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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ministério da Saúde e ANS publicam regras para estimular parto normal na saúde suplementar




Operadoras terão que disponibilizar informações para a gestante e orientar médicos para uso do partograma
O Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicam nesta quarta-feira (7/1) resolução que estabelece normas para estímulo do parto normal e a consequente redução de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar. As novas regras ampliam o acesso à informação pelas consumidoras de planos de saúde, que poderão solicitar às operadoras os percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais por estabelecimento de saúde, por médico e por operadora. As informações deverão estar disponíveis no prazo máximo de 15 dias, contados a partir da data de solicitação. Atualmente, 23,7 milhões de mulheres são beneficiárias de planos de assistência médica com atendimento obstétrico no país, público-alvo dessas medidas. As regras foram apresentadas pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e os diretores da ANS nesta terça-feira (6/1), em Brasília, e passam a ser obrigatórias em 180 dias.
Atualmente, no Brasil, o percentual de partos cesáreos chega a 84% na saúde suplementar. Na rede pública este número é menor, de cerca de 40% dos partos. A cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados a prematuridade.
“Não podemos aceitar que as cesarianas sejam realizadas em função do poder econômico ou por comodidade. O normal é o parto normal. Não há justificativa de nenhuma ordem, financeira, técnica, científica, que possa continuar dando validade a essa taxa alta de cesáreas na saúde suplementar. Temos que reverter essa situação que se instalou no país”, enfatizou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O Ministro reforçou ainda que a redução de cesáreas não é uma responsabilidade exclusiva do poder público, mas de toda a sociedade brasileira. “É inaceitável a epidemia de cesáreas que há hoje no país e não há outra forma de tratá-la senão como um problema de saúde pública”, destacou.
Outra mudança trazida pela nova resolução é a obrigatoriedade das operadoras fornecerem o cartão da gestante, de acordo com padrão definido pelo Ministério da Saúde, no qual deverá constar o registro de todo o pré-natal. De posse desse cartão, qualquer profissional de saúde terá conhecimento de como se deu a gestação, facilitando um melhor atendimento à mulher quando ela entrar em trabalho de parto. O cartão deverá conter também a carta de informação à gestante, com orientações e informações para que a mulher tenha subsídios para tomar decisões e vivenciar com tranquilidade esse período tão especial.
Caberá ainda às operadoras a orientação para que os obstetras utilizem o partograma, documento gráfico onde são feitos registros de tudo o que acontece durante o trabalho de parto. Nos casos em que houver justificativa clínica para a não utilização do partograma, deverá ser apresentado um relatório médico detalhado. O partograma passa a ser considerado parte integrante do processo para pagamento do procedimento parto.
Para a gerente de Atenção à Saúde da ANS, Karla Coelho, o instrumento é importante para casos em que, por exemplo, haja troca de médicos durante o trabalho de parto. “Ali diz se a mulher é diabética, tem hipertensão, quais remédios está tomando, como estão as contrações, se há sofrimento fetal, se o parto não progride”, enumera.

PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE - A elaboração da Resolução Normativa contou com a participação de toda a sociedade, que teve oportunidade de enviar contribuições para a consulta pública, realizada no período de 24/10 a 24/11/2014.
Foram colocadas em consulta duas minutas de normas: uma sobre o direito de acesso à informação pela gestante, que teve 455 contribuições, das quais 40% foram enviadas por consumidores; e a outra minuta sobre o Cartão da Gestante e a utilização do partograma, que contou com 456 contribuições, sendo 38% de consumidores.
Após análise de todas as propostas enviadas, as minutas foram unificadas e deram origem a uma Resolução Normativa. Entre as principais mudanças implementadas estão a redução do prazo de 30 para 15 dias para informação sobre o percentual de cesarianas pela operadora; maior clareza na definição do método de cálculo e o prazo referente aos percentuais; e a inclusão na Carta de Informação à Gestante dos canais de relacionamento da ANS.
Para o diretor-presidente da ANS, André Longo, essas são medidas indutoras. “Essas iniciativas podem incitar uma mudança de comportamento nos hospitais e se somarão a outras que já estão sendo tomados em conjunto com o Ministério da Saúde”. Ele citou ainda que, caso uma operadora deixe de prestar as informações solicitadas, pagará multa de R$ 25 mil.

AÇÕES PARA 2015 - O incentivo ao parto normal permanece na agenda da ANS em 2015. Entre as ações previstas para o ano está a participação da Agência no Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério da Saúde para a elaboração da Diretriz Clínica para o Parto; a promoção de um seminário sobre boas práticas na atenção ao parto e nascimento; o estímulo à habilitação de hospitais privados à iniciativa Hospital Amigo da Criança e da Mulher; e o desenvolvimento do Plano de Cuidado Nascer Saudável. Também terá andamento o projeto piloto de atenção ao parto e nascimento implementado a partir de outubro de 2014 em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI).


 Isabella Ecksteinn
 ANS

Perspectivas para 2015: como enfrentar o Ano do Touro




 Monte em um touro: ele pula, esbraveja e não sossega antes de te derrubar e te pisotear. Pois bem, 2015 é o Ano do Touro. Teremos que domá-lo à unha, se quisermos passar ilesos os próximos 365 dias.
Segundo relatório da primeira pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, sobre as perspectivas para 2015, a inflação anual deve superar a meta de 6,5%, estabelecida pelo governo. Já o crescimento do PIB foi rebaixado de 0,55% para 0,50% ao ano. Ainda de acordo com a pesquisa, a taxa básica de juros será ampliada para 12,5% até o final de 2015 e a alta do dólar deve continuar até 2016. Isto sem falar de aumento das tarifas de serviços básicos de infraestrutura, como luz, água, transporte e alta de impostos, como já anunciou o novo ministro Joaquim Levy. É, parece que o touro está bravo mesmo!
Para a indústria, a expectativa é de terminar o ano com crescimento de 1,04%. Um alívio, considerando o amargor dos últimos períodos. Basta lembrar que no primeiro semestre de 2014, a indústria nacional acumulou perdas de 2,6% em sua produção. Com os piores resultados, desde crise econômica mundial de 2008, empresários têm de repensar suas atividades para superar o prejuízo.
Para Ricardo Martins, diretor titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), Distrital Leste, “há muito por ser feito para que se atinja um ambiente favorável aos negócios. Resta aos empresários brasileiros unirem-se, arregaçarem suas mangas e tentarem reativar o ano que parece perdido. Em 2015, voltamos nossas expectativas para a retomada do crescimento econômico do Brasil, com ajustes feitos de maneira acertada pela nova equipe econômica”.
Carreira é outro item que não pode deixar de ser planejado em 2015. Entre as profissões em alta estão: engenharia, logística, big data, tecnologia, ciências contábeis e administração. Segundo Carlos Perobelli, CEO da 5A Company e autor do livro ”Construindo os 5 Ases”, “a gestão de talentos é considerada, por executivos do mundo todo, a estratégia de negócios mais importante para uma corporação. Ainda assim, boa parte admite que a própria empresa não tem uma estratégia para essa área implementada e acha que não detém as pessoas certas para liderar”. Os resultados são de uma pesquisa global, que incluiu o Brasil, feita pela consultoria de recrutamento para altos executivos Korn/Ferry com a participação de mais de cem profissionais.
Para Perobelli, os líderes precisam compreender que ao contratarem uma pessoa, também contratam sua experiência profissional e, a tiracolo, os vícios adquiridos em trabalhos anteriores. Por isso, é necessário remover o "recipiente", de forma que esse novo colaborador possa desenvolver raízes fortes que possibilitem a superação dos "ventos fortes", da "seca" e dos demais fatores que podem comprometer seu sucesso na empresa.
No setor imobiliário, a compra da casa própria continua sendo o sonho de muitos brasileiros. No entanto, após conquistar a nova moradia, muitas famílias veem seus planos ruírem, de uma hora para outra, devido ao atraso na entrega do imóvel ou por inadimplência no financimento. Problemas financeiros, como desemprego e perda de renda, estão entre os principais motivos que têm levado os compradores de imóveis a pedirem a rescisão do contrato.
A modalidade para financiar a casa própria, o comprometimento da renda e a documentação são alguns dos trâmites que envolvem a aquisição do financiamento imobiliário. Para evitar dissabores aos que pretendem adquirir crédito habitacional, a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências acaba de lançar cartilha com 26 perguntas e respostas sobre o financiamento imobiliário.
Para Marco Aurélio Luz, presidente da entidade, na ânsia de realizar o sonho da casa própria, em muitos casos, o futuro proprietário não se atenta justamente nas perigosas letras miúdas inseridas no contrato ou, até mesmo, faz com que aceite as imposições do contratante no fechamento do negócio. “Durante o financiamento, o comprador pode enfrentar vários problemas, como desemprego, por exemplo. Esperamos que a Cartilha do Mutuário ajude esses consumidores e evitar que caiam em armadilhas”, recomenda.
A corrupção, ativa ou passiva, no entanto, ainda é o maior dos entraves para que a economia brasileira volte a crescer. Em seu discurso de posse, a presidente Dilma disse que "a corrupção ofende e humilha os trabalhadores, os empresários e os brasileiros honestos e de bem. Proponho um grande pacto nacional contra a corrupção, que envolve todas as esferas de governo e todos os núcleos de poder. Devemos lutar contra os predadores internos e inimigos externos. A corrupção deve ser extirpada”, sentenciou.
De acordo com o estudioso Antenor Batista, autor do livro “Corrupção: O 5° Poder – Repensando a ética”, combater a corrupção não é uma tarefa fácil. Os riscos são muitos. “Mesmo assim, não devemos abandonar a luta. Para esse mister, a união dos incorruptíveis é por demais importante, para que formemos uma legião de pessoas afins, imbuídas de princípios éticos e elevado conceito de cidadania. Para essa cruzada, sempre que soubermos da lisura dos atos de um cidadão, devemos procurar nos unir a ele ou fazer com que ele se una a nós, para que possamos, ainda que modestamente, contribuir em favor de uma sociedade melhor”.
Já a jornalista Clarice Pereira, especialista em Marketing, acredita que os profissionais da área de comunicação podem coloborar e muito para a mudança dos paradigmas em 2015. “Forças instintivas levam as pessoas a fazerem algo, e quando suas necessidades básicas não são satisfeitas, levam ao impulso, como por exemplo, o efeito manada (quando todos querem a mesma coisa ao mesmo tempo).  Em outras palavras, compreender o processo psicológico é fundamental para entender como as pessoas tomam decisões, qual é a sua expectativa de valor e como reagem a determinados sinais. Além da análise racional e consciente, fatores como cheiros, cores, luzes, sons e emoções podem ser capazes de maximizar valores determinantes, de acordo com a percepção de cada um”.  Fica a dica: que venha o touro, mas que venha em forma de bife!

Especialista alerta para vacinas infantis importantes antes das viagens de férias




A atualização da carteira de vacinação é um dos itens mais importantes antes de preparar as malas

As viagens durante o período de férias requerem diversos cuidados, e um dos principais é a saúde das crianças. Existem vacinas específicas, obrigatórias e recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para quem vai viajar para determinadas regiões e países de todo o mundo. Por isso, assim que o destino for conhecido, o ideal é a pessoa se informar, com a maior antecedência possível, sobre as exigências de vacinação do local visitado. Isso porque muitas vacinas, após a sua administração, levam um tempo para começar a conferir proteção ao indivíduo vacinado.
De acordo com o infecto-pediatra Marco Aurélio Sáfadi, representante da Sociedade Latino-Americana de Infectologia Pediátrica (SLIPE), no Comitê de Doenças Infecciosas da Academia Americana de Pediatria, além de estarem atentos aos pequenos, os pais devem ter cuidado redobrado com a própria vacinação, já que em alguns casos, os pais ou cuidadores são os principais agentes transmissores de doenças aos filhos.
Isso ocorre, por exemplo, com a coqueluche, infecção respiratória de contágio pela fala, tosse ou espirro, que no ano passado teve um aumento de 97% no número de casos no Brasil. Para as crianças, a primeira dose da vacina é recomendada aos dois meses de vida. Entretanto, para aumentar a proteção e garantir a saúde do bebê desde os primeiros de vida, a partir deste ano, as gestantes já devem ter direito à imunização gratuita com a vacina tríplice acelular para adultos (dTpa), o que garantiria a transmissão de anticorpos protetores da mãe para o filho, antes do nascimento.

Veja algumas dicas na hora de programar a viagem com as crianças 
- Levantar o máximo de informações possível sobre o local visitado;
- Procurar saber sobre a situação sanitária do país escolhido;
- Saber se a região é foco de alguma doença que exija vacinação específica;
- Durante a estadia, prestar atenção no consumo de alimentos e na qualidade da água;
- Crianças devem evitar aglomerações e locais fechados, o que diminui o risco de um problema respiratório;
Algumas doenças preveníveis por vacinas que irão proteger o seu filho
Doença
Público-alvo para vacinação
Sarampo
A vacina tríplice viral está indicada a partir dos 12 meses.
Difteria, Tétano e Coqueluche
A imunização é recomendada aos dois, quatro e seis meses de idade, com doses de reforço aos 15 meses e aos cinco anos.
Gripe Sazonal
A vacinação é anual, principalmente para crianças  de 6 meses a menos de 5 anos e  crianças com doenças que afetem o sistema imunológico, doenças cardíacas ou pulmonares crônicas, por exemplo.
Febre Amarela
O esquema vacinal começa a partir dos nove meses. Em caso de viagem para um local de risco, a vacina deve ser tomada pelo menos dez dias antes do deslocamento.
Hepatites A e B
A imunização ocorre a partir de um ano, com duas doses da vacina com intervalo de seis meses entre elas.

A hepatite B é ministrada em três doses, começando pelo recém-nascido, sendo a segunda dose em um intervalo de 30 a 60 dias e a última, seis meses depois.














Saiba mais: De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a vacinação é responsável por evitar até três milhões de mortes por ano no mundo. Entretanto, apesar de ser um conceito difundido, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 22 milhões de crianças ainda não recebam imunização contra doenças que podem ser prevenidas.
Disponível gratuitamente para Android e IOS, o aplicativo VacinALert ajuda a manter a carteira de vacinação em dia.. Baseado em recomendações locais emitidas por sociedades médicas no Brasil, a ferramenta conta com um calendário completo de imunização, dividido entre crianças (do recém-nascido aos 10 anos), adolescentes, adultos e idosos. Ao clicar em uma das opções, é possível encontrar todas as doenças preveníveis, por meio da vacinação, dentro do grupo escolhido, incluindo o número de doses e um descritivo sobre a recomendação vacinal das próximas.

PAIS DEVEM GASTAR ATÉ 8% A MAIS COM MATERIAL ESCOLAR, NESTE ANO





ABFIAE lembra que, grande vilã é a tributação excessiva, que pode chegar a 47% do valor de alguns itens escolares

Na volta às aulas, uma das queixas dos pais de alunos é o preço do material comprado numa época em que o orçamento familiar está reduzido, ou seja, logo após o Natal e o Ano Novo.
Em janeiro é grande a procura por material escolar e segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), estes itens devem sofrer reajustes em torno de 8% neste ano.
Para presidente da entidade, Rubens Passos, a mudança nos preços se deve basicamente a três fatores: elevação dos custos das matérias primas dos materiais escolares ao longo de 2014; reajustes salariais superiores aos índices de inflação em diversas categorias profissionais ligadas ao setor; e elevação do valor do dólar, fato que influencia o preço de diversas matérias primas.
S
e as reclamações são frequentes,  poucos sabem que a grande vilã é uma só: a tributação excessiva. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgou que esses artigos são taxados em até 47%, como no caso das canetas. Itens como apontador e a borracha escolar têm alíquota de 43%; caderno universitário e lápis, 35%.
A fim de solucionar este grande problema, a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) lembra que, no Brasil, há projetos que tramitam há mais de cinco anos na Câmara Federal e que poderiam reduzir ou eliminar os impostos sobre o material escolar. São eles: o Projeto de Lei 6705/2009 e a PEC 24/2014. A PEC 24/2014 estabelece o fim dos impostos sobre os materiais escolares.
“Em um País onde os governantes cansam de afirmar que educação é prioridade, torna-se no mínimo contraditório, se não um absurdo, convivermos com a elevada carga tributária que incide sobre canetas, borrachas, lápis, apontadores, cadernos, e outros materiais básicos. É fundamental lembrar que ainda nos dias de hoje 25% dos estudantes não completam o ensino básico! Continua-se a construir um Brasil desigual, pois famílias de menor renda têm dificuldades em formar seus filhos. A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2014 seria uma solução imediata para a redução da absurda carga tributária sobre material escolar existente no País e uma forma de demonstrar que nossos parlamentares e governantes realmente levam a sério o tema da educação”, explica Rubens Passos, presidente ABFIAE.


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