sábado, 12 de setembro de 2026

Radiofrequência volta à cena e novas tecnologias ampliam as possibilidades de tratamento

Após ganhar os holofotes com celebridades como Kim Kardashian, a radiofrequência vive uma nova onda de popularidade. A Dra. Gabriela Silveira, biomédica esteta e CEO da Clínica Slim Santé, explica a evolução da tecnologia
 

A radiofrequência, conhecida há anos no universo dos procedimentos estéticos, está novamente em evidência. O movimento ganhou força depois que Kim Kardashian compartilhou sua experiência com o XERF, tecnologia desenvolvida na Coreia do Sul que combina duas frequências de radiofrequência para atuar em diferentes profundidades dos tecidos. Priyanka Chopra também publicou registros relacionados ao procedimento, aumentando a repercussão em torno da tecnologia.
 

Apesar de o XERF representar uma nova geração de aparelhos, a radiofrequência está longe de ser uma novidade. O que mudou foi a evolução das tecnologias, que passaram a oferecer diferentes formas de controlar a energia, a profundidade e a combinação com outros recursos. 

No Brasil, já existem aparelhos com radiofrequência monopolar, bipolar e multipolar, cada um com características e possibilidades distintas. Na Clínica Slim Santé, comandada pela Dra. Gabriela Silveira, biomédica esteta e CEO da clínica, um dos destaques é o Venus Legacy, equipamento que combina radiofrequência multipolar, campos eletromagnéticos pulsados e sucção controlada para atuar em diferentes queixas estéticas, principalmente flacidez, gordura localizada, celulite e contorno corporal.
 

Por que a radiofrequência voltou aos holofotes? 

A popularização de novas plataformas ajudou a colocar a tecnologia novamente no radar. O XERF, por exemplo, utiliza duas frequências de radiofrequência para alcançar diferentes planos dos tecidos e promover um aquecimento controlado, com o objetivo de estimular processos relacionados à remodelação do colágeno. 

Mas a volta da radiofrequência também chama atenção para uma categoria que já evoluiu bastante. Atualmente, os equipamentos permitem criar protocolos mais específicos de acordo com a região tratada e o objetivo de cada paciente. 

“Estamos vivendo uma nova onda da radiofrequência, mas não estamos falando de uma tecnologia que surgiu agora. O que existe é uma evolução dos equipamentos, que hoje permitem trabalhar com diferentes frequências, profundidades e parâmetros. O mais importante é entender o que cada tecnologia consegue entregar e para qual paciente ela é indicada”, explica a Dra. Gabriela.
 

Venus Legacy: uma tecnologia que combina diferentes recursos 

Na Slim Santé, o Venus Legacy se destaca justamente pela combinação de tecnologias em um único equipamento. A radiofrequência multipolar promove o aquecimento controlado dos tecidos, enquanto os campos eletromagnéticos pulsados e a sucção controlada complementam a ação durante a aplicação. 

A proposta é estimular processos relacionados à produção e remodelação do colágeno, melhorar a firmeza da pele e contribuir para a melhora do contorno corporal. Por reunir diferentes mecanismos, o equipamento pode ser utilizado em protocolos para flacidez, celulite e gordura localizada, tanto em regiões corporais quanto em áreas específicas do rosto e pescoço, de acordo com a avaliação. 

“Uma das vantagens do Venus Legacy é justamente a possibilidade de associar diferentes tecnologias em uma mesma aplicação. Isso nos permite trabalhar não apenas a flacidez, mas também questões como celulite e contorno corporal, sempre ajustando os parâmetros de acordo com a necessidade de cada paciente”, explica Dr. Gabriela.
 

Como funciona o Venus Legacy? 

A radiofrequência multipolar produz um aquecimento controlado e homogêneo dos tecidos, estimulando processos relacionados à produção de colágeno e elastina. Os campos eletromagnéticos pulsados atuam como um recurso complementar, enquanto a tecnologia de sucção controlada, conhecida como VariPulse, auxilia na condução da energia para os tecidos durante a aplicação. 

O tratamento é não invasivo e não exige um período prolongado de recuperação. A sensação durante a sessão costuma estar relacionada ao aquecimento da região e à sucção, e os parâmetros podem ser ajustados conforme a sensibilidade de cada pessoa. 

Os resultados são progressivos e dependem de fatores como idade, qualidade da pele, grau de flacidez e objetivo do tratamento. O número de sessões também varia de acordo com cada protocolo.
 

Flacidez, celulite e contorno corporal 

Embora a radiofrequência tenha ficado conhecida principalmente pelo estímulo de colágeno, a evolução dos aparelhos ampliou suas possibilidades. No caso do Venus Legacy, a combinação de tecnologias permite trabalhar diferentes queixas estéticas. 

Para a flacidez, o aquecimento estimula processos relacionados à remodelação do colágeno e pode contribuir para uma pele mais firme. Na celulite, a associação entre radiofrequência, campos eletromagnéticos e sucção pode ser utilizada em protocolos para melhorar o aspecto da pele. Já no contorno corporal, o equipamento pode auxiliar na redução de medidas e na melhora da aparência das áreas tratadas. 

“Quando indicamos uma tecnologia, não pensamos apenas no aparelho, mas no que queremos tratar. O Venus Legacy pode ser interessante justamente porque conseguimos trabalhar diferentes queixas dentro de uma estratégia personalizada, em vez de oferecer o mesmo protocolo para todo mundo”, afirma a Dra. Gabriela.
 

E no rosto? 

A radiofrequência também ganhou espaço nos tratamentos faciais, especialmente para pacientes que apresentam flacidez e desejam melhorar a firmeza da pele sem procedimentos cirúrgicos. A tecnologia também pode ser considerada em casos de papada, que pode estar relacionada à combinação de gordura localizada e flacidez. 

Nesse caso, porém, a escolha da tecnologia e dos parâmetros precisa ser ainda mais cuidadosa. A face possui diferentes planos de tecido e estruturas que precisam ser preservadas, principalmente em pacientes que já apresentam perda de volume. 

Por isso, tecnologias voltadas ao rosto não devem ser comparadas apenas pela potência ou pela profundidade que conseguem atingir. O objetivo do tratamento e as características individuais do paciente são determinantes para a escolha. 

“Quando tratamos o rosto, precisamos pensar em estrutura, qualidade da pele e preservação de volume. Não existe uma tecnologia universal. A indicação depende do grau de flacidez, da anatomia e do que o paciente busca como resultado”, explica a Dra. Gabriela.
 

A radiofrequência não é um lifting 

Apesar de muitas vezes aparecer associada ao chamado “efeito lifting”, a radiofrequência não deve ser apresentada como equivalente a uma cirurgia. O objetivo é promover estímulos que possam melhorar a firmeza e a qualidade da pele de maneira progressiva. 

Em casos de flacidez intensa ou excesso significativo de pele, procedimentos cirúrgicos podem continuar sendo a indicação mais adequada. A avaliação é o que determina qual abordagem faz sentido para cada caso.
 

O que explica a nova onda? 

A repercussão do XERF entre celebridades como Kim Kardashian ajuda a explicar o retorno da radiofrequência aos holofotes. Mas o fenômeno também reflete uma transformação da própria categoria, que passou a reunir equipamentos com diferentes frequências, profundidades e combinações de tecnologias. 

Na Slim Santé, o Venus Legacy representa essa evolução ao combinar radiofrequência multipolar, campos eletromagnéticos pulsados e sucção controlada em protocolos que podem ser adaptados a diferentes objetivos. 

Mais do que seguir o procedimento que está em alta nas redes sociais, a tendência reforça a importância de escolher a tecnologia de acordo com o que a pele e o corpo realmente precisam. 

“O interesse das celebridades ajuda a colocar a radiofrequência novamente em evidência, mas não deve ser o critério para escolher um tratamento. O que funciona para uma pessoa pode não ser indicado para outra. A tecnologia é uma ferramenta, e o resultado depende de uma boa indicação, dos parâmetros utilizados e da avaliação individual”, conclui a Dra. Gabriela.

 

Dra. Gabriela Silveira - Biomédica Esteta, pioneira na aplicação da técnica de Microtox no Brasil, especialista em intercorrências, graduanda em Medicina, doutoranda em Ciências Biomédicas pela IESLA (em Rosário, Argentina), pós-graduada em Biomedicina Estética pelo instituto IBECO, pós-graduada em Biortomolecular pelo ISEEC, MBA em Cosmetologia aplicada à Estética, speaker na New York University, speaker no ICLO na Itália, participante ativa de diversos cursos e congressos internacionais, proprietária da Clínica Slim Santé em São Paulo e do Grupo Dra. Gabriela Silveira, uma escola que oferece cursos de aperfeiçoamento na área estética para biomédicos, médicos, farmacêuticos e dentistas, presidente do Injector Congress, membro da Aesthetic Multispeciality Society (Londres).
 


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