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terça-feira, 9 de maio de 2017

Dia das mães



 

 
“Fisiologicamente a mulher passa a maior parte da vida se preparando para ser mãe. Por volta dos 9 anos o corpo da menina começa se preparar para gerar vida. A menarca é uma mudança radical na existência feminina. As menstruações as fazem lembrar todos os meses disso. A menina se transforma em mulher e ao iniciar a vida sexual são lembradas dessa capacidade. E esse ciclo segue até o climatério, quando o corpo começa a perder a função reprodutiva e termina com a menopausa, ocasião em que os ovários esgotaram sua fabriquinha de óvulos. Mas, muitas nessa fase, cumpriram bravamente o exercício diário de ser mãe.

Na verdade, a maternidade está dentro da maioria das mulheres, mesmo naquelas que não conseguem engravidar. Chamado da natureza? Pode ser que sim. Ser mãe está além da capacidade de gerar. É cuidar e amar aqueles que a chamam de mãe, é nascer para uma nova vida com intensas emoções e muito mais energia. Energia para gerar alimento e fornecê-lo a qualquer hora do dia ou da madrugada. Energia para passar noites acordada por causa de uma febre. 

Energia, para acordar e colocar todos fora da cama num dia frio e levar para a escola, quando ainda o sono a faria dormir um pouco mais. Energia para trabalhar um dia inteiro, fazer o jantar, dar banho, exigir a lição de casa, fazer supermercado, levar ao médico, num pique que dura até todos estarem deitados em suas camas. De fato, dentro da minha profissão tenho certeza: ser mãe é função para a vida toda. A elas o meu mais profundo respeito e admiração por esse papel de extrema doação. Feliz Dia das Mães.”






Dra. Marisa Patriarca - ginecologista e obstetra. Professora de ginecologia do curso de pós-graduação da Unifesp. Tem mestrado e doutorado pela Unifesp. É médica assistente doutora e coordenadora do Setor Multidisciplinar de Pesquisa em Patologia da pele feminina do Departamento de Ginecologia da Unifesp. Chefe do Setor de Climatério do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo ( IAMSPE).



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