundamental, “Nesta idade a criança precisa do contato com outras crianças para poder desenvolver sua regulação a frustração, lidar com conflitos, aprender a ceder, internalizar a ideia de coletivo e pertencimento, assim como também ter atividades que ajudam em outros desenvolvimentos, que dentro de casa podem deixar de ser estimulados”, detalha.

Priscila explica que tanto no berçário como no maternal, a criança está sob o cuidado de profissionais preparados para ajudar os pais a enxergarem estímulos necessários que não conseguiriam observar, por não terem conhecimento de desenvolvimento humano e nem outros exemplos de crianças da mesma idade.  

 

Processo de adaptação 

A escola sempre tem uma proposta de adaptação para as crianças nesta fase, mas, depende muito da instituição de ensino, de cada uma delas e também da família. “A proposta inicial é que ela conheça o ambiente com os pais, assim como a professora, deste modo, se sentirão mais seguros, o que é extremamente importante para que se sintam mais protegidos e confortáveis. O tempo de permanência da criança precisa ser considerado nos primeiros dias, pois, pode ser muito desgastante para quem não está acostumado com uma rotina coletiva , e ter que começar com longas jornadas neste processo. Ir aumentando o tempo aos poucos pode ajudar a adaptação”, alerta a Coordenadora Pedagógica da EDF – Escola do Futuro.  

Ela esclarece que é preciso proporcionar atividades que possibilitem o uso de materiais diferentes e que aguce a curiosidade do pequeno estudante, fazendo a diferença neste processo. Os professores ou cuidadores também precisam estar abertos para se conectarem ao novo aluno. “Nesta fase, os pequenos estudantes recebem estímulos para: a socialização; resolução de problemas; regulação de frustrações; compartilhamento; desenvolvimento da coordenação motora fina e grossa; linguagem; pensamento lógico; discriminação visual e espacial; pensamento coletivo; desenvolvimento da empatia; autoconhecimento, autocuidado e autonomia; atenção; escuta e para o desenvolvimento de todas as funções executivas, que são essenciais para ações eficientes e adaptativas ao longo da vida. Essas incitações são necessárias do berçário ao maternal, o que varia é a complexidade e desafios para cada etapa de crescimento”, completa.

 

Socialização e autonomia 

A socialização escolar nessa fase pode promover autocontrole, regulação sócio emocional e empatia nas crianças.  “As trocas, com conflitos naturais, da relação com crianças da mesma idade, mediado por adultos profissionais, que as auxiliam a se colocar de modo positivo no ambiente social, é importante ao desenvolvimento. Para isso, é fundamental contar com profissionais que entendam seu papel de mediador para auxiliar nos conflitos, frustrações e regulações. A criança vivencia muito mais situações na escola, naturalizando cada vez mais o seu incremento para o social”, explana.  

Para Priscila, diferentemente do ambiente do lar, na escola a autonomia é um ponto de atenção constante. “Permitir que a criança faça, com supervisão, tudo o que já conquistou de movimentos, destreza, equilíbrio e de possibilidades de execução, de organização e autocuidado, valoriza o desenvolvimento. É uma preparação para que os novos desafios sejam realizados com segurança e entusiasmo, além de garantir a autoestima e a sensação de realização”, aclara.   


Introdução ao bilinguismo  

Nesta fase, muitos pais têm procurado escolas bilíngues, onde os pequenos possam crescer conhecendo outras línguas além do português, desenvolvendo novas habilidades, estimulando a criatividade e curiosidade, além da familiarização desde cedo.  “Estar exposta a um ambiente bilíngue ou multilíngue, é muito importante para a criança nestas fases, pois desenvolverá um outro idioma com contexto e de modo natural, ampliando neurologicamente suas conexões linguísticas e simbólicas”, finaliza a Coordenadora Pedagógica da EDF – Escola do Futuro. 


Cinco tecnologias para a saúde que terão destaque em 2024

Ferramentas de inovação vão demandar mais de 70 mil novos profissionais no próximo ano

 

As novidades no setor de tecnologia surgem a todo instante para oferecer praticidade, assertividade, agilidade e insights às mais diversas tarefas. Atualmente, a tecnologia é considerada um braço direito em todos os setores - e não seria diferente na saúde.

Atualmente, o mercado busca cada vez mais profissionais para atender às demandas relacionadas à tecnologia. De acordo com o estudo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o setor de tecnologia está em constante evolução e, somente no Brasil, vai demandar mais de 70 mil novos profissionais até 2024.

Empresas como a MV, multinacional especializada em soluções tecnológicas para a saúde, estão investindo cada vez mais em ferramentas tecnológicas, selecionadas por meio de intenso mapeamento de mercado e networking com as melhores empresas do mundo. Veja a seguir cinco tendências tecnológicas que são promissoras para 2024, segundo os executivos da MV.


Metaverso

Metaverso é o termo que indica um tipo de universo virtual que tenta simular a realidade por meio de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de realidade virtual, realidade aumentada e internet. Na saúde, o metaverso tem impacto na conexão entre profissionais e pacientes e pode, por exemplo, ajudar na formação e no treinamento de novos profissionais. É uma ferramenta que pode transformar a maneira de realizar procedimentos complexos, como cirurgias e intervenções invasivas, sem colocar um paciente em risco.



Tecnologia Sustentável

Práticas sustentáveis vêm crescendo de forma constante no mundo da tecnologia: 87% dos líderes empresariais afirmam que buscam alternativas mais sustentáveis, muitas vezes mais caras, para minimizar impactos ambientais. Esse tipo de escolha está cada vez mais valorizado, segundo uma pesquisa da Amcham elaborada com 300 líderes empresariais, que integra o relatório de tendências do Prêmio Eco 2022. A tecnologia sustentável é utilizada com o objetivo de conservar os recursos naturais e proporcionar o desenvolvimento social e econômico para as gerações futuras. Na saúde, soluções sustentáveis também têm espaço, como o uso de tecnologia de ponta para a produção de medicamentos mais sustentáveis e o desenvolvimento de dispositivos médicos mais duráveis e menos descartáveis. Outro exemplo de tecnologia sustentável na saúde é a telemedicina: o formato de consultas online evita desperdícios de recursos como papel, água, energia e outros suprimentos.



5G e conectividade avançada

As tecnologias de conectividade avançadas são incluídas de forma crescente em diversos setores tecnológicos e empresariais. Elas trazem novas possibilidades para inovar as operações e o processo de desenvolvimento de produtos, criar modelos de negócios e ainda relacionar-se com a cadeia produtiva. O 5G é a quinta geração da tecnologia móvel e oferece velocidades de conexão mais rápidas, que variam de 10 a 100 vezes mais em comparação com a geração anterior. Com isso, a indústria poderá adotar automação avançada, comunicação entre máquinas (M2M) e análise de dados em tempo real.

“O médico passa a estar em todo o lugar e, por meio da telessaúde, ele pode atender seu paciente por uma videochamada, por exemplo, monitorar informações de pessoas em estado grave ou receber indicadores provenientes de uma conexão IoT sobre quadros sensíveis”, explica Andrey Abreu, Diretor Corporativo de Tecnologia na MV. "A gestão da saúde estará na palma da mão do médico e, para isso, é preciso uma boa conectividade”, complementa.



Aplicativos Inteligentes

Os aplicativos inteligentes (smart apps) são sistemas capazes de unir quantidades de dados de sensores, usando algoritmos de Machine Learning e análises preditivas. De acordo com a McKinsey, estima-se que apenas a Internet das Coisas poderá gerar até US$ 11,1 Trilhões por ano em valor econômico até 2025. Além de trazer insights, os aplicativos inteligentes proporcionam eficiência operacional, experiência individual e estratégica para o cliente e novos modelos de negócio. Com o aplicativo inteligente Global Health da MV, por exemplo, pacientes, instituições de saúde e médicos podem se conectar de forma simples para compartilhar informações de forma segura, acessando e marcando consultas e exames laboratoriais. Ela possibilita a obtenção de dados sobre exercícios físicos, dieta e nutrição, busca de medicamentos, agendas médicas, telemedicina, rede médica, sinais vitais etc., conectando empresas e profissionais dessas modalidades.



Bioinformática e personalização

A bioinformática e a personalização na medicina adaptam o tratamento com base nas características genéticas e moleculares individuais de cada paciente. Um dos principais benefícios do uso da bioinformática na medicina personalizada é a capacidade de identificar os fatores de risco de um paciente para certas doenças e adaptar os tratamentos a esses fatores de risco. Ao analisar os dados genéticos de um paciente, a bioinformática pode prever com precisão a probabilidade de uma pessoa desenvolver certas condições e pode recomendar mudanças no estilo de vida ou outros tratamentos que possam reduzir o risco.


Pequenas e médias empresas poderão migrar para o mercado livre de Energia a partir de janeiro

Medida deve representar economia e impulsionar competitividade



A partir de janeiro de 2024, o mercado livre de energia no Brasil se tornará uma opção viável para mais de 100 mil pequenas e médias empresas conectadas à rede de média e alta tensão, conhecidas como "grupo A". Essa mudança segue a recente publicação de uma portaria pelo Ministério de Minas e Energia e uma normativa pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), visando proporcionar às empresas a oportunidade de reduzir custos e aumentar a competitividade. A principal alteração trazida por essa regulamentação é a eliminação da exigência de demanda mínima para a adesão ao mercado livre. A partir de 2024, empresas com faturas mensais superiores a 10 mil reais já serão elegíveis, simplificando o processo de migração e tornando-o mais acessível.

 

Segundo especialistas do setor, essa mudança representa um passo significativo para incentivar a eficiência energética, pois o preço da energia elétrica no mercado livre está diretamente relacionado à oferta e à demanda. Empresas que adotam práticas mais eficientes no consumo de energia podem se beneficiar de tarifas mais vantajosas. "Ao permitir que mais de 100 mil pequenas e médias empresas ingressem no mercado livre, estamos abrindo novas oportunidades para a redução de custos e aprimoramento da competitividade. Com a perspectiva de expandir o Ambiente de Contratação Livre (ACL), espera-se que a nova regulamentação impulsione o crescimento sustentável do setor", opina Uberto Sprung, CEO da Spirit Energia, especialista assessoria de consumidores no mercado livre de energia.

 

Sprung explica que, no Brasil, existem duas formas de consumidores adquirirem energia: pelo Ambiente de Contratação Regulada (ACR), em que as concessionárias fornecem energia a preços regulados, e pelo Ambiente de Contratação Livre (ACL) ou Mercado Livre de Energia, que oferece aos consumidores a liberdade de negociar diretamente com fornecedores.

 

Benefícios da migração para o mercado livre:

 

A abertura do acesso ao mercado livre de energia traz vantagens notáveis para as pequenas e médias empresas, incluindo maior liberdade de escolha, acesso a preços mais competitivos, autonomia nas decisões relacionadas à energia e uma previsão mais clara das despesas energéticas. "Este anúncio representa um avanço no setor de energia brasileiro, promovendo um ambiente mais dinâmico e favorecendo a competitividade das empresas", observa Sprung.

 

Quem pode aderir ao Mercado Livre de Energia

 

A transição para o mercado livre de energia está aberta a pequenas e médias empresas que atendam ao único requisito de pertencerem ao grupo A, o qual engloba aquelas com tensão de alimentação superior a 2,3 kV. A partir de 2024, não será mais necessária a demanda mínima para adesão, tornando o processo mais inclusivo. Em termos práticos, faturas de energia mensais superiores a 10 mil reais já qualificam as empresas para migrar. Segundo Sprung, essa transição dispensa a adesão via Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e elimina as complexidades associadas aos eventos financeiros dessa entidade. O processo é conduzido de forma simplificada por meio da representação do comercializador, garantindo uma transição mais fácil e acessível para as empresas interessadas.


Spirit Energia


Precisamos nos envolver mais com a educação infantil

Fernanda King, fundadora da Escola Petit Kids, alerta para o atraso no desenvolvimento psicossocial infantil, especialmente nas famílias mais vulneráveis

 

O levantamento do Ministério da Saúde de que quase 1 em cada 4 crianças apresenta atraso no desenvolvimento psicossocial até os 5 anos de idade era esperado, mas não deixa de ser “alarmante”, avalia a pedagoga Fernanda King, fundadora da escola infantil Petit Kids. “São números alarmantes. Quase 25% das nossas crianças de até 5 anos não estão tendo o desenvolvimento esperado, seja na aquisição de habilidades ou comportamentos esperados para essa faixa etária”, alerta.

Fernanda argumenta que a fase dos 0 aos 3 anos é crítica na formação psicossocial e intelectual do futuro adulto e precisa receber a devida atenção de todos os responsáveis por crianças pequenas – famílias, educadores e autoridades. “Se mais pessoas se envolvessem na educação infantil falando da sua importância, conseguiríamos conscientizar mais adultos, famílias e responsáveis pela educação”.

Segundo o levantamento do projeto Pipa (Primeira Infância para Adultos Saudáveis), realizado pelo Ministério da Educação e Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, 10,1% das crianças até 3 anos de idade apresentaram atraso no desenvolvimento esperado, assim como outras 12,8% na faixa entre 3 e 5 anos de idade.

Somando os dois grupos, são 22,9% de crianças com atrasos no período mais crucial de estímulos ao aprendizado. Nos primeiros anos de vida, o cérebro infantil se desenvolve mais rapidamente e é bastante sensível aos cuidados e estímulos ambientais. O estudo foi divulgado no final de outubro, com informações coletadas entre mais de 13 mil crianças que moram em 13 capitais brasileiras.


Situação crítica

Ainda de acordo com a pesquisa, o atraso no desenvolvimento infantil é maior entre as famílias com vulnerabilidade social e situação de pobreza. Crianças de famílias beneficiárias do Bolsa Família apresentaram, na média geral, 15% de atraso no desenvolvimento infantil esperado até os 5 anos, frente aos 9% de lares que não participavam de nenhum programa social.

A situação pode ser ainda mais grave, destaca Fernanda. “A pesquisa fala de quase 25% das nossas crianças nas capitais brasileiras, mas imagina o resultado em zonas rurais, onde o acesso à informação é ainda mais restrito. Essas crianças não atingiram o desenvolvimento esperado e estão com atrasos consideráveis.”

Inclusão

A importância do desenvolvimento na primeira infância é assunto recorrente de Fernanda nas redes sociais e palestras que dá como consultora educacional. “Tenho feito isso bravamente para conscientizar mais pessoas”, reforça.

Além da conscientização, Fernanda oferece bolsas de estudo em sua escola para crianças de famílias em vulnerabilidade. De acordo com a pedagoga, a Petit Kids tem um programa de bolsa de estudos para crianças da comunidade e filhos de funcionários, com o objetivo de ampliar o acesso à educação de qualidade para o maior número de pessoas.

Pela importância do tema para as crianças e desenvolvimento de adultos saudáveis, a pedagoga defende que a educação infantil deve ser prioridade. “Não pulem a educação infantil nos anos iniciais das crianças. Frequentando uma creche, ela tem muito mais a ganhar do que a perder”.

 


Fernanda King - pedagoga com pós graduação em Desenvolvimento Infantil, tendo formação especializada em educação infantil em Reggio Emília (Itália) e na Argentina é diretora e fundadora da Petit Kids. Apesar de ter começado sua carreira como publicitária, profissão que trouxe essa carioca para São Paulo, a maternidade a fez mudar de profissão. Abriu sua própria escola em fevereiro de 2015 com o propósito de educar sua filha de forma mais humanizada. Daí passou a estudar a nova área, se tornando além de mantenedora escolar, uma diretora engajada na busca de uma forma de educar afetiva e acolhedora.


Petit Kids
@escolapetitkids

Especialista explica a importância do marketing educacional

Dr. Gabriel Lopes destaca a importância da democratização da ciênci

 

O debate em torno do marketing educacional e divulgação de conteúdo científico tem sido pauta recorrente tanto na internet, quanto dentro do âmbito acadêmico. Por vezes, a expressão "marketeiro educacional" é mencionada de forma depreciativa, questionando se o trabalho científico deveria ou não ser divulgado para o grande público em veículos de massa e mídias sociais.

De acordo com o Dr. Gabriel Lopes, presidente da Logos University International, é evidente que visões preconceituosas sobre a integração do marketing na educação emanam de perspectivas ultrapassadas, permeadas por uma nostalgia que carrega o apreço pelo “cheiro de papel" mesmo em pleno século XXI, “Em uma época que as tecnologias educacionais lideram a vanguarda da nova educação, é essencial reconhecer que a ciência e o conhecimento não podem ser confinados aos limites universitários ou às páginas de revistas científicas”, explica o especialista.

Para Gabriel, o marketing educacional não deve ser encarado com desdém; ao contrário, desempenha um papel singular e nobre ao levar informações valiosas à sociedade, “O discurso sobre a democratização da ciência perde sua legitimidade quando o preconceito contra a divulgação acadêmica afeta mentes que deveriam se abrir para novas possibilidades”, acrescenta.

A necessidade de divulgar a ciência foi reconhecida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde se enfatizou a importância de incentivar os pesquisadores a compartilharem seus trabalhos. A era digital e as mídias sociais tornam-se estratégicas para a divulgação de pesquisas, “Seria injusto condenar uma universidade que se propõe a divulgar a ciência que produz? De tornar os avanços científicos democratizados e fáceis de entender pela população? Ou tal crítica provém apenas de mentes resistentes à mudança?”, questiona o profissional.

Justamente por isso, para o especialista, as mídias sociais são estratégicas para divulgação de pesquisas. Os periódicos científicos precisam adotar novas estratégias para divulgar suas publicações. O objetivo principal é atrair autores, leitores, e também aumentar o número de citações aos artigos publicados, uma métrica crucial na avaliação de revistas acadêmicas.


As estratégias podem ser através de mídias sociais pessoais, profissionais, podcasts, matérias jornalísticas ou enciclopédias colaborativas, “É imperativo que deixemos de lado preconceitos e abracemos a ideia de que a divulgação científica, incluindo o marketing educacional, desempenha um papel crucial na construção de uma sociedade mais informada, engajada e receptiva ao progresso. O verdadeiro desafio é superar as barreiras do passado e abraçar a essência da educação como uma fonte contínua de crescimento e esclarecimento”, finaliza Gabriel.

 

UniLogos

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