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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Seguindo os rastros virtuais – Computação forense


Desde a virada do século o avanço e a modernização da tecnologia mudaram a sociedade, entre os pontos que mais se destacam está o uso da tecnologia da informação, fortificada no cotidiano de cada cidadão e empresa, intermediando relações, serviços e entretenimento, etc. Cada vez mais a tecnologia vem sendo utilizada não só para a análise de dados, mas também para oferecer inúmeras vantagens a seus usuários, usos que podem trazer consequências judiciais e financeiras.

A Computação Forense, ciência que visa o estudo de vestígios cibernéticos e a integridade de dados informatizados, permite rastrear informações que podem definir uma ação judicial e os responsáveis por manipulações digitais. A técnica também permite isentar, tanto pessoas físicas como jurídicas, de autorias erroneamente atribuídas. Os peritos podem analisar os dispositivos tecnológicos de distintas maneiras, tanto diretamente em funcionamento (Live), como realizando um backup (Post Mortem), evitando afetar a integralidade do sistema e preservando as evidências encontradas frente a futuras alterações.

Na justiça trabalhista, a Computação Forense adquiriu extrema importância, já que a partir da portaria 1510 de 2009 do MTE, o Registro Eletrônico deve ser utilizado em todas as empresas em território nacional, descontinuando o arcaico relógio e as assinaturas em folhas de sulfite, devendo emitir um comprovante para o funcionário. Já no ano de 2012 a portaria 373/12, habilitou sistemas alternativos para a marcação do ponto, permitindo o uso de aplicativos, mensagem de texto, softwares específicos, código de barras, basicamente qualquer sistema que garanta a integridade dos registros.

A existência de inúmeros dispositivos que realizam a função motivou uma leva de processos que questionam fraudes em marcações nas folhas de ponto. Nesse contexto o Perito Judicial e Assistente Técnico em Computação Forense, profissionais que dominam as técnicas de investigação de sistemas e dispositivos informatizados, estão sendo designados para analisar e comprovar tecnicamente possíveis modificações nas demarcações realizadas pelos múltiplos dispositivos aceitos na legislação vigente.

Para aqueles que estão nos tribunais e precisam comprovar que os dados apresentados nos autos são fidedignos é indispensável contar com apoio especializado. Um profissional que conte com conhecimento variado nos múltiplos sistemas de marcação de ponto e com os mais modernos softwares de análise computacional, garantindo não só a defesa da tese, como também preservando o futuro financeiro da empresa.







Marcelo Henrique Padilha – Profissional da área de Assistência Técnica da Vendrame Consultores Associados, que conta com 20 anos de experiência em Perícias. Engenheiro Civil, com especializado em Segurança do Trabalho e enfoque Ciências Forenses.

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