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terça-feira, 9 de maio de 2017

Estudo aponta que aumento de atividade física na infância reduz bilhões em gastos com Saúde



 
Pesquisas realizadas em outros países não servem necessariamente para o Brasil, mas um estudo em particular, realizado pela Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade norte-americana Johns Hopkins, serve como uma luva para o nosso cenário.

Este estudo revelou que com um aumento de 32% para 50% no número de crianças do ensino fundamental que fazem, ao menos, 25 minutos de atividade física três vezes por semana, podem ser poupados R$70 bilhões (US$ 21,9 bilhões) em custos médicos e salários perdidos ao longo de suas vidas.

Essa pesquisa foi publicada no periódico científico “Health Affairs” e mostra que o aumento na frequência de exercício para crianças com idades entre 8 e 11 anos, pode levar à diminuição de jovens obesos ou com sobrepeso.

Ou seja, a mensagem que cansamos de transmitir para nossos parceiros por aqui está sendo alardeada também entre os americanos: 'atividade física faz com que as crianças se sintam melhor e desenvolvam hábitos saudáveis'.

A novidade, que pode despertar mais atenção, é que, além de tudo, educação e atividades para uma vida saudável faz muito bem para a economia de países como o Brasil, onde o índice de obesos aumentou 60% na última década, alcançando 18,9% da população em idade adulta. Recentemente, o Ministério de Saúde, revelou que mais da metade dos brasileiros está acima do peso.

Muitos estudos apontam que um alto índice de massa corporal aos 18 anos de idade acaba perdurando por toda a vida adulta, com aumento do risco de doenças como diabetes e problemas cardíacos associados à obesidade ou ao excesso de peso. Essas implicações na saúde resultam em altos custos médicos e perda de produtividade.

Para que pudessem realizar a pesquisa na Johns Hopkins, a equipe responsável desenvolveu modelos para simulação computacional em um software. Os modelos se basearam em dados selecionados entre os anos de 2005 e 2013, pelo Serviço Nacional de Saúde.

A economia de R$70 bilhões gerada pelo aumento na frequência das atividades físicas é muito maior do que se investe em programas, como os nossos desenvolvidos pela Inmed Brasil, organização da sociedade civil, voltados para estimular uma vida mais saudável. A prática de atividades físicas também aprimora a coordenação motora infantil e tem um papel pedagógico importante ensinando a determinar metas, lidar com frustrações e aprender a trabalhar em equipe.

Trata-se de uma matemática simples: para cada centavo aplicado em um programa que estimule  melhoria da qualidade de vida, atividade física e educação  em saúde, o lucro é de centenas de reais ou de dólares no País onde ele ocorre.

Programas de educação física e prática esportiva devem crescer em progressão geométrica e não ser cortados. Recentemente a Inmed Brasil foi obrigada a encerrar, por falta de patrocínio, o seu programa Mais Bola, Menos Rua, que incentivava prática esportiva para 400 crianças do Centro de São Paulo.

Estamos longe ainda de uma plena consciência da importância de se incentivar nossas crianças a ser ativas e reduzirem o tempo em frente de computadores e tevês. É necessário repetir exaustivamente que desenvolver a saúde física de meninos e meninas nas escolas é excelente para a saúde financeira do nosso Brasil, um país que necessita tanto de economia em áreas públicas como a da Saúde.


 

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